Um filho inesperado
Sou bancário, tenho 27 anos. Vivo, em união estável, com uma pessoa há quase quatro anos. Agora, minha esposa está esperando nosso primeiro filho, mas não consigo aceitar esse fato com naturalidade. Ser pai não estava nos meus planos, e nós ainda tÃnhamos muitos sonhos para realizar juntos antes de ter filhos. Quando vejo outros homens felizes por estarem esperando um primeiro filho, eu me sinto um verdadeiro ET. Não digo aos amigos que vou ser pai. Vou arcar com as responsabilidades materiais, mas ainda não consegui amar essa criança. Será que sou normal? Preciso entender o que se passa comigo. Por favor, responda.
Você primeiro diz que vive em união estável e depois que é casado, porque chama a companheira de esposa. Seja como for, ela está grávida de um filho que você não desejou. Antes de mais nada, você deve se perguntar por que se encontra nessa situação. Por que o controle da natalidade falhou? Descuido? Seu ou dela?
Seja como for, a situação está longe de ser ideal, e tanto você quanto ela precisam entender o que aconteceu para saber se continuam ou não juntos e como cada um vai receber a criança. Uma criança que não tem nada a ver com o fato de ter sido concebida à revelia do pai. Se não for possÃvel entender sem a ajuda de um especialista, resta procurar um e falar até se escutar.
Ter um filho foi natural quando a prevenção era impossÃvel. Freud dissociou claramente a sexualidade humana da reprodução, e a pÃlula, já nos anos 60, possibilitou a dissociação na prática. Hoje, ter filho decorre de uma decisão, que é sem dúvida alguma a mais importante da nossa vida. Por que a possibilidade de decidir lhe escapou? Se você tivesse me dado elementos suficientes, dizendo exatamente o que se passou, eu poderia ir mais longe nessa resposta. Mas você resumiu demais a história. Por não ter o hábito de se debruçar sobre ela? Por imaginar que eu tenho bola de cristal ou por descuido? Antes de concluir, quero dizer que você não estar feliz com a perspectiva de ter um filho é compreensÃvel e você não é um ET.













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32 Comentários
Heitor Augusto
-23/07/2012 às 14:48
Palavra-chave lembrada pela Betty: DESCUIDO! (de quem? pergunto)
Gerson
-26/02/2012 às 17:53
Gerson, solteiro – 23 anos.
Cara, você ta é com medo de viver a vida. Dinheiro, fama e sucesso não é tudo na vida não,te digo com toda certeza. Eu entendendo, você é daquele tipo que passou a vida toda atrás da carreira dos seus sonhos e agora ta com medo e assumir essa responsabilidade que lhe é imposta pela vida? C precisa ter mais maturidade emocional. Se o seu primeiro filho ta vindo e você se dá bem com a mãe do bebê por que não casar? Se vocês não querem casar tudo bem, mas precisam dar um futuro de vergonha para essa bebê, e não ha ninguém para fazer isso melhor que o pai e a mãe dele. A sua vida não precisa parar por causa desse filho.
Apesar do mundo turbulento que a gente vive hoje, ainda vale apena casar, ter filhos, constituir famÃlia e ser feliz.
alessandra
-21/02/2012 às 1:47
acredite se quiser.estava eu tomando o microvilar falso e nem sabia ,então me engravidei do meu tesouro gustavo,que agora tem 12 anos de idade,após sua gravidez,meu casamento começou ir para água abaixo,meu”marido”começou a me maltratar e a me trair com amantes e amigas,então fiquei desesperada com esta situação porque junto com o meu casamento desmoronava também o meu emprego,meus alunos jovens e adultos me caluniavam,me defamavam e me perseguiam sem seçar,após o nascimento do gugu e durante a sua gravidez,após o seu nascimento só esperaram o gugu enterar 9 meses de idade para correrem comigo do trabalho,fui mandada embora de uma forma cruel e desrespeitosa,passei muitas dificuldades pois já tinha o guilherme com 3 anos de idade e que precisa muito de mim financeiramente para comprar-lhe biscoitos,roupas sapatosetc…pois custódio meu “marido” ganhava menos de um sálario minimo e este tinha até que ser usado para a construção de nossa moradia.sofri muito desempregada e foi aà que pintou uma abençõada de uma mãe que tinha gêmios e me pediu para dar aula particular para seus filhos,pois estavam muito mal na escola e poderia até tomar bomba naquele ano.assim o fiz.se passaram 4 anos de desemprego e veio o concurso municipal fiz e passei ,fui chamada e estou trabalhando a 7 anos concursada.quero muito fazer uma faculdade em letras,matemática, história ou outra matéria qualquer ,mas não pretendo pedagogia em hipótese nenhuma. já prestei vestibular e passei para pedagogia e normal superior mas não é o que eu quero para mim não.estou esperando o chamado de DEUS para este acontecimento.quando saberei que é minha hora de entrar em uma faculdade? só DEUS sanará esta minha dúvida e só Ele ,somente Ele me dará sabedoria e discernimento para saber o que é e será para mim o melhor.assim eu espero em DEUS!
Rita
-27/01/2012 às 11:39
Gostaria de fazer um comentário sobre o que disse o Alexandre. O que vou dizer serve para o consulente também.
Alexandre, você disse: “não é nada fácil criar um filho(a), o desgaste é muito grande, não estou feliz como pai, a tentação de ir embora é muito grande”. Eu entendo a sua frustração, mas meu conselho é: não caia na tentação, não vá embora. Se você fizer isso, você vai causar um grande mal para seu filho e depois vai se arrepender. Você vai viver pra sempre com peso na consciência, não vai ter paz.
Digo isso porque foi o que aconteceu com um tio meu. Ele abandonou a esposa e os filhos, fez as malas e foi embora. Depois se arrependeu, mas não tinha coragem de voltar. Muitos anos depois, quando ele descobriu que estava com cancêr e que iria morrer, ficou desesperado e queria de todo modo reencontrar os filhos, para se reconciliar. Mas daà já era tarde… os filhos, que já eram adultos, estavam super ressentidos com ele e não o aceitaram de volta. Engraçado é que a ex-esposa até aceitou conversar com ele, mas os filhos não. A mágoa era muito grande por terem sido abandonados. Meu tio cometeu um grande erro e se arrependeu amargamente.
Então, meu conselho a você seria: aguenta firme e nunca pense em ir embora. Ou se você se separar da mãe, continue a ter contato constante com seu filho. Não suma da vida dele. Pelo que você diz, seu filho ainda é pequeno, mas conforme ele crescer as coisas vão ficar mais fáceis. Criança mais velha (5, 6 anos) já é mais independente, não precisa de atenção total como um bebê ou criança pequeninha. Também não quebram tudo, é só você ensinar a se comportar. E não fique com medo de no futuro seu filho se tornar um ingrato. Se você cuidar bem dele e der amor, pode apostar que ele vai reconhecer o seu carinho.
Tenha mais fé, com o tempo as coisas vão melhorar. Ter filhos é desgastante sim, mas é uma missão importante na sua vida. Muito mais importante do gastar a vida com bobagens como futebol, cerveja e balada. Boa sorte e força!
Alessandra
-26/01/2012 às 15:33
Meu bebê também veio “no susto”.
Sequer estava casada com meu companheiro. Ainda namorávamos e eu estava no último perÃodo da faculdade. Estagiava numa autarquia estadual e tinha 24 para 25 anos quando eu desconfiei que pudesse estar grávida.
Morava com minha mãe, uma mulher guerreira e que sempre valorizou os estudos e a independência financeira.
Quando resolvi fazer o teste e deu positivo, meu mundo virou de cabeça para baixo. Não me via mãe… Nunca fui grudada com crianças… O que eu ira fazer? Como contar para minha mãe? Como assimilar isso tudo?
Fiquei quieta por uns dias após o resultado e no fim de semana seguinte contei para meu companheiro. Acordamos de fazer o exame de sangue que confirmou em definitivo a minha gravidez!
Resolvi primeiro contar ao meu falecido pai, que reagiu bem. Tomou um susto, mas falou que estava do meu lado. Mas tinha a minha mãe…
Quando contei para ela foi um susto! Ela chorou, se sentiu traÃda… E eu com um turbilhão de sentimentos na minha cabeça!
Não sabia com ia ser… Meu futuro era incerto!
Quase perdi meu bebê e com isso fui ao hospital. Escutei o coração do meu menino pela primeira vez… Ele tinha 11mm e aproximadamente 7 semanas.
A partir desse dia o amor só cresceu! Minha gestação foi de risco e tive que ter acompanhamento médico constante!
Meu companheiro, que ficou inerte quando soube, hoje baba esse bebê demais.
Acho que quando um filho vem assim, inesperadamente, assusta, nos deixa inseguros porque sabemos que é uma imensa responsabilidade. Mas quando eles chegam e nós olhamos aquele rostinho… Tudo muda! A insegurança e o medo continuam: é inerente ao pai e a mãe ter essa insegurança. Mas te digo uma coisa: a felicidade é Ãmpar.
Hoje meu menino tem 01 ano e 01 mês e é a razão da minha vida e a de meu companheiro! É nosso presente.
Garanto que com você será o mesmo!
Antônio Carlos
-26/01/2012 às 15:26
Vou contar a minha história. Quando descobri q minha esposa estava gravida, o choque foi muito grande p ambos. Morávamos num outro Pais, ela fazendo especialização, eu trabalhando feito um animal, sem tempo p ela ou p agente.
No dia q meu filho nasceu, a felicidade foi tamanha q caso eu morresse depois daquele momento, morreria feliz por ter tido a maior felicidade da minha vida vendo meu filho nascer. Esta sensação só aconteceu novamente quando meu segundo filho nasceu. Para mim, um relacionamento pleno só acontece quando temos filhos. Meus filhos foram e sao o mais importante fato na minha vida.
Márcia
-22/01/2012 às 3:51
Durante a minha gravidez, meu marido me pareceu alheio ao fato, como se não lhe interessasse, embora ele dissesse sempre (mesmo antes de eu engravidar)que queria ter filhos. Hoje, minha filha tem quase um ano e ele demonstra ser muito apaixonado pela bebê. Mas a lembrança do descaso dele durante a gestação me persegue e me incomoda até hoje, me fazendo questionar se eu quero mesmo em minha vida uma pessoa que reagiu tão mal a uma gravidez. Por isso, acho importante que as coisas fiquem bem claras desde o inÃcio para que sua esposa não fique com aquela impressão de que não te conhece realmente mesmo depois que você descobrir que seu filho é a coisa mais importante em sua vida. Não tem como consertar a confiança que se quebra num momento de fragilidade como a gravidez. Em outras palavras, é melhor você deixar claro para ela agora que um filho não cabe em sua vida e ela saberá escolher o caminho dela, ao invés de tentar se apoiar em você, que certamente ela acreditava ser um bom companheiro.
Fabiana
-19/01/2012 às 1:20
Para ser sincera, qdo descobri que estava grávida, me senti muito mal. Cheguei a dizer que eu teria um “macaquinho” agarrado em mim durante muito tempo, mas que eu iria fazer as coisas da melhor maneira possÃvel. Nunca havia sequer pensado em ter filhos. Talvez se não fosse assim acabaria não tendo nenhum, mas meu filho completa 6 anos em fevereiro e não imagino mais minha vida sem ele. É claro que não sou uma mãe modelo, agradeço cada minuto de silêncio qdo ele está na escola! Mas, apesar de “ter de matar um leão por dia”, vc realmente pode ser o herói (sem exagero) dessa pessoinha que está chegando se vc apenas colocar para fora o seu melhor. Apesar de eu e nem o pai dele termos paciência de brincarmos com ele, ele prefere estar sempre junto da gente do que na casa dos avós, mesmo com todas as regalias que todos os avós dão aos netos. Nem todas as fases serão ótimas, agora, por exemplo, discutimos quase todos os dias por algum motivo, mas é engraçado ver uma criança de 6 anos formando uma opinião e defendendo ela como ele faz. Dê tempo ao tempo, respeitando seus limites, que tudo irá se ajeitar. Mas não se esqueça que nossos filhos não dependem de nós apenas financeiramente, mas emocionalmente também.
jose
-18/01/2012 às 13:55
que roubada!
jose
-18/01/2012 às 13:54
……..
alexandre
-18/01/2012 às 13:53
Passo por uma situação semelhante, não gosto e nunca quiz ter filhos. Mas isso aconteceu comigo. Decidi ficar e cuidar da criança mas não é uma decisão fácil. Existem momentos bons quando o bebê sorri, ou quando aprende a fazer qualquer coisa, como falar, andar, chamar seu nome… Mas crianças dão muito trabalho, elas desobedecem, quebram coisas (quase tudo o que você tem), precisam de atenção total (apenas três segundos de distração e elas podem ocasionar um acidente grave), dão muitas despesas… E quando crescem, esqueça de exigir que elas sigam as suas expectativas, elas vão querer (e com toda a razão) seguir suas próprias vidas. Muitas vezes um filho(a) não possui nem mesmo gratidão para quem o(a) criou. Não é nada fácil criar um filho(a), o desgaste é muito grande, não estou feliz como pai, a tentação de ir embora é muito grande.
Fico apenas pelo senso de responsabilidade, afinal a criança não tem culpa do que houve. Espero que com você a situação seja outra e você seja realmente feliz com sua vida. Boa sorte.
Flávia Ferraz
-05/01/2012 às 18:11
Betty, me desculpe mas essa foi a resposta mais superficial que já vi. Ok que o moço não deu muitas explicações, mas acredito que o fato de como aconteceu a gravidez – descuido dele ou dela – pouco importa para aliviar a aflição do rapaz. Será que não seria o caso de pedir ao moço para encarar o medo de assumir, mesmo sem querer, um novo futuro? Será que não é caso de dizer que sim, ele pode se sentir triste por essa situação, demorar para aceitar esse filho uma vez que o mesmo lhe retira muito da liberdade e dos sonhos? E que mas, no entanto, isso não quer dizer que tudo tenha que ser esquecido, mas certamente adiado? Ele já deve ter refletido sobre tudo isso, mas sinto que o que falta e ouvir na voz de outro tudo aquilo que ele próprio não gostaria de estar ouvindo de si próprio. Muito evasiva sua resposta.
Amora.
-05/01/2012 às 12:04
Deu a entender que a gravidez da companheira foi um fato inesperado e não programado para ELE. Você tem que se perguntar porque está tão “envergonhado” em ser pai. Será pelo medo de não dar conta de sustentar? Será pela idéia de que a esposa não é a pessoa ideal? Seja como for você assumiu o risco de deixar a contracepção nas mãos dela. Se você se sentiu traÃdo porque ela não cumpriu com o combinado tem o direito de falar sobre isso. Independente de ficar ou não com a mulher vc vai ser pai e pronto. Mesmo que vc não o queira ele está na barriga dela. No final das contas é ela quem decide se ele nasce ou não.
Ana
-05/01/2012 às 11:00
Você diz: “ser pai não estava nos meus planos”. Como assim, você não queria ter filhos agora, ou não queria ter nunca? Se a resposta é ‘nunca’, então você deveria ter feito uma vasectomia. Essa é a maneira mais segura para um homem evitar ter filhos. Se você deixa a prevenção toda na mão da mulher, você vai estar correndo um certo risco (por exemplo, imagine se ela esquecer de tomar a pÃlula…). Quem não quer filho, tem que se cuidar.
Renata
-05/01/2012 às 9:29
Concordo com a Betty. A primeira coisa é ter uma conversa franca com sua companheira sobre a gravidez. Vocês estão juntos há vários anos e antes conseguiram evitar gravidez, então por que agora aconteceu? É preciso uma conversa sincera sobre isso. Você também precisa avaliar a sua parte nisso tudo. Você diz que não tinha planos de ter filhos, mas você disse isso CLARAMENTE para sua companheira? Ou ficou esperando ela adivinhar o seu pensamento? Desconfio que houve um problema de comunicação entre vocês, por isso uma boa conversa é necessária.
Agora, independentemente disso tudo, a criança já existe e vai nascer, e merece ser tratada com cuidado e carinho. Você diz que ainda não consegue amá-la. Se é esse o caso, pelo menos tente dar atenção a ela. Se não consegue dar amor, pelo menos dê atenção e mostre algum interesse. Não vá fazer como alguns homens que colocam filho no mundo e depois ignoram completamente, como se a criança não existisse. Isso é muito cruel. Mostre interesse e tente participar da vida do seu filho. Não custa nada dar um beijo ou um abraço, ouvir o que a criança tem a dizer, ficar perto enquanto ela brinca. Esses pequenos gestos não vão exigir tanto assim de você, mas vão fazer muita diferença para o seu filho. Então vamos lá, faça um esforço, é por uma boa causa. Eu acredito que com o tempo, você vai amar essa criança. Nem todo o mundo ama o filho logo que ele nasce (há mulheres que também se sentem assim. Não é só você, não). Mas com o tempo cria-se um laço de afeto. Então, não tenha medo, deixe a vida seguir o seu fluxo e mostre interesse pela criança.
Jomar
-05/01/2012 às 0:56
Antes de mais nada, quero ressaltar que meu comentário se baseia na minha experiência pessoal de criar dois filhos maravilhosos, cujo sucesso e felicidade são o objetivo mais importante da minha vida.
Dúvidas como a sua são extremamente comuns em uma época em que as pessoas acreditam ter muito mais coisas para fazer do que serem pais. Não vou te enganar: seus sonhos a dois foram para o espaço. A mulher que você conhece vai desaparecer e nunca mais voltar. Você vai passar o tempo que durar sua união com uma pessoa que não conhecia e que, na verdade, é quem sua esposa verdadeiramente é, mesmo que ela ainda não saiba disso. É bem possÃvel que você não goste dessa pessoa e até a deixe, começando de novo com outra, e isso não vai significar que você é um homem ruim.
No entanto, você não vai poder mudar mais a sua situação de pai. É perfeitamente normal ficar assustado com a perspectiva das mudanças e, principalmente, das responsabilidades que a paternidade traz, até por seu caráter permanente. Só não tem medo de não estar à altura da missão quem é muito irresponsável, ou está tão feliz que não consegue pensar com clareza… Você está pensando com clareza e, por estar disposto a assumir os encargos materiais, não é irresponsável. Já é um bom começo…
Por isso, vou te dar minha opinião de homem e pai: o que você sente agora não é irrelevante, pois influencia a gestação da sua esposa, mas não é o mais importante nem define o seu valor. O que vai mostrar quem você é será a sua atitude quando seu filho nascer.
Eu acredito que ser pai modifica a visão de mundo do homem de caráter, pois o coloca em contato com o seu passado e com o seu futuro. Quando nós pensamos que cada ser humano é um milagre que dependeu do sucesso de cinquenta mil gerações, atravessando guerras, catástrofes, pestes e toda sorte de desastres, quando bilhões de outros se perderam pelo caminho sem ter a chance de ter seus genes transmitidos, nossos sonhos e conquistas parecem de repente muito pequenos.
De vez em quando eu converso com meus filhos e digo que, se alguma coisa tivesse dado errado no último milhão de anos, nós não estarÃamos aqui. Falo também que, se eu tivesse ficado em casa no dia que conheci a mãe deles, eles talvez não existissem… Falo essas coisas para ilustrar o quanto as suas vidas são preciosas e não podem ser desperdiçadas, como a única companhia que eu quero ter até o fim dos meus dias é o amor da minha famÃlia, e como o sucesso deles é o mais perto que eu posso chegar da imortalidade. Se você me perguntar se eu pensava isso aos vinte e cinco anos, quando eu soube que ia ser pai, vou te responder que é evidente que eu não tinha nem idéia…
Por isso, não se sinta mal por ter dúvidas, mas tente não pensar só em você e em seus sonhos, pois isso limita sua visão. Não sei nada sobre a sua vida até agora, mas daqui para frente você vai ser muito importante para alguém, que vai amar você exatamente e exclusivamente pelo que você é e, por mais que te custe e canse, vai te proporcionar experiências e sentimentos de um valor que não pode ser quantificado.
Agora, se depois que seu filho nascer, e você viver a experiência de ser pai, ainda assim isso não significar nada e o máximo que você conseguir for dar-lhe apoio material, aà sim você pode se considerar um pobre-coitado, sem valor ou caráter, que vai merecer viver uma vida de falsas vitórias e conquistas insignificantes, sem ser importante para ninguém, destinado a um fim solitário e ao esquecimento. Não faça isso consigo mesmo…
Solange Aparecida Ferreira
-04/01/2012 às 17:26
Acredito que muitas das vezes grande parte das pessoas percebem se realmente numa relação quando da vinda de um filho ao mundo, nessa toada questiona-se da relação, pois estar junto à uma pessoa sob o mesmo teto a compartilhar é estar casado, nesse sentido sabemos que natural que filhos sejam consequência dessa convivência, vezes não nessa ordem. Ao dizer, “eu tenho 27 anos”, tenho a impressão que se vê jovem para receber um filho, mas o que não pode-se esquecer que antes havia uma coabitação junto à sua parceira, seja, uma União Estável, a vinda de um filho nessa circunstância não é raro, aliás ao contrário, é muito comum. Ao que tudo indica seja o seu primeiro filho, o que pode levar a questionamentos quanto do relacionamento e do quanto possa estar preparado para ser pai, seja a maturidade e ou a situação financeira. Penso, que a princÃpio deva se acalmar, e perceber o que nessa situação mais lhe incomoda ou preocupa, a partir busque o que possa lhe trazer mais confiança em si, certo é que a vinda da criança é fato, caso ainda não tenha exposto à sua esposa das suas dificuldades o faça, porém de forma calma, talvez os dois estejam preocupados, é o melhor momento para o casal dar as mãos e procurar ajuda um do outro. Reflita se não está a cobrar demais de si mesmo quanto a ser pai tanto quanto à maturidade e ou a situação financeira. Acredito que dia a dia dúvidas e perguntas serão alcançadas e você estará mais tranquilo. Afinal, uma criança vem ao mundo e muito há de acrescentar a vocês dois, independente das dificuldades estarem presentes na vida de todos nós. Boa sorte!
Grande Abraço
Think tank
-04/01/2012 às 15:21
Tido indica que você pode não ser ET, mas está ET, Está Triste, por outro lado desconfio que abaixou hormônio na sua companheira e o hormônio tomou a rédea do desfecho.
Eleni
-04/01/2012 às 11:09
Não fique pensando, questionando. Aceita logo esse filho e verá que sua vida mudará da água para o vinho. Ter um filho é Divino, é dádiva de Deus, vc será outro muito, mas muito melhor. Acho até que irá arrepender porque o rejeitou nesse momento. Essa talvez seja uma reação normal entre muitos futuros pais, pode ser o medo de assumir um novo papel. Deixe os medos de lado e pense positivamente sobre, que tudo será maravilhoso. Deus lhe abençoe! “Entrega o teu caminho ao Senhor, confia nele e o mais Ele fará, descansa e espera Nele” salmos 37 (bÃblia sagrada).
Ana
-04/01/2012 às 11:08
acho normal o homem nao se sentir pai durante a gestaçao da mulher. O homem nao sente a barriga crescer e o corpo mudar e so vai se sentir pai qdo ver o filho. Aguarde.
jussara
-04/01/2012 às 0:15
Não fique muito preocupado com isso, as coisas vão se ajeitando e você vai se surprender quando pegar o bebê nos braços e sentir uma avalanche de sentimentos, eu e meu marido passamos por isso e hoje passados 25 anos ele nem imagina ficar longe dos rapazes, eu cuidei da educação deles,acompanhava os deveres de casa, compra de roupas e estudo e ainda consegui ser boa profissional, só não pude fazer pós graduação, eu assumi a maternidade quase sozinha porque ele disse que já tinha 36 anos e não estava nos seus planos ser pai, eu amava ele mas queria ser mãe, tinha 24 anos veio um menino e depois logo outro( o segundo não estava nos meus planos ).
Nina
-03/01/2012 às 19:44
A situação te pegou desprevinido, mas como disse a dra. Milan, os dois sabiam da consequência de fazer amor sem usar preservativo, talvez voce esteja mais assustado do que outra coisa, e agora esse filho é um fato, mas voce disse que gostaria de te-lo mas lá na frente, só que ele se adiantou, voce não é um ET, sentimento não se planta, e voce está sendo egoista, como a sua esposa se sente diante desse filho? é lógico que a situação é delicada, mas nem tudo na vida sai como planejamos, voce plantou uma semente, é hora de colher o fruto, um dia voce poderá ter muito orgulho desse filho se ele for amado, pense nisso.
Jhonny
-03/01/2012 às 14:54
Posso perguntar, o que é ET?
Estrambotica
-02/01/2012 às 21:20
Consulente, você não é um ET, não. Ter um filho é algo assustador. As pessoas mentem muito, dizendo que tudo é lindo. A realidade é muito diferente.
Paula
-02/01/2012 às 17:30
Já vi essa experiência acontecer com alguns casais. É muito triste porque revela a falta de cumplicidade e de união diante de um “imprevisto” da vida… Penso que é natural sentir-se aborrecido com a descoberta da gravidez. Apesar disso, penso que é digno e nobre da parte de um homem demonstrar apoio emocional e tentar participar ao máximo, ainda que opte por romper o relacionamento amoroso.
Sofia
-02/01/2012 às 15:36
Na falta de um planejamento familiar, houve um “acidente familiar”.
Você não é um ET por não estar pronto p/ ser pai.
Isso acontece porque você se encontra em um momento em que não está disposto a renúncias.
Um filho inesperado exige renúncias das nossas vontades e até da própria vida. É um exercÃcio constante de generosidade. Se você conseguir dar de si para essa criança vai descobrir os frutos que esta trouxinha de gente irá te ensinar. Tomara que você passe por esse teste e saia um homem mais fortalecido e mais amadurecido. Tomara que a sua esposa te ajude nesta tarefa e que esteja melhor peparada.
Felicidades, muito amor com essa criança, (além de muita paciência… bem, uma dose extra de paciência). É uma oportunidade de crescimento e alegria que você nunca experimentou, que depende do tipo de pai que você vai ser.
Daniela
-01/01/2012 às 22:41
Antes da criança nascer, o amor é muito mais pela ideia de ter filho do que pelo próprio. Quando esse amor pela ideia de ter um filho não existe, ter um filho pode ser apavorante, inclusive para as mães. E isso é completamente normal.
Depois que a concepção passou a ser opcional, a maternidade/paternidade foi envolvida em um romantismo exagerado, que faz que quem não se enquadre nesses sentimentos se sinta como você, um ET. Mas eu acredito que o amor é muito mais construção do que biológico. Eu não fui atingida por um raio de amor quando tive minha filha, mas hoje eu amo ela mais do que tudo na vida. O vÃnculo vai se fortalecendo, e de repente, está lá, é muito mais importante do que tudo.
Oliveira
-01/01/2012 às 7:28
CORREÇÃO:
O filho é um presente dos Céus!
Essa criança não te impedirá de viver a vida, ao contrário, acrescentará mais Amor e sentido a ela.
Receba com Amor esse pedacinho de você mesmo.
Oliveira
-01/01/2012 às 7:24
O filho é um presente dos Céus!
Essa criança não te impedirá de viver a vida, ao contrário, acrescentará mais Amor e sentido e sentido à vida.
Receba com Amor esse pedacinho de você mesmo.
Carmen
-31/12/2011 às 10:14
Aqui em casa vou ter uma neta. Era uma casa com 3 adultos e minha filha de 18 anos engravidou. Não foi falha da prevenção, foi porque ela quiz. Acha que vai prender o Homem com o filho. Pura imaturidade. Tem tudo ali no Centro de Saúde, preservativo, metodos em pÃlulas, diu e pÃlula do dia seguinte. Mas ela engravidou. O pai vai continuar com a vida de solteiro dele, e nós aqui vamos adaptar a nova vida em nossa vida.Pura inconsequência, mas a Mulher é que decide. Os dois fazem, mas a mulher que decide se vai engravidar ou não. Entendeu!
PatrÃcia
-30/12/2011 às 13:29
Ainda bem que ele está disposto a assumir a responsabilidade. Infelizmente ainda existem homens que em pleno século XXI se recusam a isso.
li_ric
-30/12/2011 às 0:05
Em medicina, as palavras sempre/nunca não existem. Métodos anticonceptionais falham e nunhum promete 100% de eficácia. Além disso, na vida a gente tem menos controle sobre as coisas do que se imagina. Também não existe tempo ideal para se ter filhos: mais cedo ou mais tarde a decisão sempre implica em sacrifÃcios.
Sua reação entre os homens é bem mais comum do que você imagina. Afinal, você não carrega a criança e por algum tempo vai se sentir nada mais do que um office boy. Mas quando você menos esperar vai ter aquele sorriso sem dente; aquele olhar procurando por você e tantas outras pequenas coisas que acontecem todos os dias que vão fazer você se sentir único e especial, como nunca antes.
Desejo que seu filho/a seja saudável e que traga a vocês muitas alegrias!
Uma sugestão de filme: “Um homem de famÃlia” com Nicolas Cage.