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Veja

28/08/2015

às 12:25 \ Opinião

J. R. Guzzo: Restos a pagar

Publicado na versão impressa de VEJA

J. R. GUZZO

O segundo governo da presidente Dilma Rousseff deu para imaginar o fim do mundo a cada vez que a população vai para a rua; deve ter suas razões. Daí, quando as pessoas voltam para casa e se descobre que o mundo, obviamente, continua de pé, as altas autoridades da República passam a contar vantagem. Insultam os manifestantes. Dizem que estão fazendo um governo praticamente perfeito ─ se uma ou outra coisa não vai bem, a culpa é da economia dos Estados Unidos, ou da China, ou de quem mais possa lhes dar na telha.

Agem como se todos os brasileiros que não foram às manifestações estivessem a favor do governo. Acreditam que saíram da bacia das almas porque fecharam negócio com a nova equipe de resgate chefiada pelo senador Renan Calheiros e seus associados de sempre ─ Fernando Collor, José Sarney, Paulo Maluf e outros gigantes que hoje são os anjos da guarda da esquerda nacional. A presidente, mais uma vez, diz: “Daqui ninguém me tira”. » Clique para continuar lendo e deixe seu comentário

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23/08/2015

às 9:55 \ Opinião

Roberto Pompeu de Toledo: Vida que segue

Publicado na versão impressa de VEJA

ROBERTO POMPEU DE TOLEDO

Uma singela cartinha, estampada no jornal Folha de S.Paulo, na coluna de Mônica Bergamo, do último dia 7, começava assim:

“Senhor vice-presidente,

Com os meus cordiais cumprimentos, dirijo-me a Vossa Excelência para encaminhar as seguintes indicações para cargos de diretorias na Companhia Docas do Estado de São Paulo ─ Codesp”.

Quem assinava a carta, dirigida ao vice-presidente Michel Temer, era o deputado Beto Mansur (PRB-SP), primeiro-secretário da Câmara dos Deputados. Seguiam-se os nomes de três indicados, respectivamente para as diretorias Comercial e de Negócios, de Infraestrutura e Obras e de Planejamento e de Assuntos Estratégicos, cada um deles diligentemente acompanhado dos nomes de quem o indicou. O primeiro, o da diretoria Comercial e de Negócios, era indicação do deputado Ricardo Izar (PSD-SP) e do próprio Beto Mansur; o segundo, dos deputados Milton Monti (PR-SP) e Nelson Marquezelli (PTB-SP); o terceiro, dos deputados Marcelo Squassoni (PRB-SP) e Baleia Rossi (PMDB-SP). Em suas escassas 22 linhas, a carta tinha o efeito de enfim trazer um segredo à tona.

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15/08/2015

às 17:28 \ Opinião

J. R. Guzzo: ‘Velório em câmera lenta’

Publicado na versão impressa de VEJA

J. R. GUZZO

José Dirceu fecha enfim o seu ciclo na paisagem pública brasileira. Acaba onde começou: numa prisão. Em outubro de 1968, aos 22 anos de idade, entrou em cena ao ser preso num congresso clandestino de estudantes no interior de São Paulo. Na semana passada, apanhado nessa prodigiosa chacina que a corrupção criou dentro e em torno da Petrobras, estava de volta à cadeia, desta vez num xadrez da Polícia Federal de Curitiba, para o ato final de sua jornada. Há uma gelada melancolia nisso tudo. Entre um momento e outro, Dirceu investiu 47 anos na luta sem descanso pelo poder. Chegou lá, depois de esforços maiores do que prometia a força humana, em 2003, quando o Partido dos Trabalhadores emergiu como a principal força política do Brasil ─ mas ao chegar conseguiu ficar apenas dois curtíssimos anos, lançado ao mar pelos companheiros nas primeiras trovoadas do que viria a ser o mensalão.

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08/08/2015

às 19:04 \ Opinião

Lya Luft: O sentido das coisas

Uma esplêndida crônica da escritora Lya Luft publicada em sua coluna na edição 2437 de VEJA, respondeu com uma semana de antecedência aos embustes e provocações empilhados no programa partidário do PT. Não deixe de ler. (AN)

LYA LUFT

Sempre procurei, tantas vezes em vão, encontrar o significado de tudo. Por exemplo, por que há pessoas boas e más, por que as pessoas boas fazem coisas más e vice-versa, por que entre pessoas que se querem bem pode haver frieza ou até maldade, por que… lista infindável, ainda mais para quem tem um pouco de imaginação. A cada momento reinventamos o mundo, reinventamos a nós mesmos, reinventamos nossos afetos para que seja tudo menos doloroso.

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04/08/2015

às 18:24 \ Direto ao Ponto

Carta ao Leitor de VEJA desta semana: ‘O real problema de Lula’

Publicado na versão impressa de VEJA

EURÍPEDES ALCÂNTARA – Diretor de Redação

Muitas vezes a imprensa revela fatos que, de outra forma, ficariam para sempre longe do efeito detergente da luz solar e, assim, chama a atenção das autoridades. Uma segunda vertente do trabalho jornalístico é descobrir fatos já em fase de análise no âmbito da Justiça e dar conhecimento deles aos leitores.

A reportagem de capa de VEJA da semana passada é desse segundo tipo. Os repórteres de VEJA em Brasília descobriram que os advogados da OAS procuraram a Procuradoria-Geral da República (PGR) para uma conversa inicial com o objetivo de conseguir o benefício da delação premiada para Léo Pinheiro, ex-presidente da empreiteira, preso em regime domiciliar por uma coleção de crimes de corrupção.

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03/07/2015

às 1:45 \ Opinião

J. R. Guzzo: O Fogo de Curitiba

Publicado na edição impressa de VEJA

J. R. GUZZO

O líder político mais poderoso do Brasil do século XXI, capaz de ganhar quatro eleições presidenciais em seguida e de se dar muitíssimo bem em praticamente tudo o que quis nos últimos anos, entrou de uma vez por todas num mato fechado. Vai sair, como sempre conseguiu até hoje? Há muito tempo o ex-presidente Lula acostumou-se a saborear o que já foi definido como uma das melhores sensações que um ser humano pode ter: a de atirarem nele e errarem o alvo. Com base no retrospecto, ele espera que sua vida continue assim — mas vivemos um momento em que estão acontecendo coisas que nunca aconteceram antes, e em que se confirma a velha máxima segundo a qual algo só é impossível até tornar-se possível.

O último exemplo a respeito é o terremoto causado pela prisão do empresário Marcelo Odebrecht, presidente da maior empreiteira de obras públicas do Brasil e empresa-símbolo das relações íntimas de Lula com os colossos do capitalismo nacional que recebem bilhões de reais em encomendas do governo. Era rigorosamente inacreditável que um homem desses pudesse ser encarcerado; nunca tinha acontecido antes, e talvez nunca mais volte a acontecer. Quem seria capaz de imaginar uma coisa dessas em nosso Brasil brasileiro? É como se tivessem prendido o papa Francisco. Mas aí está: aconteceu. Lula, de repente, percebe que não pode contar mais com o impossível. » Clique para continuar lendo e deixe seu comentário

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02/05/2015

às 19:22 \ Opinião

Valentina de Botas: O jeca apavorado porque está nas mãos dos empreiteiros

VALENTINA DE BOTAS

O caso de polícia ainda solto, o líder das multidões que morreu e esqueceu de se entregar, o jeca apavorado porque está nas mãos dos empreiteiros, sonha em voltar ao poder nos braços desses capitalistas selvagens: eis aí o homem flagrado no todo imoral cujos 100% de desonestidade quer igualar aos 10% de honestidade de jornalistas honestos. Como é possível ser ou ter 10% de honestidade ou de desonestidade? Como é possível colocar um jornalista dentro do outro quando, os de VEJA ao menos, são democratas que pensam por si, com arestas que os fazem divergir, independentes que são?

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27/04/2015

às 9:39 \ Direto ao Ponto

Augusto Nunes e Joice Hasselmann comentam a capa de VEJA desta semana sobre os segredos do empreiteiro Léo Pinheiro, que ameaça envolver Lula na investigação do Petrolão

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25/04/2015

às 9:40 \ Direto ao Ponto

No mais cruel dos dias para quem tem culpa no cartório, revelações do empreiteiro amigo empurram Lula para o pântano do Petrolão

Atualizado às 9h40

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Neste sábado, os leitores de VEJA souberam que o empreiteiro Léo Pinheiro, transferido da presidência da OAS para uma cadeia em Curitiba, fez revelações suficientes para tirar de vez o sono de Lula e estender por prazo indeterminado o sumiço do palanque ambulante. Como ainda não se decidiu por um acordo de delação premiada, o empresário encarcerado pode até, para socorrer o chefe e amigo, desmentir-se em outro depoimento. Mas tal opção é de alto risco: a demonstração de fidelidade lhe custará alguns anos de prisão em regime fechado.

Seja qual for o caminho escolhido, o que Pinheiro já disse (e detalhou em copiosas anotações manuscritas) basta para incorporar ao elenco do Petrolão o protagonista que faltava. No mais cruel dos dias para quem tem culpa no cartório, as relações promíscuas entre o manda-chuva da OAS e o reizinho do Brasil serão escancaradas nas oito páginas da reportagem de capa. Entre tantas histórias muito mal contadas, a dupla esbanja afinação especialmente em três, valorizadas pela participação de coadjuvantes que valorizam qualquer peça político-policial.

Num episódio, o ex-presidente induz Pinheiro a presenteá-lo com a reforma do sítio que, embora Lula o chame de seu, pertence oficialmente a um sócio do filho Lulinha. Noutro, um emissário do pedinte vocacional incumbe o empreiteiro de arranjar serviço e dinheiro para o marido de Rosemary Noronha, a ex-segunda-dama que ameaçava vingar-se do abandono com a abertura de uma assustadora caixa-preta. Mais além, o comandante da OAS cuida de desmatar o atalho que levou Lula a virar dono de um triplex no Guarujá.

A participação do ex-presidente no naufrágio da Petrobras ainda não entrou na mira da Polícia Federal. O inventor do Brasil Maravilha está a um passo do pântano sem que tenha começado a devassa das catacumbas malcheirosas que escondem a farra das refinarias inúteis e a montagem da diretoria infestada de ineptos e corruptos, fora o resto. Pode estar aí a explicação para o estranho vídeo em que celebra as vantagens de um bom preparo físico. Vai precisar disso quando tiver de sair em desabalada carreira.

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17/03/2015

às 15:26 \ Opinião

Eurípedes Alcântara, diretor de redação de VEJA: ‘Fora PT!’

Publicado no site de VEJA

EURÍPEDES ALCÂNTARA

“Quanto a mim, fico com São Paulo, pois para lá se transportou a alma cívica da Nação”. Com essa frase e sua atuação na Revolução de 1932 o mineiro Arthur Bernardes, que presidiu o Brasil entre 1922 e 1926, se redimiu perante muitos de seus desafetos da justa fama de repressor e reacionário. Neste domingo, dia 15 de março de 2015, a alma cívica da Nação se transportou para São Paulo, onde se encarnou nos mais de 1 milhão de pessoas que, juntas na Avenida Paulista, fizeram a maior manifestação política da história da cidade e do Brasil.

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