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Venezuela

09/12/2011

às 19:22 \ História em Imagens

O que o neurônio solitário quis dizer?

Durante a viagem à Venezuela, um jornalista sugeriu a Dilma Rousseff que tivesse mais “encontros bilaterais” com a imprensa. A presidente respondeu o seguinte:

“Bilateral com vocês? Eu tenho… assim… um amor perdido por vocês. Perdido… tá? Assim… aqueles da gente piscá margaridinhas. E aí eu… eu queria acrescentá: essas declarações de amores de vocês que não vêm é que fazem falta pra mim, tá?

Parece mentira? Confira o vídeo de 19 segundos. Está tudo lá. Em seguida, tente encontrar alguma resposta para a pergunta que atormenta o Brasil que pensa: o que Dilma Rousseff quis dizer?


06/12/2011

às 15:50 \ Feira Livre

Caiu de podre

EDITORIAL PUBLICADO NO ESTADÃO DESTA TERÇA-FEIRA

O que terá passado pela cabeça da presidente Dilma Rousseff entre a quinta-feira e o domingo da última semana? Na quinta, ela deixou boquiabertos os observadores ao mandar às favas a inédita recomendação da Comissão de Ética da Presidência da República, anunciada no começo da noite anterior, de que exonerasse o ministro do Trabalho, Carlos Lupi. No entender do colegiado, ele não conseguiu oferecer, nem ao Congresso nem à imprensa, explicações convincentes para as denúncias que se sucediam contra ele havia quase um mês. Além disso, comportou-se de forma inconveniente ao reagir a elas – por exemplo, dizendo que só sairia “abatido à bala”, o rompante que o notabilizou.

Naquela quinta, horas antes de viajar para uma reunião em Caracas, ela recebeu Lupi em audiência, ao fim da qual mandou divulgar que resolvera esperar as suas explicações para a revelação de que na maior parte do período entre 2000 e 2006 conseguira a proeza de ser funcionário fantasma da Câmara dos Deputados e da Câmara de Vereadores do Rio de Janeiro. Pior ainda, cobrou da Comissão de Ética que informasse como e por que chegou à sua conclusão. Nos dias seguintes, nada de novo aconteceu que abreviasse ou prolongasse a permanência de Lupi no governo – salvo a sensação de pasmo entre os setores bem informados da sociedade e os comentários condenatórios da mídia.

No domingo, porém, tendo antecipado em 24 horas a volta da Venezuela e tendo feito saber, na véspera, que decidira abater o ministro que se proclamara invulnerável, Dilma o chamou para o ritual da “conversa definitiva” – a chance para que se demitisse. Não há explicação racional para o zigue-zague da presidente (daí a pergunta que abre este texto). Ela não ganhou nada deixando que o caso Lupi se arrastasse por semanas a fio até ele cair de podre. Só perdeu. Assim que rebentou o primeiro escândalo no Ministério do Trabalho – a extorsão de ONGs conveniadas com a pasta para que continuassem a receber os repasses previstos – vá lá que Dilma não quisesse aparecer, pela sexta vez consecutiva, como caudatária do noticiário sobre as lambanças de seus ministros.

O que se viu depois, no entanto, foi a presidente perdendo uma oportunidade atrás da outra para preservar a imagem de ser implacável com a corrupção quando exposta ao público e de se dar ao respeito no trato com a sua equipe. Para a sua própria conveniência, ela poderia ter demitido Lupi quando ele se gabou de que só cairia à bala; poderia tê-lo demitido quando se saiu com o “eu te amo, Dilma”; ou quando ficou provado que mentira na história do voo fretado com o dono de uma entidade beneficiada pela pasta; ou ainda quando da descoberta de que recebera de duas fontes públicas ao mesmo tempo; ou, enfim, quando a Comissão de Ética, amarrando todas as pontas, julgou que ele não devia continuar ministro.

Se a presidente imaginou que a crise minguaria com a sua decisão, devidamente vazada, de afastar Lupi na reforma ministerial marcada para o começo do ano, é sinal de que não aprendeu nada com os casos anteriores. Suas agonias duraram um pouco mais, um pouco menos, mas nenhum dos ministros atingidos por denúncias – de Antonio Palocci, da Casa Civil, a Orlando Silva, do Esporte, passando por Alfredo Nascimento (Transporte) Wagner Rossi (Agricultura) e Pedro Novais (Turismo) – sobreviveu. Pela razão essencial de que, desatado o escândalo, os fatos novos que se seguiam invariavelmente agravavam a situação dos envolvidos, até ela ficar insustentável.

A sensação que fica é de que, impondo-se à fria contabilidade do custo-benefício das escolhas por fazer, prevalece a relutância de Dilma em dar o passo devido não quando queira, mas sob o império dos fatos. Quem sabe, ela não atine com uma verdade elementar: candidata, o seu patrimônio político era a popularidade do patrono Lula e a ele devia lealdade; da posse em diante, passou a depender do julgamento do eleitorado – e é à Nação que deve prestar conta, tanto de seus atos como de suas omissões. Se ela não compreende esse fato elementar, o País tem um problema. O de ter uma presidente cujo temperamento perturba a sua sintonia com a opinião pública.

02/12/2011

às 17:03 \ Feira Livre

Dilma aposenta fantasias

PUBLICADO NO GLOBO DESTA SEXTA-FEIRA

Ricardo Noblat

A essa altura, pouco importa que na próxima semana, de volta da Venezuela, a presidente Dilma Rousseff demita Carlos Lupi do Ministério do Trabalho como recomendou, ontem, a Comissão de Ética da presidência da República. O estrago na imagem dela já está feito.

O estrago na imagem de Lupi foi feito há mais tempo. Ele é um ministro que agoniza sob o sol há mais de um mês. Descobriu-se que alguns dos seus auxiliares cobravam comissões de ONGs a serviço do Ministério do Trabalho. Que ele, Lupi, mentiu ao Congresso ao negar que tivesse viajado em jatinho de empresário.

Ficou-se sabendo que Lupi foi funcionário-fantasma do PDT na Câmara dos Deputados por mais de cinco anos. E que nesse mesmo período foi funcionário da Câmara de Vereadores do Rio de Janeiro. A Constituição proibe a acumulação remunerada de cargos públicos.

Lupi cheira mal.

Dilma peitou a recomendação da Comissão de Ética Pública. Depois de se reunir, esta manhã, com Lupi, anunciou que pedirá à Comissão a documentação em que ela se baseou para sugerir a saída do ministro. Está disposta a analisar a documentação antes de decidir a sorte de Lupi.

Como se fosse politicamente possível a Dilma ignorar a recomendação da Comissão e conservar Lupi ao seu lado! Se procedesse assim, na prática Dilma estaria dissolvendo a Comissão. Aos membros da Comissão não restaria outra alternativa senão a demissão.

Em menos de 10 meses de governo, Dilma demitiu ou aceitou o pedido de demissão de cinco ministros enrascados com denúncias de malfeitos. Foi apresentada ao país como “a faxineira ética”. E sua popularidade cresceu, conforme atestaram pesquisas de opinião.

Os malfeitos de Lupi a ele e ao seu partido pertencem – mas quem se enrascou foi Dilma. Jogou fora a fantasia de “faxineira ética”. Confiou que a fantasia já lhe dera o que podia. E – sabe-se bem lá por quê – decidiu afrontar o bom senso acreditando ou fingindo acreditar nas mentiras de Lupi.

Lupi jura ser inocente. Lupi disse a Dilma que pedirá a gravação da reunião da comissão que o condenou. E que em seguida tentará convencer a comissão a dar o dito pelo não dito. Algo do tipo: “Pensando melhor, o ministro não feriu a ética. Deve ser mantido no governo”.

Assessores da presidente confidenciam que ela pretendia demitir Lupi por ocasião da reforma ministerial prevista para janeiro. E que não queria dar à imprensa o gosto de ter derrubado mais um ministro com as suas denúncias. Sim, porque não foi o governo que se deu conta das maracutaias promovidas pelos caídos. Foi a imprensa.

Agora, assessores de Dilma garantem que ela demitirá Lupi até o meio da próxima semana. Não o fez hoje “para ganhar tempo”. Não esclarecem por que ela precisa ganhar tempo. Lupi deveria ter sido demitido ontem, tão logo Dilma recebeu a recomendação da Comissão. Que ela nomeasse um ministro interino. E voasse a Caracas.

Foi apenas um tremendo erro de cálculo o que levou Dilma a se enrolar com Lupi, a se enrolar mais, e a se enrolar completamente? Por que Lupi parece intimidar a presidente? O que foi feito da tigresa que no caso de Lupi só tem miado?

A “faxineira ética” jaz na lixeira. A tigresa ronda a lixeira.

17/11/2011

às 0:14 \ Direto ao Ponto

O vídeo mostra como é tratada a oposição na democracia recriada por Chávez: a tiros

Lula acha que na Venezuela de Hugo Chávez “existe democracia até demais”. O vídeo discorda: com a campanha presidencial ainda em seu começo, candidatos oposicionistas já são recebidos à bala pelas milícias a serviço do bolívar-de-hospício.

Sempre que visita o vizinho predileto, Marco Aurélio Garcia reitera que nunca viu  “tanta liberdade de imprensa”. Os créditos inseridos no vídeo discordam: o show de intolerância política só foi exibido pela Univisión, emissora que transmite dos Estados Unidos programas de TV em idioma espanhol.

Os sacerdotes da seita que crê no Brasil Maravilha dormem pensando no poder sem limites e acordam sonhando com a ladroagem sem freios nem castigos. Isso só será possível com o sumiço da oposição e da imprensa independente, meta perseguida desde sempre pelo tiranete cucaracha. Para qualquer democrata, o vídeo é um documento perturbador. Para o rebanho companheiro, é a visão do paraíso.

httpv://www.youtube.com/watch?v=FzGS3T0qor8&feature=youtu.be

02/11/2011

às 17:51 \ Sanatório Geral

O aviso do espelho

“Que ninguém se atreva a vir para cá para nos aplicar a ‘fórmula líbia’. Sairia muito caro meter-se com a Venezuela.”

Hugo Chávez, bolívar-de-hospício, desconfiando que está cada vez mais parecido com o falecido companheiro líbio Muammar Kadafi.

25/10/2011

às 5:37 \ Sanatório Geral

Luto bolivariano

“Vou me lembrar dele como um grande lutador e um mártir”.

Hugo Chávez, bolívar-de-hospício, lamentando a morte do companheiro Muammar Khadafi com cara de quem está achando muito estranho o silêncio de Lula, amigo e irmão do falecido.

17/10/2011

às 2:31 \ Sanatório Geral

Tratamento de choque

“Saúde aos espíritos da savana”.

Hugo Chávez, bolívar-de-hospício, ao abençoar com dinheiro público a pajelança promovida numa “montanha mágica” por uma seita que mistura mitologia viking de seriado de TV, escalou Simón Bolívar para semideus e promove rituais em volta de fogueiras ao som de tambores, mostrando que, até agora, o único efeito do tratamento em Cuba foi acabar com o que restava de neurônios.

15/10/2011

às 21:02 \ Frases

Hora da virada?

“Não é a hora da esquerda, nem da direita, é a hora da Venezuela”.

Capriles Radonski, candidato à sucessão de Hugo Chávez.

16/09/2011

às 9:20 \ Sanatório Geral

A cabeça já foi

“Dificilmente tu verás Chávez escondido, mas Chávez já recuperado, como candidato percorrendo o país, percorrendo as ruas ao ritmo que as circunstâncias impuserem. Seja por telefone, pelo Twitter, de rua em rua, de povo em povo, Hugo Chávez será o mesmo.”

Hugo Chávez, presidente da Venezuela e bolívar-de-hospício, confirmando que os médicos escalados para o tratamento do câncer só esperam uma ligeira melhora do paciente para interná-lo numa clínica psiquiátrica, sem previsão de alta.

27/08/2011

às 9:20 \ Frases

Do lado errado, para variar

“Estamos vendo como os governos democráticos da Europa, nem todos, e o governo supostamente democrata e democrático dos Estados Unidos estão demolindo Trípoli com suas bombas, porque estão com vontade”.

Hugo Chávez, presidente da Venezuela.


 

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