Coluna do

Augusto Nunes

Com palavras e imagens, esta página tenta apressar a chegada do futuro que o Brasil espera deitado em berço esplêndido.
E lembrar aos sem-memória o que não pode ser esquecido.

Ricardo Cardim, fundador da Associação dos Amigos das Árvores de São Paulo

30 de outubro de 2009

Formado em Odontologia, Ricardo Cardim fundou a Associação dos Amigos das Árvores de São Paulo, entidade que reúne pessoas interessadas em preservar e observar o verde da capital. Nesta entrevista dividida em três partes, Cardin revela segredos escondidos na metrópole, como a Figueira das Lágrimas, a árvore mais antiga da cidade, ou o maior pomar paulistano, que sobrevive no Pico do Jaraguá. O dentista lamenta a incorporação dos 30 hectares de asfalto à paisagem urbana com a ampliação da Marginal do Tietê. Também informa que, na terra dos bandeirantes, a desigualdade social é vinculada a uma desigualdade verde: bairros inteiros não possuem sequer uma árvore. Na cidade de 1.523 quilômetros quadrados de área, a maior reserva de floresta nativa encontra-se no Parque Trianon, em plena Avenida Paulista, e tem apenas 47 mil metros quadrados. Ali, o jequitibá branco com mais de 25 metros de altura, que observava os tropeiros cruzando a cidade em direção a Sorocaba no fim do século 19, agora contempla executivos que caminham apressados sobraçando laptops.

Parte 1

Parte 2

Parte 3

12 comentários

  1. sonia disse:

    Eu moro próximo ao pico do Jaraguá. Adoro andar pelas trilhas, e passear na mata. Gostaria de fazer uma denuncia, aqui neste espaço, parque do pico do Jaraguá que fica proximo a entrada, onde tem um lindo lago, e uma trilha que se encontra fechada. Fui informanda que está fechada há 15 anos, e dizem que estão reformando-a, e isso e aquilo. mas o que vemos mesmo, neste lugar belíssimo, é um lago com poluição, e a trilha fechada. Peço que as autoridades se manifestem para que essa maravilhosa beleza natural, dentro da capital paulista, seja sempre preservado, com seus lagos limpos e matas preservada.
    Também quero denunciar sobre os indios que lá se encontram morando bem proximo ao parque. Pois bem, eles ser melhor alojados, pois quando passamos perto da aldeia, mas parece uma favela a ceu aberto, do que uma aldeia de indios, o que impossibilita higiene e preservação da cultura indigena, e o lixo que lá se encontra todo jogado por diversas calçadas.
    Peço-lhe que considere minha denuncia.
    obrigada.
    Sonia

    Um repórter vai ver isso, Sonia. abraços. Augusto

  2. Geraldo Ribeiro disse:

    Ricardo me faz lembrar de que uma cidade melhor ainda é possível. Por que precisamos nos conformar com essa realidade cinza e abafada que se tornou nossa metrópole??? Nós, da minha geração (tenho 66 anos) progredimos a cidade economicamente, culturalmente, tecnologicamente…mas a qualidade de vida diminuiu na mesma proporção! trabalho para o Ricardo e outros da nova geração como eles. Precisamo de pessoas assim no governo.

    Saudações, Geraldo

  3. Wando Albertini disse:

    Olá,

    como é bom ouvir coisas que fazem sentido ao meio ambiente e a quem mora na cidade de SP. Nós não temos um porta-voz da necessitada natureza urbana paulistana e jovens como o Ricardo são fundamentais! Parabéns também ao entrevistador. Espero ver mais assuntos relacionados ao tema.

    Wando

  4. Carlos Renato Fortes Vendramini disse:

    Parabéns pela entrevista. Sinceramente não esperava muito, porém fiquei espantado com o conhecimento do entrevistado e o interesse do entrevistador. Apenas uma retificação: eu sou da região do Ipiranga e o entrevistado falou na Figueira das Lágrimas. Por engano citou o Jaçanã quando em verdade queria dizer Sacomã.

    Parabéns.

  5. Rodolfo disse:

    Gostei muito. É bom ouvir jovens falando e ensinando um assunto tão importante para as nossas vidas aqui na loucura urbana. Parabéns ao grupo abril pela abertura a pessoas competentes assim.

  6. Clélia Zaffalon disse:

    Um jovem com raizes tão fortes e sadias. Com certeza será uma árvore da gente se orgulhar. Adorei esta matéria. Obrigada.

  7. suzana disse:

    Por que a secretaria do verde, não é entregue a pessoas como Ricardo Cardim? Teríamos, com certeza, mais chances de ver nossa cidade correta, merecida e necessariamente mais verde! Parabéns e obrigada, Ricardo, pelo seu trabalho. Espero que vários outros jornalistas como o Augusto (ótima entrevista, sem interrupçoes) lhe deem a oportunidade de divulgar sua atitude pioneira cujo futuro torço para que seja promissor.

  8. Marcio disse:

    Parabéns à Veja pelo espaço dedicado ao meio ambiente, e principalmente ao Ricardo pelo trabalho e atenção dedicados ao tema na cidade de São Paulo. Realmente, é muito difícil vermos hoje em dia pessoas genuinamente comprometidas com o bem estar de nosso ecossistema especialmente no reino vegetal. Que bom que temos mentes voltadas para estas questões, aumentam nossas chances de um futuro melhor para todos nós.

  9. Malu disse:

    É dificil ver um jovem preocupado (de verdade) com o meio-ambiente. Pessoas como Ricardo é que fazem a diferença.

  10. Marilda disse:

    Gostaria de ouvir Ricardo Cardim muito mais tempo.
    São pessoas assim que fazem a diferença.

  11. Vera disse:

    Acho louvavel,mas chamo a atenção pela àrvores doentes que estão caindo à toa e causando destrução.

  12. Robert disse:

    Parabéns pela entrevista.

    Nesse ano de 2009, estou tendo o privilégio de morar na City Lapa, um dos locais citados pelo Ricardo, um lugar aprazivel que não lembra a São Paulo dos cartões postais. Planejada pela Companhia City, as ruas são largas, as calçadas tem uns 6 metros de largura com muitas árvores antigas, as casas são recuadas, existem vários bosques, praças arborizadas, árvores frutiferas (goiabeiras, amoreiras, jaqueiras, etc) e possui uma caracteristica marcante: cada esquina é uma pracinha com jardins e árvores frondosas.

    Infelizmente, o bicho homem parece não dar muito valor a essa preciosidade. Tenho testemunhado a invasão dos jardins publicos com o prolongamento das cercas e muros das residências, a derrubada de árvores para facilitar a entrada nas garagens, a transformação das calçadas em estacionamentos de estabelecimentos comerciais. De fato a maioria das “pracinhas” das ruas com comércio são agora áreas cimentadas de postos de gasolina, padarias, locadoras, farmácias, cabeleireiros, academias, barzinhos, enfim, a mesma fúria destruidora que atingiu os Jardins.

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