Formado em Odontologia, Ricardo Cardim fundou a Associação dos Amigos das Árvores de São Paulo, entidade que reúne pessoas interessadas em preservar e observar o verde da capital. Nesta entrevista dividida em três partes, Cardin revela segredos escondidos na metrópole, como a Figueira das Lágrimas, a árvore mais antiga da cidade, ou o maior pomar paulistano, que sobrevive no Pico do Jaraguá. O dentista lamenta a incorporação dos 30 hectares de asfalto à paisagem urbana com a ampliação da Marginal do Tietê. Também informa que, na terra dos bandeirantes, a desigualdade social é vinculada a uma desigualdade verde: bairros inteiros não possuem sequer uma árvore. Na cidade de 1.523 quilômetros quadrados de área, a maior reserva de floresta nativa encontra-se no Parque Trianon, em plena Avenida Paulista, e tem apenas 47 mil metros quadrados. Ali, o jequitibá branco com mais de 25 metros de altura, que observava os tropeiros cruzando a cidade em direção a Sorocaba no fim do século 19, agora contempla executivos que caminham apressados sobraçando laptops.
Parte 1
Parte 2
Parte 3










Ricardo me faz lembrar de que uma cidade melhor ainda é possível. Por que precisamos nos conformar com essa realidade cinza e abafada que se tornou nossa metrópole??? Nós, da minha geração (tenho 66 anos) progredimos a cidade economicamente, culturalmente, tecnologicamente…mas a qualidade de vida diminuiu na mesma proporção! trabalho para o Ricardo e outros da nova geração como eles. Precisamo de pessoas assim no governo.
Saudações, Geraldo
Olá,
como é bom ouvir coisas que fazem sentido ao meio ambiente e a quem mora na cidade de SP. Nós não temos um porta-voz da necessitada natureza urbana paulistana e jovens como o Ricardo são fundamentais! Parabéns também ao entrevistador. Espero ver mais assuntos relacionados ao tema.
Wando
Parabéns pela entrevista. Sinceramente não esperava muito, porém fiquei espantado com o conhecimento do entrevistado e o interesse do entrevistador. Apenas uma retificação: eu sou da região do Ipiranga e o entrevistado falou na Figueira das Lágrimas. Por engano citou o Jaçanã quando em verdade queria dizer Sacomã.
Parabéns.
Gostei muito. É bom ouvir jovens falando e ensinando um assunto tão importante para as nossas vidas aqui na loucura urbana. Parabéns ao grupo abril pela abertura a pessoas competentes assim.
Um jovem com raizes tão fortes e sadias. Com certeza será uma árvore da gente se orgulhar. Adorei esta matéria. Obrigada.
Por que a secretaria do verde, não é entregue a pessoas como Ricardo Cardim? Teríamos, com certeza, mais chances de ver nossa cidade correta, merecida e necessariamente mais verde! Parabéns e obrigada, Ricardo, pelo seu trabalho. Espero que vários outros jornalistas como o Augusto (ótima entrevista, sem interrupçoes) lhe deem a oportunidade de divulgar sua atitude pioneira cujo futuro torço para que seja promissor.
Parabéns à Veja pelo espaço dedicado ao meio ambiente, e principalmente ao Ricardo pelo trabalho e atenção dedicados ao tema na cidade de São Paulo. Realmente, é muito difícil vermos hoje em dia pessoas genuinamente comprometidas com o bem estar de nosso ecossistema especialmente no reino vegetal. Que bom que temos mentes voltadas para estas questões, aumentam nossas chances de um futuro melhor para todos nós.
É dificil ver um jovem preocupado (de verdade) com o meio-ambiente. Pessoas como Ricardo é que fazem a diferença.
Gostaria de ouvir Ricardo Cardim muito mais tempo.
São pessoas assim que fazem a diferença.
Acho louvavel,mas chamo a atenção pela àrvores doentes que estão caindo à toa e causando destrução.
Parabéns pela entrevista.
Nesse ano de 2009, estou tendo o privilégio de morar na City Lapa, um dos locais citados pelo Ricardo, um lugar aprazivel que não lembra a São Paulo dos cartões postais. Planejada pela Companhia City, as ruas são largas, as calçadas tem uns 6 metros de largura com muitas árvores antigas, as casas são recuadas, existem vários bosques, praças arborizadas, árvores frutiferas (goiabeiras, amoreiras, jaqueiras, etc) e possui uma caracteristica marcante: cada esquina é uma pracinha com jardins e árvores frondosas.
Infelizmente, o bicho homem parece não dar muito valor a essa preciosidade. Tenho testemunhado a invasão dos jardins publicos com o prolongamento das cercas e muros das residências, a derrubada de árvores para facilitar a entrada nas garagens, a transformação das calçadas em estacionamentos de estabelecimentos comerciais. De fato a maioria das “pracinhas” das ruas com comércio são agora áreas cimentadas de postos de gasolina, padarias, locadoras, farmácias, cabeleireiros, academias, barzinhos, enfim, a mesma fúria destruidora que atingiu os Jardins.