28/10/2009
às 21:28 \ AnáliseO lapso

O meu histórico é de baixa autoestima e melancolia. Em decorrência disso, a minha automotivação não dura, resultando na desistência das coisas que inicio e me impedindo de concluir estudo, trabalho e relacionamento afetivo. Tenho 34 anos e faço psicanálise lacaniana há quase cinco anos com o mesmo profissional, em quem confio muito, e não penso em parar. Pedi ao meu analista que indicasse um psiquiatra. Disse que se não indicasse eu procuraria o analista sozinha. Ele então me indicou um de sua confiança, dizendo, com um sorriso no rosto: “Vá tomar o seu ‘efeito placebo!’”
Fui e constatei que meu analista tinha razão, pois poucos meses depois do início do medicamento os problemas continuavam e minha falta de vontade reapareceu. Minha angústia por não ver a minha vida decolar persiste. Não sei o que fazer, embora não pense em desistir do processo analítico.
Você me escreveu como quem narra uma história clínica e não como quem conta a própria história. A linguagem do seu e-mail é a de quem fala de um problema com distância e domínio da situação, é a do especialista que apresenta um caso para ser discutido com os colegas. Por sorte, você cometeu um lapso revelador. Em vez de escrever “se ele não indicasse eu procuraria o psiquiatra sozinha”, escreveu: “se ele não indicase eu procuraria o analista sozinha”.
Você que faz análise há cinco anos sabe que o lapso é a realização do desejo e precisa se perguntar qual a razão do lapso. Não pode deixar passar isso. Será que inconscientemente você deseja mudar de analista?
Não entendo por que o seu chamou o antidepressivo de placebo, dando a entender que o remédio age por sugestão quando o antidepressivo regulariza mediadores químicos desregulados e pode ser extremamente eficaz. Às vezes, inclusive é necessário para que a pessoa consiga fazer análise. Outras, é imprescindível para não morrer.
O seu analista indicou a você um psiquiatra, mas fez isso desqualificando o antidepressivo. Dada a sua transferência, o remédio não podia funcionar. Se funcionasse, desqualificaria o analista. O fato é que você ficou entre a cruz e a caldeirinha. Vai ter de falar sobre isso com alguém.












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24 Comentários
Karla
-29/12/2010 às 16:59
É curioso você dizer que vê resultado na psicoterapia, mas… Cinco anos? Em cinco anos de tratamento nada mudou e você tem coragem de dizer que vê resultado? Sejamos francos: você está tão desesperado que escreveu para um blog para pedir ajuda. Isso mostra o quanto a análise tem sido inútil para você (cinco anos, meu Deus…!)
Outra questão… Você alega não persistir em suas realizações – e por isso se frustra. Não seria isso um medo de crescer, medo de enfrentar a vida adulta? Veja bem: enquanto você não se estabilizar afetivamente, profissionalmente, financeiramente (…) vai poder colocar a culpa na sua “doença” (que, acho, não existe de fato). O curioso é que você persiste na terapia. Mas claro! A terapia é sua muleta, é sua justificativa eterna para não crescer! Sugiro se propor a iniciar alguma coisa e conclui-la de fato (uma graduação universitária, por exemplo). Ao fim, você vai experimentar a sensação de vitória, de estar pronto para crescer – e finalmente vai abandonar estas muletas nas quais se firma para fingir que a vida adulta não chegou (terapia, remédios, desculpas esfarrapadas). Você tem 34 anos. Já passou da hora de inventar desculpas.
raquel
-11/11/2009 às 15:24
às vezes problemas na tireóide causam esta falta de motivação, baixa energia. E pode até conduzir a uma depressão. Você já pesquisou isto?
eujatedisse
-04/11/2009 às 12:59
“Se você está fazendo a mesma coisa há anos e ela não está dando certo, deve estar fazendo algo errado”. Entendeu???
Ana
-03/11/2009 às 22:32
Esse terapeuta te manipula para continuar doente e pagando.
valéria
-03/11/2009 às 17:56
Olá. Acho que vc deveria deixar esses psicólogos, analistas, e outros de lado. Quer melhorar, vai ajudar crianças em orfanatos, creches, fazer trabalhos voluntários, visitar doentes terminais, e ver a vontade que muitos deles tem em viver, mesmo com poucas chances. Ver de perto a realidade de quem realmente tem problemas e ama a vida. Deixe de se lamentar, e agradeça a Deus pela vida, procure a felicidade dentro de você, não deixar que outros procure por você. Ocupe sua cabeça com pensamentos positivos, faça o bem e verá como você mudará.
Miryam Weinberg
-02/11/2009 às 20:43
Todos os leitores que escreveram acrescentaram algo a voce. Pense. Eu quero assinalar o que te prende ao seu analista já que em 5 anos voce não melhorou. Eu acredito que procuramos terapia para curarmos, seja de depressão seja baixa auto – estima… Se nesse tempo todo não houve melhora procure outra saida psicanálise não é a única alternativa. (Com o seu lapso voce já demonstrou que inconscientemente voce quer procurar outro analista)
Walmir Lelis de Assunção
-01/11/2009 às 15:45
Perfeita a sua observação em relação ao lapso ou ato falho. Mas o que me deixou mais feliz é que a observaçao veio de uma psicanalista Lacaniana. Isto é que eu chamo de ética e compromisso com a verdade. Estou lendo um livro de uma escritora gaucha Martha Medeiros chamado Montanha Russa é uma coletanea de cronicas, e em uma delas que se chama Os Inimigos da Verdade, ela faz uma citaçao de um outro autor Irvim Yalom (psiquiatra e psicoterapeuta) que escreveu Quando Nietzsche Chorou, quando ele diz: “Os inimigos da verdade, nao sao as mentiras, mas as ‘convicções’ “. Eu sou psiquiatra, e um grande simpatizante da psicanalise. No entanto a minha convivencia tanto com psiquiatras como com psicanalistas tem mostrado que muitos destes profissionais, nao diferem em nada destes fanaticos religiosos, que vivem fazendo pregações aos berros de forma histrionica. A unica diferença é que estes profissionais “psi” se escondem atras de um suposto saber que os autoriza serem cuidador da mente dos outros, Percebo que muitos destes psiquiatras e psicanalistas com o tempo vão ficando cegos, tentam adequar as pessoas que se submetem aos seus tratamentos de forma “convicta” aos seus supostos saberes e não o oposto, adequar os vários tipos de saberes as pessoas a quem lhe confiam seus conflitos, suas duvidas e sofrimentos. Fico feliz em ler um comentário como o seu, se antes já era seu admirador, agora sou muito mais….
Parabéns!!!!
Walmir Lelis de Assunção
Marcelo
-01/11/2009 às 13:06
Existe um novo tratamento para depressão que não usa medicamentos. Usa a estimulação magnética do cérebro através de ondas eletromagnéticas. Estimulação transcraniana esse é o nome. Parece bem sedutor.
Marcio Candiani Psiquiatra Belo Horizonte
-31/10/2009 às 8:09
Muito interessante a história narrada. Melhora ainda o comentário de Betty. Faço análise com um Médico Psiquiatra & Psicanalista Lacaniano, extremamente ético.
Recomendo a TODOS os meus clientes que façam psicoterapia junto com o tratamento medicamentoso (quando indicado), mas principalmente quando têm condições financeiras. Infelizmente os convênios não bancam psicoterapia semanal – seria uma economia e tanto, a meu ver pois seriam evitadas tantos atendimentos de urgência em pronto atendimento para “crises de pânico” ou mesmo internações psiquiátricas.
Se em 1948 descobriram os efeitos anti-maniacos do carbonato de litio na psicose maniaco depressiva e o efeito ataráxico (sedativo/antipsicotico/neuroléptico) da clorpromazina (amplictil, thorazine nos EUA), que aliviou o sofrimento dos pacientes com transtornos mentais graves e permitiu melhor qualidade de vida a muitos deles, qual o problema em se usar psicofármacos NA DOSE CORRETA e prescritos por um psiquiatra?
Um pouco mais tarde, na história da Psiquiatria moderna sintetizaram o Haloperidol (uma butirofenona), comercializada com o nome de haldol e atualmente os neurolépticos (antipsicóticos) atípicos (risperidona, clozapina, aripiprazol, olanzapina e quetiapina).
Inclusive a descoberta destes medicamentos possibilitou a desinstitucionalização de vários pacientes destes que moravam nos asilos, pois reduzia suas alucinaçoes, delirios, agressividade e insonia, junto com a criação de redes de proteção social (lares abrigados, atendimento secundário e ambulatorial) nos países de primeiro mundo e mesmo no Brasil.
Se descobriram que um medicamento contra a tuberculose, a iproniazida tinha efeito euforizante nos anos 60 e criaram o primeiro antidepressivo (Imipramina, Tofranil), depois o PROZAC (fluoxetina) e vários outros com eficácia comprovada por estudos duplo-cego randomizados para depressão, ansiedade, transtorno obsessivo compulsivo, fobias, compulsão alimentar, anorexia, etc – por que não utilizá-los se alivia MUITO os sintomas e o sofrimento dos clientes (SEM TRATAR A CAUSA – grifo meu).
(citalopram, sertralina, paroxetina, fluvoxamina – inibidores seletivos da recaptura de serotonina) e, antes, os triciclicos (nortriptilina, amitriptilina, clomipramina e imipramina); depois os duais (mirtazapina, escitalopram, venlafaxina), por que não utilizá-los quando bem indicados por um psiquiatra?
Há alguns psicanalistas (poucos, espero) que ainda têm medo do psiquiatra “roubar” o cliente dele…. o que é uma grande bobagem……uma vez que há psiquiatras que nem fazem psicoterapia.. apenas medicam…
Geralmente os psiquiatras conversam com os analistas, e, no meu caso, pelo menos, incentivo os clientes a manterem a psicoterapia (ou começarem a fazer) junto com a medicação.
http://marciocandiani.site.med.br
Annonimous......
-31/10/2009 às 0:03
Fiz análise com uma terapeuta freudiana dos 16 aos 18 anos……Meus pais pagaram muito caro! .Deitei ao divã, inclusive…..Ao fazer vestibular, deprimi muito……..
Fui levado por minha mãe, psicologa, a um gastroenterologista por “colon irritável”…..ele me passou Imipramina (TOfranial) que curou minha depressão…..
Alguns anos mais tarde, voltei a deprimir, foi-me prescrito fluoxetina 80mg manipulada………ciclei para mania………Atualmente análise com psiquiatra lacaniano, estabilizador do humor, relacionamento afetivo e social + muito trabalho e psicanálise semanak + medicações …….são fundamentais.!!!!
Já marquei uma consulta com ela ……..pra falar o quanto foi ruim…….ao não me encaminhar a um psiquiatra, tamanha angústia que eu vivia……..hoje, vejo que, tendo familiares com transtorno bipolar, poderia ter me beneficiado do uso do litio há muito tempo………
Mas a “analista”, me achava neurótico… me deitou no divã…………..e eu surtei! Haja ética!….
Vontade de ir lá e processá-la………..por não ter me encaminhado a um psiquiatra.. para não “perder cliente”………..pqp!!!!!!!!1
thomas
-30/10/2009 às 14:52
Parece um quadro de TDAH (DDA), para o qual se toma remédio também.
raquel
-29/10/2009 às 22:36
Passei por situação semelhante há cerca de dez anos.
Fazia terapia há uns cinco anos e nada de curar a minha dor e o vazio que me acompanhavam desde uns 10 anos de idade. Um belo dia, cheguei chorando e disse que não aguentava tanta dor. Que a terapia me ajudava a entender. Que eu já conhecia todos os meu problemas, mas que a dor não passava. Pedi um medicamento (era época do PROZAC – a pílula da felicidade)
Era daquelas terapias freudianas. Eu deitava no divã e ela ficava atrás ouvindo. Ouviu o que eu tinha a dizer, mas com a voz carregada de cuidado e carinho, me disse que achava que a nossa relação tinha se esgotado para mim. Que a minha reação demonstrava, para ela, que eu já não confiava inteiramente na ajuda dela e por isto pedia um medicamento, com o qual ela não concordava. Me disse para procurar ajuda em outro lugar.
Procurei outra psicóloga, de outra linha (não sei qual). Depois de um ano, me bateu o mesmo sentimento. Despejei o mesmo discurso de dor/desespero. Ela se aproximou e me abraçou até que eu me acalmasse. Depois me deu o nome de um psiquiatra.
No psiquiatra tive uma grande surpresa: a bula do remédio me descrevia melhor do que eu jamais pudera em todos os anos de análise. Jamais imaginei ler em uma bula de remédio tudo o que eu sentia!!!
Tomei o remédio por cerca de um ano, no total. Mas antes da cura, passei muito mal (tive interação medicamentosa, necessidade de ajuste da dose, etc.). Mas, persisti e cofiei no médico.
Não desista. Procure ajuda em outro lugar. Achei desrespeitosa a forma como o seu psicanalista falou: desprezou a sua dor e seu desespero.
Há pessoas que podem olhar o que se passa com você com uma nova abordagem.
OQuanto ao medicamento, há de inúmeros tipos. Até o médico acertar nauqele que serve para você pode demorar um pouco (eu tive sorte de acertar no primeiro, mas há inúmeros casos em que isto não acontece).
A sua dor somente você pode aquilatar. Não se abandone. Tome a providência de procurar ajuda em outro lugar.
Nina
-29/10/2009 às 20:52
Opa!!!
Que esperteza a deste senhor, aproveitar da dependencia médico\paciente, é muita falta de ética sim!
Sra. mude já,não tenha medo, seu mundo não vai cair, a gente precisa caminhar na vida, ficar parada esperando as coisas acontecerem não dá.
Boa sorte ´com o próximo terapeuta, tomara que ele acerte, e seu progresso seja evidente.
Angela
-29/10/2009 às 20:07
Betty, leio sempre a sua coluna. Não tenho grande conhecimento psicanalítico, mas admiro sua perícia e objetividade, além da forma como escreve e as associações que faz com arte e literatura. Desta vez, achei que você foi particularmente brilhante. No alvo. Parabéns!
Ann
-29/10/2009 às 17:15
Concordo com a Betty e com o leitor Helbert: definitivamente a consulente precisa trocar da analista. E uma avaliação com um psiquiatra é altamente recomendável, principalmente nesses casos de melancolia extrema, que perdura tanto no tempo. Se a consulente for uma depressiva crônica, por exemplo, precisará sim de remédios – e só pessoas movidas por um preconceito ignorante e rasteiro contra a psiquiatria poderiam afirmar o contrário.
Helbert
-29/10/2009 às 12:48
Betty Milan,
parabéns pela opinião, pautada pela ética. Entretanto, foi suave com o colega, como a ética exige. Não tenho este compromisso, protegido pelo anonimato, serei mais duro.
Um paciente pode ter uma boa noção da qualificação de seu médico ou analista, dependendo de sua atuação ética, ou anti-ética. Se não for ético, não aprendeu as lições mais importantes que seus mestres deveriam ter transmitido. Se não aprendeu estas lições, provavelmente este não é o seu único vício de formação.
O seu analista não falou mal do antidepressivo ou do colega: ele o impediu de melhorar. Ainda mais, não te orientou que o tratamento antidepressivo dificilmente resolve o caso em pouco tempo. Muitas vezes o médico deverá trocar a medicação, ou associar outras, até achar aquele que melhore mais seu caso. Algumas vezes, o médico precisará de um tempo relativamente longo, seis meses, um ano, para achar a melhor solução. As chances de encontrar esta solução, atualmente, estão em torno de 70%. E isto poderá mudar sua vida. Lembre-se: você acompanha este “profissional” há cinco anos. Já viu um bom resultado como “tratamento” dele?
Faço coro com a Betty: procure um melhor cuidado! Boa sorte!
fábio garcia
-29/10/2009 às 12:30
Vejo falta de ética no comportamento desse especialista ao desqualificar o trabalho do psiquiatra, isto me cheira a alguém com medo de perder sua “boquinha”. Ao ver pela lógica chego à conclusão que ele não queria perder o seu paciente regular, ficaria comum buraco em sua agenda e seu salário diminuiria.
Espero que ela mude de especialista, pois este é no mínimo antiético.
Marcelle Barbalho
-29/10/2009 às 11:46
EI MOÇA DÊ UMA REVIRAVOLTA NO SEU RELACIONAMENTO,TRABALHO,AMIGOS,FAMÍLIA,ENFIM NA SUA VIDA!!!!!!!!SORRIA!!
DEUS ESTÁ COM VOÇÊ.QUER UM CONSELHO?CONVERSE MAIS COM NOSSO PAI.(DEUS)
Gabriela
-29/10/2009 às 11:22
“Matou a cobra e mostrou o pau”!!!!(rs!) Excelente!!! ADOREI
lady dell
-29/10/2009 às 10:04
oi beth!!sou dona de casa,casada ha 34 anos,2 filhos,4 netos,estou sempre aqui,conversando e vendo q os problemas..uns simples..outros mais complicadinhos!!!e pensando…que a vida e assim…a gente vai aprendendo dia a dia..com nossos erros e acertos …as vezes precisamos apenas de alguem pra conversar…ler um livro e otimo!!!estar rodeada de pessoas tb!!mas alguem que nos escute ,e so isso que se quer. a gente quer falar…quer saber q estao nos ouvindo..mas que nao vao falar nada contra…queremos apenas…comcordancias…e com certeza nao e facil,precisamos sim de pessoas que tenham, no minimo tempo,paciencia ,carinho e tb conhecimento do assunto!!!
eu sempre digo!!!viver e uma arte!!!
das mais dificieis…rs e facil..qdo se sabe viver!!
se falei besteira,me perdoe…sou apenas uma mulher…que fala!!
um grande abraço
lady dell
Lídia
-29/10/2009 às 9:41
Mas é impressionante mesmo como as palavras nos traem, realmente ela sem querer revelou que quer mesmo é mudar de analista. Eu não teria prestado atenção nisso, Betty… não teria mesmo.
Lídia
-29/10/2009 às 9:38
Pelo que entendi do que a Betty postou, acabei por achar que ela tem um apego muito grande pelo analista porque ele é um caso que aparentemente deu certo para ela: há cinco anos eles têm uma relação clínica. É praticamente um relacionamento isso — teve início, meio e acho que ela não vai querer dar um fim, visto que parece ser a única coisa que é duradoura na vida dela: ela disse que não termina tudo que começa ou não consegue manter as coisas.
Não entendo muito bem quando as pessoas dizem que estão há anos com o mesmo médico, terapeuta, analista, psiquiatra, talvez isso seja bom ou não. Mas se com o mesmo analista o problema persiste, então é mesmo melhor buscar outras alternativas de analistas, independentemente do tempo que ele a acompanha.
Vera
-29/10/2009 às 8:04
Leitora, concordo com a Betty. Talvez seja melhor você procurar outro analista, ouvir uma segunda opinião.
Karla
-28/10/2009 às 23:52
Desde quando antidepressivo é placebo? Tem alguma coisa errada aí…Esse tempo todo de tratamento psicológico e ainda tá assim…REPENSE!