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Veja

03/10/2014

às 15:08 \ Direto ao Ponto

Memória Cívica: para você nunca mais esquecer em quem votou

20/09/2014

às 4:30 \ Sanatório Geral

Neurônio aflito

“Não tenho por que dizer que tem alguém envolvido, porque não reconheço na revista VEJA e nem em nenhum órgão de imprensa o status que tem a PF, o MP e o Supremo. Não é função da imprensa fazer investigação e sim divulgar informações”.

Dilma Rousseff, fingindo ignorar que as informações divulgadas por VEJA e outros órgãos de imprensa são extraídas de investigações da Polícia Federal, denúncias do Ministério Público ou decisões do Judiciário (e algumas até deram cadeia, como descobriram tarde demais os quadrilheiros do mensalão e seus protetores no poder).

03/08/2014

às 18:18 \ Direto ao Ponto

VEJA revela a trama criminosa que fraudou a CPI da Petrobras para livrar o governo Dilma de mais escândalos bilionários

ATUALIZADA Às 18h18

A edição de VEJA distribuída neste fim de semana revela com exclusividade a trama concebida para fraudar a CPI da Petrobras. “Uma gravação mostra que os investigados receberam perguntas dos senadores com antecedência e foram treinados para responder a elas”, informa a capa da revista. “A farsa é tão escandalosa que pode exigir uma inédita CPI da CPI para ser desvendada”. O vídeo que documenta a conspiração criminosa é exibido pelo site de VEJA, no post que resume o caso de polícia nos dois parágrafos abaixo transcritos:

O que se vê e ouve na gravação é uma conjuração do tipo que, nunca se sabe, pode ter existido em outros momentos de nossa castigada história republicana. Mas é a primeira vez que uma delas vem a público com tudo o que representa de desprezo pela opinião pública, menosprezo dos representantes do povo no Parlamento e frontal atentado à verdade. Com vinte minutos de duração, o vídeo mostra uma reunião entre o chefe do escritório da Petrobras em Brasília, José Eduardo Sobral Barrocas, o advogado da empresa Bruno Ferreira e um terceiro personagem ainda desconhecido.

A decupagem do vídeo mostra que, espantosamente, o encontro foi registrado por alguém que participava da reunião ou estava na sala enquanto ela ocorria. VEJA descobriu que a gravação foi feita com uma caneta dotada de uma microcâmera. A existência da reunião e seus participantes foram confirmados pelos repórteres da revista por outros meios — mas a intenção da pessoa que fez a gravação e a razão pela qual tornou público seu conteúdo permanecem um mistério.

Quem assiste ao vídeo do começo ao fim — ele acaba abruptamente, como se a bateria do aparelho tivesse se esgotado — percebe claramente o que está sendo tramado naquela sala. E o que está sendo tramado é, simplesmente, uma fraude caracterizada pela ousadia de obter dos parlamentares da CPI da Petrobras as perguntas que eles fariam aos investigados e, de posse delas, treiná-los para responder a elas. Barrocas revela no vídeo que até um “gabarito” foi distribuído para impedir que houvesse contradições nos depoimentos. Um escárnio. Um teatro.     ​

Neste sábado, o Brasil decente foi afrontado por outro monumento à canalhice. Os tumores que infestam a Petrobras confirmam o avanço acelerado da necrose —  incurável e letal — que vem devastando a seita lulopetista. Antes dirigida por executivos e técnicos, a estatal aparelhada por Lula e Dilma Rousseff hoje é controlada por um bando de delinquentes dispostos a tudo para prorrogar a permanência dos chefões no coração do poder.

O que já foi uma empresa respeitável se tornou tão desprezível quanto a Papuda sem grades que no século passado abrigou o Congresso. É natural que ajam em parceria. O vídeo comprova que os vigaristas fantasiados de senadores e os patifes disfarçados de petroleiros nasceram uns para os outros. Eles se merecem. O país que presta é que não merece continuar sob o domínio da tribo dos fora da lei.

03/07/2014

às 16:49 \ Baú de Presidentes

Um prato de pílulas, queijo de cabra nortista e conversa de doido no café da manhã com Sarney

Publicado em 7 de dezembro de 2009

Sarney-anunciando-Plano-Cruzado-1986

Foi o jornalista Getúlio Bittencourt, chefe da sucursal de VEJA em Brasília quando eu era editor de Política, quem disseminou a praga do café da manhã com figurões federais. A novidade surgiu no início dos anos 80. E pegou, para desconsolo dos passageiros da noite. Horários historicamente obscenos para jornalistas ─ sete, sete e meia da madrugada ─ foram logo incorporados à rotina de trabalho. Culpa de Getúlio Bittencourt, meu velho amigo que morreu tão cedo.

Fui a Brasília em setembro de 1982 para um giro pelo coração do poder. Num fim de noite, veio com a sobremesa a notícia de que o dia seguinte começaria com a aurora.

─ Temos um café da manhã ─ avisou Getúlio na mesa do restaurante. ─ Com o Sarney. Sete e meia lá no Lago Sul.

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15/06/2014

às 18:13 \ Opinião

‘O antídoto Lucinha’, um artigo de Roberto Pompeu de Toledo

Publicado na edição impressa de VEJA

ROBERTO POMPEU DE TOLEDO

Pensemos na doutora Lúcia Willadino Braga. Ela é um antídoto contra a onda de pessimismo que assola o país. Já, já a doutora Lúcia entrará nesta história. Fiquemos por enquanto com a onda de pessimismo. Em pesquisa divulgada na semana passada, o instituto americano Pew encontrou 72% dos brasileiros insatisfeitos “com as coisas no Brasil hoje”. A situação econômica é ruim para 67%, e 61% acham que sediar a Copa do Mundo foi uma má decisão, “porque tira dinheiro dos serviços públicos”. A presidente Dilma Rousseff ainda é vista favoravelmente por 51% dos entrevistados, mais do que Aécio Neves (27%) e Eduardo Campos (24%), mas ao mesmo tempo seu governo é reprovado nos itens combate à corrupção (86%), combate ao crime (85%), saúde (85%), transporte público (76%), política externa (71%), educação (71%), preparação para a Copa (67%), combate à pobreza (65%) e condução da economia (63%). Dilma é considerada “boa influência” no país por 48% dos entrevistados contra os 84% que assim pensavam de Lula em 2010. (Os resultados estão em http://www.pewglobal.org/2014/06/03/brazilian-discontent-ahead-of-world-cup/.)

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02/05/2014

às 9:27 \ Opinião

‘Brasil brasileiro’, por J. R. Guzzo

Publicado na edição impressa de VEJA

J. R. GUZZO

Voltou a ser moda no mundo político brasileiro falar mal de São Paulo; aparentemente, essa velhacaria parida pelo ressentimento e pela demagogia foi incluída de novo na caixa de ferramentas dos heróis da nossa vida pública. Para muitas estrelas do PT é uma tentativa de enfiar-se no coro contra as elites inventado pelo ex-presidente Lula —  num desses repentes de inspiração que só ele tem para criar inimigos imaginários, em cima dos quais pode jogar a culpa de tudo sem citar o nome de ninguém. São Paulo, segundo essa visão, seria o covil mais perigoso das “elites brasileiras” de hoje.

Tra­ta-se, também, de um alvo multiuso. Serve tanto para o infeliz deputado André Vargas como para o senador José Sarney. Serve para governadores calamitosos, que tentam explicar seus fracassos inventando que São Paulo fica com “todos os recursos do país”. Serve para a defesa de qualquer corrupto – estão sendo “linchados”, costumam dizer, porque combatem “os interesses da elite paulista”. Serve para rebater denúncias contra aberrações como a compra da refinaria de Pasadena ou a construção da refinaria Abreu e Lima, próxima ao Recife; tais denúncias, dizem os suspeitos, são armadas por elitistas de São Paulo, que querem “privatizar a Petrobras” e não se conformam com o avanço industrial de Pernambuco.

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19/04/2014

às 14:58 \ Opinião

‘Vou atuar’, por Roberto Pompeu de Toledo

Publicado na edição impressa de VEJA

ROBERTO POMPEU DE TOLEDO

Quando o amigo doleiro Alberto Youssef desabafou, exasperado e súplice, “Tô no limite. Preciso captar”, segundo diálogos registrados pela Polícia Federal e revelados pela última VEJA, o deputado André Vargas respondeu, resoluto: “Vou atuar”. André Vargas, do PT do Paraná, até a semana passada vice-presidente da Câmara dos Deputados, já se celebrizara pelo gesto de levantar o braço, como provocação ao presidente do Supremo Tribunal Federal, Joaquim Barbosa, sentado a seu lado. Ao gesto agora acrescentava uma divisa, na forma de uma sentença tão curta quanto prenhe de pesporrência (bela palavra; o colunista agradece ao deputado a oportunidade de usá-la): “Vou atuar”.

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12/04/2014

às 12:41 \ Direto ao Ponto

Quem acompanha a luta de Maria Corina contra a tirania chavista não tem o direito de se espantar com o uso da tortura para esmagar a oposição ao governo Maduro

O vídeo que resume grandes momentos da deputada Maria Corina demonstra que  coragem rima com coerência

O vídeo divulgado por VEJA prova que o governo Maduro recorre à tortura para sufocar a oposição democrática

09/04/2014

às 7:47 \ O País quer Saber

Especial VEJA: Assis Brasil, o chefe sem chefiados

Publicado na edição impressa de VEJA

general-Assis-Brasil-e-Jango

Assis Brasil (à esq.) acompanha a entrevista de João Goulart

AUGUSTO NUNES

Na noite de 30 de março de 1964, o chefe da Casa Militar, Argemiro de Assis Brasil, hasteou-se na porta da sala do Palácio Laranjeiras e, com a severidade da expressão acentuada pela farda de general de brigada, interrompeu a conversa entre João Goulart e Tancredo Neves, líder do governo na Câmara dos Deputados. “Presidente, tudo pronto, o esquema já entrou em execução”, comunicou. Fazia duas horas que Tancredo estava lá para demover Goulart da ideia de alta periculosidade: comparecer à reunião promovida no Automóvel Clube por sargentos e suboficiais sublevados. Com apenas nove palavras, Assis Brasil convenceu o dubitativo de nascença a dar o assunto por encerrado e partir para o cenário do seu último discurso antes da queda.

É provável que Jango tenha deduzido que um recado em código fora embutido na segunda parte da frase: “o esquema já entrou em execução”. Isso significava que já estavam de prontidão, ou em ação nas frentes de batalha, todos os integrantes do “dispositivo militar”, codinome de uma formidável rede de conexões clandestinas que interligavam milhares de combatentes dispostos a matar ou morrer pelas reformas de base. Entre 17 de outubro de 1963 e 31 de março de 1964, tanto os “generais do povo” festejados pelos partidários do governo quanto conspiradores que haviam tentado derrubar a direção do berçário na primeira troca de fraldas enxergaram nitidamente o exército invisível: aos 56 anos, aquele gaúcho de São Gabriel conseguira forjar um colosso que abrangia marechais e estafetas, almirantes e grumetes, brigadeiros e aviadores sem milhagem, além de uma demasia de civis com trabucos escondidos num armário.

“O dispositivo militar, que dizem que eu montei, nunca existiu”, confessou Assis Brasil só em 1980. Jango e os demais acampados no Palácio Laranjeiras souberam disso dezesseis anos antes, no momento em que chegou de Minas a primeira notícia inquietante. Em vez de levar a mão ao gatilho, o chefe sem chefiados sacou um telefone ─ não para desencadear a contraofensiva tremenda, mas para perguntar a oficiais menos desinformados o que estava acontecendo. Em 1º de abril, o general sem tropas foi para Brasília, onde já estava o presidente sem poder. Dali voaram juntos para Porto Alegre e depois para uma estância na fronteira com o Uruguai. No dia 4, dividiram um ensopadinho de charque com mandioca preparado por Jango. Horas depois foram para o Uruguai, e ali Assis Brasil concluiu que chegara a hora da separação: “Presidente, vou voltar para o Brasil porque minha missão está cumprida”. A capitulação sem luta não abrandou o ódio dos vitoriosos. Assis Brasil perdeu para sempre a patente e a pensão. Mas nunca perdeu o gosto pelo cultivo de fantasias. “O Exército precisa pagar a dívida que tem comigo”, insistiu pouco antes da morte, em 1982. “Tenho direito ao posto de general de divisão.”

07/04/2014

às 17:45 \ Direto ao Ponto

Se lhe sobrou algum juízo, Vargas deve aproveitar a licença para cuidar de álibis e roteiros que o livrem de atuar na cadeia

ANDRE VARGAS

“Tô no limite. Preciso captar”, aflige-se o doleiro Alberto Youssef na mensagem ao deputado federal André Vargas.

“Vou atuar”, informa o vice-presidente da Câmara, com a segurança de um colecionador de estatuetas do Oscar, ao amigo e parceiro de negócios escusos.

Entre tantas frases extraídas de diálogos entre a dupla de vigaristas, divulgadas por VEJA neste fim de semana, nenhuma instiga tão irresistivelmente a imaginação de quem conhece André Vargas quanto essa resposta: “Vou atuar”. Com apenas duas palavras, o canastrão do PT paranaense declara-se pronto para entrar em cena encarnando o protagonista fora-da-lei prestes a virar multimilionário na vida real.

Bastaria não tropeçar no script, bastaria caprichar na performance para que fosse materializado o sonho resumido por Youssef em outra troca de recados capturada pela Polícia Federal: “Você vai ver o quanto isso vai valer… Tua independência financeira e nossa também, é claro…” Uma causa de tamanho calibre justifica qualquer esforço. Por um jatinho para chamar de seu, o suarento pai da pátria toparia molhar não só a camisa, mas também os sapatos, as meias, a calça, as peças íntimas, a cinta, a gravata e o paletó cujo corte sufocante denuncia alguém que se acha muitos centímetros mais alto e algumas arrobas menos gordo.

A alforria econômica foi adiada por VEJA, com uma reportagem que fez mais do que transformar o sócio de Youssef em outra evidência ambulante de que sábado é o mais cruel dos dias para gente com culpa no cartório. Ao pulverizar o desfile de mentiras que promoveu na tribuna da Câmara, a reportagem também tornou inviável a permanência no cargo de um vice-presidente que tenta tapear o plenário para escapar da degola e do xilindró. E apressou o pedido de licença que Vargas apresentou nesta segunda-feira. Oficialmente, ficará distante do Congresso por 60 dias. Se o Poder Legislativo ainda não revogou o que resta de vergonha, o sumiço será perpetuado pela cassação do mandato.

Pressionado por líderes do PT e de partidos aliados, todos convencidos de que o colega louco por um jatinho não escaparia da cassação caso permanecesse exposto aos holofotes, Vargas deixou o palco alegaldo a necessidade de “cuidar de interesses particulares” e  ”preparar sua defesa diante do massacre midiático que está sofrendo, fruto de vazamento ilegal de informações”. Se o despachante de doleiro especializado em cofres do Ministério da Saúde e da Petrobras não perdeu o juízo de vez, passará os próximos meses ensaiando o que dizer no tribunal sob a direção de um advogado capaz de forjar álibis, falas e roteiros menos bisonhos.

Ou Vargas melhora o desempenho ou logo estará atuando na cadeia.

 

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