Um batalhão de mulatas resolve

Manuel Zelaya jura que, se o golpe tramado pela Irmandade Bolivariana der certo, não vai querer acrescentar ao prazo de validade os dois meses de férias compulsórias. Voltará para casa em janeiro, quando termina o mandato interrompido, depois de entregar o cargo ─ sem queixumes nem cara feia ─ ao sucessor escolhido nas urnas. Zelaya também jura que, […]

Manuel Zelaya jura que, se o golpe tramado pela Irmandade Bolivariana der certo, não vai querer acrescentar ao prazo de validade os dois meses de férias compulsórias. Voltará para casa em janeiro, quando termina o mandato interrompido, depois de entregar o cargo ─ sem queixumes nem cara feia ─ ao sucessor escolhido nas urnas.

Zelaya também jura que, caso reassuma a chefia do governo, as eleições de novembro serão realizadas na data prevista. Juram enfim, que parou de pensar em plebiscito, desistiu de mexer em cláusulas pétreas da Constituição e sonha com uma anistia que restabeleça a paz entre todos os envolvidos na confusão. Até insinua que, no fundo, tem certa simpatia por Roberto Micheletti.

A soma de juras permite concluir que Lula se enfiou numa tremenda enrascada diplomática, nomeou-se síndico de Honduras e promoveu o governo interino a inimigo n° 1 da Humanidade porque o amigo queria passar o Natal e o Ano Novo no palácio em Tegucigalpa. Teria sido bem mais simples e mais barato acomodá-lo na suíte presidencial do Copacabana Palace, esticar a temporada até o Carnaval e animar as noites do nostálgico da pátria com a bateria da Mangueira. Pelo que anda dizendo, Zelaya não precisa de exércitos. Um batalhão de mulatas resolve.

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  1. Comentado por:

    Scarecrow

    Reenviando com correção (“conspurcaram” e não “conspurcaram contra”):
    Pois é, se o Sargentelli fosse vivo ele executaria o seu plano, na condição de Marechal. “Marechal Sargentelli e seus regimentos de mulatas assassinas.” O Zelaya ficaria em frangalhos (rsrsrs).
    Mas ele só não está mais morto do que a diplomacia brasileira.
    Ninguém cogita da abertura de qualquer ação legal contra Lula, MAG, Amorim e companhia? Impeachment? O acesso a prédio público brasileiro foi chancelado a baderneiros, criminosos, capitaneados por um maluco, que usou das dependências do mesmo para incitar seus correligionários a desafiar a ordem constitucional vigente no país dele (o maluco). Em Direito Penal e em Direito Internacional Público isso configura o quê? É lesa-pátria, é crime de responsabilidade, é o quê, pergunto aos que entendem dessas matérias?
    A Era Lula rendeu o que tinha que render. Chega. Enlamearam nossa política externa e conspurcaram o bom nome do Brasil no exterior, de uma forma anos-luz além do imaginável pelo mais tresloucado dos alucinados. Eu leio o noticiário e não consigo acreditar que o que vem ocorrendo em Tegucicalpa está de fato ocorrendo. Será que andam botando LSD na cachaça de uns e outros?

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  2. Comentado por:

    Marcelo eu

    Sr. CCM, pede pra sair!
    Sua comparação do caso Zé da Laia com o do Jango é indevida. A comparação correta deve ser feita com a derrubada de Collor de Mello, hoje aliado de Lula.
    Em 1964, tivemos a ruptura da ordem constitucional pela força, para evitar um mal maior (a comunistização do Brasil, no modelo cubano). Zé da Laia caiu por decisão do tribunal superior de lá, provocado pelo Ministério Público de lá. CCM, vc. já ouviu falar em devido processo legal?
    Sds.,
    de Marcelo.

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  3. Comentado por:

    Nina

    Gente, gente! CALMA
    Cefalópode é assim mesmo. Estende seus tentáculos pra todo lado. E alguns, como as sépias, pra escapar ainda deixam um rasto de tinta.
    A gente ainda vai levar tinta por muiiito tempo!

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  4. Comentado por:

    ANTONIO GILSON DE OLIVEIRA

    Excelentíssimo Senhor Procurador Geral da Procuradoria Geral da República no Estado do Rio de Janeiro
    MINISTERIO PÚBLICO FEDERAL
    Excelentíssimo Senhor Ministro do Tribunal de Contas da União -TCU
    BRASILIA – DF
    Excelentíssimo Senhor Presidente da Controladoria Geral da União – CGU
    BRASILIA – DF
    Protocolo
    MPF-Ministério Público Federal
    2009.09.03.103930.
    2009.10.13.140355.
    ANTONIO GILSON DE OLIVEIRA, cidadão brasileiro, em pleno exercício, uso e gozo de suas prerrogativas e direitos políticos, portador do título de eleitor 0000343100329 – Zona 0151 – Seção 0200 – CPF 313-300-707-63, com domicilio na Av. Luiza Fontinelle, 300 – Entrada da Embratel – Município de Tangua – RJ – Cep 24-890-000 – Tel. 021 3087-8742 – 9101.1464 – em conformidade com o disposto no artigo 5º -Tribunal Penal Internacional, LXXIII, LXXIV, § 2º, 4º, da Constituição Federal, vem mui respeitosamente propor, como de fato propõe a presente:
    REPRESENTAÇÃO / DENUNCIA
    Desde o dia 28 de junho de 2009, quando retornou “clandestinamente / sorrateiramente” ao seu PAÍS HONDURAS, o Presidente deposto MANUEL ZELAYA se encontra “REFUGIADO” na “TRINCHEIRA”- EX-EMBAIXADA BRASILEIRA.
    Conforme entrevista concedida a jornalistas internacionais, somente depois de haver INGRESSADO / INVADIDO as instalações do “TERRITÓRIO BRASILEIRO” com seus 300 assessores kamikazes espartanos, foi que solicitou permissão para permanecer no local, (Transformado hoje para hospedaria, pensão, albergue, “cabeça de porco”), antes Representação Diplomática.
    O PROSCRITO
    O proscrito e sua comitiva kamikaze espartana, constituída de familiares, jornalistas e correligionários do DEGREDADO se imiscuíram no território Nacional Brasileiro, a exemplo do que faziam Adolf Hitler e Napoleão Bonaparte com as nações inimigas dominadas: Destruindo, saqueando, estuprando, desalojando e matando inocentes.
    A MÍDIA
    Diversas mídias internacionais mostraram como estava sendo a estadia, convivência e divisão das dependências internas do imóvel, bens móveis e demais utensílios pessoais dos funcionários da Embaixada Brasileira.
    PALANQUE, TRINCHEIRA OU BANKUER ELEITORAL
    Inexplicavelmente, antes mesmo de definir sua PRESENÇA, TEMPO DE PERMANÊNCIA, CONDIÇÃO DE ESTADA, e COGNOME ATRIBUIDO, se:
    Presidente ou Ex-Presidente;
    Proscrito, exilado,
    Refugiado ou cassado,
    Terrorista ou insurgente,
    Repatriado ou expatriado,
    Subordinado ou insubordinado,
    Guerrilheiro, rebelde ou Aliado – asilado político;
    Ocupando e utilizando-se de todas as acomodações (salas – escritórios – suítes – banheiros – cozinhas – móveis – pessoais) e todo o quintal, varanda e partes externas da casa, tudo foi mostrado, veiculado pelo telejornalismo internacional; transformou e adaptou o local a um estúdio teletransmissor de sua plataforma revolucionaria de pretensões políticas e base de conclamação e INCITAÇÃO DE MANIFESTAÇÃO DE REVOLTA E VIOLÊNCIA SANGUINOLENTA.
    O PRESIDENTE DEPOSTO / REPATRIADO, protegido pelo escudo político protetor estrangeiro, fomenta violência, guerrilha e sangria patriótica sob o slogam “PATRIA, RESTITUIÇÃO OU MORTE”
    MINISTÉRIO DAS RELAÇÕES EXTERIORES
    Ignorando toda nomenclatura contida nos tratados internacionais que regem as relações diplomáticas o Governo Brasileiro transgride, desconhece, se mostra apático, declara, desacata o GOVERNO DE FACTO e se mostra discricionário, contraditório para com os mesmos e semelhantes fatos ocorridos em regiões vizinhas limítrofes que tinham os mesmos objetivos e fins políticos.
    DIREITO INTERNACIONAL
    O Direito Internacional apregoa universalmente a não interferência de um país sobre outro no que tange a sua soberania, segurança pública, administração e assuntos internos.
    Movido pela vaidade e ânsia de liderar o continente sul americano, intervém e se apresenta como nefilins, anfitrião, mediador, conciliador, juiz de paz, sem ter sido consultado, convidado, convocado ou solicitado. Esquecendo da máxima popular que em briga de marido e mulher não se deve meter a colher. Mesmo sendo consultado e nomeado interlocutor. Atitude que de fato não ocorreu.
    IMBRÓGLIO DIPLOMÁTICO INTERNACIONAL
    Custeado pelo povo / Estado Brasileiro; Tal como um placebo o Presidente Luiz Inácio Lula da Silva, criou e mantém um laboratório experimental de divergências políticas privativas, eivado de cepas explosivas sob a batuta de “persona non grata”, estimulando um esdrúxulo nicho político internacional.
    COMUNIDADE INTERNACIONAL
    Mesmo com tantos questionamentos e apelos internacionais o Chanceler Ministro Celso Amorim e o Governo Brasileiro, até a data de hoje não se dispuseram explicar, informar, esclarecer, DEFINIR JUNTO AO GOVERNO INTERINO DE FACTO / GOLPISTA qual o STATUS DO PROSCRITO, se desterrado, exilado, asilado, expulso, retirante, deposto, expatriado, degredado do SENHOR MANUEL ZELAYA, no interior das instalações e dependências da Embaixada Brasileira.
    DIPLOMACIA INTERNACIONAL
    Os organismos internacionais, juridicamente falando, desconhecem e alegam não existir na hermenêutica consular a expressão “HOSPEDE”, bem como não ser reconhecida / aceita no âmbito da diplomacia internacional este conceito jurídico para definir situação e STATUS POLÍTICO. A Convenção de Viena que versa sobre relações diplomáticas estabelece que as instalações e os automóveis diplomáticos são invioláveis.
    DESCORTÊS – DESABRIDO – DESELEGANTE
    Ao dar “ASILO”, conceder abrigo/albergue, permitir hospedagem, transformando a Embaixada em estalagem “FRONT POLÍTICO” e “CABEÇA DE PORCO”, desalojando literalmente os “vassalos brasileiros”, sem até o momento esclarecer as COMUNIDADES INTERNACIONAIS, o Governo Brasileiro interferiu nos problemas, desacatou a SOBERANIA HONDURENHA, administração, conflitos políticos internos, sem COMUNICAR SUA DECISÃO AO GOVERNO DE FACTO OU GOLPISTA OU AO PRESIDENTE DO TSE – TRIBUNAL SUPREMO ELEITORAL.
    NEUTRALIDADE POLÍTICA
    O Governo Brasileiro agiu com fugaz parcialidade, ao conceder e dar abrigo ao DÉSPOTA QUE PRETENDIA IGUALMENTE OUTROS GOVERNOS LATINOS AMERICANOS, ALTERAR CLÁUSULA PÉTREA, À REVELIA DOS INSTITUTOS, ORGANISMOS E POVO HONDURENHO.
    AGRESSÃO
    O Governo Brasileiro agrediu a soberania nacional hondurenha e continua em erro ao manter asilado / abrigado, recolhido em suas instalações sem DEFINIR / CLASSIFICAR / TIPIFICAR seu STATUS, frente ao Governo Interino de Honduras e ao próprio TSE – TRIBUNAL SUPREMO ELEITORAL.
    TERRITÓRIO SITIADO
    À dispeito de todas as manifestações de repúdio, repulsa e condenações ao cerco / sítio, à Embaixada Brasileira, local de uso diplomático, reconhecido universalmente como extensão territorial, o Governo Hondurenho, CORRETAMENTE, se mantém irredutível, inabalável, inflexível em sua decisão de não arredar pé e afastar-se de sua PROTEÇÃO, DEFESA CONSTITUCIONAL E SOBRANIA NACIONAL HONDURENHA.
    ELEIÇÕES EM 29 DE NOVEMBRO
    TRIBUNAL SUPREMO ELEITORAL
    Tal qual e da mesma forma que as eleições realizadas no Irã, que elegeram Ahmadinejad ou da mesma forma que Hugo Chaves realizou plebiscito / referendum para se eternizar no poder, e, não houve nenhuma manifestação / interferência internacional; as eleições em Honduras, desde que sejam realizadas ordeiramente, pacificamente, com a manifestação espontânea da vontade, não exista comprovadamente abuso de poder, compra de voto ou manipulação na contagem dos votos, não pode haver ingerência externa sob pena de incorrer em INTROMISSÃO NA ADMINISTRAÇÃO INTERNA E VIOLAÇÃO DE SOBERANIA.
    O povo é soberano no processo constitucional eleitoral quanto a sua manifestação na votação, eleição e posse de seus governantes.
    O Juiz do TSE – TRIBUNAL SUPREMO ELEITORAL, DAVID MATAMOROS, juntamente com o Presidente de facto Interino / golpista ROBERTO MICHELETTI, estão atuando com transparência. Com total maestria e imparcialidade. Estão administrando com total lisura, responsabilidade e democracia, conflitos e interesses opostos. Esta postura pode ser verificada ao atender pedidos formulados pelos TSE, Parlamento e de candidatos presidenciais, para que REVOGUE DECRETO que suspendeu garantias constitucionais e estabeleceu estado de sítio.
    Dentro destes princípios e ótica não é lícito nem prudente a postura do Governo Brasileiro com referencia aos atos administrativos e ações internas de Governo estrangeiro.
    DO PEDIDO
    Isto posto, considerando que o Governo Brasileiro, possui inúmeros, quase incontáveis problemas internos sem solução e que se agravam diuturnamente: (DIVERSAS REPRESENTAÇÕES E DENUNCIAS DE NEPOTISMO, CORRUPÇÃO, PECULATO, DESVIO DE VERBAS PÚBLICAS, SUPER FATURAMENTO DE OBRAS, FALSIFICAÇÃO DE DOCUMENTOS PUBLICOS, ATOS SECRETOS, LEGISLAR EM CAUSA PROPRIA, FORMAÇÃO DE QUADRILHA, BANDO, ORGANIZAÇÃO CRIMINOSA, CRIME ORGANIZADO E VARIOS OUTROS CRIMES QUE INFRIGEM A CONSTITUIÇÃO FEDERAL, CÓDIGO CIVIL, CÓDIGO PENAL E CÓDIGO DE ÉTICA, ETC).
    * Considerando que no interior brasileiro existem milhares de famílias morrendo verdadeiramente de sede e fome;
    * Considerando que centenas de famílias no dia 12 de outubro, em SÃO PAULO – (DIA DAS CRIANÇAS) tiveram suas CASAS DEVASTADAS PELO FOGO, TOTALMENTE DESTRUIDAS COM TODOS OS SEUS PERTENCES, não é justo, não é sensato que o GOVERNO BRASILEIRO, O ERÁRIO PÚBLICO BRASILEIRO, patrocine, pague, banque, desperdice toda essa fortuna com esse conflito e DESPOTA REVOLUCIONÁRIO e sua COMITIVA que se encontram na Embaixada Brasileira, em STATUS AINDA NÃO POLITICAMENTE TIPICADO, com agravante de graves conseqüências jurídicas e políticas internacionais.
    Atente-se para o fato de que o conflito tende a se agravar e o Governo Brasileiro ainda não atentou para o fato de estar dando AZO a manifestação de ódio e atentado contra a vida e ou Administração Publica.
    Alem do agravante que devido a absoluta ausência de pronunciamento o Governo local pode se arvorar no direito de atentar contra a inviolabilidade da embaixada para prender o PRESIDENTE TIRANO.
    Caso venha ocorrer fato com esta gravidade, o que inevitavelmente sucederá, com certeza, toda responsabilidade será e deverá ser atribuída ao Governo Brasileiro que assumirá o ônus de haver negligenciado e desconsiderado as reiteradas observações das comunidades internacionais e Hondurenhas.
    Diante da gravidade dos fatos e das presumíveis conseqüências políticas que tendem a se arrefecer, requer a imediata INSTAURAÇÃO DE PROCEDIMENTO PUBLICO INVESTIGATIVO PARA QUE O GOVERNO BRASILEIRO, POR SEU MINISTÉRIO DAS RELAÇÕES EXTERIORES, CHANCELER MINISTRO CELSO AMORIM, declare o total do custo financeiro da permanência do SENHOR MANUEL ZELAYA e sua COMITIVA NAS DEPENDENCIAS DA EMBAIXADA BRASILEIRA E QUEM EFETIVAMENTE ESTÁ PATROCINANDO / PAGANDO / CUSTEANDO ESSA FARRA / FANFARRA, EM DETRIMENTO DE MILHARES DE BRASILEIROS MISERÁVEIS SEDENTOS E FAMINTOS.
    Faça cessar imediatamente esse custo com manutenção para estadia, alimentação com essa irregular e indesejável hospedagem.
    Termos em que
    Aguarda deferimento
    Tangua, 12 de outubro de 2009.
    ANTONIO GILSON DE OLIVEIRA
    Zelaya diz que se não se reconhece o golpe não haverá saída para crise
    20/10 – 03:17 , atualizada às 04:25 20/10 – EFE
    Tegucigalpa – O presidente deposto de Honduras, Manuel Zelaya, disse hoje que se o regime de facto que preside Roberto Micheletti não reconhece o golpe de Estado de 28 de junho não haverá uma saída para a crise política que vive seu país.
    * Governo de fato de Honduras suspende restrições à mídia
    * “The New York Times”: Em crise, Honduras pede ajuda à padroeira
    * Micheletti faz nova proposta para retorno de Zelaya
    “Se não se reconhece que há um golpe de Estado no país, então não haverá saída para crise política”, ressaltou Zelaya em declarações a Rádio Globo em Tegucigalpa.
    Acrescentou que Micheletti e sua comissão no diálogo, que procura uma saída à crise, “estão tentando de forma obstinada criar uma mentira que ninguém vai apoiar”.
    Disse ainda que a representação de Micheletti está caçoando da Organização dos Estados Americanos (OEA), Nações Unidas, Estados Unidos e demais países do mundo.
    Zelaya enfatizou que para continuar com o diálogo, que hoje chegou a um ponto de “obstrução”, antes escutará à OEA, cujo Conselho Permanente se reúne na próxima quarta-feira.
    Depois, indicou, serão feitas “reflexões que se tenham que fazer aqui, no interior do país”.
    O presidente deposto expressou que retornou ao país dia 21 de setembro para buscar uma solução à crise, mas que não foi possível por culpa de Micheletti.
    Em sua opinião, Honduras não pode ir a eleições em novembro “nas condições de vícios, de fraude, de imposições, de censura de meios de comunicação e de altíssima repressão e violação dos direitos humanos”.
    “Primeiro devemos regular as condições do país, da restituição do sistema democrático, chamar à concórdia, chamar ao grande diálogo nacional”, recalcou Zelaya.
    Disse que é preciso “voltar a unir os partidos políticos, o setor privado, os camponeses, os indígenas, para que todos, em forma conjunta, com os trabalhadores hondurenhos, chamemos a um processo (eleitoral) limpo, de aberta participação cidadã”.
    Nesse processo, os hondurenhos deverão “participar livremente e escolher um presidente que não será tirado do poder, nem pelas Forças Armadas, nem por um grupo político e econômico”, enfatizou Zelaya, quem foi deposto dia 28 de junho, quando tinha cumprido três anos e meio de seus quatro anos de mandato.
    O diálogo entre as comissões de Zelaya e Micheletti voltou a se estagnar hoje, sem que as partes tenham fixado data para voltar à mesa, sempre com o acompanhamento da Organização dos Estados Americanos (OEA).
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