30/10/2009
às 18:06 \ Vídeos: EntrevistaRicardo Cardim, fundador da Associação dos Amigos das Árvores de São Paulo
Formado em Odontologia, Ricardo Cardim fundou a Associação dos Amigos das Árvores de São Paulo, entidade que reúne pessoas interessadas em preservar e observar o verde da capital. Nesta entrevista dividida em três partes, Cardin revela segredos escondidos na metrópole, como a Figueira das Lágrimas, a árvore mais antiga da cidade, ou o maior pomar paulistano, que sobrevive no Pico do Jaraguá. O dentista lamenta a incorporação dos 30 hectares de asfalto à paisagem urbana com a ampliação da Marginal do Tietê. Também informa que, na terra dos bandeirantes, a desigualdade social é vinculada a uma desigualdade verde: bairros inteiros não possuem sequer uma árvore. Na cidade de 1.523 quilômetros quadrados de área, a maior reserva de floresta nativa encontra-se no Parque Trianon, em plena Avenida Paulista, e tem apenas 47 mil metros quadrados. Ali, o jequitibá branco com mais de 25 metros de altura, que observava os tropeiros cruzando a cidade em direção a Sorocaba no fim do século 19, agora contempla executivos que caminham apressados sobraçando laptops.
Parte 1
Parte 2
Parte 3
Tags: árvores, Associação dos Amigos das Árvores de São Paulo, Figueira das Lágrimas, Marginal Tietê, meio ambiente, Pico do Jaraguá, Ricardo Cardin










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14 Comentários
Marcia
-11/08/2010 às 16:54
DENÚNCIA (RETIRADA ILEGAL DE ARVORES)
Boa tarde! Tudo bem?
Moro na Praça General Azevedo Costa, – Vila Granada- Penha – SP. Nossa praça é muito bonita e não está abandonada, existe nela uma linda àrvore (entre outras) enorme (muito antiga), que serve de moradia para diversas espécies de pássaros, inclusive até a semana passada havia um casal de corujas morando por lá.
Semana passada alguns moradores receberam a visita do candidato TONINHO PAIVA, que prometeu fazer uma “quadra” no local, incluir bancos, parquinho e DERRUBAR NOSSAS ÁRVORES.
Não concordo com isto, pois é muito raro encontrar árvores tão bonitas na cidade de São Paulo.
Aonde posso denunciar isto?
Afinal estes moradores que solicitaram a visita deste político, são os mesmos que costumam “queimar” móveis no meio da praça e que também destruiram o play-ground que existia no local. O que deveria ser feito seria apenas uma manutenção no que restou do play-ground.
Aguardo e agradeço pelo retorno.
Marcia Aparecida Bueno
José Paes
-28/04/2010 às 20:59
navegando pela internet assisti a parte 1…foi tão interessante que segui até a 3 e fiquei querendo a 4. Parabéns para o entrevistado e entrevistador. É bom saber que a nova geração de ambientalistas é mais madura e não tem mais aquela postura de bicho-grilo que não traz seriedade e é esterotipada. Afinal, isso tem que vir do coração e preocupação com o próximo.
abraços
José
Abração, caro José Paes.
sonia
-14/03/2010 às 22:48
Eu moro próximo ao pico do Jaraguá. Adoro andar pelas trilhas, e passear na mata. Gostaria de fazer uma denuncia, aqui neste espaço, parque do pico do Jaraguá que fica proximo a entrada, onde tem um lindo lago, e uma trilha que se encontra fechada. Fui informanda que está fechada há 15 anos, e dizem que estão reformando-a, e isso e aquilo. mas o que vemos mesmo, neste lugar belíssimo, é um lago com poluição, e a trilha fechada. Peço que as autoridades se manifestem para que essa maravilhosa beleza natural, dentro da capital paulista, seja sempre preservado, com seus lagos limpos e matas preservada.
Também quero denunciar sobre os indios que lá se encontram morando bem proximo ao parque. Pois bem, eles ser melhor alojados, pois quando passamos perto da aldeia, mas parece uma favela a ceu aberto, do que uma aldeia de indios, o que impossibilita higiene e preservação da cultura indigena, e o lixo que lá se encontra todo jogado por diversas calçadas.
Peço-lhe que considere minha denuncia.
obrigada.
Sonia
Um repórter vai ver isso, Sonia. abraços. Augusto
Geraldo Ribeiro
-16/11/2009 às 22:40
Ricardo me faz lembrar de que uma cidade melhor ainda é possível. Por que precisamos nos conformar com essa realidade cinza e abafada que se tornou nossa metrópole??? Nós, da minha geração (tenho 66 anos) progredimos a cidade economicamente, culturalmente, tecnologicamente…mas a qualidade de vida diminuiu na mesma proporção! trabalho para o Ricardo e outros da nova geração como eles. Precisamo de pessoas assim no governo.
Saudações, Geraldo
Wando Albertini
-09/11/2009 às 15:54
Olá,
como é bom ouvir coisas que fazem sentido ao meio ambiente e a quem mora na cidade de SP. Nós não temos um porta-voz da necessitada natureza urbana paulistana e jovens como o Ricardo são fundamentais! Parabéns também ao entrevistador. Espero ver mais assuntos relacionados ao tema.
Wando
Carlos Renato Fortes Vendramini
-07/11/2009 às 16:33
Parabéns pela entrevista. Sinceramente não esperava muito, porém fiquei espantado com o conhecimento do entrevistado e o interesse do entrevistador. Apenas uma retificação: eu sou da região do Ipiranga e o entrevistado falou na Figueira das Lágrimas. Por engano citou o Jaçanã quando em verdade queria dizer Sacomã.
Parabéns.
Rodolfo
-06/11/2009 às 12:16
Gostei muito. É bom ouvir jovens falando e ensinando um assunto tão importante para as nossas vidas aqui na loucura urbana. Parabéns ao grupo abril pela abertura a pessoas competentes assim.
Clélia Zaffalon
-04/11/2009 às 14:52
Um jovem com raizes tão fortes e sadias. Com certeza será uma árvore da gente se orgulhar. Adorei esta matéria. Obrigada.
suzana
-04/11/2009 às 13:47
Por que a secretaria do verde, não é entregue a pessoas como Ricardo Cardim? Teríamos, com certeza, mais chances de ver nossa cidade correta, merecida e necessariamente mais verde! Parabéns e obrigada, Ricardo, pelo seu trabalho. Espero que vários outros jornalistas como o Augusto (ótima entrevista, sem interrupçoes) lhe deem a oportunidade de divulgar sua atitude pioneira cujo futuro torço para que seja promissor.
Marcio
-04/11/2009 às 0:44
Parabéns à Veja pelo espaço dedicado ao meio ambiente, e principalmente ao Ricardo pelo trabalho e atenção dedicados ao tema na cidade de São Paulo. Realmente, é muito difícil vermos hoje em dia pessoas genuinamente comprometidas com o bem estar de nosso ecossistema especialmente no reino vegetal. Que bom que temos mentes voltadas para estas questões, aumentam nossas chances de um futuro melhor para todos nós.
Malu
-02/11/2009 às 19:07
É dificil ver um jovem preocupado (de verdade) com o meio-ambiente. Pessoas como Ricardo é que fazem a diferença.
Marilda
-31/10/2009 às 20:52
Gostaria de ouvir Ricardo Cardim muito mais tempo.
São pessoas assim que fazem a diferença.
Vera
-30/10/2009 às 20:42
Acho louvavel,mas chamo a atenção pela àrvores doentes que estão caindo à toa e causando destrução.
Robert
-30/10/2009 às 20:14
Parabéns pela entrevista.
Nesse ano de 2009, estou tendo o privilégio de morar na City Lapa, um dos locais citados pelo Ricardo, um lugar aprazivel que não lembra a São Paulo dos cartões postais. Planejada pela Companhia City, as ruas são largas, as calçadas tem uns 6 metros de largura com muitas árvores antigas, as casas são recuadas, existem vários bosques, praças arborizadas, árvores frutiferas (goiabeiras, amoreiras, jaqueiras, etc) e possui uma caracteristica marcante: cada esquina é uma pracinha com jardins e árvores frondosas.
Infelizmente, o bicho homem parece não dar muito valor a essa preciosidade. Tenho testemunhado a invasão dos jardins publicos com o prolongamento das cercas e muros das residências, a derrubada de árvores para facilitar a entrada nas garagens, a transformação das calçadas em estacionamentos de estabelecimentos comerciais. De fato a maioria das “pracinhas” das ruas com comércio são agora áreas cimentadas de postos de gasolina, padarias, locadoras, farmácias, cabeleireiros, academias, barzinhos, enfim, a mesma fúria destruidora que atingiu os Jardins.