PUBLICIDADE

Compulsão por compras

quarta-feira, 21 de outubro de 2009 | 18:59

57420462

Tenho 27 anos, sou professora de escola pública e curso Direito. Resolvi escrever para você porque perdi o rumo. Destruí todos os meus planos por irresponsabilidade e imprudência. Por ter a compulsão de comprar. Comprei tudo o que precisava e o que não precisava e acabei num endividamento total. Hoje, não tenho mais cartão de crédito e recebo menos da metade do meu salário, por causa dos empréstimos que fiz. Estou sendo insistentemente cobrada.

Meu emprego é o pior do mundo. Além de ser mal remunerada, ainda tenho de aguentar coordenadores fingidos e adolescentes sem interesse algum em aprender. Por isso, fui fazer Direito para tentar outro emprego. Mas como estou endividada não posso investir e me preparar para a carreira jurídica.
 
Sinto ódio de mim mesma, porque poderia ter usado o meu salário de professora para me formar. Só me restou a angústia e o desespero. O que eu faço? Será que é possível recomeçar? Ou será que é tarde? Necessito de uma resposta urgente.

Em 1919, Freud escreveu: “Podemos reconhecer no inconsciente a supremacia de uma compulsão de repetição… dependente da natureza íntima das pulsões, suficientemente poderosa para se sobrepujar ao princípio do prazer, dando a certos aspectos da vida psíquica o seu caráter demoníaco”.

Esse texto, que sintetiza o drama narrado por você, bastaria para desculpabilizá-la. Mas eu cito ainda um texto de 1938, em que Freud se vale da palavra compulsão, zwang em alemão, para designar a palavra do oráculo: “… o zwang do oráculo, que deveria inocentar o herói, é um reconhecimento da implacabilidade do destino…”

O inconsciente é implacável como foi no seu caso. Você agiu compelida por ele e precisa parar de fazer o mea culpa. Só precisa se perguntar o que tem a compulsão de comprar a ver com a sua história. Procure descobrir. Isso é decisivo para você não se repetir, escapar ao que há de demoníaco na condição humana, a pulsão de morte.

Claro que é possível recomeçar, sempre é. Você deve se valer do que aconteceu para aprender a se refrear. O termo usado para isso nas empresas é redirecionar e cabe a cada um de nós ser o empreendedor da própria vida. O segredo do bem-estar é fazer tudo de propósito. Não é fácil, requer aprendizado, porém é possível.

Por Betty Milan

COMPARTILHE
Digg StumbleUpon del.icio.us Twitter
ENVIE
Email This Post

34 comentários em “Compulsão por compras”

  1. Fá:) disse:

    Só sabe o que é compulsão quem passa por esse sentimento louco e desenfreado, é como se estivessemos cegos no momento em que vem o desejo de comprar, acreditem, vocês não sabem o que é esse sentimento que domina…

  2. Dalia Moreno disse:

    Bom dia
    Corajoso o relato da moça e gostei da análise da reporter, mas comentários “deixar de ser vitima” ou isso é ” falta de vergonha” “falta de caracter” não é…A doença chama-se ONEIOMANIA, compulsão por compras excessivas, sofro disso mais de 20 (vinte) anos, descobri a alguns anos e continuei sofrendo, comprava calças de n° 38 e visto o nr 44, vários objetos iguais e cores diferentes, escondia no porta mala do carro, passava meses dentro, no local de serviço a compulsão era pior não podia ver uma sacoleira, levava muitas peças, não sabia mais o que estava comprando, o que tinha dentro dos armários, se o objeto era desejado ou não, queria comprar. Comecei a fazer tratamento com remédios controlados ( estes me davam asas e voava alto demais que surtiam efeitos contrários) ajudavam um pouco com o TOC ( tenho). O DNA , ambiente familiar, karmas …tudo isso favorecem a repetição, meus irmãos alguns sofrem de neurose, outros tem um fraco por bebidas sociáveis, meu pai era alcólico e viciado em jogos. Passei a frequentar as reuniões dos neuróticos anônimos…Mas aquelas pessoas falavam demais…Queria algo mais específico para o problema..Passei de psicologos doidos a malucos…Muitos com uma frequência vivencial e inteletual abaixo do normal..Em 2006 o estresse foi insuportável acumulos de dívidas, problemas familiares, filho, excesso de trabalho e injustiças, contrai um CÂNCER DE MAMA. Viram isso não e sem-vergonhisse… Por causa da quimioterapia adquiri diabete mellitus e gordura no figado, depois de três anos de luta, aposentaram-me com redução de salário e muitos empréstimos e dividas enormes com bancos e cartões de crédito…Curei de um câncer, controlei o diabetes, o figado voltou ao normal, mas tenho saldo devedor com o plano de saúde, a doença é cara e os hospitais públicos não dão suporte. Pedi a reversão da aposentadoria, consegui a alta com uma junta médica, e vou voltar a trabalhar. Enquanto espero estou estudando por conta própria para preencher o tempo livre, não tem um dia que eu não sinta a “fissura” por compras acredito que seja o mesmo que os drogados sentem e as vezes me vejo na mesma posição, não vou mais em shoppings, feiras, meu namorado paga o cartão da loja no shopping, se eu for não sei se vou controlar os impulsos, peço uma colega para comprar sempre os mesmos produtos de maquiagem para mim, não pego nos catálogos, compro o de sempre, sem importar com modismo, cortei todos os cartões de crédito, rasguei os talões de cheques, não atendo mais a vendedora persistente que teima em tocar o sino do portão, tinha um livro velho com páginas enumeradas, encapei com gravuras de Van Gogh, Picasso, poemas de Rimbaud, papel laminado, capa plástica aderente, ficou lindo. Sempre uso o livro como um diário…Quando consigo vencer um tentação sinto-me vitoriosa..Valeu..Quando não consigo frear sinto-me um perdedora, quero até morrer….Sou uma marionete de Deus, sou LIMITADA sim, quero muito e posso pouco, não vou chorar o leite derramado! As finanças estão lá. Preocupar demais com elas não resolve, a herança bendita gerada por meus antepassados está no meu sangue, saber isso tudo já diminui a CULPA. Sei que a neoplásia tinha dia e hora marcados, mas a minha imprudência e a carga excessiva de estresse acelerou a doença orgânica. VENCI O CÂNCER E VOU VENCER NO FUTURO ONEIOMANIA, por ontem venci a batalha, hoje será outro dia, nunca devo dizer nunca…mas tenho ESPERANÇA E CORAGEM.

  3. Bia disse:

    Me encontro em situação muito parecida e vim exatamente procurar ajuda, pois quero parar de comprar o que não preciso com um dinheiro q não tenho. Isso causa muito sofrimento. Alguns comentarios acima mostram que algumas pessoas não acreditem que não conseguimos parar sem ajuda, que o fazemos por fraqueza, mas só quem sentye isso na pele, e no bolso é q sabe. Qual é a mãe que não pensa no futuro dos filhos, eu soum muito maezona, mas comprei até estourar todos cartões, limite de cheque especial e ainda tenho dívidas com as lojas que me cobram sem parar, com um agravante, sou bancária e não aceitam esse tipo de comportamento, quero parar, ser normal, contar aos meus familiares todasas burradas que fiz, mas me falta coragem. Tenho medo de perder meus filhoos e meu marido. Minha primeira atitude será assumir para meus familiares e colegas de trabalho minha fraqueza, e procurar ajuda de um psiquiatra, acho que o que deves fazer também. Grande abraço de que te entende profundamente.

  4. joao dos santos disse:

    Gente, a moça tem transtorno bipolar, esta na cara s só será curada com remedios (litio) e psicanálise

  5. Eliza disse:

    O diagnóstico é simples : vc não está fazendo o que sente vontade. Dá aula porque foi o que apareceu. Foi o que a família, sociedade falou que é bom, seguro. Não se dedica de coração a que gosta. Aí sempre fica um vazio que precisa ser preenchido. Como você preenche? Comprando. Pergunte-se:”O que tenho vontade de fazer aqui e agora?” Dependendo da resposta, e vc direcionando a cada dia para realização do que irá lhe fazer feliz, as compras diminuirão e você se reencontrará. Boa sorte!

  6. Fabi disse:

    Enquanto essa frustração referente à profissão e muitas outras acumuladas não forem melhor resolvidas, o psiquismo vai fazer o que pode: acumular tensões e retornar em forma de repetições, ou de outros sintomas. Claro que uma consulta ao psiquiatra também é indispensável para descartar o Transtorno Bipolar.

  7. Raquel disse:

    Querida colega consumista desenfreada: Chamo-a de colega porque também sou professora, do tipo que vive o ideal educacional e que sofre quando enxerga a realidade submergida, quero dizer, submetida (risos) às soluções propostas pelo MEC. Sei bem que nosso ambiente de trabalho nos adoece, com cobranças e compromissos, mas nem tudo é balela. Aproveite as formações continuadas (suas, por direito, portanto inscreva-se e participe), pois elas poderão lhe servir de descanso da sala de aula e um momento ótimo para que você possa expôr suas angústias profissionais. Mas não alimente suas angústias. Você contribui muito para o sistema, olhe pelo lado positivo da profissional que você.
    Achei interessante quando você disse que saiu comprando “tudo o que precisava e o que não precisava”. Pare de mentir pra si mesma: é claro que precisava! Só que você quis se igualar a alguém que já se formou em Direito e que passou num desses concursos federais. Você quis se sentir parte de uma elite, não é? Não se culpe por isso, pois você já mostrou que quer mesmo esse caminho;apenas prossiga… parabéns por querer mais! Nosso salário só nos permite gastar com o estritamente necessário, e você conseguiu ainda investir em estudos! Note: você sonha em fazer parte de uma elite, não é? Pois, lhe digo, já faz parte dela, minha querida… você faz parte da elite intelectual! Sua maior riqueza é o conhecimento, a sabedoria de buscar e transmitir o saber.
    Claro, você perdeu algum dinheiro com sua extravagância, mas não perdeu seus ideais… nem os antigos (como professora e estudante de Direito) nem os atuais.
    Do fundo do meu coração, torço por você e desejo que se reorganize suas ações e suas idéias, para servir de modelo de superação aos demais. Pena que vão perder mais uma profissional, mas isso não é problema do sistema (rsrsrs)

  8. bia disse:

    sou recorrente no problema da amiga tbem sofro dos transtornos bipolares falo no plural pois acho que tive maus caminhos nessa doença e nao creio que tenha uma receita de bolo na primeira depressao fortissima emagreci 15 quilos recorri a minha familia que me acusou e me amparou depois gastei tres anos para me reerger e agora um ano para me afundar novamente justamente apos tres anos de tratamento com medicamentos quando o psiquiatra me deu auta eu fui me afundando de novo nao tenho coragem de falar novamente com minha familia e estou novamente desperada so tenho conciencia das dividas quando estou no fundo do poço como foi comentado parece que ficamos cegos por um periodo so escrevi para dizer que acho que realmente seja uma doença que tanto ela como eu tenha frustaçoes espero que trate e tenha mais sorte que eu ,vou recomeçar o tratamento desta vez sozinha sem o amparo de familiares principalmente porque tenho muito medo de perder meu marido que amo muito e nao suportaria saber que cai denovo pois ele e muito controlado economcamente

  9. Marcio Candiani Psiquiatra Belo Horizonte disse:

    Será que essa sua compulsão por compras não é um episódio maníaco ou hipomaníaco de um Transtorno Bipolar (antiga psicose maníaco depressiva)?

    Bom, pelo menos é importante procurar um psiquiatra para descartar tal hipótese, ver se há parentes com suicídio na familia (parte de pai ou mãe, tios, avós, primos), depressão, ansiedade ou internação psiquiátrica….

    O diagnostico de transtorno bipolar, na maioria das vezes é feito após dez anos de inicio do transtorno, que pode começar com um mal-humor cronico, sem fases clássicas de MANIa, cursar com insonia, gastos excessivos, megalomania (mania de grandeza), alternados com depressão, baixa-estima, irritabilidade, alteração do peso, défiicit de memória, idéias de ruina…

    Sugestão: consulte um psiquiatra de sua confiança.

  10. Elim Moisés disse:

    Quando se encontra nesta situação, só há três coisas e serem feitas.
    Primeira: Oração pedindo a Deus orientação e ajuda para se sentir segura e guiada
    Segundo: Cortar gastos visando as negociações ou renegociações à serem feitas
    Terceiro: Fazer o seu melhor no trabalho até terminar os estudos e seguir outra profissão

    Eu tenho certeza que Deus fará a parte Dele; )

  11. Danilo Thomaz disse:

    O que mais me achou a atenção nesse relato foi a maneira com a qual ela descreve o seu emprego, chamando de “o pior do mundo” e salientando a presença de “coordenadores fingidos” e adolescentes desinteressados no aprendizado.

    Pela minha experiência pessoal, não em toda a vida escolar, mas em parte dela, e profissional, como jornalista, percebo o poder de destruição das escolas brasileiras, que podem levar a esse tipo de problema que sofre a autora do depoimento.

    Os diretores e coordenadores trabalham pela imagem do local, criam um simulacro de ambiente de ensino, o que as escolas não são aqui no Brasil. São locais que prezam pela massificação do comportamento, matam o individuo, o pensamento e a opinião e a maioria dos pais e da sociedade não percebe isso por estarem alienados demais para enxergar o óbvio. “Só os profetas enxergam o óbvio”, diria Nelson Rodrigues. As pessoas se deixam levar pelo discurso minguado e politicamente correto dos coordenadores, psicopedagogos e afins dos colégios. Os pais são complacentes com o desinteresse e a má educação dos filhos, fazem a escola de refém - com o aval de boa parte da direção. Com isso, os poucos cérebros em funcionamento, a inteligência, o interesse, a dignidade que existe em alguns sofre esses anos completamente destrutivos, a ponto da pessoa ser tomada pela pulsão da morte.

  12. Lídia disse:

    Eu quero acrescentar que não seria positivo fazer um empréstimo, pois ela disse que está com muitas dívidas, que recebe menos da metade do salário de profesora (já é pouco o inteiro, imagine menos da metade?) se fizer um empréstimo a dívida ficará maior. Com certeza a solução prática é negociar o pagamento das dívidas e se cuidar para não fazer novas dívidas. Além de cuidar para que a compulsão seja tratada. Se não puder pagar por um tratamento, que pelo menos procure ajuda com os amigos, família, enfim, que peça aos amigos que lhe ajudem nessa fase difícil, que deêm um apoio. Tudo dará certo, busque a paz!

  13. Berenice disse:

    OI ADELE
    Obrigado pelas boas palavras…

  14. Sofia disse:

    Trabalhe melhor a sua espiritualidade e desapegue-se. É libertador.

    Só o Espírito vence a matéria.
    Talvez com isso você até redescubra sua profissão. O essencial é invisível aos olhos. Quem sabe algum de seus alunos esteja carente dessa percepção?
    A verdade da vida é invisível e não ocupa as vitrines, peça pra que Deus te ajude a enxergar essa verdade com os Seus olhos.

    As vitrines, os anúncios são belos e ilusórias, o mundo tem muita fé neles.
    Também, pense a respeito de um dia ser voluntária, mesmo que por apenas 2 horas na semana.

    Mude a ótica e vá em frente!

  15. Vilma disse:

    Minha querida,
    Acho apenas que você é uma pessoa frustrada e quer colocar sua frustração em cima da sua profissão e dos que fazem parte dela! Está enganada, você está no lugar errado porque quis, então não se queixe se não consegue segurar suas ansiedades de busca por algo que gostaria de ser e não conseguiu sê-lo por falta de competência!

  16. Carlos disse:

    Todos os 18 comentários que li aqui são rasos, sem grau algum de profundidade, alienados e que em nada contribuem. Alguns são marcados pela ingenuidade. Alguns marcados pela cegueira religiosa e emburrecedora. Alguns marcados pela infantil rivalidade teórica. Alguns marcados pela débil retórica anti-psicanálise. Alguns, ainda, marcados pela pobre suficiência linguística e retórica que sequer permite uma expressão pelo bom uso da língua em que ocorreu a alfabetização. Baaaahhhhh. Será que ninguém percebe que o tal DISTÚRBIO BIPOLAR é um nome “bonito” para a indústria farmacêutica enriquecer, vendendo suas bestiais cápsulas mágicas e dopando a população? Essa sim tem sido a verdadeira alienação e COMPULSÃO contemporâneas !!!!! Quanto à professora que escreveu para a coluna, uma afirmação e uma pergunta. A afirmação: você não tem compulsão para as compras! A pergunta: que tributo (dívida) você tem que pagar ao se entregar a essa punição (tortura mental) que usa as compras para se aliviar?

  17. Ann disse:

    Concordo com a leitora Vera. A gastança desenfreada da consulente não tem nada a ver com a falta de conhecimentos ligados à economia doméstica. Quando uma pessoa passa a comprar de forma desenfreada e irresponsável estamos diante de uma compulsão nada diferente daquela que muitos sentem em relação à comida, ao álcool, ao jogo e às drogas, por exemplo. Trata-se de um mecanismo de fuga e, ao mesmo tempo, de auto-sabotagem. O vício atrapalha ou mesmo impede a transformação da realidade atual, que desagrada a pessoa. Por se sentir impotente e triste perante a realidade, ela cede ao vício. E assim o círculo vicioso se instala. De fato, a consulente terá que analisar as razões que estão por trás do seu comportamento se quiser se superá-lo de uma vez por todas.

  18. Yra doce. disse:

    O que percebi…descobri..Quando fico angustiada,ansiosa,quero comprar TUDO.Como não posso compro qq.”coisinha”.Depois vem o arrependimento.Por ter aprendido com o sofrimento,coloco no carrinho,dou mil voltas na loja e na hora de pagar,deixo lá.Na maioria das vezes funciona.

  19. Karla disse:

    Minha Cara, antes que você se arruine de vez é hora de dar um basta a esse desejo “louco”, ele só te faz feliz, de imediato, depois a necessidade de comprar reaparece. Que vazio é esse que você quer preencher? Com certeza as compras não podem fazer esse papel, pois elas tem que servirem a você e não te tornar escravo delas e nesse momento você está sendo escravizada. Sai dessa enquanto é tempo. Diga NAO AS COMPRAS!

  20. Tereza disse:

    Achei muito interessante o comentário do Helbert.Nem sempre a compulsão para comprar pode ser resolvida com análise. Se a pessoa tiver transtorno bipolar é necessário um tratamento específico para a doença.Por que os psicanalistas insistem em ignorar certos transtornos mentais que não podem ser resolvidos com análise?Nem estou dizendo que a consulente tem um transtorno desse tipo.

  21. Adele Neubauer disse:

    Berenice,

    Voce demonstrou ter o mais racional e inteligente conselho que eu poderia ler nesta coluna.
    devo parabeniza-la por isso e ‘please !!” continue contribuindo com sua sabedoria(pessoal ) pois voce tem muito a dar…gostei muito dos seus comentarios.posso dizer que voce foi a melhor aqui,muito melhor que a dona desta Coluna !! congratulation !!!!

    Adele Neubauer

  22. Nina disse:

    Quando a pessoa chega ao fundo do poço e não pode ver a luz no fim do tunel, precisa de força extra pra subir, e também uma certa dose de sorte pra conseguir, procurar outras oportunidades na vida poderia ajudar, conhecer novas pessoas, prestar serviço voluntário, as vezes, conhecer problemas maiores que os nossos, pode ser uma grande vivencia, parar agora, negociar as dividas, zerar tudo e recomeçar, se já pediu ajuda a terapeuta, está pronta, então mãos a obra e boa sorte.

  23. Marcelo disse:

    “O segredo do bem-estar é fazer tudo de propósito.” - Uma frase iluminada.

  24. Lúcia disse:

    Concordo com a opiniao do Helbert, escrita acima:
    “Impossível saber a causa do problema da consulente com tão poucas informações. Entretanto, há doenças mentais que têm como sintoma a compra compulsiva. A mais comum delas é o transtorno bipolar, que pode chegar a atingir 5% das pessoas. Somente o psiquiatra poderá avaliar se existe este transtorno. O paciente com transtorno bipolar não conseguirá se conter sem a ajuda das medicações, nem se fizer 50 anos de análise ou fizer uma boa faculdade de economia.”

    Durante as fases de mania, a compra compulsiva é muito comum e, se a pessoa faz um acompanhamento psicanálitico, é um alerta para se buscar também a ajuda de um psiquiatra.

  25. Val disse:

    Ja estive nessa mesma situacao…Como sai? Rezando e me apegando a ajuda espiritual para me livrar disso. Nao e’ facil, e nao e’ apenas uma a causa do problema, Geralmente uma incrivel solidao por dentro, gerada pela insatisfacao com as pessoas ao redor, de familia, de relacionamentos , de amizades, essa gente toda nao nos preenche como deveria, falta nossa e’ claro, mas o que interessa no momento sao conselhos praticos para se sair disso. Uma ideia que talvez ajude neste caso e’ fazer um emprestimo, por o dinheiro aplicado em seu nome,mas que so 1 parente seu de confianca saiba onde, e com mais uma divida vc nao tera $ suficiente para comprar, mas ao mesmo tempo tera o $ na aplicacao futuramente,porque mesmo pagando caro vc ainda vera no futuro algum $, e nao mais sapatos e bolsas… e substituir a compulsao por outra, como malhar por exemplo, que da a mesma sensacao de prazer, pois o que a moca da reportagem precisa neste momento e’ parar de gastar urgente. Depois entao e’ que vem o proximo passo , que e’ o tratamento. Mas creio que no momento ela nao possa pagar um. Sei que esses conselhos parecem absurdos, mas do jeito que a coisa esta’ nada pode ser pior….Quem se encontra nessa, como eu 1 dia, precisa urgente se agarrar ao que surta algum efeito imediato, pois eu sei o que e’ pedir ajuda e ouvir um monte de teorias e nada de pratico para se fazer. A ginastica me deu 1 boa trava…Se a compulsao fosse outra claro que nao teria sentido trocar uma por outra, mas agora e’ preciso fazer qualquer coisa para travar a hemorragia de dinheiro, pois envolver dinheiro faz com que nao se tenha como ter recursos para se sair disso, e infelizmente tudo tem de ser pago….E rezar, se apegar aos anjos ou qualquer tipo de ajuda espiritual e’ tb fundamental. E’ necessario se apegar a outras distracoes, como uma rotina de rezas, tentando mudar o foco da compulsao para algo que nao gaste dinheiro e nem faca mal a saude…Boa sorte, espero ter ajudado em algo….

  26. Vera disse:

    Concordo com o comentário da Lídia. O problema central da leitora é a insatisfação com a profissão atual. Ela se sente frustrada em ser professora e deseja mudar (quer ser advogada). Mas parece estar emocionalmente bloqueada, pois ao invés de avançar nos estudos de Direito, começou a fazer dívidas e acabou se auto-boitocando. Será que ela está com medo de recomeçar a carreira? Afinal, recomeçar é sempre possível, mas não é fácil… Isso pode causar certa ansiedade. Talvez seja isso que esteja se passando com ela.

    Acho que o primeiro passo é entender o que está acontecendo emocionalmente com ela e tentar entender essa compulsão por comprar. Não é uma questão meramente econômia, é emocional mesmo. Tenho uma amiga que também tem essa compulsão - cada vez que o casamento dela vai mal, ela faz compras feito uma louca, parece que sofre um surto. Mas é tudo fruto de ansiedade, porque ela morre de medo de passar por um divórcio e ter que recomeçar a vida…

  27. Ricardão disse:

    Como a Sra. Milan gosta de uma citaçao, vamos lá: Se náo me engano, em As maos de Eurídice”,de Pedro Bloch, o excelente ,Pedro Bloch que diz…”o homem nao procura soluçao para seus erros.Limita-se a encontrar justificativas para continuar errando….E uma vez encontrada a justificativa ele permanece no erro até o momento em que se encontra só, absolutamente só, isolado na sua angustia, ilhada pelo seu desespero.Acho que o melhor seria ler o livro.Portanto a moça faz parte do contexto e parece uma figura que acabou de chegar ao fundo do poço, e prontinha para subir…Portanto, acredite em voce mesmo, se é isto que está querendo.Pé na tábua!!!

  28. Carla disse:

    Cara… Ja que Betty citou um termo muito usado nas empresas, posso tambem afirmar que voce conseguiu falir uma… A sua propria empresa, a sua organização finaceira pessoal.. Como pode ainda tao jovem sair gastando tanto sem ter renda suficiente para pagar ? Nao entendo como voce ja se deu antes uma nova oportunidade de recomeçar, buscando uma outra profissao, para sua satisfação, e ao mesmo tempo foi se auto-destruindo atraves de atitudes compulsivas, mas voce nao esta perdida, é jovem, e consciente do que fez, o que é muito importante. Recomeçar nunca é tarde, todos nos podemos sempre, com muita força de vontade e determinação sempre é possivel. Boa sorte!!!!!!!!!!

  29. Marcia disse:

    Ela é ainda muito jovem e mesmo se não fosse ,sempre é possivel recomeçar,só de estar pedindo ajuda e reconhecendo o erro,já é o inicio de uma mudança,quanto ao trabalho que não é gratificante as vezes se mudar a disposição e um pouco de boa vontade ,as coisas vão se acomodando.

  30. helbert disse:

    Impossível saber a causa do problema da consulente com tão poucas informações. Entretanto, há doenças mentais que têm como sintoma a compra compulsiva. A mais comum delas é o transtorno bipolar, que pode chegar a atingir 5% das pessoas. Somente o psiquiatra poderá avaliar se existe este transtorno. O paciente com transtorno bipolar não conseguirá se conter sem a ajuda das medicações, nem se fizer 50 anos de análise ou fizer uma boa faculdade de economia.

  31. claudia disse:

    além do desprazer com a profissão, outras frustrações fazem parte do esquema “armadilha” consumista, no qual a isca é o prazer de adquirir, já que dá sensação de poder e a promessa de “compensar” frustrações

    claro que é mentira: a sensação ilusória de poder aquisitivo resulta em dívidas, e o mais chato nessa situação é que o prazer ilusório é tamanho, que nem mesmo o desgosto da amarga realidade das dívidas pode fazer com que a “vítima” saia do círculo vicioso, então é preciso algo mais pra sair disso: MOTIVAÇÃO!

    pense o seguinte: pq quero sair disso??? responda a si mesma: para atingir… tal objetivo… (seja qual for o(s) objetivo(s) com que vc preencha os pontinhos)

    eu tb acho, que há bons livros disponíveis (não vá gastar muito $$$ nisso, hein?) livros que podem dar dicas simples e importantes

    agora respeite a si mesma, valorize seus sonhos e adote um procedimento que seja realmente bom p sua vida! ok?

    sucesso, felicidade e que Deus te abençoe muito!

  32. Lídia disse:

    Aqui em Brasília acontece muito isso com os professores concursados. Mas acho que o problema dela tem mais a ver com a frustração de ser professor. Quem sou eu para dizer, mas na minha opinião isso acaba acontecendo independentemente da profissão, mas se ela mencionou a profissão para descrever o problema, pode ser que esteja tudo relacionado. A compulsao por comprar compensa o desprazer em exercer a profissão, que, diga-se de passagem, é extremamente exaustiva…

  33. Alba disse:

    Admitir o erro é fundamental para o recomeco. Hoje encontramos disponíveis na internet recursos para reorganizacao financeira pessoal (da qual já faco parte) e pessoas tem encontrados saídas para isso. Persevere na sua nova formacao e saiba que todo ser humano é capaz. Sucesso!!!

  34. Berenice disse:

    Essa pessoa ai, Betty, nao precisa de Freud. Afinal de contas, Freud nao era economista e nem experienciou o capitalismo selvagem a qual nos estamos expostos hoje. Alias, a maioria das pessoas no planeta estao em situacao muito parecida a dela. Nos, os seres humanos, nos tornamos um rebanho de consumidores manipulados por um sistema economico predador. O que ela precisa e’ aprender as bases de economia domestica, aprender a fazer orcamento pessoal e nao ter medo de ser inteligente e diferente. E’ necessario ousar ser diferente. E isso e’ simples…Pensar primeiro e agir depois. Recomecar??? E’ claro que e’ possivel. Comece por estudar um livro de auto ajuda na area de economia pessoal. Esqueca Freud. O problema esta’ no sistema, nao em voce. Chegou a sua hora de deixar de ser vitima.

Comentar

Powered by WP Hashcash