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cabeça dinossauro

12/03/2012

às 8:28 \ Cenas

Perdido no lobby

Thinkstock

No lobby do hotel Maksoud Plaza há uma vitrine com um livro de autoria de Claudio Maksoud intitulado “Perdido no Lobby”. O título é sugestivo, pois assim me senti algumas vezes na semana passada, hospedado no hotel, ao voltar dos shows históricos do Cabeça Dinossauro no SESC Belenzinho. Foi uma semana agitada recheada de ensaios, entrevistas, lembranças variadas e a participação mágica no programa de Ronnie Von (voltarei ao Ronnie com mais calma numa crônica futura, o homem merece um estudo mais aprofundado). Se estava perdido no lobby, vagando como um fantasma sorridente por esculturas e fontes luminosas, era por puro êxtase, rememorar o Cabeça Dinossauro, assim como reencontrar o Maksoud Plaza e jantar sob câmeras e holofotes com Ronnie Von, tiveram um sabor de madeleine proustiana para mim.

A semana que se inicia agora segue em ritmo alucinado, pois retorno à Pauliceia Desvairada para a continuação da temporada do show, de quarta a sábado, e também para o lançamento do livro São Paulo 1971-2011, História Recente, Versões Literárias, Resíduos Visuais, na quarta-feira, dia 14, na Livraria da Vila, na alameda Lorena 1731, às 19:00 horas. O livro, da editora Olhares, reúne contos de Ignácio de Loyola Brandão, Luiz Ruffato, Vanessa Barbara, além de um conto meu, claro, e fotos em que a cidade de São Paulo em diferentes décadas é a personagem principal. Estão todos convidados para o lançamento, em que os autores estarão autografando o livro, mas cheguem cedo, pois às 20:30 tenho de sair correndo para o SESC (só não convido todo mundo para o show porque os ingressos já estão esgotados).

No domingo, ao voltar para o Rio depois da semana agitada em São Paulo, encontrei no aeroporto meu amigo Guilherme Fiúza, jornalista e escritor. Ao entrar no avião, ele me brindou com a frase: “Em São Paulo matei a saudade da chuva”. Eu também, Guilherme. Da chuva e de outras coisas mais.

Por Tony Bellotto

08/03/2012

às 15:38 \ Cenas

Cabeça Dinossauro

Os ingressos para a temporada do show Cabeça Dinossauro que está no SESC Belenzinho e vai até o sábado da semana que vem, dia 17 de março, esgotaram-se em poucas horas na semana passada, logo que foram postos à venda. Portanto ninguém pode me acusar de fazer aqui propaganda do show, pois já não é mais possível vê-lo. Não agora, no SESC Belenzinho, pelo menos. É claro que depois desse sucesso todo, voltaremos à cidade, pois muita gente tem ligado e pedido ingressos, mas eu realmente já dei todos os que estavam à minha disposição (não adianta pedir!).

O que me leva a escrever sobre esse show é a tremenda e surpreendente repercussão que ele tem gerado. Me lembra aqueles dias em 1986 quando, logo depois de termos gravado o disco, nós, os Titãs, nos surpreendíamos a cada dia com a força do disco e com o entusiasmo com que ele era recebido (e percebido) pelo público.

Passaram-se 26 anos e estamos aqui, de volta, com várias cicatrizes, mas com a mesma gana e disposição de sempre, prontos a balançar as estruturas da cidade a começar pelas ruas pacatas (não nas duas próximas semanas…) do Belenzinho.

Muita gente pode pensar que há um certo passadismo nessa celebração de algo ocorrido há quase três décadas. E há mesmo. Por outro lado, pode se pensar que a excitação que o disco ainda causa tanto tempo tempo depois de ser lançado só confirma a sua importância e o quanto permanece atual, o que se é bom por um lado, é ruim por outro (como quase tudo que acontece por aí, o sucesso atual do Cabeça também tem os seus “dois lados”).

Não importa, já vaticinavam os Glimmer Twins Mick Jagger e Keith Richards há muito tempo: “I know, it’s only rock’n roll, but I like it”. Se isso serve de consolo para quem está com água na boca e não conseguiu comprar seu ingresso no SESC, nós vamos viajar o Brasil inteiro, neste primeiro semestre de 2012 (se o mundo não acabar antes), com o show Cabeça Dinossauro, como parte das comemorações de 30 anos da banda. Para o segundo semestre, aguardem mais surpresas.

Já dizia Chico Buarque, outro dinossauro que anda esgotando ingressos por aí, em Bom Conselho: “está provado, quem espera nunca alcança”.

Por Tony Bellotto

 

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