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27/01/2009

às 1:17 \ Arquivo

Só quero sexo

Eu não amo ninguém, embora seja uma pessoa sensível. Os românticos me aborrecem. Mas, às vezes, eu me angustio por ser incapaz de me apaixonar. A angústia, no entanto, logo passa – assim que eu me vejo diante de alguém que me atrai. Não fujo da atração, vou até o fim, mas o sexo me basta. Me esforço para achar a pessoa interessante e não consigo. Tento levar o namoro, mas o tédio toma conta de mim. Eu não amo ninguém. Acho que ninguém ama ninguém. As pessoas forçam a barra por medo da solidão. Será que nós somos todos egocêntricos?

O sexo te basta e o amor te entedia. Tudo bem. Sabendo ou não, a tradição à qual você pertence é a dos libertinos franceses, que sempre fizeram pouco do amor. Segundo Crebillon, escritor do século XVIII, o libertino se serve do amor para assegurar o triunfo da sua fantasia, erige a inconstância em princípio e só se interessa pelo prazer. Não dá a menor importância ao sentimento na conquista amorosa. A sua única meta é seduzir as mulheres, romper depois com elas e tornar público este triunfo. Para o libertino, nada se passa no segredo dos corações e nem deve ficar contido no espaço da alcova. A indiscrição é uma obrigação absoluta. Do ponto de vista dele, o espírito tem as suas leis, que não são as do coração, e as razões do coração diferem fundamentalmente das razões do corpo.

Já no século XVIII ninguém era obrigado a amar. Mas por que você faz do seu desinteresse pelo amor uma regra e conclui que "ninguém ama ninguém", desqualificando  um sentimento no qual a grande maioria das pessoas se reconhece? A sua frase é uma generalização análoga a "homem nenhum presta" ou "entra de sola que mulher gosta de apanhar", como diz uma personagem de Nelson Rodrigues. São formulações abstratas que só servem para minar a relação entre as pessoas e os sexos. Podem figurar num romance ou numa peça de teatro, mas são nefastas na vida social. No mundo em que vivemos, não há lugar para elas.

A contenção no discurso é fundamental para que possamos virar um dia a página da violência. Cada uma das nossas palavras tem conseqüências para nós e para os outros. O melhor exemplo talvez seja o de uma lei alemã que proíbe dizer que o holocausto não aconteceu. Fiquei sabendo desta lei em Berlim e tive grande admiração pelo povo alemão. Soube tirar uma verdadeira lição da guerra. Nem tudo se pode dizer. Porque a palavra deixa a sua marca. Isso acaso significa que eu sou contra a liberdade de palavra? Obviamente não é disso que se trata, e sim de não confundir esta liberdade com o descontrole. Ser livre é fazer e dizer aquilo que a gente pode. O mais é puro excesso.

Por Betty Milan
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55 Comentários

  1. JORGELINA

    -

    21/03/2010 às 22:37

    É COMPLICADO VENDO DESSA FORMA,TB NÃO CONSIGO AMAR NINGUÉM, MAS SEMPRE ESTOU APAIXONADA, MAS LOGO PASSA, É INCLIVEL ACORDO E DURMO PENSANDO NA PESSOA, MAS DE REPENTE MUNDA, CONHEÇO OUTRO E AI COMEÇA TUDO DE NOVO. SERÁ QUE SOU VULGAR? QUANTO AOS ALEMÃES NADA QUE ELES FAÇAM FARA COM QUE EU ESQUEÇA O ATO QUE ELES COMENTERAM.

  2. Che Cearense

    -

    13/02/2010 às 0:04

    Imagine voce na idade dos 99 anos, será que voce chegará lá sentindo ainda algum prazer sexual?

  3. Valéria

    -

    28/01/2010 às 11:38

    Entendo como se sente. Não se sinta mal por não ser romântico e esqueça essa história de libertino.O ser humano não tem molduras e não se “apaixonar” não é necessariamente desvalorizar sentimentos. O amor romântico não passa de um modelo imposto goela abaixo como o melhor pela sociedade, e cada um tem o seu motivo para buscá-lo. Medo de solidão, aprovação social, ou pelo simples gosto de se apaixonar, que é uma delícia! Sua hora vai chegar quando for o momento, e sexo também é uma delícia. Viver é uma delícia, e existem centenas de sentimentos maravilhosos além do amor romântico espalhados por aí. Ah…e “quando ficar velho e não puder mais fazer sexo”…? Não existem métodos ou modelos para viver, a sensibilidade é um dom mais raro do que o romantismo.

  4. -

    22/01/2010 às 10:04

    quando vc estiver mais velho nem sexo vc terá e ai?

  5. -

    13/01/2010 às 23:13

    Acredito que se você estivesse feliz não teria escrito para Betty Milan.

    A questão é, e quando a vontade de ter ato sexual com a mesma frequencia passar ou não puder mais ser concretizada? Você ficará bem consigo sem ter alguém para compartilhar sua vida?

    Para amar alguém é necessário algum tempo. Amor à primeira vista é na verdade atração. Para amar é necessário conhecer a pessoa. Do contrário você ama uma pessoa idealizada. Por isso acredito que talvez você descarta as pessoas para não ´correr o risco` de apaixonar-se por elas.

    Talvez você secretamente acredita que o ato sexual com a pessoa ´certa´ será maravilhoso e isso indicará que a pessoa é diferente ou interessante quando o ato em si desprovido de amor é algo mecânico e difícil de tornar alguém interessante (do ponto de vista de um relacionamento).

    Se estivesse no seu lugar eu deixaria de me envolver sexualmente por algum tempo. Não me deixaria levar apenas pela atração, mas faria um esforço para conhecer quem me atrai e descobrir se há algo além da atração. Eu ficaria amiga desta pessoa atraente e agradável e depois então teria envolvimento sexual com ela. Invertendo a ordem das coisas ajuda a descartar quem não é interessante sem continuar `mecanizando` o sexo, o que, como disse, pode ser o que está atrapalhando.

  6. Paulo Miranda

    -

    11/01/2010 às 12:57

    gostaria de receber mais textos sobre a sexualidade.

  7. Belmiro

    -

    04/01/2010 às 16:15

    Há diversas histórias nos comentários que dão dó. Penso que podemos ser resolvidos, quando procuramos aprofundarmos em nossa memória e reconstruir uma vida melhor, o passado não pode fazer parte de nossa vida presente. Tentar reconstruir pensamentos se faz com profissionais de psicologia. Sou um desses que foi reconstruído. Acredito muito na força do criador para recompor.

  8. Rafael

    -

    17/12/2009 às 12:35

    eu também não amava ninguem, só sentia atração por mulheres, e até gostava disso. Mas um dia tudo na vida muda. Conheci uma garota em que tudo nela era diferente das outras, fiquei completamente apaixonado, eu não tinha nem palavras para descrever como tao boa era aquela relação. No auge do amor eu fiquei sem chão, ela me deixou, volto com seu ex namorado e disse que precisava dar outra chance a ele, mas que no entanto me amava. Nós amamos sim,eu sei porque eu senti, talvez nunca sinta mais nada assim, mas jásenti alguma vez. Tenho certeza que como eu você também irá sentir um dia, só espero que haja melhor que eu e não quebre a cara como quebrei, porque nós que se julgamos superiores ao amor, quando o encontramos não sabemos o que fazer essa é a verdade.

  9. Janaina Oliveira

    -

    26/11/2009 às 15:50

    Ha mineirinho! Vem em mim que sou facim

  10. bianca silva

    -

    21/11/2009 às 23:44

    Eu tinha poucos meses de vida quando meu pai, então marido da minha mãe, nos abandonou e nunca mais quis saber de nós.
    Quando eu tinha mais ou menos 1 ano de idade minha mão se casou com um viúvo que tinha um filho de 5 anos.
    Fomos criados como irmã e irmão, embora sempre soubéssemos que não tínhamos laços de consangüinidade e sempre nos demos muito bem. Ele era o típico irmão mais velho e tomava conta de mim na escola, segurava minha mão quando voltávamos para casa e eu gostava muito dele.
    Uma noite, eu já estava com dez anos e ele com catorze e nossos pais tinham saído e nós estávamos dormindo na sala, pois estavam pintando o apartamento onde morávamos. Ele tinha dormido no sofá e eu no chão ao lado. De repente eu acordo com ele em cima de mim. Ele tinha tirado minha calcinha e estava excitado tentando me penetrar. Assim que acordei ele meio que tomou um susto e me sussurrou ao ouvido: “Não fale nada pro papai senão ele me mata de pancada.” E me vestiu a calcinha. Eu fiz o que qualquer criança de dez anos faria: virei para o lado e continuei a dormir. No dia seguinte eu me lembrava muito bem do que tinha acontecido, mas não dei importância. Achei que era normal.
    Dias depois, estávamos sozinhos em casa de novo, e ele começou a me acariciar e disse que queria fazer uma coisa muito gostosa comigo, mas que eu não podia contar prá ninguém nem prá minha mãe e muito menos pro papai. Ele pediu que eu me deitasse e tirou minha calcinha. Em seguida ele se desnudou e estava super excitado e eu totalmente exposta, nua. Não diria que ele me violentou. Embora a penetração tenha doído, eu não desgostei. Muito pelo contrário, eu gostava muito do meu irmão (assim eu o chamava) e, embora inda não tivesse ainda 11 anos, eu o achava atraente e gostei de ter-lhe dado prazer. Além disso, eu gostava de ver “aquela coisa branca” (assim eu chamava a ejaculação) que saía do pênis dele quando ficava muito duro.
    O assédio continuou até que eu tivesse uns catorze anos e ele dezoito. Acho que ele se tocou que tinha atingido a maioridade e que se acontecesse uma gravidez ou outra coisa inesperada as coisas poderiam ficar feias para ele. Acho que nosso pais nunca descobriram nosso, digamos assim, “incesto”. Tenho boas recordações deste período. Fazíamos sexo regularmente e eu gostava de saciá-lo. As vezes, quando menstruada, ele pedia para eu fazer sexo oral e eu também gostava. Chegamos até a fazer sexo anal algumas vezes. No início doeu muito, mas depois ficou gostoso.
    Hoje tenho 32 anos, sou casada, tenho 2 filhos e meu marido sabe com detalhes da minha história. Não sou mais tão próxima do meu “irmão” quanto era na adolescência. A mulher dele nos afastou um do outro. Mesmo desde da época em que eles eram namorados, eu sentia uma certa antipatia por parte dela. Talvez ele tenha contado alguma coisa para ela e ela esteja apenas preservar seu casamento.

  11. raimundo nonato

    -

    21/11/2009 às 22:59

    Aos 17 anos me apaixonei e me entreguei de corpo e alma a um namorado que provou ser um grande cafajeste. Desiludida, me mudei sozinha de Ponta Grossa, no interior do Paraná, onde vivia com meus pais e meus irmãos, para Curitiba, para trabalhar, estudar e tentar esquecer a decepção amorosa. Arranjei um emprego de telefonista num grande banco e só pensava em trabalhar e na faculdade que comecei a fazer. Eu era tão dedicada ao trabalho que me tornei, com o passar do tempo, numa “workaholic”. Era uma forma de esquecer o ex-namorado e o trauma, mas isto fez com que em pouco mais de dez anos, com menos de 30 anos de idade eu atingisse o posto de sub-gerente geral de um setor importante.
    Foi então que me dei conta que os meus hormônios começavam a reclamar a falta de um relacionamento amoroso. Descobri, então, o quão difícil é para uma mulher de 30 encontrar um homem disponível. Principalmente no meu caso, pois sei que não sou uma mulher muito atraente. Não sou gorda, tenho cintura, seios pequenos, minhas pernas não são finas, mas não sou do tipo que chama a atenção dos homens. A cada dia que passava eu me sentia mais carente e mais desesperada por um homem.
    Num domingo de manhã, numa palestra de auto-ajuda para funcionários de várias empresas, um jovem engenheiro puxou conversa comigo. De início parecia apenas uma conversa casual. Ele me falou que era recém-formado, que era de outro estado e que estava na cidade trabalhando tentando estabelecer-se. Convidei-o para almoçar lá em casa. Na época, meus pais e 2 das minhas irmãs moravam comigo em Curitiba e tínhamos o hábito de convidar conhecidos do interior para almoçar conosco.
    De repente, mais rápido do que pude perceber, nos envolvemos. Eu me deixei levar de tal maneira que logo estava na cama com ele. Um dia me convidou para um cinema, num outro me chamou para um lanche e num outro eu estava no apartamento dele. Na primeira vez eu estava muito tensa que nem consegui aproveitar o encontro, mas no encontro seguinte relaxei e senti como era gostoso ser acariciada por um homem, ser beijada com paixão, e ser penetrada de tudo quanto é jeito. Se por um lado foi um período tão delicioso, por outro lado as vezes eu me sentia a mais mundana, a mais deprava das mulheres. Em menos de 3 semanas que eu o tinha conhecido, já tínhamos feito sexo de tudo quanto é jeito, inclusive oral e anal… Nunca fiz tanto sexo, nem quando casei com outro homem poucos anos depois. Se deixasse por conta dele, um garoto de 23 anos, faríamos sexo todos os dias. No início do nosso relacionamento eu o visitava 3 vezes por semana no seu apartamento e ele sempre queria que eu passasse a noite com ele às sextas-feiras. Quando isto acontecia, fazíamos sexo 2, as vezes 3 vezes por noite. Freqüentemente ele me pedia sexo oral e anal. Eu achava que seria nojento e que me machucaria, mas logo comecei a gostar e nunca o negava a ele.
    Mas nosso relacionamento não deu certo. Com o passar do tempo percebi que eu era apenas mais uma de suas transas, mais uma de suas “comidinhas”. Ele era muito jovem e só queria saber de sexo. Eu já queria um relacionamento mais estável. Acho que ficamos juntos por mais de um ano, até que eu comecei a me relacionar com um homem mais velho, viúvo e que se tornou meu marido. Mas isto é uma outra história.

  12. sued Jose Tormann Macedo

    -

    21/10/2009 às 15:58

    O autor ou autora da consulta me parece não existir. Isso é prática comum utilizada por colunistas desejosos de expor suas idéias supostamente brilhantes apenas para satisfazer seu ego. As vezes resulta, a explicação complexa, numa estocada ás respostas oriundas de admiradores, provocando-lhes atitudes de solidariedade, apoio encomiados nos elogios gratuitos. O texto, presupondo uma consulta, é incoerente. O ser em apreço é sensível. Sensibilidade é a faculdade que possuimos para ser receptivos, impressionáveis, e nos irritarmos com facilidade porque o sistema nervoso vibra ao ponto de anular as incidências do auto-controle. Seres assim sofrem angústias momentâneas logo anuladas por uma atração forte. Desde logo desconfio da angústia vitimada por uma atração física. Defino a angústia como ansiedade, agonia, aflição, vibração intensas e breves. Quem a possui não pode entediar-se e para libertar-se dela busca as fortes emoções do sexo. São situações de conflito em que a dor da angústia é anulada pela prazer. Confundem-se aí sentimentos e emoções.Quem pode viver em tédios entre essas duas situações? Esse tipo humano nunca se exercitou no poder da vontade e no auto-controle. Age impulsivamente nas suas angústias momentâneas silenciadas por uma atração, e entrega-se a prática do sexo sem amor porque não sabe amar. Talvez os exemplos observados, e a educação recebida, instruturaram-lhe essa personalidade. que somente o exercício da vontade poderá transformar positivamente. Me parece alguém de traumáticas infância e adolescência. Não acredito em traumas psicológicos em adulto. A maturidade, a inteligência e a vontade, direcionadas são instrumentos suficientes para vence-los. Ainda bem que ele pergunta se somos egocêntricos. Não não somos, porém, o “eu me amo” e o “amar-se primeiro para depois os outros” é um ensinamento com conteúdo egoista tendendo a ser, egocêntrico. O sujeito da epígrafe tende a ser um mero joguete da vida. Se não mudar pelo exercício da vontade, será um personagem problemático, muito antes da velhice o tornar pior.A incoerência do texto está nos termos angústia, tédio, atração, sexo,todos contendo cargas emocionais explosivas.

  13. paullo azevedo

    -

    04/10/2009 às 10:30

    há, esqueci de dizer que estou viciado em ler esta deliciosa coluna. Parabéns BETTY!!! grande abraço!

  14. mauro mesquita

    -

    15/05/2009 às 14:34

    Oi Bety prazer meu nome e mauro mesquita sou estudante de publicidade e gosto muito das suas colunas e muito interesante,além da faculadade ,tambem estudo sobre mulheres rs a ciência,o jogo,conquista e sedução.Como mulher qual seria sua opinião por ex você se sentiria bem em uma conversa diante de um homen inteligente ou ficaria interesante diante de um humorado e porque.

  15. Marlene

    -

    08/03/2009 às 0:00

    Boa tarde, sebe as vezes fico confusa, não sei se sou muito materialista mas me divorciei com 25 anos de casada, porque ele perdeu muito dinheiro, isto sem eu saber, me senti traida, confiava muito nele. embora tivesse um bom casamento, pedi o divórcio, perdi a confiança, não foi só bens materiais, mas perdi todo respeito, amor, admiração. Embora, goste de viver bem, me doeu muito à traição, à mentira dele não contar que estava perdendo tudo. obrigada

  16. igor sato

    -

    05/03/2009 às 0:00

    Lindo a sua resposta principalmente o último paragrafo uma informação que eu não sabia, eu acho que essa lei deveria ter o problema é que muito antes de meditar sobre essa idéia fazem um pré-conceito e julgam como a exclusão da liberdade de expressão, mas calculando as minhas palavras um dia chegaremos la eu acredito e tenho fé.

  17. luciene

    -

    05/03/2009 às 0:00

    nao sei o que fazer vivo com um homem a,sete anos mais quando conherçim ele, mim apaixonei, e ele pormim ele deixou a esposa quando agente fez 3 anos de namoro, e tenho um filho de 12 anos do meu primeiro casamento ele si dao super bem mais o problema, e que o filho dele de 16 anos resolveu morar com agente e nao consigo aceitar acabou aprivacidade sinto uma coisa no meu coraçao que nao mim deixar aceitar o rapaz nao sei se e porqier tem outra educaçao, diferente da minha o menino responde o pai e eu nao aceito nao sei o que fazer ja pensei em sair de casa mim ajude por favor com uma palavra de confortO!!!!!

  18. Juliana

    -

    03/03/2009 às 0:00

    Muitas vezes nos vemos no outro, daí, a importância desse portal. Por estar na internet, a acessibilidade das pessoas na abrangência do serviço é maior. Isso faz-se necessário para divulgar a relevância do conhecimento psicanalista para o desenvolvimento psíquico equilibrado da humanidade. Parabéns, Betty Milan!!

  19. mineirinho

    -

    20/02/2009 às 0:00

    oi gostaria que me desse uma dica pois sou um cara que adoro faser sexos se eu pudesse eu faria sexos todas as horas mas como sou casado tenho que me contenta so nos finais de semana não sei o que faser.ja pensei em procura outra mas sou um cara honesto e fiel a minha esposa ate quando não sei.me de umas dicas ai.

  20. Andreia

    -

    16/02/2009 às 0:00

    Eu tenho muito desejo sexual mais meu marido nao me corresponde na cama sou fiel gosto muito dele como esposo, mais na cama ele me deixa a desejar, o que faço?

  21. Simone

    -

    03/02/2009 às 0:00

    O velho conflito entre amor e desejo é inerente ao ser humano. Como fazer coincindir esses dois elementos em relação a uma mesma pessoa? Essa questão ésempre difícil e não pode ser resolvida sem uma longa reflexão e auto-análise, mas se você a coloca é porque já explicita um conflito e quem está em conflito está dividido. Se não fosse assim, não teria demandado resposta. Mas esta só pode ser encontrada em você mesmo.

  22. Holivania

    -

    02/02/2009 às 0:00

    Betty, voce e muito perspicaz, leio todas a suas colunas, seus pacientes tem muitas sorte.

  23. Jeronimo

    -

    01/02/2009 às 0:00

    I – Ame primeiro a si mesmo e depois pense nos outros.II – Quem está bem sexualmente não cosegue ficar com mais nada.

  24. dani

    -

    01/02/2009 às 0:00

    me identifiquei totalmente com a pessoa que fez a pergunta!! é exatamente isso!

  25. Karla

    -

    31/01/2009 às 0:00

    Acho tudo isso uma máscara, uma defesa pra não se decepcionar com as pessoas, daí achar todo relacionamento chato, tedioso… Será que essa pessoa consegue enxergar o OUTRO? Será que alguma vez na vida já foi amada verdadeiramente? Só é capaz de amar quem já se sentiu amado. É esplendido amar e ser amado.

  26. anna

    -

    31/01/2009 às 0:00

    Concordo plenamente com a Francimar. As respostas de Betty fogem do tema e as relações que ela faz com a literatura e outros conhecimentos mais parece uma exibição egocêntrica de cultura do que uma tentativa de minimizar a angústia do consulente. “Será que todos nós somos egocêntricos?”

  27. marina

    -

    30/01/2009 às 0:00

    Betty, suas respostas são muito superficiais. E você deveria tentar resolver o problema em vez de censurar o simples fato da paciente em questão não acreditar em amor incondicional. Também não acredito, também acho que as pessoas exageram a importancia de suas relações amorosas, banalizam a palavra “amor”. E acho que somos todos egocêntricos e carentes. O que há de mal em dizer isso?

  28. silvana

    -

    30/01/2009 às 0:00

    Quanta besteira se fala aqui… acredito que as colunas da Betty ~são imprescindiveis, como querer que as respostas sejam profundas? ela tem poucas linhas para traçar um perfil… ela também usa muito bem a metafora principalmente nos faz pensar em nossas próprias vidas.

  29. Ana

    -

    30/01/2009 às 0:00

    Não há nada de mal em querer só sexo e dizer sobre isso, o problema está, no meu ponto de vista, é o de NÃO se envolver com quem como ela/ele não acredita no amor; nunca conheci um perverso ter como parceiro um perverso também.

  30. Polyana

    -

    29/01/2009 às 0:00

    Que estranha essa sua afirmação! A ciência diz que quem ama é somente o homem?? Eu não vejo isso nas relações que me cercam. Muitas mulheres não só compartilham a manutenção financeira de uma casa, como muitas vezes ela o faz sozinha. Outra coisa que vi neste relato é que a pessoa em questão não está se queixando de um sofrimento, ela simplesmente colocou sua posição em relação ao amor, e o posicionamento dela é claro “eu não amo ninguém e acho que ninguém ama ninguém”. Ela não pede conselho, e de tão segura de si, não parece ser portadora de algum trauma. Portanto, a colunista se resumiu a comentar sua afirmação dizendo que esta não pode ser generalizada da forma que foi, pois que isto é um equívoco. O que mais poderíamos esperar que ela falasse?

  31. jorji

    -

    29/01/2009 às 0:00

    Betty, a ciência afirma que numa relação de casal heterossexual, quem realmente ama e o único, é o homem, e não a mulher, que para o sexo feminino, o homem seria apenas um mantenedouro de uma família, fazendo juz aos ditados que diz que um homem é um lobo solitário, que a única chance de ser amado, é pela mãe, e a mulher uma rainha, nasceu para ser amada pelo homem e pelos filhos, que nos os machos, sempre estaremos no segundo plano. Dizem que esse mecanismo surgiu há cerca de 60.000 anos atrás, em decorrência da evolução, o chamado mecanismo de prostituição, que deu origem da família e religião, decisivo na formação das sociedade moderna.

  32. Marla

    -

    28/01/2009 às 0:00

    A incapacidade de amar e muitas vezes consequencia da “desilusao” (abandono,rejeicao, negligencia, etc) na relacao com os pais durante os primeiros anos de vida da crianca.E para nao sofrer ela “abandona o corpo e passa a viver apenas na cabeca”.Na verdade, nao surge apenas na relacao amorosa. Ela se manifesta em qualquer relacao e nao significa que a pessoa nao consegue amar: o amor que sente pelo outro e limitado e desta forma ela nao se entrega ao outro de maneira total porque tem medo de ser desapontada novamente.Obviamente, nada disso e consciente se a pessoa nao passou por um tratamento.Quem estiver interessado em aprender mais sobre o assunto aconselho a leitura de livros de autoria de um psiquiatra americano chamado Alexander Lowen, tais como: “Amor e Orgasmo”, “Medo da Vida”, “Prazer”, etc.

  33. Renata

    -

    28/01/2009 às 0:00

    Pra mim vc teve um trauma beem grande (talvez seu primeiro homem tenha somente te usado, ou ate mesmo vc nao teve uma boa relação com seu pai ou mae). E para superar isso ou se mostrar indiferente vc diz que nao ama ninguem. Talvez seu comportamento seja uma forma de querer humilhar seus pais ou descontar em alguem um amor nao correspondido. E com isso só se torna mais vulgar.. Procure se conhecer antes de ir pra cama com qualquer um e achar que só isso basta.

  34. Amanda

    -

    28/01/2009 às 0:00

    Gostei muito desse artigo, as pessoas devem amar e todos temos capacidade de se dedicar a uma unica pessoa. Amar faz bem, e ajuda a resolver problemas cotidianos. Impossivel viver uma vida somente de sexo, tem que haver o afeto, carinho, companherismo e claro o amor.

  35. Anrysan

    -

    28/01/2009 às 0:00

    Gostaria muito que esse tipo de pessoa fosse minoria na sociedade,mas pra meu temor,nao,e o pior ou melhor é que me encaixo nisso também,nao sei por que parece que todos temos nossos momentos apenas de busca sexual,gostei da definiçao “libertinos franceses”,será que nao é daí que surge a busca pelo amor perfeito??

  36. Luis

    -

    28/01/2009 às 0:00

    Parabéns, pelo artigo. Conheço pessoas que se julgavam incapazes de amar e depois foram traídas pelo próprio coração. Por isso acredito que, em muitos casos, a libertinagem está ligada a uma desilusão amorosa que deixou seqüelas psicológicas e se transformou numa neurose.

  37. LINDOVAL

    -

    28/01/2009 às 0:00

    Polyana: em seu comentário você diz que “0 amor não é um sentimento para qualquer um e que para isso a pessoa tem que sair de si e mergulhar no outro”. Cuidado! Esse negócio de “mergulhar” no outro é um troço muito perigoso…

  38. Jussara

    -

    28/01/2009 às 0:00

    A Construção do limite…para mim…tem sido a mais dificil das tarefas…quanto tempo passei no excesso…a liberdade hoje fica com outra cara…da tolerancia…o outro existe!Ler uma situação como esta…só me resta o respeito por alguem…ou outra história diferente da minha…mas quem disse ou de onde vem essa vontade que chega a sufocar de espelho.

  39. Fabio Oliveira

    -

    28/01/2009 às 0:00

    Ouço tudo e posso concordar com quase tudo. Só acho difícil encontrar paralelo do nosso mundo com coisas do século XVIII, de outras épocas.Tudo é tão diferente. A sociedade mudou tanto e ainda não encontrou o desfecho. São tantas pessoas na calçada. Qualquer evento atrai multidão. Qualquer comentário vira tese. Toda ação vira atração. Então, o amor, o sexo e tudo o mais…se era sublime sentir e explicar…agora é tentar se virar sem fazer muito barulho.

  40. Lorena

    -

    28/01/2009 às 0:00

    Eu também pensava ser incapaz de amar e gostava disso. Naquela época, me satisfazia em conviver e ter total controle sobre meus sentimentos de amizade e afeição. Até que conheci um rapaz intessante e me envolvi sem perceber. Demorei a sentir a grandeza do amor, mas hoje sei que nunca fui tão feliz. Como alertou a Betty em brilhantes palavras, o problema não é não amar, se a pessoa se sente bem assim. O problema é condenar quem _ como eu _ ama.

  41. adriana

    -

    28/01/2009 às 0:00

    Somos sim todos egocêntricos. Mas isso não impede que estejamos abertos a várias possibilidades, inclusive a de nos apaixonarmos e vivermos, mesmo que por pouco tempo, uma história de amor. Se procurou a analista, acredito que você desconfie que seu comportamento, apesar de justificado, não esteja trazendo real felicidade e contentamento. O auto conhecimento, principalmente com a ajuda de um bom terapeuta, pode te ajudar a encontrar as respostas…que provavelmente já te habitam!

  42. Paulo

    -

    28/01/2009 às 0:00

    Mais uma vez é muito enriquecedor ler o que você escreve. Muito obrigado mesmo pela sua coluna. Estou certo de que ela tem ajudado muito a muitas pessoas, assim como eu. Continue sempre.

  43. Maria Helena

    -

    28/01/2009 às 0:00

    Concordo com Francimar, a discussão de Betty tomou um rumo moralizante. Ora, ninguém resolve sofrimento algum sabendo que a maioria das pessoas valoriza a tal “coisa” que voce desqualifica. Me parece que a pessoa em questão, apenas refere-se ao que recebeu (ou não recebeu) lá no seu início, quando são formadas noções básicas do viver humano. E isto poderá ser resolvido quando alguém for corajoso o suficiente para romper o circulo vicioso de atração/sexo por atração/compreensão sem cair em romantismos pegajosos.

  44. Francimar

    -

    28/01/2009 às 0:00

    Betty, gosto muito da sua coluna mas tenho notado q você anda meio que “viajando” nas suas repostas. Você fala o que as pessoas sentem, quais são os problemas delas e relaciona o tema com coisas meio distantes deste. Foges do tema e parece que queres mostrar todo o teu conhecimento intelectual, deixando de lado o mais importante:mostrar a solução.Acho que deverias ir no mais simples.Desculpa. Abraços!

  45. Polyana

    -

    27/01/2009 às 0:00

    Cara consulente, se acreditasse totalmente no que diz não se angustiaria ou traria sua história pra esta coluna. O amor existe sim, mas as vezes demora bastante pra acontecer, principalmente se alimentamos crenças desse tipo. Você gosta do que pensa, e da construção que fez de si própria, provavelmente não vai mudar seus conceitos a não ser que queira. O amor não é pra qualquer um, é uma conquista muito particular, porque pra vivermos esse sentimento, precisamos sair de nós mesmos e mergulhar no outro. É muito simples pra uns mas complicado pra outros… Boa sorte nas suas buscas!

  46. Polyana

    -

    27/01/2009 às 0:00

    Roberto, achei engraçado seu comentário. No esforço que querer sair do plano comum, vc escreve umas coisas muito interessantes. Esse “tal de amor” só é supervalorizado porque merece esse status. A Mocinha que quer ser feliz casando e tendo filhos pode até conseguir e viver uma vida muito menos miserável que se pensa. Ou talvez não, depende de como ela vai construir sua história… Certamente não existe manual de instruções para o sentimento, então condenar pessoas que pretendem ter uma vida simples e comum a uma vida miserável no mínimo contradiz sua própria afirmação. Sou dessas mocinhas que formou família e é feliz no casamento, acredite se quiser. Já tive meus momentos Casanova e fui feliz neles também. Mas tudo são fases, e isso também passou, como a fase que estou vivendo, de paixão, também passe. Mas o amor continuará resistindo a tudo isso, certamente…

  47. Roberto

    -

    27/01/2009 às 0:00

    Esse tal de “amor” é supervalorizado. Numa sociadade consumista como a nossa, virou meio que um vício querer amar, amar, amar acima de tudo, que só se pode ser feliz amando, que a pessoa que não ama é miserável, etc. Essa construção maluca de que “o amor salva” é restolho português que se arrasta em nossa cultura. A mocinha quer ser feliz casando, tendo casa, filhos para, no final da vida, perceber que foi tudo em vão, que poderia ter tido mais prazer, que poderia ter viajado, curtido a vida fazendo tudo, menos mantendo aquela rotina absurda… E delegando aos filhos o legado da própria miséria. Amor construído sobre “boa vontade” é prisão. Cada um busca a felicidade como pode (ou como lhe mandam) mas a verdade é uma só: não existe manual de instruções para o sentimento. Somos todos bonobos tateando no escuro.

  48. Aélio

    -

    27/01/2009 às 0:00

    Acho que, do ponto de vista cientifico, sua resposta ficou a desejar!!

  49. Frank

    -

    27/01/2009 às 0:00

    “Mas por que você faz do seu desinteresse pelo amor uma regra e conclui que “ninguém ama ninguém”, desqualificando um sentimento no qual a grande maioria das pessoas se reconhece? “Seria o auto-engano ? A capacidade que as pessoas tem de acreditar em uma fantasia conveniente de modo a ferir menos seus próprios sentimentos ?O texto desta coluna descreve bem quem sou eu. Sensível mas alguém a la Valmont/Casanova/D.Juan/D.Giovani.

  50. ana

    -

    27/01/2009 às 0:00

    Voce esqueceu de dar a dica do filme ” Ligações Perigosas” com Glen Close e John Malkovich em ótimas atuações libertinas.

  51. Nina

    -

    27/01/2009 às 0:00

    Se voce está tão certa de sua preferencia, porque escreveu para a terapeuta, precisa de uma confirmação da sua certeza, talvez porque o libertino seja mal visto, voce tem medo do julgamento alheio, e por isso precisa da aprovação da terapeuta.Ou voce teme pelo futuro, quando essa fase passar, e a solidão finalmente bater na tua porta.Nina.

  52. Lorena

    -

    27/01/2009 às 0:00

    Ótimo texto, Betty. Eu mesma as vezes me excedo nas palavras, defeito que tento insistentemente corrigir. Vc foi brilhante!

  53. Gabi

    -

    27/01/2009 às 0:00

    Caras comentaristas, como vocês descobriram o sexo do consulente? Pelo texto dele(a) não há como saber.

  54. Taís

    -

    27/01/2009 às 0:00

    Betty, achei o texto excelente! Você disse tudo: cada uma das nossas palavras tem conseqüências para nós e para os outros.

  55. Polyana

    -

    27/01/2009 às 0:00

    É verdade Gabi, me deixei levar pela gravura. Mas independente disso, tenho mais a acrescentar. Ele(a) fala de tédio, mas também não levaria essa conduta sem apego e de conquistas descartáveis também ao tédio? O amor do cotidiano pode resistir ao tédio sim, se houver boa vontade de ambos como também projetos de vida em comum. Em se tratando de sexo eu diria que as delícas da intimidade conquistada com o tempo, são fontes de grande prazer, e não o contrário.


 

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