01/03/2012
às 20:40 \ CenasQuem está no comando?
Li um artigo interessante aqui na Veja.com. Uma matéria sobre Neurociência, intitulada O Livre-Arbítrio Não Existe, Dizem Neurocientistas, traz a declaração de Michael Gazzaniga, um neurocientista respeitadíssimo: “Não há nenhum fantasma na máquina, nenhum material secreto que é você”. Ou seja, nós somos o nosso cérebro. A sensação de que “alguém” anterior ao cérebro toma as decisões é uma ilusão. Não existe um “eu” racional separado do cérebro, a segurar as rédeas da vida. Quando refletimos e tomamos uma decisão, ela já foi tomada muito antes, e mecanicamente, por nosso cérebro.
Certas decisões já foram tomadas pelo cérebro antes mesmo que pensássemos nelas. Não é formidável? Eis a beleza da vida: somos um computador de carne, o resto é ilusão. Esqueça todas aquelas teorias sobre o Livre-Arbítrio formuladas por Santo Agostinho no século IV. Esqueça o conceito de destino formulado pelos gregos, e as três mulheres lúgubres que teciam o fio da vida dos indivíduos. Tudo isso é passado (ou racionalizações de cérebros antigos).
Deus, destino, tudo é o cérebro. Sim, essa massa que você carrega na cabeça é mais importante do que parece. Segundo a matéria, o psicólogo americano Jonathan Haidt, da Universidade da Virgínia, demonstra que muitas de nossos escolhas “morais”, como por exemplo a rejeição ao incesto, não passam de mecanismos da evolução para preservar a espécie, ou seja, decisões automáticas de nossos cérebros treinados ao longo da evolução. Não se preocupe em racionalizar, você já está automaticamente racionalizado. Esqueça o coração, escute seu cérebro. Ele traz uma mensagem importante para você.
Tags: cérebro, Livre-Arbítrio, neurociência














