Blogs e Colunistas

Vale Reprise

16/04/2013

às 16:58 \ Direto ao Ponto

O bolívar-de-hospício logo será apenas uma má lembrança, avisou o post de 5 de março

Trecho do texto aqui publicado há 40 dias: O chavismo é só mais uma entre as incontáveis seitas populistas que infestam a América Latina desde a chegada dos navegantes europeus. Como todos os fenômenos do gênero, nunca se apoiou num conjunto de ideias, mas nos interesses do chefe. Como todos os rebanhos, não sobreviverá ao sumiço do único pastor. Como todas as outras, a seita talvez agonize alguns anos, mas começou a morrer com a morte do chefe supremo.

Leia a íntegra na seção Vale Reprise.

28/03/2013

às 21:59 \ Direto ao Ponto

Os palavrórios em dilmês exigem tradução simultânea, legendas e versão dublada

Incompreensível em qualquer tema, o dilmês se torna impenetrável quando o assunto é economia. A confusão armada por Dilma Rousseff ao tentar explicar o que acha da inflação nada tem de surpreendente para os leitores da coluna. Como no discurso que inspirou o post republicado na seção Vale Reprise, o neurônio solitário fez o que sempre faz quando penetra nesse campo minado: não disse coisa com coisa.

A performance na África do Sul confirmou que a presidente não pode falar de improviso sem ter ao lado  um craque em tradução simultânea. E os vídeos que registram o palavrório em dilmês exigem legendas em português. Caso a inovação pareça excessivamente constrangedora, a coluna sugere aos marqueteiros do Planalto o imediato lançamento da versão dublada.

12/03/2013

às 19:17 \ Direto ao Ponto

O duelo entre Chávez e a cerveja prova que existe a ausência que preenche uma lacuna

Em 23 de novembro de 2010, a coluna divulgou o vídeo gravado por Hugo Chávez para justificar a estatização da Cervejaria Polar. Ao longo de 2:47, o chefe da revolução bolivariana responsabiliza por delitos de grosso calibre a bebida mais consumida nos verões do Brasil. Cerveja mata, mutila, provoca brigas de rua, colesterol, engorda, estimula a exploração capitalista e deixa o povo doidão, fora o resto.

Confira na seção Vale Reprise o documento histórico que merece um lugar na ala principal do Museu Hugo Chávez. É outra prova contundente de que existe a ausência que preenche uma lacuna.

11/12/2012

às 19:28 \ Direto ao Ponto

A reabertura do baú de Valério mostra que os figurões do PT só confiam em bandido mudo

Publicado em 26 de agosto, o post reproduzido na seção Vale Reprise advertiu que a mais explosiva caixa preta do Brasil poderia tornar ainda mais sombrio o horizonte dos passageiros do mensalão. “Marcos Valério ameaçou abrir o bico caso ficasse sozinho no barco a caminho do naufrágio”, alertou o título. Os dois parágrafos finais evocaram os sinais de perigo:

“Depois da primeira prisão preventiva, Marcos Valério avisou mais de uma vez que (…) afundaria atirando ─ e tinha balas na agulha tanto para mensaleiros juramentados quanto para Lula. Nesta semana, com um recado em código, o advogado Marcelo Leonardo valeu-se de uma linguagem codificada para reiterar as ameaças do cliente: ‘Quero ver o que o tribunal vai decidir sobre os políticos’, disse Leonardo depois da condenação de Valério pelas maracutaias envolvendo o Banco do Brasil.

Tomara que Valério reaja ao risco do naufrágio solitário com o cumprimento da promessa. Tomara que conte tudo, do mensalão mineiro à roubalheira imensa descoberta em 2005. Tomara que não poupe nenhuma das figuras com as quais contracenou, de Eduardo Azeredo a José Dirceu, de Clésio Andrade a Lula. O tumor da corrupção impune assumiu dimensões tão perturbadoras que talvez só possa ser lancetado por um quadrilheiro de grosso calibre. Alguém como Marcos Valério”.

O depoimento à Procuradoria-Geral da República, parcialmente divulgado pelo Estadão desta segunda-feira, comprova que Valério começou a cumprir a promessa. E deixou claro que o volume de segredos armazenados na memória não cabe numa caixa preta convencional: exige um baú. Pelo histórico do operador do mensalão, é provável que o depoimento tenha misturado muitos fatos com alguma fantasia. Não será difícil separar o real do imaginário: Para separar o real do imaginário, basta que o Ministério Público e a polícia cumpram seu dever ─ e investiguem com isenção e coragem o que Valério contou.

Previsivelmente, a seita lulopetista já decidiu que é tudo mentira e faz o que pode para desqualificar o velho parceiro. “Não se pode confiar numa pessoa dessas”, recitou Rui Falcão, presidente do PT. Não explicou quando e por quais motivos ocorreu a quebra de confiança que foi incondicional entre 2002 e meados de 2005. Até a descoberta do esquema do mensalão, nenhum dirigente do partido ousou duvidar do publicitário mineiro.,

Autorizado pelo PT, o bandido amigo movimentou malas de dinheiro e contas bancárias, rubricou e assinou empréstimos de bom tamanho, distribuiu propinas e abriu contas em paraísos fiscais ─ uma das quais se prestou ao acerto financeiro com o marqueteiro do rei, Duda Mendonça. Decerto não foi a condenação imposta pelo Supremo Tribunal Federal que transformou Valério “numa pessoa dessas”.

Ele não é mais bandido que José Dirceu, José Genoíno, Delúbio Soares e outras obscenidades que continuam a merecer da seita lulopetista, mais que confiança, um respeito reverencial. Enquanto permaneceu de boca fechada, Valério pareceu muito confiável aos olhos dos figurões da seita lulopetista. Perdeu a credibilidade quando começou a falar.

O PT tem muito apreço por bandidos mudos. A Justiça deve dar tratamento preferencial aos que falam. A delação premiada existe para encorpar a voz dos que sabem muito. Em matéria de quadrilhas protegidas por governantes brasileiros, ninguém sabe mais que Marcos Valério.

04/12/2012

às 21:12 \ Direto ao Ponto

A faxineira que odeia vassouras faz de conta que mal conhece a vigarista que nomeou

Nenhum instrumento de limpeza é tão gentil com monturos quanto a vassoura de Dilma Rousseff. É o que informam as anotações na folha corrida da faxineira de araque, resumidas no post republicado na seção Vale Reprise. A ministra de Lula conviveu sem quaisquer vestígios de desconforto com o lixo acumulado pelo chefe supremo desde o dia da posse. Promovida a chefe da Casa Civil em 2005, fez o que pôde para piorar que já era insuportável.

Com o dossiê forjado contra Fernando Henrique e Ruth Cardoso, Dilma produziu mais lixo. Com a conversa em que tentou induzir Lina Vieira a indultar a Famiglia Sarney, escondeu lixo. E ampliou extraordinariamente a imensidão de lixo ao transformar em sucessora a melhor amiga Erenice Guerra. Apesar das evidências de que a faxineira do Planalto não sabe viver sem lixo por perto, comunicou à nação no discurso de posse, sem ficar ruborizada, que combateria “permanentemente” a corrupção.

Jamais combateu o que rebatizou de “malfeitos”, berram os episódios que resultaram no afastamento de oito ministros metidos em maracutaias de bom tamanho. Nem pretende combater, grita o silêncio da presidente sobre o escândalo da hora. A mudez malandra confirma que a chefe de governo resolveu reprisar o filme exibido há dois anos em situações semelhantes.

No enredo cafajeste, vilões nunca são localizados pelos serviços de inteligência ou órgãos de controle do governo. Só entram em cena depois de tropeçarem em investigações da Polícia Federal ou denúncias divulgadas pela imprensa. Confrontada com provas contundentes, ainda assim Dilma tenta manter no emprego os meliantes.

Por enquanto, só teve êxito com Fernando Pimentel. Para não perder a companhia do amigo instalado no Ministério de Desenvolvimento, Indústria e Comércio, Dilma afastou os integrantes do Conselho de Ética da Presidência que acreditaram que estavam lá para agir eticamente, e insistiram em enquadrar o afilhado fora-da-lei.

Os outros continuariam longe da planície se a faxineira que odeia vassoura conseguisse resistir às verdades noticiadas pela imprensa e à indignação da opinião pública. Perderam o emprego na última cena, mas escaparam do final infeliz. Até hoje, nenhum gatuno foi demitido nem teve de devolver o produto do roubo. Todos foram ‘exonerados a pedido’ e poupados do embarque na traseira do camburão. e investigações posteriores. Gastam em liberdade o dinheiro que tungaram.

Foi assim com o bando de ministros corruptos. E assim será ─ sobretudo se a oposição oficial não voltar das férias e se o país que presta capitular ─ com os quadrilheiros que transformaram em covil o escritório da Presidência em São Paulo, reduziram agências reguladoras a fábricas de pareceres criminosos, colecionaram negociatas bilionárias e reiteraram que a máquina administrativa federal está infestada de assaltantes de cofres públicos.

A mudez da presidente avisa que, para Dilma, o caso está encerrado. Se o Brasil não perdeu a vergonha de vez, vai descobrir que está apenas começando. E será obrigada a comentar publicamente o show obsceno protagonizado por gente que conhece muito bem.  “A Dilma tem mais intimidade com a minha equipe do que eu”, repetiu Lula ao longo da campanha eleitoral de 2010. “Ela vive se reunindo com pessoas que eu só vejo de vez em quando”.

Lula via Rosemary Noronha com muito mais frequência que a sucessora. Mas Dilma não tem o direito de fazer de conta que mal sabe quem é a mulher com quem conviveu durante as viagens ao exterior ─ e manteve na chefia do gabinete em São Paulo a pedido do padrinho. A extinção do cargo atesta que a presidente o julgava sem serventia.  Estava ciente de que Rose subira na vida agarrada a Lula. Deveria saber que sua chefe de gabinete em São Paulo usava o posto de primeira amante para lucrar nas catacumbas do poder.

Se disser que não desconfiava de nada, Dilma confirmará que o Brasil é governado por um poste. Se admitir que sabia, estará confessando que foi cúmplice por omissão da vigarista que nomeou e agora faz de conta que mal conheceu.

05/11/2012

às 17:27 \ Direto ao Ponto

A conversa com Bruno Daniel vale reprise

Em maio deste ano, numa entrevista concedida ao site de VEJA, um dos irmãos de Celso Daniel disse tudo o que pensa e sabe do crime que, ocorrido em janeiro de 2002, encerrou brutalmente a carreira do prefeito de Santo André ─ já escolhido para coordenar a campanha eleitoral que transformaria Lula em presidente da República. Dividida em cinco partes, a conversa com Bruno Daniel está na seção Vale Reprise

29/10/2012

às 15:23 \ Direto ao Ponto

Todo adversário do PT precisa entender que não se pode dançar um minueto ao som do forró

Em 12 de fevereiro deste ano, logo depois do entrada de José Serra na disputa pela prefeitura de São Paulo, a coluna registrou que o maior adversário do candidato seria o próprio candidato. E reiterou a advertência: quem tenta dançar um minueto ao som do forró acaba no chão. Confiram as observações contidas no penúltimo parágrafo:

Fernando Haddad é a Dilma Rousseff da vez. A presidente que Lula elegeu atravessou a campanha festejando façanhas imaginárias. O prefeito que Lula imagina que vai eleger tentará vender desastres retumbantes com a embalagem de prodígios administrativos. Cumpre a Serra provar que São Paulo não merece ser governada por quem reduziu o Enem a uma piada e acha que o Brasil ficará mais inteligente se as crianças pobres aprenderem que nós pega os peixe.

Leiam a íntegra na seção Vale Reprise.

09/10/2012

às 15:31 \ Direto ao Ponto

A reeleição do bolívar-de-hospício exige a reprise do post de 3 de setembro de 2009

Trecho: Ninguém sabe direito o que é o socialismo revolucionário bolivariano. Nem Chávez. O que está claro é que o chefe da seita é um bisneto degenerado de Karl Marx. Saiu ao bisavô, diria Nelson Rodrigues se conhecesse a besta quadrada que, há 11 anos no poder, colocou em frangalhos a democracia venezuela e não para de armar confusões no subcontinente.

Leia a íntegra do texto na seção Vale Reprise.

03/09/2012

às 15:40 \ Direto ao Ponto

Lula sempre se imaginou um Pelé da política. Pelo andar da carruagem, vai encerrar a carreira no time dos malufs

Um post publicado em 11 de outubro de 2009 avisou que Lula, que sempre se considerou o Pelé da política, poderia encerrar a carreira nos times dos malufs. Menos de três anos depois, o texto  reproduzido na seção Vale Reprise começa a ficar com cara de profecia. Não, nunca fui vidente. Lula é que é previsível demais.

13/08/2012

às 20:05 \ Direto ao Ponto

A nomeação do mais jovem ministro do STF comprovou o despudor dos três Poderes

Em 1° de outubro de 2009, o post que comentou a chegada ao Supremo Tribunal Federal de José Antonio Dias Toffoli fez a seguinte constatação:

Conjugados, o atrevimento do Executivo, o cinismo do Legislativo e a hipocrisia do Judiciário acabam de infiltrar no STF um bacharel que seria reprovado com desonra em qualquer exame oral de colégio. Os três Poderes parecem ter perdido os derradeiros pudores. 

A íntegra do texto está na seção Vale Reprise.

 

Serviços

 

Assinaturas



Editora Abril Copyright © Editora Abril S.A. - Todos os direitos reservados