O motorista de táxi João Rogério de Sousa Alves, personagem do post A classe média inventada pelos alquimistas federais continua a subir pelo elevador de serviço, conta como é a vida dos brasileiros pobres transferidos para a classe média por decisão do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA), subordinado ao governo. “Faz vinte anos que não vou ao cinema”, lamenta na entrevista. Confira.










Entrevista interessante. Parabens pela iniciativa. Faltaram duas perguntas fundamentais: 1) se e onde as filhas do motorista estudam; 2) quando alguem da familia adoece, onde sao atendidos: SUS ou pelo plano de saude? (que muito provavelmente nao possuem).
Adorei. Se tivesse que escolher o melhor da sua coluna até agora, escolheria essa. E hoje li sua entrevista na revista Imprensa dizendo que entrevistaria gente do povo. Você falou e fez. Parabéns. Espero outras.
Por decisão do IPEA o Rogério saiu da classe baixa meia-alta para a classe média meia-baixa. Ele já havia subido da classe baixa meia-média para a classe baixa meia-alta na compra de uma TV, em 12 prestações. Porém, ele quer ir ao cinema. E com o ingresso na mão entra para a classe média meia-média. Como teatro é coisa de classe média meia-alta, foi melhor evitar. Pois já poderia ser considerado um pequeno burguês. Mas ele é teimoso! E continua a trabalhar honestamente para buscar o mínimo de conforto para a família. Quer o que é humano querer. E continua. Caso a tributação no país não lhe assalte, chegou então à classe alta meia-baixa com a compra da casa própria. Pelos padrões técnicos da instituição, ele já está a dois saltos de alcançar o topo da escala social. Basta agora comprar um carro em 72 prestações. E depois, abrir um pequeno negócio. Para quem está acima disso, ainda não há definições técnicas. Pois, no Brasil, você passa a ser apenas um conceito: a elite golpista. E a ter que pedir desculpas, humildemente, por ter alcançado algo na vida com ou sem o percursso de tantos outros Rogérios.
Caro Robert, não há nenhuma divergência entre nós. Claro que existem muitos motoristas de táxi ganhando razoavelmente e que levam uma vida de classe média. Talvez componham a maioria. Não usei o caso do Rogério como padrão para a categoria profissional. Só quis deixar claro que quem ganha o que ele ganha só vira classe média na cabeça da turma do IPEA. Escrevi que ele é taxista para dizer que tipo de trabalho faz. Mas pode notar que me refiro ao Rogério como “um brasileiro”. Estamos de acordo, insisto. abraço.
Este governo aparelhou todos órgãos públicos e faz da mentira institucionalizada seu grande trunfo político. Assim, aparecem dados contraditórios na imprensa : aumenta o número de empregados - dado do também aparelhado Ministério do Trabalho - e cai o consumo de energia elétrica! A oposição, a pior que já tivemos, não se mexe… O povão só quer cesta básica, futebol e carnaval.
Desculpe-me (novamente) o Augusto, mas não é possível traçar uma curva com um ponto só.
Ando razoavelmente de taxi e sempre converso com o motorista e pergunto porque começou na profissão, se já foi assaltado, essas coisas. Para não dizer a totalidade, a maioria que possui autonomia e veiculo próprio diz que mudou de vida quando passou a ser taxista. De apartamentos alugados, compraram o seu cantinho, pagaram escola dos filhos, etc, e vivem razoavelmente bem atualmente. Vários taxistas de São Paulo, capital, já me disseram que ganham mais de R$ 6 mil (bruto) por mês, quase sempre trabalhando 10-12 horas por dia. Os do Rio dizem que ganham por volta de R$ 4 mil.
Embora essa “meia-duzia” que forma a minha amostragem, que absolutamente não é uma amostragem estatisticamente válida e não permite concluir coisa alguma, ainda assim é bem superior a sua amostragem de 1 taxista.
O método de transformar um pobre em classe média tem alguma semelhança com o de aferir desemprego. É difícil ser desempregado no Brasil.
Augusto
Parabéns pelo belo trabalho. Reafirmo os elogios anteriores neste post. Brilhante.
Abs
Pedro C. Neto
O IPEA foi aparelhado pelo PT no primeiro mandato do Sr. Lulla da Silva, quando houve uma verdadeira reviravolta na excelência técnica daquele instituto para uma posição meramente facciosa.
Lembro-me muito frequentemente nesses dias de crise política do significado da palavra SOFISMA. Fui ao dicionário e conferi:
” S.M. Argumento capcioso com que se pretende enganar ou fazer calar o adversário.”
Parabéns pela forma de entrevista para explicar esse sentido da politicalha.
Oras, querm o que..!!!!, o IPEA está comparando os motoristas de taxi com os do senado…….coisa bem academica…..e voces ficam falando mal aqui…
indagado numa entrevista ao vivo.na tv,SOBRE A DIFICIL SITUAÇAO DA CLASSE MEDIA NO GOVERNO LULA, o sr UNGER respondeu rapidinho.MAS VOCES PERCEBERAM,QUE NASCEU UMA NOVA CLASSE MEDIA.que o presidente e o pt,tem um forte ranço,contra velha classe media,e notorio.ate disse estar lixando para ela.AJUDA MAS NAO E DETERMINANTE NAS ELEIÇOES.agora essa inclusao.seria muito bom caso fosse verdade,
Quem é classe média, afinal!?
Fantástica a entrevista com o motorista de taxi João Rogério da Silva Alves! Belíssima ideia. Augusto sempre foi brilhante. Tou adorando o blog! O Baú de presidentes, o O país quer saber, o Sanatório Geral… Tudo.
abs Mona
Bravo,
Isso sim é jornalismo!
Augusto,
Incorporando o espírito do Jabaniel diria que você precisa se informar melhor da metodologia adotada pelo IPEA. Afinal, não fica bem para um colunista do seu nível aventurar-se numa empreitada como essa de confrontar os técnicos de altíssimo nível do instituto. A coisa funciona da seguinte maneira. O filhinho do rico classe A, come dois pães no café da manhã. O filho do pedreiro, não come nenhum. Ora, duas pessoas comem dois pães, ou seja, um pão para cada um. O resto é intriga da oposição e da imprensa facistóide.
Novamente vc DESENHOU
É o aparelhamento do Estado servindo aos propósitos do governo instalada.
Até um Instituto de prestígio vira chapa-branca, produzindo pesquisa com resultados vazios como a nova classe médi de R$ 1400,00.
Pergunte ao presidente se ele acha que esse valor realmente designa alguém da classe média…
Bravo Augusto,
Acho que a oposição tem muita sujeira em seu bojo, pois só dessa maneira pode permanecer indiferente a tanta propaganda enganosa deste governo, onde a mediocridade, desfaçatez e a mentira tem sido seu apanágio maior.
Augusto,
Se o motorista trabalhasse no senado ou na câmara estaria ganhando mais de 12.000,00 mensais, benefícios amplos, horas extras e muito mais.
Aí seria um verdadeiro classe média, como tantos que nem trabalham.
Lula e seus petralhas inventaram tantos factóides e mentiras que o povão entre incrédulo e tonto acaba acreditando.
Para commpensar a redução da verdadeira classe média, elles inventaram a neo-classe média.
E os tolos e parcácios acreditam.
Excelente. Entendemos por classe média como uma determinada classe social detentora de um poder aquisitivo razoável que permita consumir certas coisas além das necessidades fisiológicas e sociais. Sou estudante do ensino médio, estudo em uma escola pequena, porém particular, de acordo com o IPEA minha família é de classe média. Mas pagamos R$: 450 só de mensalidade escolar (eu e minha irmã.) - em alagoas a escola pública fica dois meses em greve todos os anos (sim, na escola pública alagoana os estudantes têm três férias ao ano.). Somando-se a isso outros custos mensais como: energia, água, telefone, alimentação e aluguel (sim! não temos casa própria.) fica “complicado” tirar 12 reais para um cineminha…
“O povo brasileiro é muito volúvel”. Pois é, o PMDB, aliado de primeira hora do PT, esbanja agressões ao …povo. Esse governo, é tão arrogante e prepotente, que estimula o preconceito contra o …povo, que é quem os elege. Há um tornado de desrespeito no ar. LUla abraça Collor. Sarney é inimputável. JUcá vai relatar a PTrobrás. Renan é o líder no Senado. Ahmadinejad é convidado a nos visitar. Abrimos embaixada na Coréia do Norte. Chavez é reconhecido como democrata. Honduras deu um golpe. Percebem? Há muita idiotice consequente no ar, coisa de uns tempos para cá. Tudo começa quando Lula resolve vomitar asneiras, sob aplauso da imprensa de aluguel. Essa inconsequência não tem fim?
Agora entendi quando o Presidente diz que vai erradicar a pobreza no Brasil.Ele muda a categoria do pobre coitado…É pra rir ou pra chorar?
Fala para o Lulllla viver com 1.800,00.
E devolver o dinheiro de perseguido politico, coisa que ele nunca foi.
A unica coisa que persegue ele eh a cachaca.
O jornalista americano estava certissimo.
Eta nojeira.
Incrível. Deveria ser passado todo dia na TV e nas salas de aula.
Brilhante.Entrevista transparente e corajosa.
Isso é que é matar a cobra e mostrar o pau.
Uma lição de jornalismo.
Pena que nossa classe governante esteja se lixando para o povo.Se eles tivessem um pouquinho de interesse por essa gente sofrida, muita bobagem seria evitada.
Parabéns, Augusto.