06/10/2009
às 15:41 \ RelacionamentosDesejo e pó

Aos 42 anos, depois de ter sido casada durante 23 anos e ter uma existência absolutamente regrada, me pego vivendo uma aventura com um rapaz de 20, que me faz pensar na música da Violeta Parra, Volver a los Dezessiete. Passei os últimos anos do meu casamento achando que tinha algum problema hormonal, pois não sentia o menor desejo, e agora vivo numa grande euforia desde que conheci o rapaz. Penso em sexo o tempo todo. Meu namorado me excita de uma forma que dá medo.
Ele é o avesso de tudo que eu planejo para mim em termos de relação. Nós pertencemos a mundos opostos, sou doutora por uma universidade estrangeira e ele não tem sequer o ensino médio. No começo, resisti muito ao assédio dele, pois tive medo de cair num golpe desses que rapazes mais jovens e mais pobres pregam em coroas. O fato é que, além de não ser rica, não aparento 42 e ele diz que precisa da segurança que eu dou.
Não desejo fazer planos com ninguém, mas tenho de aceitar melhor esse relacionamento. Já faz quase um ano que nos encontramos e não consigo apresentá-lo aos meus amigos. Sinto vergonha dele e isso me deixa mal. Como posso sentir vergonha de um homem tão bonito, trabalhador, que não me pede nada em troca do prazer?
Você se casou aos 19, se divorciou aos 42 e voltou a ter 17, graças ao amor, que suspende a realidade e confere aos amantes a idade que eles se atribuem. A intensidade do seu sentimento dá medo, como se a morte imaginária vivida na relação sexual fosse a morte propriamente dita. Sexo não mata, revitaliza. Salvo quando o fogo da paixão é tomado pelo fogo do inferno porque o sexo está associado à culpa.
Penso que, no seu caso, esta associação explica uma vergonha que não se justifica pois, como você diz, o rapaz é bonito, trabalhador e não pede nada em troca do prazer. O que a envergonha é o tesão que você sente, você que foi educada para viver uma vida regrada e viveu assim durante 23 anos com o ex. Você está presa a uma educação que desautoriza a paixão amorosa, pois ela subverte a ordem.
Agora, não há como escapar à paixão. Ela é imperiosa. Por que não vivê-la, aproveitando o máximo já que a morte real existe e a vida é datada? Já que o futuro é incerto e o presente é o que nós efetivamente temos? Como tão bem diz a escritora Márcia Denser, no livro Prosa Escolhida, nós somos ‘desejo e pó’.












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52 Comentários
mara
-22/02/2010 às 19:17
Maia, com sua permissão gostaria de tornar minhas as suas palavras.
Vc disse tudo o que penso em relação ao alguns homens que ficam o tempo todo criticando uma mulher madura. Vi e ouvi muitos casos. Agora, eles podem, ficar barrigudos, careca, de cabelo branco, relaxados, sujos em muitos casos em relação as partes íntimas, etc. depois vêm dizer que a mulher (dele)não gosta disso, daquilo, etc, por isso vão atrás de outras mulheres. Relaxam no quesito sexo, vira um verdadeiro “vaii bom, não foi?” ou passam o dia ignorando a mulher, para qdo chegar a noite, desejam que elas se transformem em verdadeiras mulheres dispostas a satisfazer todo os seus desejos e por ai vai. Então, qdo deparam com mulheres do tipo Ana Maria Braga, Suzana Vieira,Madona e muitas outras não famosas, ficam fazendo piadas de todos os gêneros. Como se a mulher não pudesse ser admirada pela o que ela é.
mara
-22/02/2010 às 17:15
Daniele,
faça-se notar…pela a sua espirituosidade, feminilidade, inteligencia…seja sutil…quem sabe!
daniele
-20/02/2010 às 13:33
eu gosto muito de uma pessoa mais nao sei se ele menota
[WORDPRESS HASHCASH] The poster sent us ’0 which is not a hashcash value.
mara
-17/02/2010 às 18:06
Não sei porque tanta gente fala a importancia da idade. É IMPORTANTE, mas não fundamental.
Quantos milhares de casamentos terminam entre casais que tem idade, nível social compativel?
Alguem sabe dizer a razão? Alguem nesse momento, estava pensando na idade?
O eterno é muito longe. Se for para dar certo daŕá, se não…..Quardemos as boas lembranças. é melhor ter momentos unicos para lembrar…a não ter nada.
cristina
-10/01/2010 às 10:03
olha cada caso é um caso,mas no geral quando se quer companherismo ,tambem sexo,mas depois dele conversar de igual para igual,termos coragem tanto homens como mulheres de olhar no espelho e ver que mudamos ,o tempo passou e aos 50,60 já tanta coisa ficou para tras e perdeu a importancia,procurariamos ser felezes com pessoas com idade, com conhecimentos mais parecidos com o nosso,viver uma paixão com alguem mais jovem é até bom ,mas querer viver isso para o resto da vida me poupem,o mais jovem vai sim uma hora refazer a vida com alguem da idade dele,as vezes a fama ,o dinheiro do outro segura,mas so para ingles ver ,porque o mais jovem vai sim buscar fora de casa o que já não mais o atrai,que essa mulher viva sua paixão afinal paixaão passa logo,.
Leonardo
-30/12/2009 às 15:51
A vida da nossa amiga não é fácil. Mas vão aí uns conselhos: 1) bote o cara para estudar. Uma doutora com um sujeito mal alfabetizado não dá. Ele não precisa ser doutor; basta continuar estudando, se ilustrando (senão não tem papo entre os dois) 2) aproveite bastante. Sexo e libido, tal como os combustíveis fósseis, acabam um dia( para a mulher mais cedo ainda). 3) não se preocupe tanto com o futuro dos dois. Ele vai acabar deixando você de qualquer jeito. Quando ficar mais velho vai querer uma mulher mais nova. Eu sou homem e entendo disso, acredite. 4) quanto aos seus amigos: mande-os pastar. Eles não estão nem aí para a sua felicidade. Muitos podem até recriminá-la (por trás é claro) mas por pura inveja. 5) não deixe que ele a explore. Só um pouquinho (também não precisa ser “pão-dura”).
boa sorte
Lucy
-16/12/2009 às 4:46
Gente, parece que revivi uma parte da minha vida lendo esse depoimento e todos os comentarios que se seguiram. Eu tambem vivi um amor enlouquecido desses que virou minha vida de cabeca pra baixo, poucos anos atras. Houve tambem esse desnivel social e financeiro (alias me danei nessa parte), mas a quimica e a atracao foram cegantes. Chegou uma hora que realmente o abismo se aprofundou e nao houve mais como continuar, fui ate as ultimas consequencias. Cada caso eh um caso e se por um lado as diferencas e desniveis sao inexoraveis, a paixao vivenciada nos faz um bem tremendo enquanto eh possivel de existir. Depois de todas as delicias vieram as dores, no final das contas passei por um inferno por causa desse menino-homem, ate chegar no meu limite. Por incrivel que pareca passei um tempo pra conseguir aceitar a possibilidade de me relacionar com homens mais proximos da minha idade, ou um pouco mais velhos. Sem contar que esses ainda focam muito as mais novas, a “carne fesca”. Eu estou fora do pais (uma sequencia de acontecimentos disparados por essa historia), me relaciono agora com um homem 6 anos mais velho que eu e estamos no inicio dessa relacao, que esta fluindo muito gostosa, como se deve. Estamos nos conhecendo com sabedoria e estou adorando.Com equilibrio, de forma saudavel, nivelado, respeitoso e nao falta a vivacidade, quimica e alegria que o amor pede pra existir.
Agora, que os homens mais novos vivem no meu pe, nao tenham duvida. Parece que tenho mel. Eu eh que nao os quero mais. Como disse nosso amigo de algum comentario anterior, esse homem mais adequado e interessante existe, basta acreditar.
Mas isso nao quer dizer tambem que a relacao da consulente nao possa ter um final mais feliz. Como disse, cada caso eh um caso.
Ana Paula Dourado
-27/11/2009 às 18:46
Adorei o que a betty falou ,porque sem dúvidas ela está certa em dizer isso, mas enfim só estou aqui para mandar um grande abraço p/ betty.bjs
Ana Paula Dourado
-27/11/2009 às 18:40
Adorei o que a Regina falou ,porque sem dúvidas ela está certa em dizer isso, mas enfim só estou aqui para mandar um grande abraço p/ Regima.bjs
fatima rocha
-20/11/2009 às 18:34
Impressionante o relato do Sr. Eduardo Fernandes.É profundamente realista!Um relacionamento não prospera com desnível intelectual.Só uma pessoa q tem instrução e cultura pra saber da importancia de um companheiro q se possa entabular uma conversa estimulante.Um bom papo é absolutamente atraente!
Doutor
-04/11/2009 às 13:36
Me identifiquei muito com o caso. Também vivo situação semelhante. Sou doutor, tenho livros escritos e me relaciono com um mulher de precária formação cultural, pouco (ou nenhum) interesse por livros. Há “química”. Mas “os efeitos da química” passam. Continuo com ela, mas sei que não há futuro em comum. Não há projeto que se possa construir quando a diferença de formação e interesses intelectuais é tão grande.
Betty, gostaria que vc me pusesse em contato com esta mulher que lhe narrou o caso.
Maia
-02/11/2009 às 13:22
Ei, Ann (e Maria, e todos os outros), obrigada por ter lido o meu comentário.
Gostaria de tecer mais algumas considerações.
De modo algum – e isto seria uma inaceitável generalização – eu disse que todos os casos seriam iguais. Como não conheço os protagonistas das histórias que são trazidas a este espaço, meu comentário foi feito de forma geral (e nao generalizante). Também longe de mim simplificar relacionamentos interpessoais, que sao únicos e sempre serão, com tudo de bom e de ruim que possuem. Jamais disse que todas as mulheres mais novas são superficiais, o que também constituiria generalização, ja que nao conheço todas elas. Ademais, no meio em que vivo, a grande maioria delas – sem importar a idade – possui cultura e maturidade elevadissimas e de forma alguma são superficiais. Portanto, jamais diria que todas as mulheres mais novas sao superficiais. No caso, me referi mais à narração do consulente e a casos comuns vistos por nós no dia a dia, em que, mesmo sabendo do desnivel intelectual, financeiro, emocional e social, investe-se em relacionamentos profundamente desiguais em nome de status recíproco, o qual tende a nao suportar o cotidiano que se segue ao entusiasmo inicial.
Quando voce disse acerca das mulheres mais velhas que acabam se tornando queixosas, desesperadas por um relacionamento, auto-complacentes, perseguidoras de ex-maridos, de má-aparência, temo que esteja havendo uma generalização. Ademais, se a idade torna as mulheres assim, por que nao faria o mesmo com os homens mais velhos? Aqueles que, embora barrigudos e carecas após os 40 anos – deve ser uma pandemia -, insistem em se achar o “último biscoito da latinha” e querem mulheres bem mais novas sem olhar a própria aparência. E olha, o que tem por aí de gente queixosa, frustrada, mal humorada, cheia de problemas com ex, pensões, empregos massacrantes….e isso, sem dúvida, é mais comum depois de certa idade, com certeza, sem distinção de sexo.
E quanto à esculhambação diária contra o gênero masculino feita por mulheres mais velhas…foi o que vi com relação aos homens mais velhos com os quais convivi….ouvia sempre coisas como “as mulheres só pensam em dinheiro, o homem tem que ter carro e apartamento, senao nao conversam, mulheres traem sempre quando encontram alguem que lhes ofereça mais bens e status..etc, etc”…..Queixas e mau humor nao sao privilégio de mulheres, e nao dependem exatamente da idade. Depende de cada um. Agora, compartilhar isso tudo com alguem mais novo…pode ser fácil no começo, mas depois, a gente sabe que pesa, seja um homem mais novo ou uma mulher mais nova, que estao em outra fase da vida, e nao estão a fim de escutar lamúrias de ex, filhos e seus problemas, e coisas como “estou cansado para sair hoje”, “nao aguento acompanhar seu ritmo”, etc, etc…..
Vi, outro dia, um psicólogo que promove reunioes entre pessoas interessadas em encontrar um par, em entrevista a um programa de TV, dizer que fica espantado diante do que vê TODO DIA em sua agência: homens de mais de 40 anos, imensos, mal cuidados, carecas e barrigudos, procurarem por moças “até 30 anos, esguias, magras, bonitas, bem cuidadas, etc…”. Ele disse que isso o espantava, pois eles exigem exatamente o que lhes falta e parecem nao ter espelho em casa!!!!!!! E foi com relação a isto que me manifestei..O que vejo é exatamente o contrário: mulheres lindas após os 40 anos TENDO que partir para namorar homens mais novos por que os mais velhos estao procurando troféus.
E para completar, concordo plenamente com Flavio Gikovate em seu texto O AMOR NO TERCEIRO MILÊNIO, em que ele, magistralmente, recomenda que todos nós deveríamos ser mais racionais no amor. Pensar mais com a cabeça do que com o coração para escolher a pessoa do nosso lado. “O amor e uma cabana” é coisa do passado. E no amor, dever-se-ia PENSAR mais nas afinidades entre o casal, e, do mesmo modo, pensar nas DIFERENÇAS ( o que todo mundo minimiza, mas é o tamanho delas que realmente importará a médio e longo prazo, exceto se o que se quer é justamente a superficialidade). De fato, nao importa a idade: importa o companheirismo, o bom humor, a segurança, a inteireza (sem essa de querer se completar NO OUTRO ou através do outro). E a idade, se nao importar em troca disfarçada de favores e trunfos que somente significam dar satisfação à sociedade com todos os valores capitalistas e consumistas que ela possui, de fato nao importará. Mas esta análise fria, poucas pessoas possuem condiçao de fazer, de ser sinceras consigo mesmas para entender qual a razão pela qual estão em algum relacionamento.
Por que sempre haverá uma razão principal, por pior ou melhor que ela seja.
Ann
-29/10/2009 às 17:41
Maria, você tem toda a razão. Esses problemas existem e não há como negá-los. Tenho certeza de que todos os casais onde o homem é muito mais velho do que a mulher se deparam com eles constantemente e já pensaram não poucas vezes em se afastar por conta dessas questões. Também acho que o ideal seria que as mulheres novas buscassem relacionamentos com homens igualmente jovens, e sem amarras de qualquer espécie (sendo a pior delas, sem dúvida, as ex-mulheres). Mas a vida por vezes prepara surpresas para as pessoas. Acho que, uma vez apaixonada por um homem mais velho (principalmente um homem que esteja muito bem fisicamente e seja dinâmico na vida), deve ser difícil para uma jovem renunciar ao sentimento e partir para outra, simplesmente. Até porque os homens mais velhos, se perdem na comparação com os jovens em muitos quesitos, ganham da maioria deles em outros: estão muito mais estabilizados financeiramente, sabem mais o que querem, não estão mais naquela fase em que se preza mais a quantidade de relacionamentos do que a qualidade dos mesmos, costumam ser muito mais cavalheiros e acumulam uma experiência passada em relacionamentos que eu, pelo menos, entendo como valiosa.
De qualquer forma, levar em frente ou não uma relação com um homem muito mais velho é uma escolha muito difícil, para a qual não vejo respostas prontas. Ficar implica renúncias, é bem certo. Mas ir embora quando o envolvimento é forte e verdadeiro implica desistir de um grande amor. Acho que há boas razões para escolher tanto uma saída quanto a outra.
Maria
-28/10/2009 às 16:26
Ann, ao que parece, voce nao tem a cabeca oca. Convivo com mocas e mocas desta idade e noto que, às vezes, voces pensam bem melhor que pessoas de mais idade. Nao tenho 26 anos; tenho 34. Concordo em grande parte com o que voce disse sobre as mulheres de meia-idade, mas quero fazer alguns apontamentos. Comeco com uma pergunta: assim como seria chato para um homem de “55″ anos estar com uma mulher de meia-idade, possuidora de todas as caracteristicas descritas no seu comentario, por que nao seria chato uma jovem de vinte e poucos anos estar com um homem mais velho? Por experiencia propria, um homem se aproximando dos 60 anos nao tem mais a vitalidade de um jovem, em todos os sentidos!!! Seus desejos, salvo rarissimas excecoes, nao estao voltados para um voo de asa delta, para escalada de montanhas, para a pratica de rafting, para um salto de paraquedas, ao contrario, desejam lugares e atividades mais calmas de acordo com o que o corpo, numa idade avancada, possa responder. Ha um problema ainda maior do que o fisico; um homem mais velho traz consigo toda a vivencia de um casamento fracassado e, alem disso, nao vem sozinho: traz os filhos, muitas vezes traumatizados pela separacao, e a ex- mulher (ou ex-mulheres) com todos os problemas que isso acarreta. Qual jovem realmente aceita isso? Qual moca bem de vida aceita viver com um homem mais velho, com tanto moco lindo, inteligente e bem de vida na sua roda de amigos? Qual a jovem que quer, ao se casar com um homem de vinte ou trinta anos mais velho, adaptar-se a uma vida propria às pessoas de mais idade? Essas sao apenas algumas questoes para reflexao.
Ann
-26/10/2009 às 12:38
Maia, as coisas não são tão simples assim. Existem sim muitos homens mais velhos que vão atrás de mulheres mais novas apenas para exibir o troféu aos amigos – ou simplesmente por medo da proximidade da morte, já que é isto o que o envelhecimento, no fundo, denuncia.
Mas existem também casos em que este encontro se dá naturalmente e ocorre por amor e pelas várias afinidades que têm o poder de unir um casal. Tenho 26 anos, mas nem por isso possuo um cérebro oco, tampouco falo “menas” e “nóis vai”. As mulheres mais velhas adoram ver nas mais novas um mar de superficialidade. E também adoram culpá-las as pela falta de homens mais velhos no mercado, mas quantas delas estão em condições de viver um relacionamento com eles? Quantas delas estão dispostas a escutar mais e a se queixar menos? Quantas conseguem ser mais companheiras e menos castradoras?
Muitas das mulheres mais velhas que vejo por aí estão tão desesperadas por um homem que só fazem espantar aqueles que buscam um relacionamento saudável. Além disso, são muitas as mulheres altamente frustradas e auto-complacentes, problemas que tendem a piorar e muito com a idade (quando não são enfrentados, é claro). Estas, quando param (enfim!) de perseguir os ex-maridos, partem para a esculhambação diária do gênero masculino como um todo. Tenho um conhecido de 55 anos que, ao ser abordado de forma descarada por uma desesperada de meia-idade num bar, foi presenteado com várias pérolas a respeito de como os homens não prestam, são egoístas, maus e etc. Faz sentido querer um homem e ver os homens assim? Para finalizar, vejo também um outro problema, muito menor do que os anteriores, mas impossível de ser ignorado. Munidas de mil desculpas, muitas mulheres não se cuidam ao longo da vida, e chegam aos 50 anos parecendo mães dos homens da sua idade.
Você não parece padecer de nenhum destes problemas. Mas eu pergunto: como estas mulheres pretendem conquistar alguém? Eu, se fosse homem, fugiria delas. E procuraria uma mulher forte, segura, companheira, divertida e bem-resolvida. De qualquer idade.
Ênia
-25/10/2009 às 0:54
Sou viúva há muito tempo , dois anos atrás em viagem à Europa conheci um jovem de 45 anos que se envolveu comigo ,eu tinha então 68 anos . Foi uma paixão alucinante , ele voltou antes de mim uma semana , mas na semana seguinte ela já veio pra minha cidade ficou em um hotel e ficamos juntos por tres dias se amando loucamente , depois disso tivemos mais quatro encontros , e hoje nos nos falamos pouco mais pelo msn , mas nos tratamos carinhosamente como se tivessemos conversado no dia anterior . Eu fico muito chateada pois não tenho com quem conversar pois as pessoas ficam sem graça de conversar comigo sobre ele e tratam do assunto como se o caso não existisse . Será que o preconceito nunca vai acabar ?!!! Porque isso é puro PRECONCEITO não é ?!!!!Será que uma mulher de 70 anos não pode amar um jovem de 45 ? e se ele tivesse 70 anos ?!!! tudo bem ?!!1
espero não ser identificada ( olha o preconceito ) para não ser ridicularizada . obrigado
Galadriel
-23/10/2009 às 14:27
Existem dois lados:
Um lado é querer ter um relacionamento sério:
Relacionamentos sérios precisam de cumplicidade, objetivos em comum, sintonia mental e claro quimica.
Outro lado é querer ter um relacionamento leve:
Relacionamentos leves precisam pricipalmente de quimica . Por leve pode-se entender temporário, até por anos, mas sem compromisso.
Ter bom senso para entender se um relacionamento temporario pode ou não se tornar duradouro é essencial na vida de uma pessoa. Para isso tem de ver se há coisas em comum, se os objetivos, se os hobbys, se há sintonia mental e principalmente, se houver diferença de idade ou diferença socio-cultural se há comprometimento de ambas as partes para tentar fazer funcionar, de querer crescer junto e aceitar o outro como ele é, com todos as virtudes e defeitos.
Minha amiga, se você acha que está feliz… continue assim. Viva essa aventura até quando ela durar.
Não queira criar um compromisso apenas porque a sociedade exige isso da mulher. Não tenha vergonha de viver isso.
Se você tem vergonha de apresentá-lo para seus amigos, para você há algum fator complicante para tornar o relacionamento mais sério. Só dê o passo adiante se estiver segura que há mais que sexo. Que há cumplicidade, sintonia mental. Que você não irá exigir dele uma maturidade que ele não pode ter, porque ainda está em outra etapa da vida. Ou que ele vá exigir de você uma juventude ou imaturidade que você não tem.
Não ache que as pessoas mudam. Elas não mudam, não o intrinseco. Podem aprender, podem crescer, mas o intrinseco, nunca muda.
O Patinho Feio
-22/10/2009 às 11:41
Interessante esse caso.
Posso falar, com conhecimento de causa, pois ha alguns anos eu estava, no polo passivo de uma relacao tal qual a da consulente.
Eu tinha 17 anos, ela 28, dois filhos, recem-separada. Eu no 2º grau, ela na Universidade.
Me relacionei de forma tao intensa com ela, que cheguei a propo-la em casamento, apos 3 anos de namoro. Ela aceitou e fomos morar juntos (mas nao oficializamos nada).
Nao preciso dizer que foi extremamente dificil para meus amigos, e familia, aceitarem tal relacao.
Todos, absolutamente TODOS, eram contra tal relacao.
Ja eu, me envolvia cada vez mais com ela e com os meninos (que passariam a me chamar de Pai).
Ocorre que… os meus amigos e a minha familia estavam certos. Eu estava cego. Cego de paixao (o que eu sentia, nao era amor. Mas so descobri isso anos e anos depois).
No dia 08 de marco de 1999 ela saiu da nossa casa e foi para a casa de outro homem. Assim, do nada, sem aviso…
Ainda fiquei tendo contato com os meninos (que passaram a morar com a avo), ate o tempo em que nao deu mais.
O que posso dizer: doeu? doeu. Sofri? miseravelmente. Tiveram coisas ruins? muitas! tiveram coisas boas? muitas!
Sou grato por ela, pelo aprendizado. Eu cresci quando estava com ela, porque eu nao queria faze-la passar vergonha.
Como ela me disse, quando me deixou: “Eu peguei um menino e deixo um homem”
Maia
-21/10/2009 às 14:37
Sr. Eduardo Fernandes, que depoimento interessante!!!!
Amo esse espaço e a liberdade que temos de emitir nossa humilde opinião.
Como alguém já disse nesses comentários, é disso que a vida é feita, e nao de histórias mirabolantes inventadas por medíocres autores de novelas mexicanas. Mas …queria trazer à baila algo para pensarmos. E vamos lá: O que será que há por trás dessas milhares de histórias de homens (e sabemos que isto é quase uma regra) que, após os 50 anos, vão atrás de mulheres BEEEEEM mais jovens?? Será uma tentativa de rejuvenescer às custas da juventude do outro, de mostrar algo para a sociedade e principalmente para a roda de amigos “machões”??
E essa coisa de encher a jovem de presentes – inclusive uma casa, vejam só – não seria uma tentativa de prender a pessoa por meios que nao passem pelo amor recíproco? Por que nao buscar uma mulher madura, que saiba o que quer, viajada, independente, uma “self made woman”, que lhes possa acompanhar em qualquer ambiente, e nao somente na cama, sem lhes causar vergonha com os “menas” e “nós vai” que sempre escapolem das lindas boquinhas dessas jovenzinhas quando em conversas nas rodas de amigos? Será que vale a pena comprar uma jovem – e vira uma troca, com o “eu-te-dou-status-e-você-me-dá-compensação-financeira” – para mostrar aos amigos o quanto ainda somos …digamos…. “feras” com as mulheres????
Essas histórias geralmente acabam de forma semelhante… e depois, o homem se “decepciona” com as mulheres como se elas fossem todas iguais, como se eles nao soubessem de antemão no que dá investir em relacionamentos que envolvem essencialmente interesses materiais…fingem que não sabiam da troca enrustida naquela relação…e isso sem falar na hipocrisia de nossa sociedade que nao tem a mesma complacência quando as mulheres mais velhas escolhem jovens para namorar … ah, o velho machismo por trás de tudo.
Tenho 46 anos, sempre me destaquei pela beleza, elegância, cultura. Tenho dois cursos superiores, pós graduação, estabilidade financeira. Contudo,ao me separar há cinco anos, procurei um homem mais ou menos da minha idade, e nao encontrava, pois todos estavam imensamente ocupados à procura de alguma moçoila “até 30 anos” para mostrar como troféu aos amigos…é isso…..
Esclareço que nao há qualquer conotação pessoal no comentário, pois todos os aqui postados emitem a livre opiniao de cada um de nós. Eduardo, amei a sua historia!
Maria Francisca
-21/10/2009 às 0:16
Não caia fora. Seria cruel da sua parte agir assim.
Se joga, viva tudo o que tem de viver nesse relacionamento.
Desde o fim do meu casamento, só me relacionei com homens mais jovens e confesso que eles acrescentaram muito à minha vida. São leves, sem neuras. E mais carinhosos também.
Agora, dispa-se do seu preconceito, pois quem te garante que se esse relacionamento terminar não venha outro também mais jovem e com condição social diferente da sua?
Apresente-o aos seus amigos e relaxa. O julgamento que fizerem do seu namorado não pode ter um peso maior do que o prazer que ele proporciona.
Raiza
-20/10/2009 às 14:35
Gostaria de conversar com o senhor EDILBERTO MAIA.
meu e-mail : universoflores@msn.com
Grata.
Silvia
-18/10/2009 às 14:18
Incrivel como algo pode ser tão sucinto como o último paragrafo e resumir a realidade obvia mas que até ser escrita não parece tão palpável….Tendo sempre isso em foco não há porque não viver uma paixão!
Nunca li nd q se completasse tão bem!
Eduardo Fernandes
-17/10/2009 às 1:02
Pedro, páre de ler a coluna é fácil. A Betty é excepcional. Isso que vc diz que é a mesma coisa, é o que move o mundo. Vá ler sobre a Bovespa!!!!
Flávio Ferreira
-16/10/2009 às 10:19
Simplesmente vou repetir o que os outros colegas escreverão…
SEJA FELIZ, VAI CONTUDO, DEIXE ESSA VERGONHA DE LADO, E EU TENHO CERTEZA QUE DEPOIS QUE VC APRESENTA-LO VAI TIRAR UM PESO DA CONCIENCIA. PESO QUE NÃO DEVE.
BJÃO E SE JOGA NA PAIXÃO
Joana
-15/10/2009 às 0:29
Desejo e pó.
Depois de uma experiência como esta, durando o tempo que durar, o resultado é a lembrança do momento bom vivido, e nunca, jamais o esquecimento. Não vira pó. Jamais se esqueçe, enquanto se vive. O amor não se esquece, não morre. Sobrevive, sempre.
Isso é um recado para quem sai de cena e acha que isso resolve.
Ann
-14/10/2009 às 11:57
O comentário do leitor Eduardo Fernandes é extremamente importante. Concordo plenamente com ele: se o desnível cultural entre a consulente e o rapaz for gigante, a relação não dará certo a longo prazo. Mas faltam mais informações a respeito dele. Existem pessoas que não tiveram a oportunidade de estudar, mas possuem grande inteligência e gosto pela cultura – e ambição suficiente para subir na vida. Nesses casos, basta um empurrãozinho para a pessoa se aprimorar e conseguir fazer parte de um mundo social mais sofisticado, sem maiores problemas. Não era esse absolutamente o caso da ex-namorada do leitor, razão pela qual a relação não deu certo.
Alba
-13/10/2009 às 11:54
O que mais me impressiona na coluna da Betty, sao também os comentários, pois deixam claro que cada cabeca é um mundo contrário aos dos demais.
Roberto Pereira
-13/10/2009 às 11:41
Que seja eterno enquanto dure, minha amiga!
Que seja eterno enquanto dure!
PAULO ROBERTO
-12/10/2009 às 9:37
Moça,
Tenha coragem de ser feliz. Viva, ame e … não se preocupe com as aparências. Frua a essência da vida, viva o seu amor. Talvez não haja pior condenação que um fim de vida sem recordações. Melhor, muito melhor, um só dia de sol, de coragem, de entrega e realização que uma vida toda nublada de medos e preconceitos. Fique com o que é real, fique com o amor e, um dia, quando V. retornar para casa do PAI, ELE dará uma grande festa para recebe-la.
Edilberto Maia
-11/10/2009 às 21:19
O que o Eduardo falou logo acima é a mais pura verdade: difícil pessoas de classes distintas (e poderio financeiro) poderem dar seqüência a vida afetiva e sexual sem sobressaltos. Tenho 41 anos, me relacionei pouquíssimas vezes com mulheres de minha idade. É uma dificuldade! Geralmente as namoradas, ficantes, ”peguetes” (como os outros chamam) tem 15, 20 anos menos. Duro dividir uma mesa de bar, conversar sobre um livro, filme, frequentar ambientes sóbrios com alguém de nível tão antagônico ao seu. Somos intimidados por opiniões que nossos pares farão a nosso respeito! Virou moda as solteiras ou descasadas quererem moços ou rapazes incultos ou com empregos comuns, talvez por curiosidade ou vingança contra os ex-companheiros. Gostaria muitíssimo de construir relação com um mulher de 37-38 anos, sem problemas de gostos e gastos. Díficil, mas estou à procura. Enquanto isto, vamos aproveitando a vida, como muitos colegas estimulam neste fórum, com seus comentários. Agora o curioso é que não saio à “caça” das moçoilas de 20 e poucos anos. Elas é que se insinuam, procuram, seduzem… Depois nos acusam de sermos aproveitadores [sexuais]. Só que não enxergam que foi mútua a forma de parasitismo!!!
Belmiro Moreira-Cbá
-11/10/2009 às 14:37
Ao sr. Eduardo Fernandes abaixo escrito em seu comentário, que parabenizo pelo modo que referistes a respeito dos desníveis que andam os casamentos, sendo que procuram as (os) FILÉS e esquecem que a felicidade no é somente sexo, mas uma cumplicidade.
Francisco Duarte Guimarães
-11/10/2009 às 10:16
Quem disse, Betty, que ela está amando?
A consulente, pelo menos, em nenhum momento afirmou isso.
Muito pelo contrário: em vários momentos diz que há um enorme fosso social e sexual entre ambos. “Ele é o avesso de tudo que eu planejo para mim em termos de relação”, diz. “Meu namorado me excita de uma forma que dá medo”, diz noutro momento.
Essa mania de achar que a mulher em geral é reprimida e merece (e deve) se libertar – o que tem lá suas razões – pode levar a conclusões e motivações apressadas.
Antes de amar alguém, de qualquer idade e latitude, a consulente, como qualquer outra mulher, deve amar a si mesma. Olhar fundo para si mesma e saber o que deseja e quer:
1) se amar de verdade alguém com quem se sinta completa e feliz (neste caso terá que ir a outras paragens); ou,
2) só corresponder ou compartilhar um prazer, arriscando, por quem a deseja.
Sim: por quem a deseja, pois veja que o desejo, no caso em questão, é mais do jovem, ou seja, do outro, do que propriamente dela.
Aliás, quando o assunto é o desejo dela, veja o que ela diz: “Não desejo fazer planos com ninguém…”
Por isso penso que ela devem em primeiro lugar se respeitar, olhar para si mesmo e decidir o que realmente quer, começando por por se amar.
Depois, o resto, ficará mais fácil – inclusive de encarar os amigos que a olham com censuras.
Pedro
-10/10/2009 às 17:35
Não sei por que continuo lendo esta coluna… talvez Betty Milan possa explicar. As histórias são cada vez mais batidas e as respostas cada vez mais previsíveis. Quando iniciou como colunista na Veja, Betty sempre nos brindava com histórias interessantes e comentários profundos… com o tempo e a popularidade, passou a falar cada vez mais de sexo (assunto que rende audiência) e a dar conselhos de alcova que qualquer cabelereira pode dar.
Acho que sei porque continuo lendo a coluna: na esperança de voltar a ser surpreendido por um texto marcante, daqueles que nos eleva temporariamente e nos faz realmente pensar a vida de outra forma. Mas a cada semana acho menos provável que isso aconteça.
Karla
-09/10/2009 às 22:07
Pooooxa que inveja! E ainda tá achando ruim? Em que século você vive! Relaxa.
Eduardo Fernandes
-09/10/2009 às 21:47
Cara Daniela,
Sorte sua, pois o seu QUIS crescer ;na minha experiência, não. Paguei cursos de inglês, cursos profissionalizantes, investi pesado, financeira e psicologicamente. mas nunca se interessou, quando eu ia conferir, a matrícula estava trancada , era desafiante nas salas de aula. Existem pessoas que foram feitas para o NADA. Fico feliz por você mas hoje eu não vou ser mais o bom samaritano. Quero ficar como estou, sem compromissos, querendo bem a todas, mas na minha. Soube há pouco, por parentes que a casa que eu dei foi trocada por um carro zero e roupas, muitas roupas e voltou ao aluguel e a uma vida insossa.
Lucival
-09/10/2009 às 18:51
Pessoal, vários comentários atribuem à consulente a profissão de professora universitária. Em nenhum momento ela declarou profissão …
Silvia Leila
-09/10/2009 às 17:53
Quando, depois de 2 casamentos frustrados encontrei um jovem (8 anos) solteiro, pobre, trabalhador, honesto e …viril, pensei um pouco e investí. Ao apresentá-lo aa amigos passei e ainda passo algum desconforto, mas sempre preparo a entrada dele antes, fazendo uma apresentação à parte sobre o grande homem que é.Ele consegue ser sábio sem ter formação cultural e hoje depois de 13 anos juntos, sinto um orgulho enorme de ser apresentada como “sua esposa”. Ele só precisava de um empurrão pois como é mecânico, montou sua loja de peças e conduz uma equipe de funcionários que sabem menos que ele, e é considerado o melhor pelos muitos clientes que “temos”…sim, trabalhamos juntos! Ele cresceu e eu não, hoje sou o braço direito dele na empresa.A VIDA DÁ MUITAS VOLTAS!
bEIJO
bOA SORTE.
Daniela
-09/10/2009 às 12:31
Eu acho que ninguem abordou de uma forma profunda a razao pela qual ela sente vergonha do namorado. A razao eh social. Podemos ligar o nivel de educacao ao nivel social.
Ela, uma professora universitaria denota uma pessoa erudita, polida; ele, alguem que embora bonito e trabalhor, nao esta no mesmo nivel intelectual que ela. Isso eh um mito que deve ser cortado porque ha pessoas sabias sem diplomas, conheco muitas. Um bom exemplo eh o Brasil que aceitou uma pessoa que nao tem bacharelado ocupar o cargo politico mais alto.
Eu sugeriria ela a incentivar o rapaz a crescer profissionalmente, quem sabe voltar a estudar, dar umas dicas do que ler. Relacionamento baseado soh em sexo nao vai pra frente. No final do dia, precisamos alguem que respeitamos e admiramos para compartilhar os desafios da vida.
Um forte abraco,
jorji
-09/10/2009 às 10:50
A fraqueza das mulheres são homens bonitos e fortes, mas pobre…………………cai fora!
Eduardo Fernandes
-09/10/2009 às 10:25
Discordo VEEMENTEMENTE, Betty Já tive um relacionamento desses, aos 60 anos de idade, com uma loura( meu fetiche) linda, 30 anos mais nova que eu, funcionária de uma ótica de que eu era cliente. Ela é deslumbrante até hoje, , corpo cor de rosa, os seios rosas empinados para cima e levemente voltados para a esquerda do corpo, como manda o figurino, o sexo fazia o sol nascer com um brilho nunca visto , tudo era perfeito, MAS, ( como diz o espetacular Arnaldo Jabor), em tudo na vida tem sempre um MAS, o desnível cultural era abissal. Não essa cultura boba, de demonstração, de uma competição idiota, que muita gente faz, mas ela, com o seu segundo grau incompleto, me impedia de apresentá-la aos amigos. Isso a irritava, porque, ao contrário, ela tinha o maior prazer em me apresentar à família e às “colegas”. E aí começaram os problemas. Vc gostar de Jazz mas ter de ouvir sertanejo e Amado Batista direto, vc ter de pagar TODAS as contas, do dentista à farmácia, porque quem ganha R$ 800,00 por mês não tem dinheiro para quase nada. Vc ter de se acostumar a um linguajar bárbaro de periferia, por exemplo, ” um cara chato” é um cara páia”, um relógio bonito é um “relógio massa” e por aí afora, ( no caso da leitora o rapaz não cobra por enquanto , pelo sexo que faz com ela, mas duvido que tenha dinheiro pra pagar ao menos uma vez no ano, um bom jantar num restaurante de nível e um motel de primeira) . Levei-a certa feita ao clube que frequento e ela ficou calada e irritada o tempo todo, porque não “aguentava” a conversa “besta” das namoradas dos meus amigos, falando dos encantos de Nova York, Madrid e Paris e ela, coitada, na véspera tinha me pedido para levá-la a Porto Seguro. Depois de algum tempo, isso CANSA, isso MATA, isso ANIQUILA, um monte de mágoas recíprocas se formam e vc passa a ter um relacionamento enfermo. A gente ia pra cama não mais pra fazer amor, mas para “discutir a relação” e se chatear, porque o caso é absolutamente sem solução, é uma equação sem raiz. Um dia ela me disse que se sentia esgotada mentalmente e queria um tempo e eu passei a ter alergias, insônia, tudo por excesso de stress. Dei o tempo que ela queria e, graças a Deus, ela caiu na real e não me ligou mais. Como tem um ótimo caráter e personalidade fortes, tenho a certeza de que a ficha caiu e ela preferiu ficar no seu mindo, relacionando-se com a sua tribo. À sua consulente , em face da autoridade de uma vida vivida nessas circunstâncias, ouso sugerir, procure um cara bom de cama no seu nível social. Permeia na nossa sociedade de um modo um tanto secreto, proibido e intangível, que pra ser bom de cama, o homem tem de ser “peão” e a mulher vadia, “barraqueira” e pobre. Sou advogado de família, com mais de 400 divórcios no currículo e NUNCA, nunca vi uma mulher trair o marido para CIMA, só para BAIXO. Nunca soube que a mulher do diretor de uma grande empresa tenha traído o marido com o Presidente, mas com o motorista do marido. Eu tenho amigos que garimpam mulheres bipolares na fase maníaca para transar, porque elas fazem um sexo enlouquecido nessa fase. Você, leitora, vai se cansar como eu cansei. Sexo é uma das melhores coisas do mundo, mas seu tempo é muito limitado em meio à imensidão das 24 horas de um dia. E das 24 horas do dia, ficar ouvindo besteiras 21 horas por diaou deficiências financeiras é um saco. Caia fora logo. Esse rapaz foi muito importante para que vc se libertasse de preconceitos. Mas agora liberta, procure um fogoso no seu meio. Existe, pode crer!
Maria
-09/10/2009 às 8:54
Ainda acho que a melhor resposta foi aquela dada a um leitor que atacou a coluna. Ele começou o e-mail com “eis que se não quando”. Betty praticamente “desmontou” o discurso dele e devolveu invertido, isso é próprio dos lacanianos não é mesmo?
Aquela é a minha preferida, pois a seriedade com que as respostas são dadas é evidente.
Maria
-08/10/2009 às 15:30
Cara consulente, sinta-se privilegiada por ter encontrado um mocinho que, além de não lhe pedir nada em troca, gosta de sexo. Por mais incrível que pareça e, ao contrário do que muitos pregam, não são todos os homens que gostam de sexo. Prova disso, são os relatos nesta coluna de muitos casos de homens ligados a mulheres geladeiras. Gostar de sexo é uma arte.
Gabriela
-08/10/2009 às 11:26
Só mais uma coisa: Voltar aos 17 com 42… Sinceramente, pode haver algo mais intenso que isso???
Ann
-08/10/2009 às 11:22
Concordo com o Carlos: esta foi a melhor resposta que a Betty já deu a um consulente aqui no blog.
O simples fato de a consulente estar atenta à questão do golpe do baú mostra o quanto ela é lúcida e está protegida contra maiores ilusões. O que ela está vivendo é uma experiência real e extremamente válida, que deve ser aproveitada. O problema é que, infelizmente, tendemos a nos deixar guiar por parâmetros arbitrários e sem muito sentido que os outros nos impõem – e que internalizamos.
Gabriela
-08/10/2009 às 11:19
Caramba Betty!!! Essa foi muito boa!!! ADOREI!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
Maria
-07/10/2009 às 18:41
Nossa, as duas imagens mexeram muito comigo. Ao citar fogo do inferno, parece que você traduziu o que eu sentia em relação ao sexo e ao prazer anos atrás. “Desejo e pó” já faz parte da minha vida, ainda que com outra roupagem metafórica.
Como sempre, Betty, sua resposta é um show de escrita!
Carla
-07/10/2009 às 13:38
Também acho, finalmente uma resposta que me deixou totalmente satisfeita. A melhor resposta até hoje. Aliás, de amor a Betty entende, tudo o que ela fala sobre esse assunto é absolutamente verdade.
Regina Oliveira
-07/10/2009 às 12:00
Betty,
Esse relato me impressionou por ser extremamente parecido, em todos os detalhes, com minha própria história. Vivi um amor de 6 anos com um jovem vinte anos mais novo que eu, e foram os melhores anos da minha vida!
Separada depois de 24 anos de casada, e ainda meio afundada numa depressão, esse homem trouxe cor, alegria e vida à minha vida.
Infelizmente, com o tempo ele foi perdendo o interesse em nosso relacionamento e passou a dizer que gostaria de formar uma família, casar e ter filhos, o que não seria possível comigo (meus 3 filhos eram pouco mais novos do que ele).
Sofri muito quando nos separamos efetivamente, pois foi um longo processo de idas e voltas.
Desejo sorte à sua leitora; que ela seja bem feliz, pelo menos enquanto dure…
Um abraço!
Regina
Ricardão
-07/10/2009 às 11:11
Nunca se soube que tesão mata, portanto aproveite e dê um “banho de loja” no seu par e apresente para sua comunidade.Lembre-se que voce paga suas contas, não?! Logo, não deve respostas a outros.E quando aparecer com o amante,com certeza todas suas “conhecidas” vão inveja-la; já que suas amigas e restante da familia já sabem ou supeitam que vc. está com um caso. Portanto, voce parece estar escondendo a “tesao” de voce mesmo e nao dos outros. Seja livre, aberta e assuma em susto tudo: nós homens gostamos de mulheres sensuais, donas do seu pedaço, que emitam um cheiro de tesão. Quem sabe, voce não arranja um outro condizente a sua posição e possa apresentá-lo ao demais sem parecer “acesa demais” já que isto é o que parece lhe preocupar? Uma apresentadora de TV andou anos criando um jovem e não deu ouvidos a censuras: com certeza aproveitou o tempo e da tesão dela. E não deve ser uma classuda professora universitaria que vai se auto censurar por se encontrar em estado de graça. Continue caminhando, com cabeça erguida, e aproveite tudo que puder…
Carlos
-07/10/2009 às 10:57
Betty. Matou a pau!!!! Sem dúvida, sua melhor resposta até agora, sem querer desprezar as outras colunas, é claro. Mas você foi cirúrgica, no ponto e, salvadora com as palavras à mulher de 42 (17). Agora, mulher de 42, viva essa história, com o máximo de prazer que ela te puder proporcionar.
Nina
-06/10/2009 às 20:21
Relaxa, que bom voce estar vivendo essa paixão, não vai deixar essa vida sem sentir esse frenesi gostoso que é a paixão, deixa o fogo queimar, e vai em frente, voce tem vergonha dele? porque, se é bonito, trabalhador, acho que tem vergonha é de si mesma e do que os seus amigos possam pensar a seu respeito, esse sentimento não bate toda hora a nossa porta, viva cada momento dessa paixão e seja feliz.
giuliana
-06/10/2009 às 19:03
Beth, tenho um problema: nunca me apaixonei. Gostaria que você falasse sobre isso, sobre as pessoas que nascem sem essa capacidade.
Obrigada