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29/12/2011

às 19:27 \ Casamento, Relacionamentos

Um filho inesperado

Sou bancário, tenho 27 anos. Vivo, em união estável, com uma pessoa há quase quatro anos. Agora, minha esposa está esperando nosso primeiro filho, mas não consigo aceitar esse fato com naturalidade. Ser pai não estava nos meus planos, e nós ainda tínhamos muitos sonhos para realizar juntos antes de ter filhos. Quando vejo outros homens felizes por estarem esperando um primeiro filho, eu me sinto um verdadeiro ET. Não digo aos amigos que vou ser pai. Vou arcar com as responsabilidades materiais, mas ainda não consegui amar essa criança. Será que sou normal? Preciso entender o que se passa comigo. Por favor, responda.

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Por Betty Milan

21/12/2011

às 7:22 \ Análise, Liberdade

Obsessão

Tenho 16 anos e sofro com meus rituais, que não param de aparecer e de se multiplicar. O relacionamento com minha mãe é difícil. Acho que ela me odeia. Quando eu era mais nova, pensava que tinha duas mães. Uma que era amorosa comigo, sempre que estávamos com outra pessoa, e outra que era muito ruim e me humilhava quando ficávamos sozinhas. Os rituais começaram com a ideia de que, se eu rezasse 100 ave-marias, minha mãe se tornaria boa. Agora, não estou presa só à reza. Preciso dar voltas na casa antes de sair. Não posso subir no ônibus da escola se não tiver alguém já sentado no primeiro banco. Tento esconder isso na família e na escola, mas todos já devem saber. Não tenho mais nem amigos de tanto medo de me acharem louca. Fui algumas vezes ao psiquiatra, mas, para meu desespero, ele me atendia na companhia da minha mãe, que voltava para casa me humilhando, dizendo que eu sou um fardo na vida dela. Não sei mais o que fazer. Porque só de pensar em não fazer os rituais eu me sinto angustiada. Quando vou dormir, à noite, fico cansada de tanto pensar em não esquecer nenhum deles. Depois, durmo de exaustão. O que devo fazer? Por favor, me ajude.

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Por Betty Milan

16/12/2011

às 13:49 \ Relacionamentos

Na curva dos 50

Tenho 49 anos. Sou casada há trinta, com dois filhos adolescentes. Perdi minha mãe aos 7 anos, e meu pai me presenteou com várias madrastas. Sempre fui assediada sexualmente. Inclusive por ele. Aos 18 anos, conheci meu marido e, aos 19, já estava casada. Nunca o amei com paixão, mas com ternura. Grata talvez pelo amor dele e pelo porto seguro. Nunca tive desejo sexual por ele, que me trata como uma filha e faz todas as minhas vontades. Já o traí uma vez e pedi a separação. Ele não aceita se separar e eu sigo arrastando. Na verdade, por amá-lo também.

Só que, agora, o pior aconteceu. Estou apaixonada por um rapaz de 20 anos. Transamos uma só vez, porém nos falamos todos os dias. Está sendo maravilhoso gostar do beijo novamente. O que eu faço? Paro com isso? Sei que não temos futuro.

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Por Betty Milan

02/12/2011

às 16:25 \ Relacionamentos

Abandonado e humilhado

Acompanho a sua coluna, pois sempre vejo uma luz no fim do túnel, uma palavra amiga, quando tudo parece perdido. Sou um jovem senhor de 42 anos, casado e com um único filho. Apesar de a vida de casado ser boa, no ano passado eu me envolvi pela internet com uma mulher americana, bonita e cativante. Ela veio ao Brasil a negócios. De um almoço, nasceu um beijo. Do beijo, uma transa. Da transa, um amor arrebatador, que nos levou a loucuras. Ela veio várias vezes para cá, e, sempre que nos encontrávamos, vivíamos um conto de fadas. Mas ela resistia à ideia de se separar do marido. Por estar apaixonado, resolvi acabar com o meu casamento, acreditando que ela faria o mesmo. Ledo engano, ela não só não largou o marido como arrumou outro cara nos EUA, um vizinho. Estou arrasado: ela não me quer como parceiro, embora o marido tenha pedido a separação. Não sei o que fazer. Sinto que sou um otário, abandonado e humilhado.

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Por Betty Milan

18/11/2011

às 12:38 \ Liberdade

Indecisão

Meus pais a vida toda quiseram que eu fizesse medicina. Não por uma questão humanitária, e sim por uma questão de status e estabilidade financeira. Quero fazer direito. Sei que demora mais para ganhar dinheiro, mas estou disposto a encarar, pois tenho mais aptidão para direito. Moro no interior e meus amigos todos estão fazendo medicina, porém eu nunca gostei de ser igual a todo mundo. Quando criança, não tinha habilidades esportivas e a única saída foi agarrar o estudo e fazer disso a minha vida. Hoje, sou muito gordo e meu corpo me deprime. Se fizer medicina, vou continuar morando com meus pais, ganhar um carro e uma mesada boa de presente. Se escolher direito, vou morar em outra cidade, morrer de estudar e não ter tempo para mim, além de sofrer com a solidão. Não queria me vender ao “sistema”. O que faço?

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Por Betty Milan

04/11/2011

às 19:32 \ Relacionamentos

Identidade secreta

Tenho 31 anos e sou casada há sete. Comecei a namorar com meu marido aos 16. Ele tinha 21. Somos servidores públicos, construímos tudo juntos e hoje temos uma vida confortável. Sempre declaramos nosso amor e temos um relacionamento sexual bom. Mas ele me trai. A última vez que isso aconteceu foi há um mês. Viajei para a casa dos meus pais. Quando voltei, descobri a traição escarafunchando as coisas dele. Conversávamos todo dia no MSN, e ele me dizia que estava com saudade. Pedia para eu voltar logo etc. Jura que só saiu com a menina para jantar e falou de mim a noite toda. Também saiu com outra menina para almoçar. Diz que não ficou com ela, porém eu acredito que tinha intenções de ficar. Há um tempo ele criou um MSM para manter relacionamentos secretos.

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Por Betty Milan

28/10/2011

às 20:19 \ Liberdade

Sou ou não sou

Faria análise se dispusesse de tempo e dinheiro. Tenho 18 anos e não sei se existe um rótulo para mim. As mulheres me atraem. Na minha cabeça, só poderia me relacionar com elas, pois só com elas consigo fantasiar, querer uma relação do tipo Romeu e Julieta. Mas, desde que comecei a assistir a filmes pornográficos heterossexuais, aos 11 anos, gosto de ver os corpos masculinos. Acho que vejo neles um ideal de beleza, porque sempre fui gordinho e nunca gostei do meu corpo. Gosto dos homens homéricos dos filmes. Os que eu vejo na vida real e não são musculosos, saradões, não me agradam. Planejo entrar um dia em uma academia para vir a ser como gostaria. Acredito que, nesse dia, minha carência será suprida, pois me transformarei em um homem tão homérico quanto eles. O que você acha?

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Por Betty Milan

21/10/2011

às 19:59 \ Infância

Certeza imaginária

Tenho 19 anos e todas as condições financeiras e intelectuais que uma adolescente pode desejar. No entanto, eu me sinto culpada pelo que “conquistei” porque parece estar sempre abaixo do mínimo esperado de alguém com a minha sorte. Acho que qualquer pessoa, no meu lugar, faria mais do que eu. Minha família é amorosa, e não tive nenhum trauma na infância. A culpa talvez seja da supervalorização das oportunidades. O fato é que eu não me suporto, não me aceito e pratico a automutilação. Como meu futuro depende só de mim, tenho certeza de que vou fracassar. Faço psicoterapia, porém tenho medo de não atingir os resultados esperados. Eu talvez esteja expondo problemas que não existem para ocultar os verdadeiros.

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Por Betty Milan
 

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