17/11/2009
às 6:23 \ RelacionamentosO perfeito

Durante toda a vida me esforcei para ser o melhor filho, o irmão mais querido, o namorado perfeito, o funcionário exemplar, o chefe compreensivo, o amigo de todas as horas… Conquistei a admiração de todos que me cercam. Graças ao seu consultório sentimental, percebi que muito do que fiz foi para satisfazer o desejo do outro e ser adorado, me sentir assim superior. Por conta disso, modéstia, resignação, conformismo, contenção e aparência de humildade são características minhas. Mas, como não poderia deixar de ser, muitas vezes o desejo do outro se mostra incompatível com o meu.
Me casei por conta de uma gravidez inesperada e estou no casamento há oito anos. No início, me esforcei para agradar minha esposa e fiz dela uma mulher feliz. Há algum tempo, no entanto, já não consigo satisfazê-la em nenhum plano. Gostaria muito de me separar, pois somos pessoas que não têm os mesmos objetivos. Só que tenho pavor da reprovação dela, dos meus três filhos e dos amigos.
Caí na armadilha da traição e a história quase foi revelada. Na ocasião, vivi os piores dias da minha existência. Cheguei até a pensar em suicídio. Preciso aprender a decepcionar os outros para viver.
Você sabe o que se passa com você e o que você quer. No entanto, não consegue sair da posição de objeto do “desejo do outro” em que se encontra. O seu e-mail mostra que a capacidade de analisar a própria situação não basta para mudá-la. Noutras palavras, ele expõe claramente o limite da reflexão. Por isso, para a psicanálise o “Penso, logo existo” de Descartes deve ser substituído por um “Digo, logo existo”. A gente só enxerga o que a consciência não alcança falando e sendo ouvido. Quem fala pode se surpreender com o que diz. Se devidamente escutado, se valerá do que disse e mudará a sua vida.
Para superar o pavor, o melhor é procurar um analista. O pavor é datado do passado e a rememoração permitirá encontrar a explicação que irá libertá-lo. Você tem de fazer um trabalho com você mesmo para conseguir dizer não e conquistar a liberdade desejada. Ademais, é possível se divorciar sem romper. Para tanto, sua esposa, seus filhos e seus amigos deverão ser convencidos da necessidade da separação e isso acontecerá se você estiver convicto e se valer da capacidade de persuasão que tem.












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41 Comentários
Anonimo
-06/10/2010 às 14:06
Nunca tive sorte em minha vida sentimental, não fumo, não sou alcolatra, não sou viciado em nunhum tipo de drogas, ou seja, não possuo vicio algum, não me considero feio, sou trabalhador, sei conversar e me expressar, já estou com 43 anos de idade, já fui casado por oito anos, agora sou separado, más por mais que eu me esforce em minha vida sentimental quando as coisas estão quase dando certo acontece alguma coisa e tudo se desmorona, faço a minha parte que é tomar iniciativa, talvez até insistir um pouco se for preciso, más quando parece que vai dar tudo certo ai acontece uma desgraça e vai tudo por água a baixo. O que eu faço para mudar isso? Até parece que tem alguma coisa sobrenatural agindo em minha vida sentimental impedindo minha felicidade.
Desde já agradeço.
OBS: Se for possivel enviar sua opinião para o meu e-mail fico grato, também não me importo de forma alguma que publiquem aqui na net o que acabo de digitar.
[WORDPRESS HASHCASH] The poster sent us ’0 which is not a hashcash value.
Paulo
-03/07/2010 às 2:40
É interessante como tantas pessoas vivem os mesmos problemas. Eu também sempre quis ser o cara bonzinho, não consigo dizer um não a ninguém. Entretanto, por conta disso, tenho sérios problemas profissionais e pessoais. Vou pensar bem sobre tudo o que foi dito aqui e tentar mudar de atitude.
Raul
-16/02/2010 às 17:20
Sou mais um que se identifica com o consulente. Muito boas as colocações das pessoas que conseguem ser autênticas, sinceras, destemidas e sabedoras do que querem. Parabéns pro Jacinto, Elizabeth, Sunshine.
Parabéns também a todos os que reconhecem a sua vulnerabilidade, o vício de querer agradar, a insegurança; mas estão buscando resgatar a autenticidade e firmeza pra fazerem suas escolhas independentemente da aceitação dos outros.
Concordo que qdo queremos agradar, acabamos por nos anular e por mal acostumar os outros. Certa vez eu li que aquele que quer agradar a todos, acaba por não agradar a ninguém. Perdemos a personalidade, e somos mais influenciáveis e imaturos.
Creio tb q queremos ser perfeitos por achar que se enxergarem nossos defeitos irão nos rejeitar. Damos lugar ao seguinte extremismo: ” Se não posso ser perfeito, então eu sou um fracasso” E isso é simplesmente torturante porque acabamos numa montanha russa emocional. Qdo somos aceitos nos sentimos o máximo, qdo somos rejeitados nos sentimos um lixo.
Acredito que devemos criar “calo” qto à rejeição, saber que mais cedo ou mais tarde alguém irá nos desconsiderar ou rejeitar, e aceitar isso com naturalidade.
Desejo me aceitar incondicionalmente, saber que tenho “luzes e tb sombras”, q às vezes irei fracassar, ter desânimo, medo, incompreensão. E apesar dos sofrimentos da vida, e que a todos atinge, que eu possa ser amigo e ajudador de mim mesmo, e não carrasco e acusador.
Elizabeth
-24/01/2010 às 14:06
Olá, é a primeira vez que falo de frente de minha vida. Achei super interessante em como somos todos tão iguais. No fundo fazemos tudo para os outros, buscamos a perfeição imperfeita…, por que não queremos ser melhor que nós mesmos? Por que somente, e apenas somente comemoramos as vitórias? Vamos parar de viver como no carnaval, brincamos para esconder a dor, porque as pessoas não irão nos amar se DESCONFIAREM QUE CHORAMOS, temos fraquezas como qualquer um. Basta! Quer sorri sorria, quer xingar o chefe, xinque! Diga que ama, diga que não está bem. É velha pra vestir mine saia?Use, não importe com os comentáros. Já paramos pra pensar que o que importa é ser feliz. Sou considerada louca pela família, sabem por que? Porque faça tudo que gosto. Trabalho, me sustento e não ouço o que os rotúlos convencionais exigem. Desfrute da vida sem magoar ninguém. Nunca diga que alguém está errado, existem pontos de vista diferentes. Viva como você se sente bem. Jamais terá pressão alta…., tenho 55 anos de bem com a vida. Claro que tenho medos, angústia…., aprendi a conviver bem comigo. Quando alguém chora dou o ombro e choro também, pergunto se posso ajudar, caso não, saio de mansinho, não carrego peso morto.
Stanley
-09/01/2010 às 4:41
Eu tb vivia me anulando para dar uma de bonzinho, de cara legal… Acho que vc deveria mandar o resto do mundo a m… e viver sua vida. É difícil, mas é possível. Eu consegui.
Mauriceia
-06/12/2009 às 22:21
O que você sente me pareceu bastante familiar. Estou presa em um casamento, abrindo mão de um grande amor, o qual nunca senti antes, para proteger os sentimentos dos filhos, da minha família , da família do outro. Enquanto isso fico infeliz. Será que vale a pena?
Ana
-04/12/2009 às 13:59
Jacinto, ninguém ´faz´ ninguém. Sua esposa já tinha o potencial para ser uma empresária.
Reconhecer as próprias qualidades é bom, mas modéstia é melhor ainda.
amauri
-28/11/2009 às 12:43
Desejamos a felicidade e a ela buscamos. Às vezes por algum tempo abrimos mão da mesma. Há casos em que descuidados e cheios de maus tratos, deixamos a felicidade de lado, negamos sua existência por quase toda vida, em pró não sei mesmo de quem. Sufocamos nossos sonhos, os trancamos em um quarto escuro.No outono percebemos um grito interior, um sentisse caótico diante da existência ao ver a olho nu o desperdício de uma vida inteira. A felicidade não é clandestina e sim construída, às vezes lenta e cautelosamente. Aquele que em total domínio do seu interior movesse em graça, estendendo as mãos aos outros não desperdiça o instante e faz valer o sentimento de unidade. Ninguém é mesmo uma ilha, existimos quanto o outro, a real felicidade é manifesta, se expõe para envolver o outro e ser compartilhada. È vital ao que é feliz, doar-se, trazer mudanças e saúde a sua volta, e o faz. O real contentamento è divisor de águas, pois leva o outro a identificar em si a vontade de viver sadio, de mãos limpa e bom coração. Fantasia não é felicidade, na maioria das vezes trata-se de coração surdo, para esconder do triste a falta de coragem em pisar sobre terra nova e dizer adeus a toda fuga e falta de esforço. Tire as mãos dos bolsos e parta para construir a sua felicidade .
Oliver e Joel
-25/11/2009 às 19:54
Não entendi porquê ele deve convencer os amigos da necessidade de separação. O que os amigos têm a ver com isso? Ele precisa da aprovação dos outros para fazer algo que só diz respeito a ele e sua esposa?
“…seus amigos deverão ser convencidos da necessidade da separação e isso acontecerá se você estiver convicto e se valer da capacidade de persuasão que tem.”
Tatiana
-25/11/2009 às 14:00
Cadê o post desta semana?
Pulpa
-25/11/2009 às 0:06
Olá a todos. É minha primeira vez neste blog. Gostaria da opinião sincera de vcs. Vivo na mesma prisão que o consulente. A única diferença é que não me sinto superior em nenhum momento. Sempre faço de tudo para agradar a todos e faço isso para sentir que ‘existo’. Somente quando me sinto aceita e aprovada é que meu corpo e minha alma experimentam a breve sensação de ‘existir’. Mas logo os pensamentos depreciativos sobre mim mesma reaparecem. Eu não me aprovo em nada. Quase nem respiro para não ser percebida. Ser rejeitada ou reprovada é como receber a confirmação: você é o que pensa que é. E tudo está piorando. Não tenho paz. Preciso de esperança.
Joana
-24/11/2009 às 23:33
alvaro, adorei o que escreveu…
Helbert
-24/11/2009 às 18:02
Georgia,
Dizem que o analista freudiano entra em conluio com seu analisando e diz: vamos colocar a culpa de todos os seus problemas em sua mãe. Tome cuidado com este tipo de opinião e armadilha. Isto não cabe a um ser humano adulto. As justificativas que o consulente dá para seus problemas também não cabem para um ser humano adulto. Ficam muito bem para um adolescente.
Paulo Dagberto
-24/11/2009 às 11:50
Ridícula a apologia psicanalítica feito por Milan Betty. Dizer que só a psicanálise propicia a nova consciência é negar todo o progresso das psicoterapias que ousaram discordar do velho Sigmund e demonstraram ser muito mais eficientes com um tempo de tratamento mais breve e garantido. O caso proposto pela psicanalista não passa de um transtorno de personalidade dependente, algo que pode ser tratado, com técnicas mas arrojadas sem grandes viagens ao inconsciente. O que revela o ser humano não é o inconsciente em si, mas a sua consciência. Não é o inconsciente que fala por nos,mas nós é que falamos para esse inconsciente. Em tempos de renovações teóricas na ciência clinica devemos mostrar um outro lado da psicologia, talvez menos romântica e poética, mas clinicamente validada. Penso estar na hora de simplificarmos os problemas e deixarmos os floreios e rodeios de lado e tratarmos nossas dificuldades com menos subjetividade e mais ciência clinica.
Nobody
-24/11/2009 às 3:50
Parece que uma parte quer ser admirada por egoismo, outra quer lucrar as custas de outros tamém por egoismo. Não tenho medo de assumir minha dúvida sobre a fé, mas se tenho coragem de falar isso, logo recebo milhares de pedradas (perco os amigos) por ser um “herege”. Então por amor à eles eu mentirei sobre meus sentimentos? Mas e onde entra a tolerância e o amor incondicional (perfeito) nisso? Paradoxal não é? Deste modo acabaremos concluindo que Cristo também era um egoista! Coitado! Morreu só pra enfeitar! Super-homem é narcisista e Lex Luthor é invejoso. Eu acho que a perfeição, assim como o conhecimento pleno, são impossiveis. Mas vale apena buscar por eles. Ser bunda mole para agradar todo mundo não é sinônimo de perfeição.
Georgia
-23/11/2009 às 13:20
Sobre o comentário do Helbert, talvez ele não tenha compreendido.Não é questão de ser perfeito, é tentar ser o melhor possível aos olhos dos outros, ao contrário, não queremos convencer os outros que somos maravilhosos, queremos ter paz em fazer a coisa certa. Eu sei de onde surgiu meu problema, pelas exigências que minha mãe fazia, em ser responsável por todos os atos que pratico na vida. Quando somos crianças, fazemos coisas no intuito de agradar, para nos sentirmos bem.
O egocentrismo vem em direção oposta, queremos que os outros nos dê tanto valor que façam por nós. O que ele passa é o contrário, mesmo dizendo que faz tudo certo, temos a ilusão que fazemos tudo certo pros outros, quando na verdade, nos subjugamos em nossas vontades. Os outros vem em primeiro lugar e se não fizermos, sentimos culpa. Aliás, é isso que aprendo a cada sessão da terapia, a dar valor ao meu desejo, em detrimento ao desejo alheio, pensar na importância do que eu quero e não só do que o outro quer.
Apesar de saber disso, esse entrave psicológico me aflige, como aflige o consulente em questão. O engraçado é que não existe cobranças à mim, mas na hora de cobrar os outros, existe um abismo. Mas espero em breve construir a ponte para ultrapassar esse abismo emocional.
alvaro
-23/11/2009 às 11:53
Consigo me identificar muito com o consulente. Também pautei muito de minhas atitudes e comportamento com o objetivo de agradar as pessoas. Não se trata de tornar-se vítima agora de seu próprio passado. Fomos assim porque só podíamos ser assim. Era a maneira de enfrentarmos nossa insegurança, medos de rejeição, nossa extrema sensibilidade (exagerada) e pretensão de sermos poderosos o suficiente para fazermos a felicidade dos outros. Na verdade, fomos sempre traidores e desonestos conosco mesmos. Vivemos uma ilusão esses anos todos. Mude, comece a ser honesto contigo mesmo, o resto virá a reboque e naturalmente.
Você agora se dá conta (assim como eu) que o preço que pagamos foi enorme. Está na hora de assumir nossas vontades, defeitos, vaidades, imperfeições. Quem realmente gosta da gente permanecerá perto. Talvez nossos casamentos tenham que ser revistos, mas talvez a melhor parte deles – a amizade- nunca seja perdida mesmo. Boa sorte para nós dois.
Um abraço
Priscila
-23/11/2009 às 2:16
O mundo sempre nos questiona sobre como “agir” com o outro, como se estivesse sempre esperando de nós a tal “perfeição”. Temos que ser, os melhores alunos, os melhores filhos, os melhores amantes, os melhores amigos… E Onde ficam os “melhores EUs”? Precisamos SER o ponto de partida, e não o ponto de chegada, até por que qualquer passo que daremos refletirá principalmente em nós mesmos. Precisamos entender que nós mesmos construímos nossas histórias e que cabe a cada um construir a sua. Temos a responsabilidade de sermos “perfeitos” para nós, agindo de acordo com nossas vontades, sentimentos e razão. Afinal, de que vale a vida se não for para olharmos para trás e dizermos para nós mesmos: ” Tudo o que fiz valeu a pena … Fiz por mim!”
Fernanda
-22/11/2009 às 20:47
Me identifiquei com seus comentários, tenho as mesmas vontades de os mesmos medos…
Faço análise e espero me libertar dos medos e seguir em frente..
Georgia
-21/11/2009 às 13:29
Passo exatamente pelo mesmo dilema. E não consegui, mesmo com toda a inteligência resolvê-lo. É mais forte do que eu. Estou fazendo análise também, pois a pior coisa é saber o problema, achar que poderia facilmente resolvê-lo e se ver cercada por pessoas que nessa hora, não falam mesma língua que você, ou seja, quando interessam se mostram e uma maneira, na hora em que precisamos de força, desabafar ou por fim a um problema, são estrangeiros, que não falam a mesma língua e te tratam como doida.
É, não é fácil.
Marcelo
-20/11/2009 às 20:08
Eu amei a frase “O seu e-mail mostra que a capacidade de analisar a própria situação não basta para mudá-la. Noutras palavras, ele expõe claramente o limite da reflexão.” Depois disso tomei coragem e procurei um analista. Obrigado.
Helbert
-20/11/2009 às 16:22
Só corrigindo, foram 8 anos.
Helbert
-20/11/2009 às 16:21
Acredito que a Betty Milan intitulou esta coluna de “O perfeito” de uma forma bastante sarcástica. Qualquer um que se diga “o melhor” nisto, naquilo, ou naquilo outro, deveria se olhar no espelho com um pouco mais de atenção. O consulente consegue citar dois grandes erros que cometeu na vida, num período de 2 anos, e ainda assim diz que tem tentado fazer “o melhor” e avalia seu uma pessoa superior. Admirado, cultuado, endeusado.
O único problema é que as atitudes que cita estão muito comumente associadas ao egoismo, ao egocentrismo. Estas são características das pessoas que se sentem superiores. E que gostam de posar de vítimas de um mundo cruel e desumano.
O interessante é que praticamente todos os comentários foram consoladores. Todos compraram esta imagem do vitimado pelo destino, do flagelado pela mulher cruel e pelo amigos, pais, o diabo!
Acorde! Tente enxergar-se como mais um ser humano, nem melhor nem pior que os outros. Vire homem e assuma suas atitudes! Pare de chororô em público!
ThiagO
-20/11/2009 às 9:28
Muito interessante a questão do “se ouvir”. Devemos falar, mas também ouvir o que estamos dizendo. Isso é uma das orientações da minha terapeuta: “Está se ouvindo quando você diz isso?”.
As coisas estão explícitas, mas muitas vezes a gente não quer enxergar.
Ótimo comentário o da Betty.
Joana
-19/11/2009 às 22:12
seria muito bom ajudar o outro apenas com palavras… acontece que a vida nos ensina, ou tenta ensinar, sempre, o que não sabemos…
não temos idéia quando o amor acaba, a paixão, e fica, quando fica, somente a amizade, ou a suposta amizade…
será que vale a pena continuar casado, pelos filhos, pela esposa? e a vida, a sua vida, dos filhos que crescem, o tempo perdido da esposa, que talvez fique num casamento tb se enganando que está tudo bem? onde fica, tudo?
é possível perder uma pessoa que tem tudo a ver com vc, é o seu número, etc… é uma pena quando isso acontece….
a vida é de cada um… cada um sabe onde o sapato aperta…. se cuide.
Sofia
-19/11/2009 às 13:51
Pode-se dedicar o máximo à esposa e aos filhos, acredite, nunca será o suficiente.
É maravilhoso conviver com um homem generoso e humilde.
É possível ser feliz com essas qualidades, desde que quem estiver ao seu lado o coloque bem lá no alto e você faça o mesmo por ela, porque como nenhum dos dois é capaz de se colocar acima do companheiro, um cumpre essa tarefa pelo outro.
Felicidades e que você viva essa experiência!
Amor, reciprocidade, afinidade e muita conversa, (para colocar todos os monstrinhos pra fora).
Não comece a ter vida própria só depois dos 60, ok?
ILZA MACEDO ASSUNCAO - MÁLAGA - ESPANHA
-19/11/2009 às 7:41
PREFIRO MAIS OS COMENTARIOS DO QUE A ANALISE DA BETTY .
Nina
-18/11/2009 às 23:53
Saia dessa vidinha mais ou menos enquanto é tempo, se não consegue mais satisfazer a esposa, quem sabe ela não ficará muito feliz, com esse desfecho, cuide de voce, e pare de agradar todo mundo, hora de acordar pra real!
Maíra
-18/11/2009 às 22:05
Boa noite a todos!
Eu considero a fala do Jacinto importante. Prova de que ele tem muito amor próprio e conseguiria viver mesmo que nao tivesse aprovação de ninguém neste mundo. Mas confesso que cou muito mais parecida com “o perfeito” analisado. A mesma necessidade de agradar, o mesmo medo das opiniões alheias, a mesma busca por não errar, eu me identifico. E agradeço a opinião de todos, mas é muito mais difícil fazer. Eu até já compreendi que nem Jesus Cristo agradou a todo mundo… mas fazer mesmo… esse busca ainda me persegue…E confesso que fiquei até um pouco aliviada em ver que não sou a única neste mundo com este “problema”.
Galadriel
-18/11/2009 às 20:38
Eu passei por uam situação parecida.
Quando era adolescente eu sai sem avisar que ia passar o dia fora e quando cheguei meus pais estavam se preparando para me procurar nos hospitais.
Não importava que eu tinha saido com meu irmao adulto e nem que ainda era dia, eles estavam desesperados. Na minha cabeça disse que nunca mais ia fazer isso com eles.
Após esse evento, toda minha revolta adolescente que tenta criar asas para voar, foi guardada quietinha. Passei a só fazer o que eles deixavam. Entrei num casulo e numa fase que lia desesperadamente talvez tentando fugir da realidade. Não saia, não viajava,…
Isso se prolongou por vários e vários anos. Mas aquela não era eu.
Não a Galadriel real, que queria bater asas e voar.
Já adulta, cheguei num ponto que não ia aguentava mais me anular por eles.
O grande problema é que fui de um extremo fui para o outro. Não houve meio termo. Talvez por ter se prolongado tanto.
Vivi em 2 anos o que deveria ter feito em 8, 9 anos de amadurecimento. Sem me preocupar com nada.
Depois de um tempo, fui acalmando e cheguei no equilibrio. Hoje sei que não se pode anular por ninguem ou por nada. E se me sentir incomodada com alguma coisa, eu devo falar e resolver o mais rapido possivel.
O que quis mencionar nessa historia toda, é que quanto mais tempo você se anular pela sua mulher ou familia, talvez crie um problema maior.
Saindo antes, pode haver uma condição mais facil e de maior equilibrio, porque você não sairá tão magoado, e com tanta raiva pelo tempo perdido que será mais facil a adaptacao para todos.
E podera manter a amizade com ela e a conviencia saudavel com os filhos.
Karla
-18/11/2009 às 20:32
Sr. Perfeito o primeiro já foi dado, vc compreende o que se passa e sabe o que quer.
A terapia vai ajuda-lo a se instrumentalizar e conquistar essas mudanças, esse crescimento que vc necessita, nao tenha medo de ser voce mesmo. Vc se gostando o restante te será acrescentado.
Vai em frente.
Ann
-18/11/2009 às 12:53
Perfeitas as colocações dos leitores Jacinto e Lila. Querer dar tudo a todos o tempo todo é uma prisão, e o resultado final é sempre a infelicidade de quem assim age. Além disso, a partir do momento em que nos obrigamos a fazer de tudo e mais um pouco por todos, acostumamos muito mal as pessoas que estão à nossa volta. Elas tendem a perder o respeito por nós, exigindo sempre mais e mais, e pouco se importando com os nossos sentimentos e conflitos. Dividir a felicidade (e não se obrigar a fabricá-la para os outros) é realmente o caminho a ser seguido.
Little Miss Sunshine
-18/11/2009 às 12:41
Amigo,
Me identifiquei muito com vc. Por toda a minha vida tentei ser a filha, aluna, amiga, namorada perfeita. Esse desejo ou necessidade maluca de ser aceita me ajudou em muitos aspectos em tentar se uma pessoa melhor, mas me prejudicou na descoberta do meu verdadeiro eu.
Hoje com 28 anos finalmente tomei as rédeas da minha vida, principalmente no aspecto profissional, larguei uma bem-sucedida carreira acadêmica e estou há 6 meses em um período sabático tentando me descobrir. Antes tarde do que nunca, estou me assumindo para mim mesma, principalmente, e para as pessoas a minha volta. Não significa que eu tenha me tornado má, talvez um pouco mais egoísta. Mas de fato, uma pessoa real e mais feliz.
Sugiro o filme “Little Miss Sunshine”, que mostra que não ser perfeito é libertador.
Um abraço,
Gabriela
-18/11/2009 às 11:31
Betty Milan, como sempre seus comentários … preciosos… mas fiquei pensando um pouco em relação ao que disse ao rapaz quando se refere a ele ter que convencer aos outros da necessidade da separação. Fico imaginando que um sujeito como esse, ou ele rompe ou tá ferrado, porque certamente ele se alia com quem provavelmente “paga” de ofendido e joga pesado com um suposto NÃO dele, não acha? Um abraço gabriela
jorji
-18/11/2009 às 11:20
Ele citou que os dois não tem o mesmo objetivo, o objetivo maior do casamento e da lei da vida é a procriação, a mulher pode gostar de preto, e o homem de azul, isso não impede de um casal se dar bem, o amor foi criado para justificar o sentimento de preservação, a paixão acaba com o tempo, pelo que entendi essa pessoa viveu sempre para agradar a outros, mas vivemos sempre fazendo isso, o problema dele foi a traição, qual homem que não trai? traimos até a nós mesmo.
Joelton Farias
-18/11/2009 às 10:38
Acho que o comentário do amigo acima, dizendo que “Será que se você ficasse desempregado, (…) ficariam pra lhe ajudar, estender a mão?” foi muito feliz. Quando você se entrega, você cria a sensação que “não fez mais que a obrigação”, e baseado no ditado de que “quando se dá a mão logo querem o braço”, não haverá paz para você até que suguem sua vida. Aparentemente, parece que isso já está acontecendo.
Vivemos realmente numa sociedade hipócrita, onde os relacionamentos são pautados mais na formalidade e nas convenções do que no respeito, na compreensão e na confiança. É triste, mas palavras como dignidade só tem um significado cômico, e o valor de uma pessoa está no dinheiro que ela tem e na sua aparência. Quanto a isso, não há muito o que fazer, exceto lamentar.
Enfim, não espere compreensão. O que você vai encontrar ns pessoas será descaso, egoísmo, e indignação. Você é uma máquina a serviço da sua esposa e dos seus amigos, e vão te olhar com o ódio de alguém que perde algo que estava a seu serviço. É triste demais. Você vai se decepcionar quando perceber que para eles você não é um homem, é um robô.
Compartilho do seu cansaço, e te desejo boa sorte. O fardo da liberdade é bem mais pesado que o da conveniência, mas chega um momento que não há mais o que fazer, a não ser gritar “eu sou um homem!”.
Lê
-17/11/2009 às 23:52
Jacinto, amei sua colocação. Muito boa!!
Abcs.
Lila
-17/11/2009 às 21:06
Queremos fazer o outro feliz… ( não temos esse poder) o que nos sai muito caro,
pagamos com nossa felicidade. Eu também acreditava que poderia, hoje… minha
crença é de que, só podemos dividir nossa felicidade.
francisco
-17/11/2009 às 18:28
Cara, legal seu blog. Adorei as ilustrações, desenhos, por que vc não coloca os créditos?
Abraços
Jacinto
-17/11/2009 às 15:06
Amigão, vivemos num mundo onde só quem sobrevive são os mais audazes, os mais atirados, os mais destemidos. Nem o Cristo agradou todos que estavam a sua volta, por isso lixe-se essa sociedade hipócrita e podre. Sou um pouco diferente: No meu trabalho não tenho muita paciência, mas nunca esqueceram do meu aniversário! Em casa, amo minha esposa e minha filhinha de poucos meses, mas ensinei minha mulher a enfrentar as vias cruciais da vida, fiz dela uma empresária, e quando é necessário digo NÃO sem o menor dos pudores, e a cada dia que passa a mulher continua apaixonada. Nem por isso, no dia-a-dia da vida, deixei de ser cortês, educado, cumpridor dos meus deveres e por aí vai. Então, saia dessa jaula que se chama máscara e jogue um pouco de veneno nas suas relações, pois verás que os amigos verdadeiros ficarão e os que se afastarem dê graças a Deus porque foi apenas uma grande limpeza que aconteceu em sua vida. Será que se você ficasse desempregado, endividado, na pior mesmo, esses que tanto você estima e se preocupa em não magoá-los ficariam pra lhe ajudar, estender a mão? Seja forte e dane-se essa sociedade desgraçada.
Tândler B. Sampaio
-17/11/2009 às 8:34
No mundo que vivemos hoje, este tipo de relacionamento é muito complexo. Se a recíproca for verdadeira, creio que existira uma cumplicidade verdadeira, porém, neste caso especifico, ele meramente por ser tão perfeito, não deixou outra escola para sua parceira, procurar novas emoções.
Sinceramente não acredito neste tipo de relacionamento.
Um grande abraço.