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02/06/2010

às 22:35 \ Análise

Castigo

Gosto muito da sua coluna em VEJA.com. Meu filho de 19 anos disse que preferia ter nascido com Síndrome de Down do que ser homossexual. Chegou a dizer que o nascimento dele foi um castigo de Deus para mim e para o pai. Nós somos casados há 24 anos e temos muito preconceito em relação à homossexualidade. Nunca pensei que a vida fosse me dar tamanho desgosto! Peço a sua ajuda para  levar o meu filho a acreditar que ele pode mudar. Basta querer e ele passa a se interessar por meninas. O meu marido não está ciente do que acontece. Não contei porque ele não aceitaria a aberração. O meu filho aceitou fazer terapia. Você acha que existe a possibilidade de reversão? Por favor me dê uma luz sem divulgar meu e mail.

De onde você tirou a ideia de que basta querer e a pessoa se interessa por outro sexo? Não foi da minha coluna. Ninguém escolhe ser homo ou heterossexual, mas se a homossexualidade for o destino da pessoa, ela pode escolher entre contrariar o próprio destino ou assumi-lo e enfrentar a moral da família, que não é o único modelo de existência. Não é o único, embora imagine que sim. A ponto de considerar que o homossexualismo é uma “aberração” ou uma doença. E que, assim sendo, pode haver “reversão”.

Não sei se o seu filho é de fato gay e isso ele pode descobrir falando com quem saiba escutá-lo. Só sei que ele precisa se livrar o quanto antes da ideia de que o nascimento dele  foi um castigo.

A história dele é uma e a sua é outra. Você foi educada na religião do preconceito e teria que abrir mão do que foi para aceitar o filho. Mais que isso, teria talvez que abrir mão do marido. Você está numa encruzilhada. Se não for capaz de rever a sua educação pode perder o filho. Revendo, pode perder o marido. Para não perder o filho e nem o marido, tem que acompanhar o filho no movimento dele e conseguir que o marido siga junto.

A vida dá a você a oportunidade de rever valores arcaicos e crescer com a revisão. Aproveite para mudar e rejuvenescer em vez de ter tanta pena de si mesma e tanto medo de um conflito com um marido que não é um verdadeiro interlocutor.

Por Betty Milan

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115 Comentários

  1. Beadle

    -

    30/08/2011 às 8:20

    Vamos continuar comentando

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  2. Beadle

    -

    30/08/2011 às 8:16

    Pense numa coisa certa que você falou seu Nelson. Fico feliz em saber que você está bem. A saída é essa mesmo é ter coragem para estudar e deixar para curtir quando tiver um cargo quando for alguém. Pelo menos se você levar um fora não vai se sentir desamparado.

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  3. Nelson

    -

    12/08/2011 às 0:58

    Que preguiça desses gays aqui se achando os seres mais sofridos do mundo. Que preguiça de gente fazendo drama com isso em pleno 2011. Vão estudar, se tornar independentes e viver suas vidas, simples assim. Amigos que se afastarem por conta de sua sexualidade nunca foram seus amigos, ora. E se a família não conseguir aceitar paciência, você não tá no mundo pra satisfazer sua família. Tenho 30 anos, sou gay, assumi há cerca de 9 anos. Nenhum, absolutamente nenhum amigo se afastou de mim – pelo contrário. E me dou muito bem com minha família. Estudei, passei num concurso, tenho uma condição muito bacana e não sofro nenhum tipo de preconceito no meu dia a dia. Portanto menos drama e mais ação pros cheios de mimimi.

  4. Beadle

    -

    08/06/2011 às 8:05

    A geração atual tenho percebido isso cotidianamente é mais tolerante com a questão gay. Antigamente a questão era logo levada para o lado da religião e o infeliz era logo condenado ao inferno. Essa semana saiu um post bom, vejam e comentem. A propósito tem uma série que estou assistindo que toca no cotidiano gay ‘Queer as Folk ‘ me identifiquei com dois personagens Mikey e Tom.

  5. Clarissa

    -

    01/06/2011 às 14:31

    A beleza do ser humano está nessa complexidade da sua formação de super ego que pune de acordo com seus valores consolidados, sejam estes compreendidos ou não por nós. Acredito e respeito a crença e os valores de cada um. Mas como tudo é mutável e adaptável, acredito que rever e analisar tais preceitos podem gerar menos sofrimento, como nesse caso.
    É exatamente o que ela escreveu no último parágrafo “a vida dá a você a oportunidade de crescer e de rever valores arcaicos e crescer com a revisão” É nisso que acredito.

  6. Beadle

    -

    08/04/2011 às 11:34

    Vejam os comentários do post “Preconceito”

  7. Marcelo

    -

    07/04/2011 às 16:09

    Clarissa e Beadle,

    Antes de mais nada, uma crítica quanto à argumentação. O que estão fazendo é inferência sobre a crença da consulente. Aplicar dados gerais para um caso em particular não é a coisa mais certa a se fazer. Voltando ao ponto, concordo que religiões atuam como vocês afirmam – comportamento esse garantido constitucionalmente pela liberdade de crença, bem como o da opção sexual. Meu comentário anterior não trata disso, não nega isso. O que me refiro é que se deve dar tratamento igual às opções individuais. “Ser preconceituoso contra homossexuais é uma coisa horrorosa, agora, ter preconceito contra ‘crentes’ não é nada demais”. Não é assim que pensam os ditos progressistas? O que difere um preconceito do outro?

  8. Clarissa

    -

    29/03/2011 às 2:41

    Em resposta ao Marcelo, a consulente nao precisaria citar a religiao, pois sabendo em senso comum que a maioria das religioes a homosexualidade é condenada como pecado. Por estudos de campo isso se vem a confirmar no fato de que, a maioria das pessoas que reprimem sua condiçao de homossexual a faz devido a sua formaçao religiosa.
    Espero que um dia as pessoas possam entender que sua condiçao sexual nao afeta o carater da pessoa, e tenho certeza que muitos que aqui escreveram tem pessoas assim no seu convivio e intimidade e nao saber por causa do preconceito ainda muito existente em nossa sociedade. Nao sou gay, mas tenho muitos amigos que se assumiram, e isso nao os fez pessoas diferentes do que sempre foram.

  9. Beadle

    -

    28/03/2011 às 10:56

    Essa religião onde Deus é Terror e Temor não é bem diferente da religião do Amor

  10. Beadle

    -

    28/03/2011 às 10:51

    Marcelo
    Também não concordo com discriminação à crença de ninguém contudo, é bom esclarecer que a consulente se refere a que seu filho preferia ter nascido com Down a ter nascido gay e que este fato é na sua consideração um castigo de Deus aos pais, ora, de onde o rapaz teria extraído tal idéia senão de uma educação onde a religião do preconceito triunfa sobre a religião do amor.

  11. Beadle

    -

    28/03/2011 às 10:32

    Vamos continuar comentando este que foi um dos grandes posts de 2010

  12. Marcelo

    -

    01/03/2011 às 14:48

    Em nenhum momento a consulente se referiu a qualquer religião ou Igreja. Não entendo esse ataque gratuito à Bíblia e às crenças religiosas. Isso sim é patológico. Muitos dos comentaristas chamam outras pessoas de preconceituosas, mas tem o mesmo preconceito (ou maior) com relação às crenças desses.
    Eu não acredito em unicórnios, mas nem por isso ataco (e chamo de bitolado, burro, cego, preconceituoso) aqueles que acreditam. O mesmo deveriam fazer as pessoas (mal educadas) que atacam à religião.

  13. Beadle

    -

    25/02/2011 às 8:32

    Procurem por esta autora, Marina Castañeda, tem um livro recém lançado que tem um capítulo sobre Homofobia Internalizada. Sabem o que é isso, procurem pela autora.

  14. Beadle

    -

    19/02/2011 às 19:47

    Não há heroísmo nesse sofrimento de que fala José. Só há medo de dar um passo, um medo grande e nem sempre fácil de ser superado, mas é apenas medo que há. Imagine o sujeito em nome de Deus ter que se anular para o mundo. Acredito que Deus quer que as pessoas brilhem nem que seja com purpurina. Solte suas feras José!!!

  15. jose

    -

    16/02/2011 às 0:14

    Esta triste história de vida me deixou inquieto e pensativo, e depois de ler várias vezes, resolvi fazer um comentário na tentativa de poder ajudar, embora sabendo que, dificilmente conseguirei. Não querendo parecer preconceituoso com os homosexuais assumidos, li o depoimento do Pedro Romero do João Victor e do André e até da senhora que diz que seu filho não aceita a condição homo, e pediu ajuda a Betty. Claramente nota-se que vcs não aceitam a condição de homosexualidade que lhes é imposto, sem alternativa alguma de ser hetero e casar ter filhos uma familia na condição natural. Quero lhes dizer que vcs não estão sozinhos no universo, existem milhares de homens e mulheres que não aceitam a homosexualidade e preferem viver na solidão e infelizes, sem a condição natural de ter uma relação completa com o sexo oposto e constituir uma familia a entregar-se a um sentimento tão antinatural e por que não perverso, com o homem que não se entrega ao homosexualismo. Tento imaginar a dor que vcs sentem, sei que devem se achar os mais miseráveis dos homens mas lhes digo, vcs tem a grande oportunidade de mostrar em segredo, que o homem não é um fraco qualquer, que aceita esta condição antinatural.
    Concordo com a forma que vivem, não aceitando a homosexualidade, vcs são verdadeiros seres humanos na mais pura essência, que Deus criou. Esta é o verdadeira exemplo de renuncia e superação de alguns homem e mulheres, vencer a condição homo, pois temos uma vida humana perecível aqui, mas infinita vitoriosa para os vencedores que honrarem seus corpos na forma natural. Embora tendo que renunciar esta breve vida passageira, mas acima de tudo viver com a honra do verdadeiro homem.

  16. eduardo

    -

    15/02/2011 às 19:00

    vc ama seu filho ou ama o que vc espera dele?claro que não é fácil,pois sabemos o que irá passar por preconceitos e tudo o mais, já basta os outros vocês também? é de pirar o cabeção

  17. Jack of Alltrades

    -

    21/01/2011 às 16:42

    Vamos continuar comentando esse post que foi um dos melhores de Betty em 2010.

  18. Jack of Alltrades

    -

    29/10/2010 às 12:25

    Gostaria de dividir com vocês um filme que vi numa mostra, o título é
    ” Por que a Bíblia me diz ” tem no You Tube e fala das passagens em que a Bíblia alude à homossexualidade além de entremear a exegese dessas passagens com histórias de famílias que tiveram que se defrontar
    com esta situação. Vejam e voltem para dizer o que acharam.

  19. marcelo

    -

    17/10/2010 às 3:36

    Mãe ame seu filho.Deus o ama e ama você,ninguem tem culpa,ninguem esta pecando.Deus e amor ame o seu filho e mostre para ele o Deus maravilhoso que temos.

  20. Marcelo Distrito Federal tagua

    -

    05/09/2010 às 1:34

    Mãe não se desespere. Seu filho é homossexual a culpa não é dele e nem sua,há algum problema genético que causa tal condição e logo haverá tratamento para quem quiser se curar dessa aberração genética, até lá não aumente a sua e a dor do seu filho por algo que não é culpa de ninguém apenas da natureza dacaída do homem.

  21. Jack of Alltrades

    -

    13/08/2010 às 9:42

    A vida do invertido é sofrida e quando ele é contra (meu caso) a inversão piora. São fantasmas e medos a perseguir perfeitamente com toda precisão possíveis. Graças a Deus o rapaz se assume, pelo menos consegue dizer a sua realidade (que eu encaro como desgraça, pois minha vida não tem sido fácil). Meu apelo: Mãe, sei da sua dor mas vamos tentar fazer análise para você ajudar o rapaz, o seu tesouro tão importante. Leia o que eu e tantos escreveram NÃO É FÁCIL (por que foi acontecer logo comigo?).

  22. andre lopes

    -

    09/07/2010 às 23:13

    soh tenho algo a dizer, essa senhora deveria assistir ao filme “prayers for bobby” nao sei o titulo em ingles eh a traducao literaria (oracoes para Bobby). Sou homossexual assumido, passei por todos os problemas que a maioria passa, e tive que sair do Brasil para poder me encontrar, me conhecer, me sentir a vontade comigo mesmo. Meus pais hoje aceitam foi duro mas estao aceitando.
    Esse filme diz tudo, historia real que aconselho.

  23. Tiago Reyes V.

    -

    08/07/2010 às 2:05

    Prezado Jorge, não pude ficar quieto diante de tão absurdo comentário. Sugiro ao senhor, que procure estudar mais a bíblia,e entender o contexto histórico do antigo testamento. Saiba que neste texto, Deus está abominando a adoração a outros deuses.
    Dizer que é ISTO o que Deus pensa, é limitar o pensamento do criador ao nosso, que é tão limitado e falho. Eu acho muito engraçado quando as pessoas leem o antigo testamento, e praticam somente o que convém. Porém eu digo, que se é pra praticar tudo o que foi “dito” há séculos atrás, então comece já a queimar novilhos e carneiros para expiar seus pecados. E claro, pare de trabalhar aos sábados o mais rápido possível.
    Outro consenso que é importante ressaltarmos: Deus é AMOR, e sua sabedoria é infinita. Se existem homossexuais no mundo, há um propósito para isso. Porém, as pessoas insistem em querer entender sua grandiosidade com tão limitados “achismos”.
    Garanto a você Jorge, que segundo o amor de Deus, e principalmente pelos exemplos e ensinamentos de Jesus, que ser homossexual não torna a pessoa menos digna em nada. E mesmo assim, não somos nós quem devemos julgar nada, sequer um ladrão. Isto compete a Deus tão somente.
    Por fim, gostaria de dizer que quem precisa de ajuda, com maior urgência, é a mãe deste rapaz, que infelizmente sabe muito pouco do AMOR ainda.

  24. Jorge de Lucca

    -

    01/07/2010 às 13:25

    Levítico 20:13 “Se um homem se deitar com outro homem como quem se deita com uma mulher, ambos praticaram um ato repugnante. Terão que ser executados, pois merecem a morte.”

    Tai gente, pra todo mundo ver o que Deus pensa sobre isso, não preciso falar mais nada, não é? Essa mãe ama seu filho e só quer salvá-lo da pederastia.

  25. Caio

    -

    30/06/2010 às 12:26

    Joao Vitor, permita-me, o problema nao é a sua sexualidade e sim o seu enrustimento!

  26. Mariah

    -

    25/06/2010 às 19:41

    PQP….va se tratar mulher!! Uma aberração? Apenas pq seu filho é homossexual?Vc esta doente, sufocada por preconceitos!
    Meu irmão caçula é homossexual e não me envergonho dele nem um tiquinho, nem uma virgula! O carater, a qualidade de um ser humano não esta na opção sexual que faz, ou nasce com ela, sei lá!
    ´Penso mesmo que seu caso é de terapia, basta ver o que esta fazendo com a cabecinha do proprio filho!
    Aberração são os desvios de carater, não com quem se relaciona sexualmente!VAlha me Deus, Nosso Senhor!

  27. João Victor

    -

    24/06/2010 às 0:30

    André (junho 20, 2010 às 16:09),

    Embora eu saiba que existem muitos outros meninos na mesma situação que eu, foi tão bom ler o que você escreveu, por um momento me senti menos sozinho. A verdade, André, é que em ambas as escolhas que você disse, existem perdas e ganhos. Se escolhermos ter um companheiro, ganharemos uma vida amorosa completa e consequente satisfação sexual, mas também perderemos muitos dos amigos atuais e provavelmente alguns familiares que não aceitarem nossa escolha. Uma dor que eu não sei se suporto. Entretanto, se escolhermos uma namorada, estaremos nos condenando a um relacionamento de aparências, onde a insatisfação sexual sempre nos atormentará. Ainda existe o caminho da solidão.. onde podemos optar por não escolher nenhuma das opções anteriores. Acredito que esta foi a que tenho feito e você não tem idéia do vazio e da carência que eu sinto. Quando digo carência, não me refiro ao aspecto sexual, claro que isso também acontece, mas o que eu mais sinto falta é de uma companhia, um alguém pra compartilhar minhas conquistas e um porto seguro pra buscar consolo nas horas difíceis. É carência de carinho, carência de amor sincero e verdadeiro, sem interesses, carência de me sentir completo, carência de me sentir amado e desejado como homem. Que sufocante… às vezes é difícil até pra respirar. Por isso escrevo, pra aliviar essa angústia e aprender aos poucos a me libertar disso. Espero ter te ajudado com alguma coisa, André.

    Jõao Victor

  28. Ana

    -

    23/06/2010 às 20:35

    Eu tenho um pouco de preguiça de gente que tem um problema e não procura ajuda profissional. Se tem dor no peito, procura o cardiologista, se tem dor de cabeça, procura o neurologista, se tem problemas que não consegue resolver sozinho, procure um psicólogo e um psiquiatra, ora bolas. Taí a Betty, que sempre dá as dicas e não me deixa mentir. Ou esse pessoal “que não tem coragem de conversar com ninguém” acha que esses profissionais ainda são para gente “doida”? Se acham, então que se afoguem em seus porões de angústia, fuga e autopiedade, porque, que há ajuda, ah!, isso há! (e os demagogos de plantão não venham me dizer que custa caro, porque está disponível no SUS. Demora, mas tem!).

  29. Pedro Romero

    -

    23/06/2010 às 18:20

    Que complicado, tenho 25 anos, e cada dia que passa se torna mais dificil me esconder do mundo, viver o que os outros querem… E isso está me matando! Não poder ser eu mesmo… E acredito que agente só é feliz quando existe a verdade… quer num relacionamento amoroso quer familiar enfim, sempre vou ter um segredo dentro de mim. Tive algumas namoradas também… foi “muito” bom os namoros que tive… mas a relação chega numa altura em que não posso dar o que elas querem, daí começam as brigas, dúvidas, os “porques” e cobranças com isso a relação fica insuportável.E o fato também de eu não estar sendo sincero com ela é horrivel e angustiante. Minha mãe morreria se soubesse o que sinto. E assim como o André é dificil agente se abrir para alguém de confiança… porque podemos perder o controle de quantas pessoas sabem…Vejo meus irmãos que se casaram, e estão felizes, realizados e com planos para terem filhos….Seria tão bom se comigo fosse assim também, poder me apaixonar, casar ,ter filhos… Quando eu era mais novo com uns 14 anos mais ou menos sempre achei que isso o que eu sentia era passageiro, mas hoje percebo que não. Vou ter que conviver com isso a vida inteira!!

  30. Marco Antonio

    -

    22/06/2010 às 16:37

    Quanto discernimento, Betty! Parabéns por tão nobre qualidade.

  31. elianemoura

    -

    22/06/2010 às 5:39

    A Bíblia tb diz que morcego é ave, né? Mas morcegos são mamíferos.
    Minha senhora, eu não pude ter filhos. Portanto, pode mandar seu filho pra mim que eu vou amá-lo sem nenhum preconceito nem tentar mudá-lo, nem me envergonhar dele.

  32. Nicole

    -

    21/06/2010 às 19:36

    Há tempos não me sinto tão tocada com um relato escrito nesta coluna. De verdade, é tão constrangedor ler a opinião desta mãe acerca da sexualidade de seu filho. O que mais me chamou atenção é que a mesma não leva em consideração o caráter, a personalidade, a índole e o coração que o filho possui, apenas reduzindo o seu olhar “isolador” através da possível posição sexual assumida pelo próprio filho. O que eu poderia dizer a esta mãe é que AME mais esse ser humano que deu tantas alegrias a ela um dia e que procure trabalhar esse olhar dia após dia.

  33. André

    -

    20/06/2010 às 16:09

    João Victor, o meu caso é muito semelhante ao seu.
    Sinto que sou orgulho pros meus pais, mas não quero decepcioná-los. Tenho 23 anos e ninguém sabe sobre minha sexualidade. Já tive namoradas e gostei bastante de grande parte do relacionamento, talvez tenha acabado por incompatibilidade sexual, mas acredito ter sido por motivos de personalidade. Independente de ter gostado de ficar com mulheres, me sinto atraído somente por homens, e penso que o que me faz ficar com alguma garota ou outra é apenas comodismo, desencargo de conciência. Durante a faculdade, tive um amigo bem próximo que era gay. Nunca o contei sobre mim, mesmo sabendo de todos os relacionamentos que ele tinha e me sentir instigado a contar. Sei que há pessoas com quem posso me abrir, mas penso que isso será um caminho sem volta, e que eu perca o controle da quantidade de pessoas que saibam sobre mim.
    Desde criança, sempre fui introjetivo, sempre me preocupei com a imagem que passo pras pessoas, não acreditava em mim mesmo… por isso fez tratamento quando criança por três anos, sei que isso aumentou minha auto-estima, confiança, mas não a ponto de ser despreocupado com o que os outros pensam, ou a dar menos importância.
    Meu grande problema é não saber a qual dor escolho resignar-me: ver o sofrimento dos meus pais, a mudança de tratamento de algumas pessoas, ou meu próprio sofrimento por nunca poder ser eu mesmo, como vc dise, João Vitor.
    Claro que por mais que escreva o que acho que devo ou não levar em conta, sempre haverá vários fatores que influenciarão.

  34. Jailson

    -

    20/06/2010 às 14:07

    Querida mãe, eu entendo o que se passa com seu filho pois já passei por tudo isso. Mas não pense que seu filho será mais ou menos infeliz por ser homossexual. Qualquer condição sexual é dificil de vivê-la mas também prazerosa. Fui abusado sexualmente desde a infância por um tio, tive tantos problemas com a minha homossexualidade que cheguei em certos momentos da vida pedir que Deus me tirasse a sexualidade ou a minha vida. Mas, graças ao apoio dos meus amigos e a muita terapia, hoje eu sou feliz com minha condição sexual. O que me salvou foi a certeza que sou muito amado pela minha mãe e isso me tornou uma pessoa emocionalmente capaz de enfrentar as minhas dificuldades existenciais. Só saí do armário a quatro anos quando eu tinha 32. Porém nunca é tarde pra ser feliz. Hoje sou consciente de que o meu gosto por homens é apenas um detalhe na minha vida que não atrapalha em nada, nem no trabalho, nem na vida pessoal, pois sou um profissional respeitado e tenho amigos heteros e homos que me adoram e não estão nem aí pro preconceito.

  35. eduardo torres

    -

    19/06/2010 às 0:56

    Vocês tem vergonha do filho, simplesmente porque são presos ao que os outros irão pensar e falar, simples assim.Respeitem a opção dele(que é um ser totalmente a parte) e vivam felizes

  36. Cristina Fisher

    -

    17/06/2010 às 0:10

    John Gagnon e seus mais de 40 anos de estudos da sexualidade humana acredita que eh possivel sim mudar o objeto do desejo.

    Se eh “moderno” ser pro-gay, como afirma a Betty, entao sou pos-moderna pois estou com o Gagnon.

  37. Luciano

    -

    16/06/2010 às 18:47

    Betty, porque você usa tanto a palavra “homossexualismo”? Lembra doença, religião, ideologia…. http://pt.wiktionary.org/wiki/-ismo

  38. Sofia

    -

    14/06/2010 às 17:57

    Lendo os comentários, (eu particularmente tenho mania de concluir as coisas) acho que a maior preocupação dos pais de homosexuais, héteroxuais, o que for, deveria ser se ele/a é Gente, se é uma grande alma. (viu, João Victor?). Quanto melhor você for como pessoa, (e como profissional tb.) mais confortável será viver dentro da própria pele. É um desafio, p/ pais e filhos, sem dúvida, mas ajuda se pensarmos mais alto. Acho que vale a pena focar e investir naquilo que levamos com a gente. Seremos todos avaliados. Eu realmente duvido que Deus diga: é gay? Ah, não senhor, não pode entrar.
    Tomara que os pais se superem a ajudem seus filhos a se posicionar como grandes pessoas.

  39. Humberto

    -

    13/06/2010 às 22:12

    Creio que a mãe não deva ser julgada, pois está numa situação compreensivelmente desesperadora. Espero que tudo acabe bem!

  40. Just-for-fun

    -

    13/06/2010 às 19:18

    @Nina, 11 de julho às 19:43
    Já que você permite o seu vizinho batucar sem chamar Mossad, posso questionar também?
    Diante do seu questionamento, “Seremos ignorantes por acreditar nas palavras de DEUS?” não cabe aqui mais questionamentos sobre o seu questionamento?
    Não seriamos já ignorantes suficiente por acreditarmos nas palavras que se dizem ser de deus sem questionamento? Acreditar não seria a coisa favorita de quem curte o ócio mental? Acreditar não exige compreensão, estudo nem pesquisa, basta acreditar! Em muitas crença para a felicidade dos que nem querem pensar, existe a palavra pronta para os que discordam: heresia, sacrilégio, profanação, … ou como você disse: “não lhes dá o direito de nos chamar ignorantes”
    Nas minhas garimpadas, as peneiradas só trazem vestígios de que tudo não passa de escritas de espertalhões que atribuem ao “sobrenatural criador do universo” as próprias palavras. Pena que a biblioteca de Alexandria tenha virado cinzas, caso contrario provar se iam que muitas crenças que pregam principalmente o monoteísmo, (portanto só o seu é autentico e verdadeiro a dos outros naturalmente fajutos), como sendo copias, junções, fragmentos de traduções mal feitas da mitologia grega, egípcia, hindu, etc.

  41. João Victor

    -

    12/06/2010 às 14:28

    Sofia e Silvia Leila Moraes (11 de junho de 2010, às 17:49 e 17:25, respectivamente),

    Obrigado pelas palavras confortantes. Existem tantas coisas que eu gostaria de lhes contar, mas acredito que não caberia neste pequeno espaço. Mas agradeço de coração pelo não-julgamento, pelo carinho e pelo apoio de vocês. Apesar de tais palavras não terem o potencial de fazer com que eu me aceite do jeito que sou, com certeza tem a capacidade de amenizarem a solidão e o vazio que sinto.

    Que Deus as abençoe.

  42. Ana

    -

    11/06/2010 às 23:38

    Fico com muita pena desse filho. Tenho profundo respeito pelos homossexuais e, tendo dois filhos homens, um com 13 e outro com 7, tento me colocar no lugar da mãe, e se fosse comigo? Tenho certeza que aceitaria e que continuaria amando meu filho ou amaria até mais devido à coragem de se assumir, mas sei também que enfrentaria muitos preconceitos de pessoas ignorantes que nos cercam e tentam nos convencer de que homossexualismo é uma opção sexual…opção é assumir ou não a homossexualidade, não dá para escolher gostar de meninos ou meninas, é algo que não dá para mudar. Sei da luta travada por essas pessoas, tenho um amigo gay a quem amo muito e sei do sofrimento que a sociedade preconceituosa impõe a essas pessoas. O sofrimento deles por serem “diferentes” já é bastante, não deveriam ainda terem que enfrentar o desamor dos pais, amigos, familiares. Espero que os seres humanos evoluam e abram um pouco a mente para o novo, que nem é novo, sempre existiu..precisamos de mais tolerância e mais humanidade, só isso.

  43. diana

    -

    11/06/2010 às 21:16

    ~mae ame seu filho,faça terapia,mas não o chame de aberração,preferencia sexual nada tem a ver com carater,tenho medo do ranço religioso que assola este pais,Deus o criador não deu procuração para ninguem,ou seja usar a biblia para justificar preconceitos é temeroso,pois ainda hoje tem gente que se pudesse mandaria outras na fogueira,textos fora do contesto é pretexto.

  44. Nina

    -

    11/06/2010 às 19:43

    Viva esse lindo país, onde eu posso frequentar minha Sinagoga, sem medo de acabar na fogueira, o meu vizinho pode bater o seu tambor, e outros tantos podem entrar em seus templos sem problemas, somente quando nos deparamos com esse assunto polemico, é que nossas diferenças vem a tona.
    Seremos ignorantes por acreditar nas palavras de DEUS? foi essa democracia devocional que fez de nosso país tudo que ele é hoje.
    A não crença de outros leitores que tem opinião diferente da nossa, não lhes dá o direito de nos chamar ignorantes, aliás por taís declarações os srs. também iriam parar na fogueira, em outros tempos.
    Terapias existem para serem utilizadas, nesse caso somente elas resolverão o problema da consulente, e dos envolvidos na questão, pura e simplesmente, não tem mágica.

  45. Sofia

    -

    11/06/2010 às 17:49

    João Victor, (junho 10, 2010 às 16:03).
    Seu depoimento além de belo e bem escrito é de uma lucidez incrível. Serviu muito como recado à nós, mães.
    No fim, independentemente do sexo, somos apenas almas.
    Que você continue investindo muito no conteúdo dela. Felicidades!

  46. Silvia Leila Moraes

    -

    11/06/2010 às 17:25

    João Victor….Estou pasma com a sua honestidade em tudo que disse…
    Nunca vou me arrepender de amar, amar mesmo quem percebo que é, ou afirma ser homossexual…
    Admiro a coragem, a dor que sentem, a superação diária do preconceito barato e animal dos que os rodeiam…
    Tô pasma com a sua dor, é como eu sempre pensei que fosse.
    Nunca vou julga-los e vou continuar defendendo nas rodas de boteco, nas discussões familiares, onde quer que eu esteja.
    Um beijo enorme no seu coração!!!!

  47. Lorena

    -

    11/06/2010 às 16:03

    Ainda bem que o Cristo, o Deus em que acredito não é o mesmo no qual algumas pessoas preconceituosas julgam acreditar.
    O Jesus Cristo descrito na bíblia (e em quem creio) é misericordioso, sem preconceitos, que apenas pregou o amor ao próximo.
    As passagens citadas pelas pessoas que se julgam no direito de julgar aos outros como se DEUS fossem, não interpretaram os ensimantos DELE no contexto histórico em que foram proferidas e, mais ainda, se esqueceram de que os textos da bíblia foram escritos por PESSOAS.
    Rezo para que a consulente encontre a paz e o caminho do perdão e da tolerância. Para isso, a resposta da Betty parece ter sido uma luz.

  48. jorji

    -

    11/06/2010 às 11:07

    Os ateus são os que em média são mais inteligentes, com a maior renda média, e os que cometem menos crimes, os que possuem maior grau de crítica e auto crítica, são cultos e eruditos, que faz da felicidade uma prioridade nunca conseguirá ser feliz. O homossexualismo é uma simples questão biológica, sexo entre parceiros do mesmo sexo não gera descendentes, é elementar, é um controle de natalidade, em animais se manifesta mais quando ocorre catástrofes no meio em que uma determinada espécie vive.

  49. Leandro

    -

    10/06/2010 às 23:13

    Não adianta os fanáticos virem aqui e começar a citar palavras escritas há 2000 anos atrás, a raça evolui, e a homossexualidade é apenas mais uma forma de evolução da raça humana, a cor da pele varia, porque a orientação sexual não poderia variar? E pra concluir, vocês que são tão apegados a tal bíblia sabem que até fazer a barba na época era pecar, e que o fizesse estaria pecando, seu rosto sem barba ficaria EFEMINADO, a interpretação da bíblia depende da ignorância de quem lê, infelizmente o que mais temos nesse país são ignorantes.

    Aceite seu filho, ele não escolheu ser assim, e seu apoio é o que ele mais precisa nesse momento!

  50. Ana Day

    -

    10/06/2010 às 22:58

    Senhora consulente o seu filho é perfeito. Quem deve mudar é a senhora. Saiba que há uma pesquisa recente na Irlanda que constatou que o número de suicídios entre jovens na situação em que o seu filho se encontra é alto. Digo, de jovens homosexuais em famílias intolerantes.

    Ame-o enquanto ainda há tempo. Do contrário ele vai partir de uma forma ou de outra.

    Finalmente, a senhora ainda precisará dos cuidados dele. Lembre-se disso.

    (versão corrigida)

  51. Jamerson Júnyor

    -

    10/06/2010 às 22:21

    Adorei a resposta do VEJA !!
    Simplesmente D+ !!
    =D

  52. Luiz

    -

    10/06/2010 às 22:06

    Não entendo porque pessoas tão ignorantes e maldosas continuam citando passagens Bíblicas que todos já conhecem para justificar seus preconceitos e ignorância!Isso é demonstração de falta de caráter mesmo.Essa mãe que diz que o filho é uma “aberração” precisa conhecer o filho e conhecer o verdadeiro Deus!Isso mesmo.Também acho sem sentido essa idéia de que uma pessoa tem que se afastar de Deus para aceitar a homossexualidade.Já está cientificamente provado que a himssexualidade nasce com a pessoa e que não é possível reverter.Portanto se um indivíduo sente atração por pessoas do mesmo sexo,foi porqur Deus o fez assim.Além disso sabemos que o antigo testamento foi quase todo revogado por Jesus!Temos que ter fé no Deus verdadeiros e não no Deus dos “pastores e líderes”homofóbicos .Tenho certeza absoluta de que Ele ama os homossexuais e os aceita como são,sem contrariar a natureza deles!

  53. Eleni

    -

    10/06/2010 às 18:07

    VICTOR, QUE FILOSOFADA É ESSA? SER ASSIM FAZ A DIFERENÇA? VC É FELIZ , PLENO? DIZENDO QUE DEUS NÃO EXISTE? A VIDA É UM MISTÉRIO, E SE ELE EXISTIR, QUEM SE SAIRÁ MELHOR QUEM ACREDITA OU QUEM NÃO ACREDITA? ESTÁ PRECISANDO DE LER A BIBLIA SAGRADA, NÃO SE PODE COMPARÁ-LA A NENHUM OUTRO LIVRO. ALCORÃO E OUTROS NÃO NARRAM A HISTÓRIA DE UM HOMEM QUE MORREU E RESSUCITOU. NÃO ESTOU QUESTIONANDO RELIGIÃO MAS JÁ FOI COMPROVADO CIENTIFICAMENTE QUE AS PESSOAS QUE MEDITAM, QUE TEM FÉ , QUE BUSCAM O SER SUPREMO, SÃO MAIS FELIZES E SUPERAM MAIS AS DIFICULDADES, EXPERIMENTE.

  54. karamarov

    -

    10/06/2010 às 16:58

    Gente, por favor. Essa pergunta foi forjada por algum engraçadinho e vocês ficam aqui filosofando.
    Uma análise mais criteriosa da pergunta já se percebe que a consulente é fajuta.
    Alguma pessoa quis fazer graça e conseguiu.
    Sejam mais inteligentes. Até você né, betty

  55. João Victor

    -

    10/06/2010 às 16:03

    Após a leitura do e-mail desta consulente, bem como de TODOS os comentários até o presente momento, decidi oferecer a minha parcela de contribuição sobre o assunto em pauta.
    Primeiro gostaria de dizer que não vos darei uma opinião do ponto de vista da mãe, mas sim do filho, pessoa com a qual me identifico.
    Tenho 22 anos e meu desejo sexual é orientado para pessoas do mesmo sexo. Percebi isso quando ainda era jovem e fui confirmando com o passar do tempo. Cresci numa família tradicional, conservadora e bastante unida. Sempre estudei nos melhores colégios, recebi uma educação privilegiada e acredito que, em parte, as expectativas dos meus pais em relação ao meu futuro foram correspondidas.
    No que diz respeito à minha vida particular, esta nunca existiu de verdade. Até hoje, eu não sei dizer o que é estar apaixonado, porque eu ainda não conseguir permitir que ninguém fizesse parte da minha vida. Tentei namorar garotas, mas eu simplesmente não sentia atração por elas. Quanto aos garotos, eu também não consigo. Mas não porque não sinto desejo ou atração, mas porque o medo de ser colocado à margem da sociedade e ver a minha própria família me rejeitar ainda me atormentam. Na verdade, eu não sei o que os meus pais me diriam se soubesse que eu sou gay, mas eu não tenho coragem de arriscar tudo o que eu tenho e conquistei até hoje. E isso acontece justamente pelos testemunhos preconceituosos que eu leio, como foi o caso deste e-mail. É graças à pessoas como você, consulente, que pessoas como eu, como o seu filho, vivem numa prisão interior, submetidas a uma vida de aparências.
    Eu também não consigo aceitar e lidar com o fato de que gosto de homens. Em muitos momentos da minha vida, olhei pro meu interior e não conseguir achar nada de bom, porque tudo o que eu encontrei eram esses pensamentos e desejos homossexuais com os quais nunca soube lidar. Não temos com quem conversar sobre isso. Não temos a quem pedir ajuda. Por isso eu queria dizer a você, leitora, que se você está com medo e assustada por ter um filho homossexual, imagine o que o seu filho está sentindo. Porque existem aquelas pessoas que gostam de ser como são; são felizes em serem homossexuais e vivem tranquilamente essa realidade. Entretanto, existem aqueles que não suportam a idéia de ter que viver um padrão de vida diferente, aquelas pessoas que sentem tanto medo em decepcionar os seus pais e terem que enfrentar o julgamento de todos ao seu redor… Você tem a chance de aliviar o peso que o seu filho está carregando. Eu queria que a minha mãe pudesse fazer isso por mim. Entretanto, eu a amo tanto, que prefiro esconder quem eu sou de verdade para não fazê-la sofrer. Mas aí, quem sofre sou eu. Eu espero que você tenha uma decisão sábia e perceba que o seu filho não é uma aberração e que não escolheu sentir o que ele sente. E que a vida dele já é difícil o bastante, ele não precisa que você torne-a pior. Portanto, deixe de pensar em si mesma por um instante, se coloque no lugar do seu filho, e entenda que continua o seu filho, que ele continua tendo os mesmos valores morais que você ensinou, que ele continua tendo a mesma dignidade e caráter que sempre teve. Enquanto milhões de pessoas escondem a verdade dos seus pais, você teve a sorte de ter um filho com coragem suficiente para ser sincera com você. Não estrague isso. Me perdoe se minhas palavras são duras; é que eu, simplesmente, não suportaria ler um e-mail desses de minha própria mãe. Não escolhemos ser gay, tampouco decepcionar nossos pais. Espero que todos tenham mais consciência da dor, do sofrimento e do que temos que abrir mão para continuar sendo tratados “normalmente”.

  56. Nina

    -

    10/06/2010 às 14:42

    Vitor, seu comentário foi absolutamente perfeito, espero que a consulente leia, e entenda.

  57. Victor

    -

    10/06/2010 às 0:04

    Eu simplesmente não acredito que vêm pessoas aqui citar a Bíblia. É surreal. As pessoas parecem mergulhar na loucura por vontade própria. Daqui a pouco aparece um para citar o Corão, os livros mórmons de Joseph Smith, etc., cada um tentando vender seu peixe fétido. As pessoas não querem a Razão, eu cada dia mais me convenço disso, preferem viver nos seus mundinhos de fantasia pueril onde tudo está explicadinho no manual. Se deus existisse ele ficaria com vergonha de ter filhinhos tão covardes que não desgrudam da barra da saia. As pessoas se envenenam voluntariamente desse lixo tóxico religioso e ESCOLHEM ignorar que deus não responde nunca a quem quer que seja, que há mais miseráveis do que afortunados no mundo (e uma miséria que nem nós não ousamos sequer imaginar), que nós morremos sós, como os morcegos e baratas, e vamos para o mesmo lugar onde estávamos antes de nascer: a NÃO-EXISTÊNCIA. Embora eu nunca demonstre pessoalmente, por educação, eu tenho cada dia menos paciência para essa gente tacanha, abitolada, medrosa, preguiçosa. Chega a ser crueldade pura e simples alguém viver tomando por base moral nessa historinha de que deus TODO-PODEROSO criou a criança que dorme no apartamento nos Jardins e a criança que dorme no frio da calçada e que isso tem uma sabedoria que nós não podemos compreender, mas em que devemos acreditar. Eu acho que nunca vai chegar o dia em que nos livraremos dessa praga chamada religião… a Razão é uma utopia inatingível, as pessoas preferem viver no conforto das respostas fáceis que desencorajam raciocínios rigorosos que leva a verdades por vezes atormentadoras e à constante perplexidade, mas que pelo menos liberta o espírito humano dessa prisão sem paredes chamada deus.

    À mãe eu diria o seguinte: seu filho a ama, e ninguém substituirá você na vida dele. Se você lhe virar as costas, ele sobreviverá, ainda que mutilado pela rejeição da pessoas que provavelmente ele mais ama no mundo. Nós humanos temos uma capacidade incrível de sobreviver às nossas tragédias. O, fato, porém, é que negando seu amor ao seu filho, negando-se a amá-lo COMO ELE É, a aceitá-lo na sua inteireza, você vai estar negando a seu filho o amor fundamental na vida de todo ser humano, que é o amor de mãe. Quem sente que não é amado nem pela mãe morre um pouco por dentro, e isso deixa um buraco que nada preenche. Homssexualidade não tem reversão, É O QUE A PESSOA É. Descobrir que o seu filho, que você gerou e amou, é homossexual, lhe abre uma oportunidade de enxergar o que é um homossexual, uma pessoa comum como seu filho, que deve ser um bom rapaz, e de repensar tudo o que você achava que sabia sobre essas “aberrações”. Desejo boa sorte para a sua família.

  58. Roberto

    -

    09/06/2010 às 17:58

    Creio que primeiramente deveremos entender o problemavdesta mãe. Este pedido de socorro se deve ao fato que no fundo teme pelo que o que possa acontecer com seu filho caso ela acabe assumindo sua homossexualidade perante a sociedade. Não deve ser fácil um homossexual se assumir. O preconceito é que gera todo o tipo de infelicidade, mas não podemos negar que ele está aí, atuando diuturnamente. Na cabeça desta mãe seu filho vai ser debochado como aqueles apresentados nos programas de humor dav tv vou das passeatas gays. Muitos gays gostam de se travestir, gesticular com modos femininos, passear de maos dadas, se abraçar e se beijar em público, mas isto depende cabeça de cada um. Na realidade ser homessexual é preferir se relacionar sexualmente com pessoas do mesmo sexo. Ponto. Então a preocupação deste mãe é que seu filho seja ridicularizado pelas pessoas maldosas e ser mais infeliz do que está sendo agora. Ela precisa entender que tanto faz ele ficar dentro ou fora do armário, tem obrigação de orientá-lo para que estude, tenho um objetivo quanto a carreira a seguir, lutar pela sua felicidade e acima de tudo se respeitar. Uma boa dose de discrição nunca fez mal a ninguém. Os pais nunca deixaram de sentir as piores das dores sabendo que seus filhos estão sendo humilhados. Com certeza esta é a maior precocupação desta mãe, apenas nao soube se explicar. Desejo muita coragem para ela.

  59. jorji

    -

    09/06/2010 às 15:19

    A humanidade precisa se aproximar da razão, e se afastar de Deus, deixem a religião de lado para analisar um assunto sério.

  60. mario luiz

    -

    09/06/2010 às 14:48

    Devemos voltar os olhos e abrir o coração para os milhares de seres que sofrem mergulhados em mil infortúnios, de fome, de doenças, de guerras, de IGNORÂNCIA. Senhora, eu lhe asseguro que não foi castigo de Deus, ele deve estar ocupado com outros afazeres, digamos assim , mais importantes do que fazendo pequenas maldades. Meu avô dizia para minha avó, você coloca tudo nas mãos de Deus, mas eu por precaução pego minha enxada e vou para a roça.

  61. Maria

    -

    09/06/2010 às 13:13

    O que foi esquecido é que nem toda mãe ama o filho, que nem toda a mulher nasceu para ser mãe, que o laço que une mãe e filho não se resume ao ato de parir. Não sei se é o caso da consulente, acredito que não, mas é preciso entender que o amor entre uma mãe e um filho não deve ser tomado como algo instantâneo – esta também não é uma escolha.

  62. José Ramalho

    -

    09/06/2010 às 10:50

    Mãe, diante de seus valores, deve procurar outra pessoa. Procure a psicóloga Rozângela Alves Justino ou profissionais que tenham abordagem semelhante. Boa sorte!

  63. Maria

    -

    09/06/2010 às 0:31

    Tô em dúvida de qual “aberração” neste caso é pior: se a mãe (mãe? mãe ama seu filho acima de tudo, não o chama de aberração, não importa como ele seja) ou se os preconceituosos e fanáticos que acham que a SUA religião, o SEU Deus, a SUA crença é o que vale…

  64. Just-for-fun

    -

    08/06/2010 às 20:40

    @Amauri (5 de julho 16:29)
    “Leia a bíblia e a senhora verá a diferença em sua família. DEUS é amor, verdadeiro amor, transformador e absoluto. Imutável não está sujeito a mudanças de humor nem ao passar do tempo.”
    Blá blá blá… o Amauri onde deve ela ler?
    Coríntios 6:9? “Não vos enganeis: nem impuro, nem… , NEM EFEMINADOS, nem … herdarão o reino de Deus” Por a caso o efeminado não seria gay de hoje?
    Levítico 18:22? “Não te deitarás com varão, COMO SE FOSSE MULHER, é abominação” Como se fosse mulher – seria um equivalente gay de hoje?
    Portanto – amor, verdadeiro amor, transformador e absoluto deve significar: será abominado e reino de deus nem pensar! (reino de deus seria aquilo que vem prometendo há mais de 2000 anos e nunca entregou a ninguém? Sem ofensas, só quero entender)

  65. Nelson

    -

    08/06/2010 às 20:19

    Vivemos em um mundo onde pessoas escolhem o que devemos vestir, o que devemos comer, como devemos nos comportar, etc…., e a maioria das pessoas acatam as ordens, são escravas, assim como são escravas do preconceito, a pessoa preconceituosa muitas vezes costuma esconder a sua verdadeira personalidade, não é confiável, é cheia de falhas e defeitos mas só enxergam os dos outros. Maldito Preconceito, quem os tem ja morreu e não sabe.

  66. Nelson

    -

    08/06/2010 às 20:07

    Acredito que Deus criou o homem e a mulher, acredito também que a genética é surpreendente, e um homem pode sim nascer com afeição afeminada assim como uma mulher pode nascer com afeição masculinizada, tenho certeza que todos gostariam de nascer héteros, mas não somos nós que escolhemos, a falta de hormônios pode alterar em muito o corpo humano assim como o excesso, ninguém pede para nascer com doenças ruim (cancer, leucemia, deficiencias, etc…) mas muitos nascem, há sim mulheres e homens que escolhem ser lésbicas ou homossexuais por opção ou por alguma desilusão, mas cada um é dono do seu nariz, eu sou hétero mas não condeno ninguém, quem sabe das coisas é Deus, peço a esta mãe e pai que não joguem o seu filho fora, pelo menos ele tem saúde, quantas mães estão sofrendo por aí porque perderam um filho querido ou tem um filho em fase terminal e dariam tudo por ter um filho homossexual que tivesse saúde. Maldito Preconceito, quem o tem esta morto faz tempo.

  67. JR

    -

    08/06/2010 às 16:17

    “Somente este fato nos leva a sentir piedade de um batalhão de gays e lésbicas que tiveram a desdita de vir ao mundo afrontando à natureza, aquilo que realmente nos indica ser o normal.”

    Homossexualismo não é afronta à natureza. Ao contrário, é PARTE da natureza, pois é parte da diversidade biológica. Na natureza não existe só um padrão biológico, existem vários. E não existe um padrão “certo” versus um “errado”. Quem criou essa idéia de “certo” e “errado” não foi a natureza, que é imparcial. Quem criou foram os seres humanos – que gostam de julgar os outros…

  68. Van

    -

    08/06/2010 às 16:09

    Dou razão à Betty, mas ela foi muito dura com a mãe. Entendo a dor da mãe. Por mais que queiramos ser policitamente corretos, não desejamos que nosso filho ou filha seja homossexual. A dose de preconceito é imensa. Igualmente grande é a coragem de sair do armário e assumir uma condição. No meu entendimento, homossexualismo não é escolha. A única escolha reside no fato de assumir ou não o que se é. Temos que acolher a família toda e não só o garoto. Todos precisam de aceitação, tolerância e amor. Somente o amor vai aparar as arestas e trazer paz para eles. A mãe precisa ter liberdade para desabafar, colocar pra fora seus medos, sem se sentir julgada como uma aberração. Da mesma maneira, o filho precisa de espaço para descobrir se é de fato homossexual ou se está apenas passando por uma fase de definições. Tolerância é também equilíbrio, todos devem ser ouvidos. Se essa mãe não for acolhida neste momento tão delicado, sua reação amedrontada e preconceituosa vai acabar detonando uma grave crise na família. Ela precisa de ajuda, muita ajuda antes de ser julgada e confrontada com algo que ainda não tem capacidade emocional de suportar.

  69. Lu Cintra

    -

    08/06/2010 às 12:59

    Cada um tem um ponto de vista diferente e reagiria diferente ao saber desta descoberta.
    Mas achar que o filho é uma aberração,não concordo. Aberração , é um termo pesado, hediondo ,feio,fará com que seu filho se feche mais. Espero que a terapia oajude, procure também um terapeuta, para aliviar este fardo que você tem nos ombros.Quem sabe daqui algum tempo, ao ler o relato e as respostas, a situação seja diferente da atual, bem mais leve.
    Boa sorte à você e ao seu filho!

  70. Reinaldo Rodrigues

    -

    08/06/2010 às 7:03

    É lamentável que ainda tenhamos que ouvir relatos como esse. Não falo pela senhora, mas pela sociedade em si que tem enraizada uma porcaria de nome “preconceito”. Essa porcaria destrói lares, famílias, cidadões. Não é a homossexualidade que vai determinar o carater de seu filho e o que ele vai fazer daqui pra frente,MAS o amor que receberá da família com certeza irá influenciar em suas futuras escolhas.

  71. Tiklos Greek

    -

    08/06/2010 às 2:10

    Preconceito é falta de cultura, estudo, visão, inteligência e sonhos. Sinto pelo ignorância dos pais, pois basta ter cérebro para saber que algumas coisas em nossas vidas não mudam por que queremos.
    Dizem que cada família tem os filhos que merecem e que cada filho possuem os pais que escolheram. Vai ver esse homossexualismo é uma maneira de ambos crescerem, evoluírem.
    Fácil não deve ser, mas impossível também não.

  72. Galadriel

    -

    07/06/2010 às 19:32

    Coitado do Filho!

    Imagina a nóia desse garoto que deve se punir todo dia por ser uma “aberração” e tentar ser aceito pelos pais.

    Minha senhora, o que vocês estão fazendo com seu filho é inominavel. Quem precisa de tratamento são vocês. Se vocês nao mudarem a atitude, vão perde-lo.

    De duas uma: Se ele for forte e seguro de si, vai sumir assim que puder para poder viver a vida dele.
    Mas se estiver fragilizado com a educação que teve e com o que pensam dele, vai terminar se matando.

  73. Josi

    -

    07/06/2010 às 19:01

    Parabéns pelo excelente texto!!!

  74. Eleni

    -

    07/06/2010 às 19:00

    BOM GENTE, ACHO QUE O MAIS SENSATO NO MOMENTO É PONDERAR DIANTE DESTA QUESTÃO: POR UM LADO UMA MÃE DESESPERADA, NÃO PREPARADA PARA TAL, COM SUAS IDÉIAS PRÉ-CONCEBIDAS, FORMADAS, ARRAIGADAS; POR OUTRO, UM GAROTO QUE AINDA ESTÁ EM FORMAÇÃO, E NESSA FASE OS JOVENS COSTUMAM MANIFESTAR SENTIMENTOS AMBIVALENTES EM RELAÇÃO ÀS SUAS PREFERENCIAS SEXUAIS, RESULTADO TALVEZ DE UMA EDUCAÇÃO CASTRADORA ETC. PORTANTO, UMA TERAPIA SERÁ MUITO BEM VINDA PARA AUXILIAR NA SUA ESCOLHA COM O TEMPO QUE É UM ÓTIMO ALIADO, PODENDO SER UM MOMENTO ENTREFÁSICO PASSAGEIRO. PROCURE ESTABELECER DIÁLOGOS FIRMES, DEMONSTRANDO AMOR, COMPREENSÃO E NATURALIDADE. NÃO VEJO COMO ALGO CONSUMADO, ACABADO, É GAY E PRONTO? NÃO É BEM ASSIM. CADA CASO É UM CASO, ELE PODE ESTAR SIM PASSANDO POR UMA CRISE EXISTENCIAL E TALVEZ QUEM SABE, PRECISANDO DA AJUDA DO PAI. QUEM É ESSE PAI, É PRESENTE, OMISSO OU… NÃO SABEMOS, E A MÃE? O RELACIONAMENTO DE AMBOS COM OS FILHOS É DECISIVO NO COMPORTAMENTO DESTES. CONCORDO COM AMAURI QUANDO DIZ QUE OS IMPOSSÍVEIS PARA OS HOMENS SÃO POSSÍVEIS PARA DEUS.

  75. Joelton Farias

    -

    07/06/2010 às 17:52

    Vejam todos o bem que a religião faz para o mundo.

  76. Luis

    -

    07/06/2010 às 15:41

    Aqui vai apenas uma opinião de uma pessoa que entende o lado dessa mãe. Ela não pode ser atirada aos leões pela educação que recebera. Nascer GAY é jamais SER alguém com identidade definida. Somente este fato nos leva a sentir piedade de um batalhão de gays e lésbicas que tiveram a desdita de vir ao mundo afrontando à natureza, aquilo que realmente nos indica ser o normal. Com todo respeito.

  77. Flavia

    -

    07/06/2010 às 14:12

    A dor dessa mãe é imensa. Entendo-a. Mãe nenhuma, e pai menos ainda, em sã consciência pode ficar feliz ao ver o filho embrenhar pelo caminho da escuridão e da marginalidade. Por que, querendo ou não, a menos que se vá morar na Holanda ou em São Francisco, a vida do gay é marginal, porque não é normal, porque é anormal, porque é sim uma aberração da natureza. Não existe ex-gay. Uma vez gay, para sempre gay. Não gostaria de passar pela mesma experiência.

  78. Nina

    -

    07/06/2010 às 12:54

    Dra. Milan, muito bem respondido.
    Que triste essa mãe preconceituosa, em que mundo será que ela vive? e a culpa que jogam em cima do pobre rapaz, coitados, superar isso será difícil, todos vão precisar de terapia.
    “Aberração” minha senhora, nunca, jamais diga isso de seu filho, um ser humano lindo e sensível, comece frequentando grupos de terapia, talvez ajude ouvir outros casos, conversar se abrir com outras pessoas, deixar de lado um preconceito, é sempre uma estrada dura, mas não impossível, o amor pelo seu filho valerá tudo.
    Boa sorte!

  79. RAFAEL

    -

    07/06/2010 às 12:31

    muito complicada essa questão.

    não sei se uma pessoa já nasce homossexual ou não, porém existe o respeito.

    tantos os homossexuais devem respeitar os heterossexuais como o contrário.

    no Brasil muita gente se diz moderna do século vinte um, porém tem aquele preconceito escondido, etc….

    eu não gostaria que meu filho se tornasse homossexual, porém se acontecer fazer o que

    devo jogá-lo as traças por causa disso.

    Acho que não.

  80. Silvia Leila Moraes

    -

    07/06/2010 às 11:51

    Isso aí é de fato um acerto entre voce, seu marido e Deus…
    Seu filho não tem “culpa” de nascer assim, e não, ele não vai mudar “de lado” pois seria a mesmo que eu pedir à senhora que começasse a “gostar de mulheres!!!” é um retorno impossível.
    Talvez fosse melhor que seu filho se matasse mesmo à ter pais assim tão preconceituosos e olhe que sou mãe de um casal, mas se um dos dois fosse gay, os amaria da mesma forma, porque sou MÃE!
    e DIGO MAIS, SE SEU FILHO SE MATAR A CULPA É SUA E DE SEU MARIDO!!!!

    Que mundo estúpido e entupido meu Deus!!!!!!!

  81. Decio Rodrigues

    -

    07/06/2010 às 11:14

    Excelente Betty sua resposta. Tomara que esta Mãe reflita, caso nao faça isso, ela sim é uma Aberração. Faço uso da psicanálise, pois sou gay…

  82. larissa

    -

    06/06/2010 às 17:29

    Simplesmente Inacreditável! Sem palavras. Essa senhora precisa de terapia, caso contrário causará danos ainda maiores para para si e para seu filho. Mais que pertinentes os comentarios de Carlos. Concordo em gênero, número e grau.

  83. Cesar

    -

    06/06/2010 às 13:10

    Esta mãe pode nao ter escolhido a homossexualidade para o filho, mas é bom que ela tenha conhecimento de que ele tambem nao escolheu. Nao, isto nao é uma aberraçao. Aberraçao sao politicos ladroes, a renda do pais distribuida de forma injusta, desemprego, pedofilia, violencia contra a mulher e outros tantos exemplos, basta ligar a tv para ver. Minha senhora, o que importa é a indole do seu filho, o caráter. Ser homem ultrapassa fazer sexo com uma mulher, ser homem é muito mais do que isto. Honestidade, bom caratismo, fazer o bem ao proximo sao pequenos exemplos para quem quer fazer muito. Nao tenha pena de si mesma, voce nao errou em nada por seu filho ser homossexual, ninguem errou. Mas a senhora pode errar, e muito se continuar achando que isto é uma aberraçao. Deus ama seu filho como ele é. Faça o mesmo por ele e pela senhora mesma.

  84. GERSON

    -

    06/06/2010 às 12:07

    ESSA É UMA DAQUELAS OPORTUNIDADES EM QUE NÃO PODEMOS DEIXAR PASSAR, PARA PROCURAR ENTENDER CERTAS COISAS, APRENDER, E MUDAR O RUMO DE NOSSAS VIDAS. IMPORTANTE, PORQUE O HOMOSSEXUALISMO É UM FATO NA NOSSA SOCIEDADE, NA VIDA E NAS FAMILIAS. O COMPORTAMENTO DESTA MÃE ATÉ PODE SER COMPREENSIVEL SE LEVAR-MOS EM CONSIDERAÇÃO A EDUCAÇÃO QUE ELA TEVE, MAS É LAMENTAVEL SOBRE QUALQUER ANGULO QUE SE OLHE A QUESTÃO.
    SALTA AOS OLHOS O DRAMA QUE MAE E FILHO ESTAO VIVENDO, E ISSO NÃO PRECISA SER ASSIM. PRIMEIRO QUERO PERGUNTAR A ESSA MÃE, SE ELA ACREDITA EM DEUS, PORQUE FOI ELE QUEM ENSINOU QUE O AMOR É INCONDICIONAL. QUER DIZER QUE VC AMA E ACEITA SEU FILHO DESDE QUE SOB CERTAS ”CONDIÇOES”? ISSO CHEGA A SER CRIMINOSO. SERÁ QUE VOCE PAROU PRA PENSAR O QUANTO SEU FILHO ESTA SOFRENDO? AINDA MAIS NESTA IDADE EM QUE ELE ESTÁ, E QUE TUDO AINDA É BASTANTE CONFUSO. E O MAIS TRISTE É QUE ELE ESTA SOZINHO, NÃO PODE CONTAR COM AS DUAS PESSOAS MAIS IMPORTANTES DA VIDA DELE. ELE NAO DEVERIA ESTAR SENTINDO DESGOSTO POR SER HOMOSSESUAL E SIM POR TER TIDO A INFELICIDADE DE TER PAIS INTOLERANTES, COM UMA VISAO DA VIDA ULTRAPASSADA E EGOISTAS. ME PERDOE POR ESTAR TE FALANDO ISSO, MAS TALVES ASSIM VC PARE PRA PENSAR UM POUCO SOBRE OS EQUIVOCOS QUE ESTA COMENTENDO. FAÇA COMO EU FIZ; ABRAÇE SEU FILHO, DIGA O QUANTO VC O AMA, DEFENDA O SEU FILHO. ELE É OQUE VOCE TEM DE MAIS IMPORTANTE NA VIDA E PARE DE ACHAR QUE OPÇAO SEXUAL É MAIS IMPORTANTE QUE A PROPRIA VIDA, ISSO É BURRICE . QUANTO AO SEU MARIDO, SE ELE VIER A AGIR COMO VC ESTA AGINDO, E VC NAO CONSEGUIR CONVENCE-LO DO CONTRARIO, LAMENTO, MAS JAMAIS PODERÁ SER CHAMADO DE PAI.DESCULPE TE DIZER ISSO, MAS SE VC FALHAR AGORA, SEU FILHO SÓ VAI TER A CHANCE DE SER FELIZ BEM LONGE DE VOCES. SE NAO TIVER FORÇAS SOZINHA, PROCURE GRUPOS DE AJUDA E NAO ESQUEÇA; SEU FILHO NAO PRECISA DE AJUDA, PRECISA SÓ DO TEU AMOR, AMOR DA MÃE. QUEM PRECISA DE AJUDA É VOCE. BOA SORTE.

  85. Oliveira

    -

    06/06/2010 às 7:50

    Cara Betty, é o caso, também, de você saber entender o “outro lado”, a mãe.
    Sei que ninguém é “culpado” de nascer homossexual, mas, sob o ponto de vista da natureza, é lícito a mãe achar que não é normal, não é natural. A aberração a que ela se refere é isto, não é da perfeição da natureza, onde se pretende homens e mulheres.
    Infelizmente, para todos, penso que não há muito o que fazer.
    Diria a esta mãe que o que mais importa É O QUE CADA UM FAZ DA VIDA! Pode-se ter, sim, uma vida digna. Não confunda, ser homossexual com a orgia que se vê nas “passeatas”.
    Clodovil era homossexual, e era um homem respeitado e que, como adendo, AMAVA sua mãe de uma forma linda e pura!
    Te compreendo e te digo: aceite-o, converse, tenho-o do seu lado. O AMOR entre vocês é a solução.

    PS: Antes, porém, como disse Betty, é preciso saber se seu filho é mesmo homossexual.

  86. Clara

    -

    05/06/2010 às 19:31

    Ninguém “escolhe” o caminho mais difícil. Mais respeito e tolerância com as diferenças é o que todos nós precisamos.

  87. paulo de linhares.

    -

    05/06/2010 às 18:22

    cara consulente,ter um filho homossexual n.é um problema.o problema maior é qdo.o homossexual é promiscuo e pitiatico.

  88. Joaquim

    -

    05/06/2010 às 16:41

    Se essa mãe continuar a pensar assim terá muitas frustrações! Não é simples assim como se pensa, querer parar de gostar e pronto, está feita a transformação!

    Sou homossexual, entendo bem essa situação. A homossexualidade faz parte da essência da pessoa, sendo quase impossível (só milagre) mudá-la!

  89. Amauri

    -

    05/06/2010 às 16:29

    Os impossíveis para o homem são possíveis para DEUS, para alcança-los é preciso fé e a fé vem por ouvir a palavra de DEUS. Leia a bíblia e a senhora verá a diferença em sua família. DEUS é amor, verdadeiro amor, transformador e absoluto. Imutável não está sujeito a mudanças de humor nem ao passar do tempo. Ele é eterno. Sua existência não se dar com a descoberta do fogo e nem mesmo culmina com o possível ‘casamento’ entre duas pessoas do mesmo sexo. O SENHOR não muda, nunca arcaico, nunca moderno; Estar acima do tempo. ELE é a verdade, o caminho e a vida. O ETERNO é justo, busque-o, ainda é tempo. Abraços

  90. Nadia

    -

    05/06/2010 às 16:04

    Fico triste quando vejo dilemas assim.Escolhi como tema de monografia “Adoção de crianças e adolescentes por pares homoafetivos”.Precisei juntar material para desenvolver o trabalho e a cada história dessas pessoas pelo qual sinto enorme respeito,mais conseguia admirá-los.Quanto sofrimento pelo simples fato de não se aceitar o diferente.Ninguém escolhe ser homossexual.Aliás,nem os termos orientação ou opção sexual acho corretos.O homossexual é assim,nasceu assim e deve se aceitar,se amar e se respeitar.Quanta falta de amor ao filho,ao próximo e a si mesma.Abra os olhos do coração minha senhora.Ame seu filho como ele merece.Ao seu filho desejo toda felicidade e que ele encontre num companheiro o amor e respeito que não teve com quem deveria amá-lo incondicionalmente!

  91. Herminio

    -

    05/06/2010 às 12:31

    Eu passei por isso que a senhora está passando. Meu filho tinha 16 anos e, um sábado à noite, chegou em casa e perguntou se alguém tinha ligado. Eu disse que sim e questionei: “por que para seu irmão mais velho acontecem telefonemas de rapazes e moças e para você é só de rapazes”. E ele respondeu na lata: “eu sou gay”. Foi um choque, confesso, mas na mesma hora tivemos uma conversa de quase 3 horas, onde questionei sua afirmação de querer se assumir gay com apenas 16 anos. Resumindo, fizemos um trato: ele iria fazer sessões de terapia e, ao final delas, eu assumiria com ele o que ele tivesse decidido. Uns três ou quatro meses depois ele quebrou o trato e foi morar com a mãe, minha ex-mulher, que resolveu assumir a condição homossexual sem questionamentos. Ele morou com um outro gay. Casou-se com uma mulher, mesmo descobrindo, dois dias antes do casamento, que era portador do HIV; separou-se depois de um ano. Voltou a morar com o antigo companheiro, também soropositivo. Depois casou-se de novo com outra mulher e ficou com ela mais de dois anos, sem confessar seu passado nem a condição de soropositivo. Separaram-se por outros motivos e ele arrumou outra companhia masculina. Para quem também ocultou o HIV. Mudou-se para Buenos Aires com ele e só voltou um ano e meio depois, já com a Aids se manifestando. Morreu com 25 anos. Seus dois ex-companheiros também. Espero que uma boa conversa com seu filho – e com seu marido – leve à melhor solução. Mostre a ele este depoimento. Se ele é realmente gay, a família deve assumir junto e tentar influir pelo menos nos cuidados que ele deve tomar para enfrentar essa verdadeira batalha que terá pela frente. Não apenas em relação à doença, mas a todo o preconceito que ele terá – S I M – de enfrentar vida afora. É difícil ser homem nessa vida de hoje, é duro muitas vezes ser rejeitado por mulheres e se sentir feio e querer descobrir o que há de errado consigo mesmo para não atrair o sexo oposto. Mas muito mais difícil é ser gay, embora até a televisão faça questão de apresentar a homossexualidade como uma coisa linda e romântica para ser vivida. Não é, não.

  92. diana

    -

    05/06/2010 às 11:58

    preconceitos é para isso que existe religiaõ e sociedade e por debaixo dos panos ol lideres do povo (horrivel ter que ter lideres) são os piores,ame se filho,quanto ao seu marido não tem jeito uma hora ele ficara sabendo,não creio que vç seja velha como um postou afinal seu filho só tem 19 anos,mas creio que vç seja sem mais uma bitolada religiosa(me perdoa se estive errada)mas aberração par mim é ser infeliz casar como muitos e muitas que conheço e criarem uma familia infeliz afinal são homosexuais preso no armario,aberração é corrupção dos politicos que levam milhoes a desgraça,desespero,morte fome,deixe seu filho em paz, e se sinta em paz ele não é extensão sua nem do pai.

  93. Rita

    -

    05/06/2010 às 8:17

    Entendo o sofrimento que você está sentindo, pois você foi educada para acreditar que a homossexualidade é errada, é aberração. Mas como já disseram aqui, está na hora de repensar esses conceitos. Homossexualidade não é doença, não é aberração, não é desvio da natureza. Antigamente até se pensava isso, mas com estudos, os médicos e as autoridades viram que não é assim. No Brasil, em 1985, o Conselho Federal de Medicina passou a não considerar a homossexualidade uma doença mental ou física.

    Homossexualidade é apenas uma tendência biológica. Há homens que tem tendência para gostar de mulher e outros que tem tendência para gostar de homem. É apenas isso. Não adianta querer mudar a sexualidade de uma pessoa. Se seu filho se sente atraído por homens, ele sempre vai se sentir assim. Isso aconteceu espontaneamente na vida dele. Ele não escolheu ser assim, simplesmente a natureza tomou esse rumo.

    Você, como mãe, deve estar se culpando e achando que fez algo de “errado” para seu filho ser homossexual. Mas acredite, você não fez. Não é “culpa” de ninguém. Não se preocupe com isso. Agora, você pode errar sim se ficar tentando mudar a sexualidade do seu filho. Como já te aconselharam, não faça isso. Você só vai causar sofrimento a ele. Essa idéa de “reversão” é um equívoco – vai reverter para o que? Você acha que seu filho vai “voltar” a gostar de meninas? Minha senhora, ele muito provavelmente nunca gostou. Não o force a fazer algo que é contra a tendência biológica dele.

    Procure ajuda especializada. Você precisa muito disso, pois dá para ver que você está sofrendo com a situação. Mas acredite, você vai superar essa fase. Talvez o seu marido tenha mais dificuldade em aceitar os fatos, mas com o tempo ele também vai repensar as coisas. A vida é assim mesmo, ela nos leva a repensar e analisar tudo. Boa sorte, desejo muito força a você.

  94. Marcos

    -

    05/06/2010 às 2:04

    Não gostaria de fazer pouco ao sofrimento dessa senhora, mas a vida ainda tem muito a lhe ensinar. Como ela, creio que também não prefiriria um filho homossexual, talvez com o receio que a vida fosse dura com ele, não sei, talvez ainda seja um preconceito.

    Tenho um irmão com Sindrome de Down, e tenham certeza absoluta, que eu desejaria tanto poder vê-lo interagir, vê-lo amadurecer , vê-lo indeciso com a escolha de uma carreira, vê-lo planejar, vê-lo sonhar, vê-lo AMAR… não importa quem…

    Esta senhora deve aproveitar o que a vida lhe deu, porque este filho é um dom e um motivo para felicidade. Não espere Deus lhe colocar obstáculos realmente intransponíveis para perceber o que tinha e perdeu.

    Quanto a seu marido, amor incondicional somente existe dos filhos para os pais, vice e versa. Não tema em escolher o que é certo. Ou então realmente há de se sentir pena de seu filho, pois não possue a mãe que merece.

  95. Marnie

    -

    04/06/2010 às 23:36

    Nunca, jamais e em tempo algum vc reverterá a homossexuliadade do seu filho. Deixa ele ser feliz, isso não é nenhuma doença. Vc que precisa fazer terapia djá, queridaannn! Aloka!

  96. Fidelis

    -

    04/06/2010 às 21:03

    Pois é minha senhora.
    Todos nós somos filhos de Deus.
    Partindo desse principio devemos agradecer a cada manhã e a cada noite,
    o que somos e como somos e procuramos viver da melhor maneira possível,
    com todos que nos cercam,amando uns aos outros,como Jesus nos ensina.
    A biblia e o livro que tem toda ajuda que a sra.precisa.Procure alguem em que
    possa confiar para auxilia-lá.
    Fé em Deus e ore pra Ele o que vc. quer e precisa,mas ore com muita fé.
    Deus à proteja Vc. e sua familia.

  97. Miriam

    -

    04/06/2010 às 15:39

    “Aberração” é a opinião dessa mãe sobre seu filho. É inacreditável que em pleno século XXI ainda exista este tipo de preconceito.

  98. jorji

    -

    04/06/2010 às 15:38

    No fundo, todos independentemente da natureza sexual, tem um pouco do lado homossexual, no fundo é isso que incomoda, por outro lado, no fundo a mãe deste rapaz ficou tão chocado é porque ele não vai gerar descendentes, não vai perpetuar os seus genes.

  99. Bel

    -

    04/06/2010 às 12:12

    Olá

    Não sei o que você entende por aberração! Não adianta você querer que a pessoa simplesmente começa a gostar de algo para te agradar!

    O que me parece é que você prefere um filho infeliz e ”doente” do que homosexual.

    Gostei do exemplo da Regina.

    Você conseguiria gostar de mulheres da noite para o dia?

    Espero que você mude seu conceito e ame seu filho, pois a vida é curta e futuramente você pode se arrepender de não ter amado incondicionalmente.

    Abraços

  100. Z...

    -

    04/06/2010 às 11:20

    Sou gay, e embora no momento não viva nenhuma relação, já aprendi a me aceitar e mais para frente quero estabelecer uma relação saudável e feliz com outro homem. Muitas vezes, ficava especulando em alternativas para sair da minha cidade e ir morar no exterior, para poder ter mais liberdade e viver “escondido” e longe daqui.
    O (bom) cinema sempre foi uma forma de inspiração e de aplacar a ansiedade, por trazer a oportunidade da reflexão sobre o tema. Por isso, recomendo para a senhora alguns filmes que possam lhe clarear a mente e ajudar a pensar:

    - Angels in America (filme especial da HBO, encontrado em boas locadoras e internet)
    - O Segredo de Brokeback Mountain
    - Milk
    - C.R.A.Z.Y. Loucos de Amor (um filme canadense que, desses quatro, talvez seja o que mais se aproxima da sua situação. Difícil de encontrar no mercado, mas fácil de baixar na internet).

  101. Jomar

    -

    04/06/2010 às 9:53

    Excessivo o rigor e a intolerância com a mãe, cujo sofrimento também é legítimo. É fácil colocar a escolha entre o marido ou o filho, julgar a mulher arcaica, velha e com pena de si mesma, rotular o marido como um mau interlocutor. Tudo isso pode ser verdade mas, como disse um dos comentários, a Betty foi implacável (demais) com a leitora. Com isso, ela encontrou menos do que procurava quando escreveu e talvez tenha levado uma pancada maior do que merecia. Tudo bem que o “Consultório Sentimental” não é realmente um, e a colunista não tem a obrigação de ser profissional na mesma medida que seria com um paciente real, em uma terapia real mas, para mim, o texto estava indignado além da conta, e a mensagem (que foi bonita, no sentido de praticar o amor, a compreensão, crescer com a experiência e ajudar o filho e marido no processo), não chegou a quem mais precisava: a leitora que, após a surpresa de ver sua carta ser respondida, provavelmente ficou arrasada com o tom da resposta.
    Bom, essa é minha humilde opinião…

  102. jorji

    -

    04/06/2010 às 9:43

    As religiões são fontes inesgotáveis de preconceitos , ignorância, distorções do mundo real, e vigora como o principal princípio em pleno século XXI, o homossexualismo é uma simples questão de natureza biológica, e existe em todas as espécies de mamíferos.

  103. Gisa

    -

    04/06/2010 às 6:50

    Leitora, você conhece o “Grupo de Pais de Homossexuais”? É uma associação organizada para orientar e dar apoio a pessoas que tem filhos homossexuais. Tudo o que é conversado entre os integrantes do grupo é tratado de forma confidencial. Seria interessante dar uma olhada, talvez eles possam te ajudar a se relacionar melhor com seu filho e também a conseguir conversar com seu marido. O site deles é:

    http://www.gph.org.br/home.asp

  104. Leila

    -

    03/06/2010 às 23:48

    Incrível, esta coluna. As dúvidas, os comentrários. Esse caso deve estar p o rol dos mais emblemáticos. Sem intenção de julgar; mas vejam se não é a típica senhora-procupaçã-com -aparências?!! Preconceituosos, que se julgam superiores por compartilharem dos “valores morais e modelos tradicionais”,onde, com isso, teriam todas as respostas. Aí vem a vida, e muda as perguntas. E tendo como personagens as figuras centrais de sua vida; numa cena que não permtirá, por muito tempo, o manjado “jogo de aparências, ou a usual alienação. A vida é mesmo incrível!!!

  105. Vera

    -

    03/06/2010 às 19:24

    Você não menciona se é uma pessoa religiosa, mas se for este o caso, gostaria apenas de mencionar que hoje em dia existem igrejas cristãs que aceitam o homossexualismo. Li uma reportagem sobre uma igreja evangélica do interior de São Paulo (Riberão Preto) que celebra casamento entre gays. Na forma como eles interpretam a Bíblia, homossexualismo não é problema (a Bíblia tem muitas maneiras diferentes de ser interpretada).

    Então, se a questão para você é de natureza religiosa, sugiro que você procure uma destas igrejas progressistas. Eles podem te ajudar a lidar com o assunto de um modo mais tranquilo. Não existe uma única forma de religião. Procure uma que seja mais humana e que te ajude a amar melhor o seu filho.

  106. Iza Maria Gomes

    -

    03/06/2010 às 18:45

    O meu filho é homossexual, nunca o rejeitei ao contrário é tão amado quanto os irmãos. Amo-o de paixão, nossa família é harmoniosa não existe conflitos por conta dele ser homossexual. Mas isso se deve ao fato dele se respeitar, sabe se impor é um profissional o pai dele faleceu antes mesmo que soubesse.
    Mas se fosse o contrário eu estaria pronta para defende-lo com todo meu amor.Como pode uma mãe rejeitar o seu filho?

  107. Ana

    -

    03/06/2010 às 18:01

    “Basta querer e ele passa a se interessar por meninas.”

    Ah, é assim? Basta querer e a pessoa começa a se interessar por pessoas de determinado sexo? OK, então vamos colocar sua teoria em prática: por que você não tenta mudar sua opção sexual? Vamos lá, tente se sentir atraída por mulheres. Você consegue?! Ué, mas não basta apenas querer?

    Pare e reflita sobre o que você está exigindo do seu filho. A Betty te deu um grande conselho: às vezes, é preciso rever os nossos valores. Você sempre teve preconceito contra homossexuais porque para você isso era um assunto distante. Mas agora existe dentro da sua casa. Faz sentido continuar tendo esse preconceito? Sinto dizer, mas você vai massacrar o seu filho. E não vai adiantar nada, pois enquanto você estiver viva, ele até pode fingir que gosta de meninas só pra te agradar, mas o dia que você morrer, ele vai assumir a preferência dele. Digo isso porque vi acontecer com um vizinho meu. A mãe forçou, forçou, ele até se casou com uma moça, mas foi só a mãe morrer, que ele se separou e assumiu que era homossexual. E no fim, quem sofreu mais foi a ex-esposa, que se sentiu enganada.

  108. Regina

    -

    03/06/2010 às 16:13

    Betty, excelente resposta. Não dá para entender como uma mãe pode fazer isso com o próprio filho: chamá-lo de aberração, de desgosto. E tudo em isso em nome de valores arcaicos, ultrapassados….

    Coitado do rapaz, tomara que ele consiga sair de casa e encontrar um lugar onde possa ser aceito e amado de verdade. Pois me desculpe dizer, mas essa mãe tá mais preocupada em alimentar o preconceito dela do que em amar o filho…

  109. Just-for-fun

    -

    03/06/2010 às 13:00

    Seria rude dizer que a convulsão mental do rebento de 19 anos vai além da opção sexual? Não seria o politicamente correto apenas mais uma aberração do que é ser correto? Do ponto de vista da concepção da natureza, pode ser considerado não aberração satisfazer se na saída de dejetos?
    Nascimento do que quer que seja é castigo de deus? Ou é apenas o processo que a natureza vem repetindo por bilhões de anos? Tudo indica que após concepção a natureza não reserva “preferência “ por síndrome de Down, mas sim apresenta o resultado da combinação genética.
    Com quase duas décadas nas costas já está livre para seguir o destino próprio e aprender o que significa harmonia entre as pessoas.
    O cérebro é o ideário e traça o nosso destino, muitos tem visão distorcida do significado do princípios éticos e fundamentos morais, e partem para catequese querendo mudar os que rodeiam. Mas tudo isso faz parte da natureza humana…

  110. Claudia

    -

    03/06/2010 às 10:10

    A tristeza e a decepção são compreensíveis, mas a rejeição é um crime. Significa condenar esse ser humano, essa pessoa cheia de qualidades a uma condição de ser considerada um DEFEITO, uma praga… um castigo. Trai toda a relação parental, porque não seria tão diferente de olhar para um filho “deficiente (físico ou mental)” com um olhar maligno, de condenação – ou seja um olhar de dó ou de raiva que diz: vc não é o que eu quero. Isso não é um filho concebido é uma mercadoria entregue com defeito, uma coisa, um objeto insatisfatório. Aberração é a mãe desse jovem, e o pai pode ser tão insuficiente como pai quanto ela é incapaz de ser mãe (ou não – afinal ele ainda não se manifestou) mas de qualquer modo nem mesmo amigos dentro de casa esse rapaz tem. Que Deus ilumine a vida dele e ele encontre amor um dia!

  111. Janne

    -

    03/06/2010 às 8:58

    Ninguém jamais quer ter um filho que não seja nos padrões normais da sociedade, mas te garanto uma coisa é melhor ter um filho homossexual, do que drogado e bandido, tenho um filho de 9 anos e não desejo que ele seja homossexual mas se algum dia, ele chegar com essa história dentro da minha casa, apesar do meu marido ser altamente preconceituoso, pode ter certeza que o meu apoio ele vai ter, é muito fácil amar um filho perfeito, difícil é ter este amor de pai ou de mãe incondicional, quando o nosso filho, não se torna aquilo que queremos.
    Seu filho precisa de vc e se ele não tirar da cabeça, que o nascimento dele foi um castigo, temo que ele possa fazer alguma loucura e se isso acontecer talvez vc como mãe jamais se perdoe, portanto é como a Betty falou reveja seus valores e seja forte para ajudar seu marido e arcar com as consequencias. Mas acho que se vc obtiver êxito, a harmonia na sua casa, a paz e a tranquilidade que seu filho vai ter vai ser compensadora, ninguém é gay pq quer, então amiga leitora aceite-o. BOA SORTE !!!!!

  112. Fernanda

    -

    03/06/2010 às 3:41

    Tem um filme aqui nos Estado Unidos baseados em fatos reais. A mãe não aceitou a homossexualidade do filho e como vc tentou de tudo para mudar – igreja, terapia etc – no final o filho acabou se suicidando. A mãe se arrependeu e virou uma das maiores ativistas pro-gays nos EUA – o nome do filme é prayers for Bobby e o nome da mãe é Mary Griffith (veja online se vc não acredita).

    Não rejeite o seu filho! Ame-o acima de tudo! Homossexualidade não é doença ou aberração – esta aí há seculos em todas as culturas – imagine-se no lugar dele e a afliçao que o coitado está passando.

    Rezarei muito por vcs, na minha cartilha Deus aceita a todos…

  113. Robson

    -

    03/06/2010 às 3:08

    Esta história nos mostra o quanto o preconceito é cultivado em familias sem orientação e desevolvimento pessoal. Implacável a lição de ética e moral feita por Betty Milan

  114. L.

    -

    03/06/2010 às 1:22

    Quando descobri que meu desejo estava orientado para o mesmo sexo, me senti horrível. Dizia pra mim mesmo que preferia ser esquizofrênico a ser excluído do convívio familiar e da minha religião. E o pior, enquanto meus amigos viviam a fase de ficar nas festinhas, abertamente e com a aprovação dos pais, eu dava de cara com a imposição da clandestinidade.
    Vivi esse dilema até ser apresentado à Psicanálise por Betty Milan, que faz desse espaço um recanto de poesia e dignidade. Através do consultório sentimental, procurei o divã do analista e hoje caminho pelo difícil, mas salutar, processo da escuta. Não busco reversão de algo que eu não escolhi. Busco a liberdade de ser feliz como eu sou, ainda que isso me distancie de uns e outros.
    Leitora, ser homossexual não é uma doença. Eu, por exemplo, tenho uma vida normal, não quero ser mulher, nem desejo tudo quanto é homem que aparece na minha frente. Estou construindo uma carreira e tenho certeza que vou ser um profissional excelente. Não há nada em mim que seja aberração.

  115. Carlos

    -

    02/06/2010 às 23:49

    Talvez a consulente tenha dado a pista certa. É sim um castigo. Basta entender o castigo sob outro ponto de vista. O que ela chama de castigo pode ser: resposta, sintoma ou talvez DENÚNCIA. A homossexualidade do filho pode ter sido a única forma de escape à severidade dos pais, à falta de compreensão humana, etc, a ponto de acharem que algo humano pode ser chamado de aberração. É um castigo sim, mas um castigo à intolerância, ao arcaísmo, à não aceitação da diferença. Fale ao seu filho homossexual que a homossexualidade dele foi o que o salvou e que ele pode parar de se martirizar. A homossexualidade do seu filho denuncia vocês, os expõe, por isso causa tanto horror. E para isso ele se tornou homossexual: para fazer vocês se tornarem mais flexíveis à vida, ao humano. Vocês participam sim da homossexualidade do seu filho, mas ela não é uma patologia, não é uma doença. É uma forma de possibilitar a vocês se tornarem seres melhores, menos arcaicos. Ah, dê um jeito de fazer seu marido ler o que está escrito, tanto na resposta da Betty, tanto nos comentários que vão ser enviados, que, imagino, serão muitos.


 

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