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Uma imagem a preservar

Marta Suplicy foi  casada com Eduardo Suplicy e com Luis Favre. Desde a fundação do PT, vive abraçada ao bando de amigos que fez no partido. Delúbio Soares, um dos mais íntimos, comemorou pelo menos duas vezes a virada do ano na casa de Marta no Guarujá. Ali, Antonio Palocci descansou uma semana depois de […]

Marta Suplicy foi  casada com Eduardo Suplicy e com Luis Favre. Desde a fundação do PT, vive abraçada ao bando de amigos que fez no partido. Delúbio Soares, um dos mais íntimos, comemorou pelo menos duas vezes a virada do ano na casa de Marta no Guarujá. Ali, Antonio Palocci descansou uma semana depois de descoberta a mais recente anotação no prontuário: o estuprador de contas bancárias também exercia o ofício de traficante de influência. Ela acha que os dois são inocentes. Também acha que o mensalão não existiu.

Deputada federal, abrilhantou a roda do cafezinho liderada por José Dirceu. Prefeita de São Paulo, tornou-se porta-estandarte do bloco que tinha na comissão de frente Rui Falcão e os irmãos Tatto. Na eleição municipal de 2008, a adversária de Gilberto Kassab quis saber se o prefeito era casado e tinha filhos. Na eleição de 2010, a candidata ao Senado fez dupla com um suplente do PR indicado por Waldemar Costa Neto, dançou com Aloízio Mercadante (veja o vídeo abaixo), cantou com Netinho de Paula e prestou serviços a Dilma Rousseff como camareira voluntária.

Por ordem de Lula, a ex-prefeita de São Paulo desistiu de tentar a improvável volta ao cargo. Acabou rebaixada a cabo eleitoral de Fernando Haddad. Por ordem de Dilma, revogou o desejo de virar ministra da Educação. Conformou-se com mais um ano na vice-presidência do Senado. Vai continuar trocando sorrisos, beijinhos e números de celulares com José Sarney, Fernando Collor, Renan Calheiros, Romero Jucá, Jader Barbalho, Alfredo Nascimento e outras abjeções da base alugada. Ela trata esse buquê de horrores com o  mesmo carinho dispensado às flores do pântano do PT.

A agenda telefônica de Marta Teresa Smith de Vasconcelos Suplicy informa que a filha da aristocracia paulistana convive amistosamente tanto com as granfinas de narinas de cadáver eternizadas por Nelson Rodrigues quanto com cretinos fundamentais, vigaristas da classe executiva, escroques internacionais, gazuas especializadas em cofres públicos, órfãos da União Soviética, comunistas de Jockey Club, tiranos analfabetos, farsantes com um neurônio só e corruptos em geral. No círculo de amigos, companheiros e aliados da senadora, cabe todo mundo.

Menos Gilberto Kassab.

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  1. Comentado por:

    Danilo Dias

    Augusto, como não se lembrar daquela cena emblemática de “Terra em Transe”? E olha que faz tanto tempo!

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  2. Comentado por:

    cris

    Malandros e Heróis e para o dilema brasileiro, o carnaval. Um pouco também de Roberto DaMatta com o título certo “Carnavais malandros e heróis para uma sociologia do dilema brasileiro “.
    Militares com povo na referência histórica fazem zigue zigue zaa. Corte na Quinta com proclamação da república pelo marechal no campo de Santana. Revolta da Vacina por Osvaldo e a reforma Pereira Passos ( o prefeito do começo do século XX que canalizou o Mangue e fez o Porto ) . Nas casas de portas abertas cumpridas e estreitas, as polacas.
    Carnavais de malandros e ou carnavais de heróis. A literatura brasileira construiu seus arquétipos: Macunaíma, Quincas Berro d’Água. E Nesse bug cultural latente ou seja o juízo crítico da culpa nas condutas de qualquer brasileiro malandro ou herói , Roberto DaMatta colocou muito bem o plural no carnaval. Até…Vou pular no Sambódromo ?
    O arquiteto Oscar Niemeyer construiu uma arquitetura para essa antropologia; então de certa forma a arquitetura reduziu ou transformou o carnaval, porque existe a arquibancada concreta de um lado e de outro – agora mais intensificado com a demolição da fábrica da Bhrama .
    O Carnaval da mídia forçou uma artificialidade de condutas e com isso a televisão construiu uma técnica visual para o rito de inversão (segundo a antropologia cultural). Espacialmente, pega o desfile no plano frontal com os carros alegóricos – cada vez maiores para dar profundidade ao plano , foco em slow motion nos destaques e imagens pontuais de passistas na avenida. O som anda muito esquecido pela televisão e também pelas escolas, tem muito ai ai e bagulho e fica só barulho nem um pouco organizado no pa. Mas cadê a antropologia ? Oscar é o arquiteto mas o carnaval malandro continua.
    Depois do Carnaval, tem aquelas fotos descoladas dos passistas populares. Manhã bem cedo (madrugada), o trem na central e o povo que desfilou para Isabel , mora em Valqueire. O trem cheio e ala das baianas inteira estava lá.
    Na antropologia clássica, as referencias religiosas africanas sempre estão associadas a um culinária da natureza e as baianas que estavam na SuperVia trajavam isopor. Então o milho na umbanda virou saquinho de biscoito comprado em qualquer supermercado.
    O que vemos não é tudo. Alienação não se reduz ao pensamento de classe social, também pode ser do espectador que não entende ou sim o qual é dessa nova religiosidade. Aquelas referencias religiosas que motivaram o Carnaval se adaptaram muito bem a cultura de massa e a mídia.
    A ciência econômica ( microeconomia) plota algoritmos visando a racionalidade do consumo do produto ou do bem industrializado. Marx disse : “o produto tem fetiche”; e as escolas de samba logo se motivaram com o marketing . O carnaval do século XXI repete o mesmo sincretismo de outrora perante as imagens sacras nas senzalas, agora com aquisição do bem ou mal do espírito ou fetiche do produto e no terreiro urbano da avenida sua manifestação exibicionista no carnaval- televisionado. Na malandragem de motivações religiosas, a classe popular foi ao supermercado com suas divindades e o PT sacou isso ( mas a marta não tem jeito para coisa),não é toa que a madrinha da escola quase nua está na frente da bateria.

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