Vamos desenhar

O verbo riscado do dicionário da novilíngua companheira continua a existir, com o significado de sempre, em todos os outros. Transcrevo o que diz o Aulete: PRIVATIZAR. Pôr (empresa ou serviço público) sob controle ou posse do setor privado . [Antônimo:  estatizar] Em 17 de outubro de 2010, aliás, o jornalista Ethevaldo Siqueira, em sua […]

O verbo riscado do dicionário da novilíngua companheira continua a existir, com o significado de sempre, em todos os outros. Transcrevo o que diz o Aulete:

PRIVATIZAR. Pôr (empresa ou serviço público) sob controle ou posse do setor privado . [Antônimo:  estatizar]

Em 17 de outubro de 2010, aliás, o jornalista Ethevaldo Siqueira, em sua coluna no Estadão, escreveu o seguinte:

Sim, leitor, o PT também privatiza. Por que não dizer toda a verdade, sem nenhuma hipocrisia? No entanto, o PT e sua candidata estão demonizando as privatizações, por puro interesse eleitoral, como sempre fazem. A verdade é que o PT e, em especial, Dilma Rousseff, também privatizaram. Além das estradas federais privatizadas, com pedágio, vou citar dois exemplos irrespondíveis de privatizações petistas na área de telecomunicações.

Primeiro: o ex-ministro Antonio Palocci, quando era prefeito de Ribeirão Preto, iniciou a privatização da empresa telefônica municipal, as Centrais Telefônicas de Ribeirão Preto (Ceterp), vendida à Telefônica por R$ 800 milhões.

Segundo: a candidata Dilma Rousseff, por sua vez, quando ainda pertencia ao PDT, aplaudiu e trabalhou para privatização da antiga Companhia Riograndense de Telecomunicações (CRT), no final da década de 1990.

É isso. O resto é palavrório de picadeiro.

Comentários
Deixe um comentário

Olá, ( log out )

* A Abril não detém qualquer responsabilidade sobre os comentários postados abaixo, sendo certo que tais comentários não representam a opinião da Abril. Referidos comentários são de integral e exclusiva responsabilidade dos usuários que escreveram os respectivos comentários.

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

  1. Comentado por:

    Marco

    Amigo Nunes: Vou dar minha definição, já li o excelente texto do Sandeberg, o q a turma do PT implantou no Brasil, junto com a Cut e o Zé Dirceu, Marco Maia e Lula e etc. Foi a concessão patrimonialista dos meios de produção para esses grupos, o q vem a ser isso, busquei na Wikipédia.
    O patrimonialismo é a característica de um Estado que não possui distinções entre os limites do público e os limites do privado. Foi comum em praticamente todos os absolutismos.
    O monarca gastava as rendas pessoais e as rendas obtidas pelo governo de forma indistinta, ora para assuntos que interessassem apenas a seu uso pessoal (compra de roupas, por exemplo), ora para assuntos de governo (como a construção de uma estrada). Como o termo sugere, o Estado acaba se tornando um patrimônio de seu governante.
    No Brasil, o patrimonialismo fora implantado pelo Estado colonial português, quando o processo de concessão de títulos, de terras e poderes quase absolutos aos senhores de terra legou à posteridade uma prática político-administrativa em que o público e o privado não se distingue perante as autoridades. Assim, torna-se “natural” desde o período colonial (1500 – 1822), perpassando pelo período Imperial (1822 – 1889) e chegando mesmo à República Velha (1889 – 1930) a confusão entre o público e o privado.
    O patrimonialismo é uma ideia essencial para a definição do “Homem Cordial”, conceito idealizado por Sérgio Buarque de Holanda em Raízes do Brasil. Victor Nunes Leal, em seu clássico “Coronelismo: enxada e voto” trabalha de modo magistral o patrimonialismo no Brasil. Para este autor, a medida que o poder público ia se afirmando sobre o poder privado, e o Estado imperial ganhava força e podia prescindir da “muleta” dada pelos latifundiários e senhores de terras, este mesmo Estado teria extralegalmente tolerado que o fazendeiro (o chamado “coronel”) embarcasse dentro da “canoa” do Estado moderno; em troca da “força moral” (dos votos) dos coroneís-fazendeiros, o Estado brasileiro continuou, embora ilegalmente, homologando os poderes formais e informais destas figuras. Já os fazendeiros, “perdendo os anéis para conservar os dedos”, souberam adaptar-se aos novos tempos, e embarcaram quase incólumes na “canoa sem remo” da república. O legado do poder privado, mesmo hoje, ainda sobrevive dentro da máquina governamental com o uso e presença do “jeitinho brasileiro”,quando a maioria dos políticos veem o cargo público que ocupam como uma “propriedade privada” sua, ou de sua família, em detrimento dos interesses da coletividade. Só q agora o coronealismo é sindical.
    Abs.

    Curtir

  2. Comentado por:

    Alvaro cesar willy guimarães

    Augusto Nunes,
    Meu Deus, que desonestidade intelectual, buscar em dicionário da língua portuguesa definição de privatização…
    Desonestidade é buscar amparo no Dicionário da Novilíngua Companheira.

    Curtir

  3. Comentado por:

    Elah

    Até porque, CONCEDER no dicionário, é DAR.
    Privatizar, pelo menos, é VENDER.
    E aí? Privatizaram ou concederam?
    Esses PTralhas são muito burros.

    Curtir

  4. Comentado por:

    Wagner Pires

    Bem, nós cearenses, pelo menos os que ainda tem vergonha na cara, lembramos que o BEC, Banco do Estado do Ceará, adquirido pelo Bradesco, que o modernizou e melhorou seus serviços, ao integrá-lo a sua rede de agências, foi vendido pelo sr. Lula. Algum tempo depois, durante o período eleitoral ele se diz contra as privatizações e demoniza as privatizações realizadas pelo PSDB… Sinceramente o que se pode esperar da gangue?

    Curtir

  5. Comentado por:

    Mônica

    O PT nesses anos de governo destruiu ECT. Imagine um armário comido pelos cupins só na casca, hj é essa a realidade da empresa. Agora a briga esta pela licitação da franquias, instituída pelo TCU, é a chance que o aparelhamento político institucional viu para destruir de vez um esquema que já funciona a mais de 20 anos gerando lucro para a empresa. Sim lucro. Pois somente as franquias é que fazem a empresa ainda continuar. Os tecnocratas agora querem para si o pedaço lucrativo do mamute, enquanto pipocam de todos os lados escândalos sobre propinas na direção da empresa. Eles agora vão destruir realmente o que funciona e quem sabe, vender para alguma outra, dessa vez sem o ágio dos aeroportos.

    Curtir

  6. Comentado por:

    Vinog

    Graças a vcs da imprensa indepedente e não governamental, nós tomamos conhecimento das mazelas e erros de nossos governantes. Eu vi e assiti pela Tv Senado o Sen. Requião/Pr, dizendo que a VEJA é a revista mais canalha do Brasil. Parabéns a REVISTA VEJA que noticia esses (…) para nós. OBRIGADO.

    Curtir

  7. Comentado por:

    lina

    A melhor língua para falar palavrão é o francês. Um pouco de pixar e dolby 5.1. As passadas dos elefantes e a formiguinha, todos conhecem a piada do medo. A formiguinha corre para debaixo de alguma folha e espera a manada passar. Um grão de areia no deserto e Jurassic Park conta a mesma piada e nessa mitologia moderna com animações digitais t’rex mostra os dentes , o novo tubarão que nada no óleo bruto.
    E os pequenos perante a política… Em algum salão entre conversas amigáveis. “Mas nem tanto assim” com diria Clausewitz olhando para a camiseta de alguma top : metralhadoras , já meio drogue com o scoth.
    Homens e Deuses comove, muito. Xavier Beauvois consegue colocar bem a mensagem: o islamismo de alguns grupos não é Islã , não passa de banditismo que tenta justificar a violência. Sete monges foram mortos em 1996. E o filme é maior do que uma narrativa sobre religião. Pessoas reais e corajosas .Na parte final , a narrativa passa a ser descrita pelas cartas de prior e o que as palavras realmente significam.
    Christian rabiscou o sol que a chuva apagou. O ator Lambert Wilson é o mesmo que trabalhou em Matrix Reloaded, aquele que falou em francês.

    Curtir