
Semanas atrás milhares de ativistas em defesa dos direitos dos homossexuais fizeram uma passeata em Washington, capital dos Estados Unidos. Cobravam a promessa de campanha de Barack Obama de levar adiante projetos e leis de proteção aos direitos civis dos gays. No dia anterior Obama anunciara que vai acabar com as restrições que impedem homossexuais de servirem no exército norte-americano. Os ativistas pleiteiam agora mais direitos nas parcerias e casamentos entre pessoas do mesmo sexo.
Enquanto isso, no Brasil, uma parada gay foi proibida na cidade de Caxias, no estado do Rio. A prefeitura alegou que o evento provocaria cenas obscenas. Nem a presença do ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, foi suficiente para a liberação da parada em Caxias. Não me consta que as paradas gay que se realizam anualmente em São Paulo e no Rio promovam cenas diferentes das exibidas em qualquer desfile de carnaval, televisionados e curtidos por tradicionais famílias brasileiras do Oiapoque ao Chuí. Será que por trás dessa alegação da prefeitura de Caxias não se insinua um preconceito? O de entender como obscenidade a simples manifestação do orgulho homossexual? Será?
Enquanto isso, por aqui, diferente do que acontece nos Estados Unidos, as lutas pelos direitos dos homossexuais caminham a passos de tartaruga manca, entravadas pelo abominável e intransponível trio MHP: Moralismo, Hipocrisia e Preconceito, sempre com a ajuda inestimável das religiões e seus zelosos e vigilantes pastores. Êta parada dura. O próprio ministro Minc foi vítima, há semanas, da incontinência homofóbica de um governador que assegurou que “estupraria” o ministro em praça pública – depois de chamá-lo de veado e maconheiro - caso ele desse as caras pelo Mato Grosso do Sul. Alô, alô, Freud! Num país decente tal afirmação seria suficiente para que o governador fosse zunido do cargo. Mas vivemos no Brasil, né? Tudo certo, baby. Estamos nos guardando pra quando o carnaval chegar.
Filme…
… Bruno, que diverte e reitera que toda a grande comédia é iconoclasta e devastadora. Não sobrará preconceito sobre preconceito!








