17/10/2011
às 12:24 \ CenasNão sou o único
Imagine um mundo sem religião. É fácil se você tentar. Ok, talvez eu esteja pedindo demais (eu e o John Lennon). Imagine então um mundo em que não se doutrinariam as crianças nas escolas, deixando que elas, depois de adultas e intelectualmente formadas, escolhessem seus próprios caminhos. Isso não é pedir demais, é? Leio consternado que o prefeito do Rio, Eduardo Paes, está prestes a sancionar um projeto de lei que prevê a contratação de 600 professores para darem aulas de religião em escolas municipais. Isso é um retrocesso, e uma violência intelectual contra as crianças do Rio de Janeiro.
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O artigo 4 do livro de regras da FIFA recomenda que jogadores de futebol não usem camisas com mensagens religiosas e slogans políticos em jogos oficiais, sob ameaça de punição. Fica assim alertado aquele jogador de um obscuro time do interior paulista que aponta o dedo para o chão a cada gol marcado, em agradecimento a Satanás, a quem atribui as glórias satânicas conquistadas com seus dribles e chutes. Se mensagem religiosa e mensagem anti-religiosa se equivalem, ficam também devidamente avisados do risco que correm jogadores ateus que vestem camisetas com dizeres como “Eu não amo Jesus” e “Deus não existe” a cada título comemorado.




