Blogs e Colunistas

Veja

02/05/2015

às 19:22 \ Opinião

Valentina de Botas: O jeca apavorado porque está nas mãos dos empreiteiros

VALENTINA DE BOTAS

O caso de polícia ainda solto, o líder das multidões que morreu e esqueceu de se entregar, o jeca apavorado porque está nas mãos dos empreiteiros, sonha em voltar ao poder nos braços desses capitalistas selvagens: eis aí o homem flagrado no todo imoral cujos 100% de desonestidade quer igualar aos 10% de honestidade de jornalistas honestos. Como é possível ser ou ter 10% de honestidade ou de desonestidade? Como é possível colocar um jornalista dentro do outro quando, os de VEJA ao menos, são democratas que pensam por si, com arestas que os fazem divergir, independentes que são?

» Clique para continuar lendo e deixe seu comentário

Share

27/04/2015

às 9:39 \ Direto ao Ponto

Augusto Nunes e Joice Hasselmann comentam a capa de VEJA desta semana sobre os segredos do empreiteiro Léo Pinheiro, que ameaça envolver Lula na investigação do Petrolão

Share

25/04/2015

às 9:40 \ Direto ao Ponto

No mais cruel dos dias para quem tem culpa no cartório, revelações do empreiteiro amigo empurram Lula para o pântano do Petrolão

Atualizado às 9h40

images|cms-image-000409267

Neste sábado, os leitores de VEJA souberam que o empreiteiro Léo Pinheiro, transferido da presidência da OAS para uma cadeia em Curitiba, fez revelações suficientes para tirar de vez o sono de Lula e estender por prazo indeterminado o sumiço do palanque ambulante. Como ainda não se decidiu por um acordo de delação premiada, o empresário encarcerado pode até, para socorrer o chefe e amigo, desmentir-se em outro depoimento. Mas tal opção é de alto risco: a demonstração de fidelidade lhe custará alguns anos de prisão em regime fechado.

Seja qual for o caminho escolhido, o que Pinheiro já disse (e detalhou em copiosas anotações manuscritas) basta para incorporar ao elenco do Petrolão o protagonista que faltava. No mais cruel dos dias para quem tem culpa no cartório, as relações promíscuas entre o manda-chuva da OAS e o reizinho do Brasil serão escancaradas nas oito páginas da reportagem de capa. Entre tantas histórias muito mal contadas, a dupla esbanja afinação especialmente em três, valorizadas pela participação de coadjuvantes que valorizam qualquer peça político-policial.

Num episódio, o ex-presidente induz Pinheiro a presenteá-lo com a reforma do sítio que, embora Lula o chame de seu, pertence oficialmente a um sócio do filho Lulinha. Noutro, um emissário do pedinte vocacional incumbe o empreiteiro de arranjar serviço e dinheiro para o marido de Rosemary Noronha, a ex-segunda-dama que ameaçava vingar-se do abandono com a abertura de uma assustadora caixa-preta. Mais além, o comandante da OAS cuida de desmatar o atalho que levou Lula a virar dono de um triplex no Guarujá.

A participação do ex-presidente no naufrágio da Petrobras ainda não entrou na mira da Polícia Federal. O inventor do Brasil Maravilha está a um passo do pântano sem que tenha começado a devassa das catacumbas malcheirosas que escondem a farra das refinarias inúteis e a montagem da diretoria infestada de ineptos e corruptos, fora o resto. Pode estar aí a explicação para o estranho vídeo em que celebra as vantagens de um bom preparo físico. Vai precisar disso quando tiver de sair em desabalada carreira.

Share

17/03/2015

às 15:26 \ Opinião

Eurípedes Alcântara, diretor de redação de VEJA: ‘Fora PT!’

Publicado no site de VEJA

EURÍPEDES ALCÂNTARA

“Quanto a mim, fico com São Paulo, pois para lá se transportou a alma cívica da Nação”. Com essa frase e sua atuação na Revolução de 1932 o mineiro Arthur Bernardes, que presidiu o Brasil entre 1922 e 1926, se redimiu perante muitos de seus desafetos da justa fama de repressor e reacionário. Neste domingo, dia 15 de março de 2015, a alma cívica da Nação se transportou para São Paulo, onde se encarnou nos mais de 1 milhão de pessoas que, juntas na Avenida Paulista, fizeram a maior manifestação política da história da cidade e do Brasil.

» Clique para continuar lendo e deixe seu comentário

Share

08/03/2015

às 18:01 \ Direto ao Ponto

Quebra de sigilo no Supremo confirma a notícia publicada por VEJA há quatro meses e desmoraliza as bravatas dos parteiros do Petrolão: Lula e Dilma sabiam de tudo

Atualizado às 18h01

A quebra de sigilo do depoimento de Alberto Youssef, determinada nesta sexta-feira por Teori Zavascki, ministro do Supremo Tribunal Federal, confirmou que VEJA, como sempre, noticiou a verdade na edição que circulou em 29 de outubro de 2014. ELES SABIAM DE TUDO, resumiu a chamada de capa inspirada na descoberta especialmente abjeta feita pela devassa da Operação Lava Jato.

ELES, claro, eram o ex-presidente Lula e sua sucessora Dilma Rousseff, não deixavam dúvidas os rostos que dividiam a capa. Acima das quatro palavras em letras maiúsculas, um punhado de linhas fechou a lente: os dois SABIAM DE TUDO o que acontecia nas catacumbas da Petrobras saqueada pelos arquitetos e operadores do maior esquema corrupto da história.

Sabiam mesmo, encerra a questão o trecho do depoimento de Yousseff que o STF acaba de tornar público. Ainda permanecia em sigilo quando VEJA revelou as relações incestuosas entre o padrinho, a afilhada e os meliantes de estimação.  Surpreendidos pela reportagem na antevéspera do segundo turno da eleição presidencial, Dilma e Lula acrescentaram à perda da vergonha o sumiço do que lhes restava de juízo.

“O que a VEJA fez foi um ato de terrorismo eleitoral”, delirou na mesma sexta-feira a candidata ao segundo mandato. “Eu darei a minha resposta na Justiça”. À noite, no último debate na TV com Aécio Neves, Dilma reincidiu no embuste e, conforme Lula ordenara, repetiu que daria o troco nos tribunais. Deu coisa nenhuma. Nem resposta nem troco.

Passados mais de quatro meses, a bravata concebida para animar a plateia da Ópera dos Pilantras continua descansando no vídeo abaixo.

Enquanto milicianos movidos a tubaína, mortadela e uma nota de 20 atacavam o prédio da Editora Abril, armados de latas de piche e oceanos de idiotia, Lula ergueu em menos de dois minutos outro monumento à desfaçatez. “Se você olhá a VEJA como uma revista de informação, você fica muito bravo com a quantidade de mentiras”, ensinou na abertura do vídeo abaixo.

“Não leio a VEJA há muitos anos”, foi em frente o doutor honoris causa que, por não conseguir ultrapassar a fronteira das 100 palavras, só lê recados de Rosemary Noronha e rótulos de garrafas com letras grandes. “Não levo a revista a sério”, explicou. Ele só leva a sério um estadista de galinheiro que nega a existência do Mensalão e faz de conta que o Petrolão é coisa do FHC .

O falatório de Lula no vídeo parecerá ainda mais repulsivo depois da leitura do artigo de Eurípedes Alcântara, diretor de redação de VEJA. O texto que se segue melhora o fim de semana do Brasil que presta. É sempre estimulante lembrar que a Era da Canalhice logo passará. E que o jornalismo independente é imortal.

» Clique para continuar lendo e deixe seu comentário

Share

30/01/2015

às 23:58 \ Direto ao Ponto

No mais cruel dos dias para quem tem culpa no cartório, o Brasil soube que Lula e Dilma ficarão mais próximos do olho do furacão

A edição de VEJA que está nas bancas reitera que, no Brasil, sábado é mesmo o mais cruel dos dias para gente com culpa no cartório. E confirma que a Operação Lava Jato tem tudo para lavar a alma do Brasil decente. As revelações da reportagem de capa informam que o pântano do Petrolão ficou muito mais perto de Lula e Dilma. Na primeira semana de fevereiro, o padrinho e a afilhada podem ser deslocados para o olho do furacão.

Confira dois trechos do texto que se estende por oito páginas:

1. Os diretores das empreiteiras sabem que novas delações só serão admitidas se revelarem fatos novos ou o envolvimento de personagens importantes que ainda se mantêm longe das investigações. Por isso, o alvo é o topo da cadeia de comando, onde, segundo afirmam reservadamente e insinuam abertamente, estão Lula e Dilma Rousseff. 

2. Numa conversa recente, Lula queixou-se da atitude da sucessora: “A Dilma está deixando as coisas correrem. Isso é um grande erro. Se nada for feito, o problema chegará até ela, porque ela era a presidente do Conselho de Administração da Petrobras”. 

São apenas uma amostra. O ex-presidente e a sucessora não terão motivos para sentir saudade do verão de 2015.

Share

20/01/2015

às 16:51 \ Direto ao Ponto

‘Jihadismo, o novo fascismo’, avisa a Carta ao Leitor da mais recente edição de VEJA

Ao apresentar a reportagem de capa da edição desta semana, que analisa as causas e os desdobramentos do atentado terrorista ao Charlie Hebdo, o jornalista Eurípedes Alcântara, diretor de redação de VEJA, fez um perturbador resumo da ópera dos fanáticos. Confira:

Neste ano o mundo comemora sete décadas da vitória das forças aliadas contra a forma mais desumana e monstruosa de fascismo que a humanidade já conheceu, o nazismo. Não poderia ter havido uma homenagem não planejada mais significativa do que a marcha de quarenta chefes de Estado e de governo ou seus representantes em Paris, no domingo passado, que, de braços dados, foram saudados pela multidão que extravasava seu júbilo pela poderosa reação contra o ataque terrorista ao jornal satírico francês Charlie Hebdo, em que doze pessoas foram assassinadas a tiros por radicais islâmicos.

Desde a libertação de Paris do jugo nazista pelas tropas americanas, há 71 anos, a capital francesa, que é também a capital mundial das manifestações, não via tanta gente na rua unida contra o fascismo. Quase 4 milhões de franceses foram às ruas contra o jihadismo, o fascismo do século XXI, o “islamofascismo”, neologismo que descreve com precisão o fenômeno de intolerância e de imposição pelo terror do totalitarismo em nome da religião criada por Maomé no século VII da era cristã.

Um especial com dezoito páginas nesta edição de VEJA analisa com reportagens e artigos os ecos das gigantescas manifestações populares em Paris e em outras capitais europeias, reverberadas por marchas menos grandiosas mas igualmente significativas em quase todos os continentes. As pessoas foram às ruas não para tentar demonstrar que sua religião é superior às demais. Elas foram às ruas para reafirmar que não aceitam mais o anacronismo de matar o semelhante a pretexto de vingar ofensas a seus profetas ou símbolos sagrados.

Foram às ruas não para protestar contra o multiculturalismo nem para exigir a inaceitável repatriação dos imigrantes, mas para deixar claro que a consequência da convivência civilizada em um mesmo território entre povos de cultura e fé diferentes não pode ser a censura, mas o oposto dela, a liberdade de expressão e a tolerância.

Os milhões que marcharam na semana passada contra o fascismo formam a geração que herdou e tem como dever preservar o legado ocidental de liberdade e democracia, de separação entre a fé e a razão, de definição de papéis diferentes na sociedade para a Igreja e o Estado, de não submissão do indivíduo à coletivização totalitária implantada sob o pretexto de garantir o triunfo de uma raça, de uma classe social ou de uma religião. Há sete décadas, o mundo venceu o fascismo de Hitler e Mussolini. Há sete dias, contando desde o domingo 11 de janeiro de 2015, o mundo começou a derrotar o islamofascismo.

Share

15/01/2015

às 19:54 \ Direto ao Ponto

Se Laerte virasse Sônia num país islâmico, o cartunista indulgente com liberticidas não chegaria ao fim da primeira maquiagem

laerte AD

O cartunista Laerte (à esquerda) transformou-se na ativista Sônia

O universitário Laerte Coutinho, com quem convivi por dois anos na Escola de Comunicações e Artes da USP, já refletia no traço e no conteúdo a influência do cartunista Georges Wolinski, uma das vítimas do ataque terrorista à redação do Charlie Hebdo. Discípulo aplicado de um mestre do humor anárquico, era impiedosamente irônico com qualquer tema ou personagem colocados na mira do seu lápis. A escolha do alvo passava ao largo de opções políticas, ideológicas ou religiosas. Tudo e todos podiam virar piada.

Nos anos seguintes, as charges e os cartuns que o transformararam numa celebridade ficaram mais refinados e inventivos. Mas o profissional famoso foi essencialmente uma continuação do amador que admirava Wolinski até que, 2004, o cartunista que debochava de todas as tribos de engajados se apaixonou pela causa dos transgêneros. Passou a usar trajes femininos, concedeu-se o direito de acesso ao banheiro das mulheres e acabou virando “Sônia”. Assim começou a agonia do Laerte que conheci. A morte foi consumada pela reação de Sônia ao espetáculo do horror protagonizado em Paris por fundamentalistas islâmicos.

A perplexidade provocada pela execução do octogenário Wolinski talvez tivesse ressuscitado o cartunista que disparava charges em todas as direções se, antes que a temperatura chegasse ao ponto de combustão, o discurso de adeus não fosse interrompido por Sônia. “O ruim é que tudo isso vai fortalecer a direita”, advertiu a voz suave. No mundo binário em que vive a estranha entidade, só existem esquerda e direita. Se os franceses inquietos com presença de radicais na crescente comunidade islâmica são de direita, deve-se deduzir que é de esquerda, como Sônia, gente que metralha quem ousa ironizar figuras sagradas e morre acreditando que vai acordar num paraíso atulhado de virgens.

Nesta terça-feira, enquanto milhões de manifestantes se juntavam na portentosa ofensiva contra o primitivismo liberticida, a charge na segunda página da Folha confirmou que a mudança operada no autor foi muito além da troca de calças por saias. Assinada por um Laerte que já não há, a obra parida por Sonia se divide em dois quadrinhos. No primeiro, alguns vultos planejam numa sala da redação a edição seguinte, que se concentraria no monumento à boçalidade homicida. A dúvida sobre o que deveria ser destacado na capa é desfeita no segundo quadrinho, que reproduz a capa em que VEJA revelou que Lula e Dilma sabiam do que ocorria nas catacumbas da Petrobras.

O Laerte que não depilava o corpo enquadraria os carrascos. A ativista Sonia insinua que os colegas do Charlie Hebdo estariam vivos se fossem mais ajuizados. É sempre um perigo mexer com fanáticos que não sorriem. O desfecho sangrento seria evitado caso tivessem optado pela autocensura e proibido a entrada do profeta Maomé nas páginas do semanário. Em troca da sobrevivência, só perderiam a honra. O Laerte de antigamente estaria traduzindo charges ferozes a indignação com a tentativa de assassinato da liberdade de expressão ocorrida em Paris. Sônia ficou por aqui, concebendo o trucidamento simultâneo do jornalismo independente e da verdade.

A mão que rabiscou a vigarice obedece a uma cabeça em tumulto. Compassiva com matadores de humoristas, odeia a altivez da revista que, por cumprir sem medo a missão de informar o que efetivamente ocorreu, apressou o desmantelamento da quadrilha do Petrolão. Até terça-feira, o maior e mais abrangente esquema corrupto da história do Brasil não merecera uma única e escassa charge da companheira Sônia. A abstinência cúmplice foi quebrada para ajudar a dupla presidencial a cair fora do portentoso caso de polícia.

Misturar a selvageria dos radicais islâmicos com o fato gravíssimo divulgado por VEJA parece samba do cartunista doido. Engano. Por trás da maluquice aparente há a lógica do cinismo, que recomenda embaralhar o falso e o real para onfundir leitores. Ilustrada pelos rostos de Lula e Dilma e amparada em depoimentos de chefões do bando de saqueadores, a capa de VEJA informou que ELES SABIAM DE TUDO — sobre o que faziam na Petrobras os quadrilheiros de estimação, não sobre um atentado ainda em gestação na cabeça dos terroristas. Ao estender as quatro palavras ao massacre em Paris, o extinto Laerte está querendo inverter a manchete: eles não sabiam de nada. Nem sobre o caso do Paris Hebdo nem sobre o Petrolão. Haja safadeza.

Tudo somado, está claro que o cartunista já não sabe o que diz ou desenha. Laerte-Sônia ignora, por exemplo, como são as coisas no mundo islâmico. Nem desconfia que, se tentasse virar mulher por lá, não chegaria ao fim da primeira maquiagem.

Share

22/11/2014

às 13:00 \ Opinião

J.R. Guzzo: ‘Caros leitores’

Publicado na edição impressa de VEJA

J.R. GUZZO

Os leitores de VEJA têm o direito de perguntar a si mesmos o que, afinal de contas, estão fazendo de tão errado assim. Ouvem dizer o tempo todo, do governo e do seu sistema de suporte, as coisas mais horríveis a respeito da revista que gostam de ler ─ tanto gostam que continuam a lê-la, semana após semana, sem a menor obrigação de fazer isso. Haveria aí alguma tara secreta, ou outro tipo qualquer de desvio de conduta? A pregação espalhada diariamente pelos mecanismos de propaganda a serviço do governo parece sugerir que existe, sim, uma doença muito séria com esses cidadãos: como poderiam, caso fossem pessoas sadias, buscar informação e outros itens de interesse num veículo que faz parte das leituras proibidas pelo Santo Ofício do PT?

Ainda na véspera da última eleição, a presidente da República, em pessoa, prometeu que iria processar a revista “na Justiça”, aparentemente com uma ação penal, por crimes não especificados e, segundo ela, gravíssimos. Até agora não entrou com ação nenhuma, é verdade, mas e daí? O que importa é afirmar que o leitor está sendo cúmplice de uma publicação “criminosa” ─ e como tal, segundo a filosofia do ex-presidente Lula, torna-se nazista, inimigo do Menino Jesus e participante de um golpe de Estado para derrubar Dilma Rousseff e o governo popular do PT.

» Clique para continuar lendo e deixe seu comentário

Share

31/10/2014

às 0:08 \ Direto ao Ponto

O fiasco da ofensiva contra verdades reveladas por VEJA ampliou a epidemia de insônia causada pela devassa do Petrolão

Auxiliados pela inépcia de repórteres que só conferem a hora da sessão na academia e pela preguiça de redatores que só conferem a data da consulta com o geriatra, colunistas estatizados tentaram desmentir a notícia divulgada por VEJA neste 24 de outubro: Lula e Dilma sabiam das maracutaias bilionárias engendradas nos porões da Petrobras. Os textos publicados por Reinaldo Azevedo no começo da tarde e por Ricardo Setti no início da noite desta quinta-feira provam  que não há uma única e escassa frase equivocada na reportagem de capa que tornou pública a explosiva revelação feita pelo doleiro Alberto Youssef.

Para aflição dos figurões enrascados no Petrolão e dos comparsas disfarçados de jornalistas, a lama que transbordou da estatal transformada em usina de negociatas já chegou ao Palácio do Planalto. Em troca dos benefícios da delação premiada, o que Paulo Roberto Costa e Alberto Youssef já contaram bastou para assombrar o país. Mas é só o prólogo da história de horror: está longe do fim o tsunami de revelações produzido pela dupla de depoentes, que se tornará ainda mais assustador depois da entrada em cena de mais bandidos prontos para abrir o bico.

Concluída a coleta de provas e informações, a nação conhecerá os detalhes do maior e mais escabroso escândalo político-policial registrado desde o Descobrimento. Concebida para financiar a perpetuação do PT no poder, a organização criminosa montada por diretores corruptos nomeados por Lula e mantidos por Dilma logo incorporou senadores, deputados, ministros de Estado, dirigentes partidários e empresários ─ além de chefes de governo. Nunca se roubou tanto e com tamanha desfaçatez. Um bilhão de dólares virou unidade monetária para a medição do produto do roubo. Algumas propinas superaram os ganhos anuais de superexecutivo americano. Comparado ao Petrolão, o Mensalão acabará reduzido a gatunagem de amador.

É compreensível que Lula e os Altos Companheiros estejam tão inquietos. O chefe supremo da seita sabe que, para voltar a sentar-se na cadeira de presidente, terá de contornar o banco dos réus. Desta vez será bem mais complicado fingir que nunca soube de nada. Não há como repassar, por exemplo, a paternidade da refinaria Abreu e Lima, parida pelo ex-presidente e Hugo Chávez. Segundo o orçamento original, anunciado em 2005, deveria custar 2,3 bilhões de dólares. Já passou de 20, inteiramente herdados pela Petrobras depois do calote aplicado pelo parceiro.

Tantos anos depois daquele que enriqueceu com a rapidez de pistoleiro de faroeste, Lula criou um filhote que engole dinheiro com a velocidade da luz. O pai diz que o primeiro é um fenômeno. Os fatos informam que o segundo é um caso de polícia capaz de transformar qualquer culpado em fortíssimo candidato à cadeia.

Share
 

Serviços

 

Assinaturas



Editora Abril Copyright © Editora Abril S.A. - Todos os direitos reservados