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Veja

24/11/2015

às 19:07 \ Opinião

Oliver: Nogueira e cupim

VLADY OLIVER

Evidente que não quero dar escada pra bandido, mas tem um tal de “Diário do Fim do Mundo” que se debruça em explicações sobre o “suposto” ódio entre o PT e a revista VEJA. Esse ódio resultaria do fato de que o governo se recusa a dar dinheiro à publicação. Claro que, na argumentação do tal jornalista com nome de árvore, fica implícita que essa é a forma de cooptação que a quadrilha adota.

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31/10/2015

às 7:52 \ Opinião

Roberto Pompeu de Toledo: Dois diários

Publicado na versão impressa de VEJA

ROBERTO POMPEU DE TOLEDO

No dia 3 de outubro de 1930, o chefe revolucionário Getúlio Vargas tomou de um caderno pequeno com capa de couro marrom, na qual estava escrito em ouro, no estilo dos velhos almanaques, “1928 ─ O Rio Grande do Sul em revista”, e escreveu:

“Se todas as pessoas anotassem diariamente num caderno seus juízos, pensamentos, motivos de ação e as principais ocorrências de que foram parte, muitos, a quem um destino singular impeliu, poderiam igualar as maravilhosas fantasias descritas nos livros de aventuras dos escritores da mais rica fantasia imaginativa. O aparente prosaísmo da vida real é bem mais interessante do que parece. Lembrei-me que, se anotasse diariamente, com lealdade e sinceridade, os fatos da minha vida como quem escreve para si mesmo, e não para o público, teria aí um largo repositório de fatos a examinar e uma lição contínua da experiência a consultar”.

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28/08/2015

às 12:25 \ Opinião

J. R. Guzzo: Restos a pagar

Publicado na versão impressa de VEJA

J. R. GUZZO

O segundo governo da presidente Dilma Rousseff deu para imaginar o fim do mundo a cada vez que a população vai para a rua; deve ter suas razões. Daí, quando as pessoas voltam para casa e se descobre que o mundo, obviamente, continua de pé, as altas autoridades da República passam a contar vantagem. Insultam os manifestantes. Dizem que estão fazendo um governo praticamente perfeito ─ se uma ou outra coisa não vai bem, a culpa é da economia dos Estados Unidos, ou da China, ou de quem mais possa lhes dar na telha.

Agem como se todos os brasileiros que não foram às manifestações estivessem a favor do governo. Acreditam que saíram da bacia das almas porque fecharam negócio com a nova equipe de resgate chefiada pelo senador Renan Calheiros e seus associados de sempre ─ Fernando Collor, José Sarney, Paulo Maluf e outros gigantes que hoje são os anjos da guarda da esquerda nacional. A presidente, mais uma vez, diz: “Daqui ninguém me tira”. » Clique para continuar lendo e deixe seu comentário

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23/08/2015

às 9:55 \ Opinião

Roberto Pompeu de Toledo: Vida que segue

Publicado na versão impressa de VEJA

ROBERTO POMPEU DE TOLEDO

Uma singela cartinha, estampada no jornal Folha de S.Paulo, na coluna de Mônica Bergamo, do último dia 7, começava assim:

“Senhor vice-presidente,

Com os meus cordiais cumprimentos, dirijo-me a Vossa Excelência para encaminhar as seguintes indicações para cargos de diretorias na Companhia Docas do Estado de São Paulo ─ Codesp”.

Quem assinava a carta, dirigida ao vice-presidente Michel Temer, era o deputado Beto Mansur (PRB-SP), primeiro-secretário da Câmara dos Deputados. Seguiam-se os nomes de três indicados, respectivamente para as diretorias Comercial e de Negócios, de Infraestrutura e Obras e de Planejamento e de Assuntos Estratégicos, cada um deles diligentemente acompanhado dos nomes de quem o indicou. O primeiro, o da diretoria Comercial e de Negócios, era indicação do deputado Ricardo Izar (PSD-SP) e do próprio Beto Mansur; o segundo, dos deputados Milton Monti (PR-SP) e Nelson Marquezelli (PTB-SP); o terceiro, dos deputados Marcelo Squassoni (PRB-SP) e Baleia Rossi (PMDB-SP). Em suas escassas 22 linhas, a carta tinha o efeito de enfim trazer um segredo à tona.

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15/08/2015

às 17:28 \ Opinião

J. R. Guzzo: ‘Velório em câmera lenta’

Publicado na versão impressa de VEJA

J. R. GUZZO

José Dirceu fecha enfim o seu ciclo na paisagem pública brasileira. Acaba onde começou: numa prisão. Em outubro de 1968, aos 22 anos de idade, entrou em cena ao ser preso num congresso clandestino de estudantes no interior de São Paulo. Na semana passada, apanhado nessa prodigiosa chacina que a corrupção criou dentro e em torno da Petrobras, estava de volta à cadeia, desta vez num xadrez da Polícia Federal de Curitiba, para o ato final de sua jornada. Há uma gelada melancolia nisso tudo. Entre um momento e outro, Dirceu investiu 47 anos na luta sem descanso pelo poder. Chegou lá, depois de esforços maiores do que prometia a força humana, em 2003, quando o Partido dos Trabalhadores emergiu como a principal força política do Brasil ─ mas ao chegar conseguiu ficar apenas dois curtíssimos anos, lançado ao mar pelos companheiros nas primeiras trovoadas do que viria a ser o mensalão.

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08/08/2015

às 19:04 \ Opinião

Lya Luft: O sentido das coisas

Uma esplêndida crônica da escritora Lya Luft publicada em sua coluna na edição 2437 de VEJA, respondeu com uma semana de antecedência aos embustes e provocações empilhados no programa partidário do PT. Não deixe de ler. (AN)

LYA LUFT

Sempre procurei, tantas vezes em vão, encontrar o significado de tudo. Por exemplo, por que há pessoas boas e más, por que as pessoas boas fazem coisas más e vice-versa, por que entre pessoas que se querem bem pode haver frieza ou até maldade, por que… lista infindável, ainda mais para quem tem um pouco de imaginação. A cada momento reinventamos o mundo, reinventamos a nós mesmos, reinventamos nossos afetos para que seja tudo menos doloroso.

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04/08/2015

às 18:24 \ Direto ao Ponto

Carta ao Leitor de VEJA desta semana: ‘O real problema de Lula’

Publicado na versão impressa de VEJA

EURÍPEDES ALCÂNTARA – Diretor de Redação

Muitas vezes a imprensa revela fatos que, de outra forma, ficariam para sempre longe do efeito detergente da luz solar e, assim, chama a atenção das autoridades. Uma segunda vertente do trabalho jornalístico é descobrir fatos já em fase de análise no âmbito da Justiça e dar conhecimento deles aos leitores.

A reportagem de capa de VEJA da semana passada é desse segundo tipo. Os repórteres de VEJA em Brasília descobriram que os advogados da OAS procuraram a Procuradoria-Geral da República (PGR) para uma conversa inicial com o objetivo de conseguir o benefício da delação premiada para Léo Pinheiro, ex-presidente da empreiteira, preso em regime domiciliar por uma coleção de crimes de corrupção.

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03/07/2015

às 1:45 \ Opinião

J. R. Guzzo: O Fogo de Curitiba

Publicado na edição impressa de VEJA

J. R. GUZZO

O líder político mais poderoso do Brasil do século XXI, capaz de ganhar quatro eleições presidenciais em seguida e de se dar muitíssimo bem em praticamente tudo o que quis nos últimos anos, entrou de uma vez por todas num mato fechado. Vai sair, como sempre conseguiu até hoje? Há muito tempo o ex-presidente Lula acostumou-se a saborear o que já foi definido como uma das melhores sensações que um ser humano pode ter: a de atirarem nele e errarem o alvo. Com base no retrospecto, ele espera que sua vida continue assim — mas vivemos um momento em que estão acontecendo coisas que nunca aconteceram antes, e em que se confirma a velha máxima segundo a qual algo só é impossível até tornar-se possível.

O último exemplo a respeito é o terremoto causado pela prisão do empresário Marcelo Odebrecht, presidente da maior empreiteira de obras públicas do Brasil e empresa-símbolo das relações íntimas de Lula com os colossos do capitalismo nacional que recebem bilhões de reais em encomendas do governo. Era rigorosamente inacreditável que um homem desses pudesse ser encarcerado; nunca tinha acontecido antes, e talvez nunca mais volte a acontecer. Quem seria capaz de imaginar uma coisa dessas em nosso Brasil brasileiro? É como se tivessem prendido o papa Francisco. Mas aí está: aconteceu. Lula, de repente, percebe que não pode contar mais com o impossível. » Clique para continuar lendo e deixe seu comentário

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02/05/2015

às 19:22 \ Opinião

Valentina de Botas: O jeca apavorado porque está nas mãos dos empreiteiros

VALENTINA DE BOTAS

O caso de polícia ainda solto, o líder das multidões que morreu e esqueceu de se entregar, o jeca apavorado porque está nas mãos dos empreiteiros, sonha em voltar ao poder nos braços desses capitalistas selvagens: eis aí o homem flagrado no todo imoral cujos 100% de desonestidade quer igualar aos 10% de honestidade de jornalistas honestos. Como é possível ser ou ter 10% de honestidade ou de desonestidade? Como é possível colocar um jornalista dentro do outro quando, os de VEJA ao menos, são democratas que pensam por si, com arestas que os fazem divergir, independentes que são?

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27/04/2015

às 9:39 \ Direto ao Ponto

Augusto Nunes e Joice Hasselmann comentam a capa de VEJA desta semana sobre os segredos do empreiteiro Léo Pinheiro, que ameaça envolver Lula na investigação do Petrolão

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