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Tarso Genro

02/02/2012

às 16:56 \ Feira Livre

A cota de Cardozo

TEXTO PUBLICADO NO ESTADÃO DESTA QUINTA-FEIRA

Demétrio Magnoli

Anos atrás, o então ministro da Justiça, Tarso Genro, determinou a deportação de dois pugilistas cubanos que tentavam fugir de seu país. Há pouco, o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, seu companheiro de partido, estabeleceu cotas restritivas para a concessão de vistos a imigrantes haitianos, anunciando a possibilidade de deportação dos que entrarem ilegalmente no Brasil. Genro fez um agrado asqueroso à ditadura dos Castros. Cardozo curva-se a reações preconceituosas que operam nas esferas superpostas das marcas social e de cor. Obviamente, os atos não são idênticos, mas ambos se inscrevem numa moldura similar de desprezo aos direitos humanos. Ministério da Deportação – é essa a placa de bronze que pretendem inaugurar sobre o espelho d’água do Palácio da Justiça?

No site de um jornal, sob a notícia de que o governo federal liberou um repasse de verbas para o Amazonas e o Acre destinado a apoiar o atendimento aos imigrantes haitianos, comentários de leitores funcionam como súmulas do preconceito. A marca da cor, indizível, oculta-se sob a da pobreza: “Lindo, Brasil! Ao invés de gastar esse dinheiro com os nossos pobres, vamos gastar com os pobres dos outros”. O complemento, na mensagem seguinte: “Mais bolsa miséria a caminho. Vamos lá, Brasil”. Há uma narrativa comum, insuflada pela ignorância sobre a História: “Qual país do mundo paga para receber brasileiros? Por que o governo brasileiro não olha para o norte e aprende como os EUA agem nessas ocasiões? Somos mais ricos que eles?”.

Ao longo de sua História, os EUA receberam 75 milhões de imigrantes, um fenômeno sem igual que funcionou como a alavanca decisiva na configuração da maior economia do mundo. O principal ciclo imigratório, no meio século anterior a 1920, criou a agricultura farmer do Meio-Oeste e ergueu as plataformas industriais do Nordeste e dos Grandes Lagos. Eram pobres, quando não miseráveis, os europeus que desembarcavam em Nova York minutos depois de singrar ao largo da Estátua da Liberdade, fincada em 1886 numa ilha desabitada da baía.

Cardozo deveria, de fato, “olhar para o norte” antes de impor uma cota insignificante de cem vistos mensais para os haitianos. Nos EUA, o maior fluxo imigratório do mundo prossegue a taxas médias anuais superiores a 1 milhão, desde 1990. No lugar dos irlandeses, que fugiam da an Gorta Mór, a crise de fome deflagrada por uma praga nas plantações de batata, os novos imigrantes são latino-americanos ou asiáticos. Os mexicanos e seus descendentes somam 25 milhões, dois quintos dos quais residem na Califórnia. Nova York é o núcleo de uma comunidade expatriada de 600 mil haitianos, fonte principal dos recursos que, circundando a teia parasitária de ONGs internacionais atuantes no Haiti, sustentam os milhões de deslocados internos pelo terremoto de 2010.

O nome de Madison Grant está associado à única descontinuidade na história das migrações para os EUA. Grant escreveu um célebre tratado histórico sobre raças, promoveu a exibição de um pigmeu do Congo na jaula dos macacos do Zoológico do Bronx e formulou a Lei de Integridade Racial da Virgínia, de 1924. No mesmo ano, sob sua inspiração, o Congresso americano aprovou a Lei de Imigração que interrompeu o grande influxo migratório das décadas precedentes. Em nome da pureza racial da nação, a lei estabelecia cotas restritivas ao ingresso de europeus orientais e meridionais e proibia a entrada de asiáticos.

Da raça à cultura é só um passo. Há sete anos o cientista político Samuel Huntington publicou Quem Somos Nós? Os Desafios à Identidade Nacional Americana, uma obra nativista na qual caracteriza a imigração hispânica como um ácido corrosivo que ameaça a integridade cultural dos EUA. O livro ocupa lugar destacado na biblioteca de Newt Gingrich, o pré-candidato republicano que promete deportações em massa de mexicanos. Quando o ministro Cardozo seleciona os haitianos como alvos de restrições inéditas, está “olhando para o norte” – mas enxergando a porção ignóbil de uma longa história.

No primeiro semestre do ano passado, 330 mil imigrantes portugueses conseguiram regularizar seus papéis no Brasil. Cerca de 4 mil haitianos cruzaram ilegalmente a fronteira brasileira no último ano. Mas a bússola do ministro da Deportação Anunciada são as sondagens de opinião, não os fatos. Na entrevista consagrada a informar sobre a política de cotas, Cardozo invocou o imperativo da segurança nacional, dissertou sobre o conluio de “coiotes” com narcotraficantes e, astuto como uma raposa, mencionou o caso específico da entrada de um haitiano foragido de um presídio que desabou durante o terremoto. Nenhum jornalista solicitou que ele estabelecesse uma relação positiva entre a cota restritiva de vistos e o controle policial das fronteiras brasileiras. Também não se indagou o motivo para o contraste entre o tratamento dispensado aos imigrantes haitianos e portugueses.

Imigrantes são uma riqueza, um recurso social, para os países receptores. A economia ensina que eles diversificam e dinamizam o mercado de trabalho, sem aumentar as taxas de desemprego. A antropologia ensina que eles deflagram novos intercâmbios culturais, contribuindo para a criatividade geral da sociedade. Deriva do estereótipo a noção de que os haitianos que ingressam no Brasil formam uma massa homogênea de indivíduos sem qualificações profissionais. Como no caso da comunidade haitiana nos EUA, parcela significativa dos imigrantes que cruzaram nossas fronteiras é constituída por trabalhadores qualificados que abandonam um país entregue à desordem, à corrupção e à violência dos poderosos.

O Brasil não tem tradição de estabelecer distinções de origem entre os imigrantes. Cardozo criou um precedente vergonhoso – que, aliás, só beneficia os “coiotes”. Felizmente, ao contrário do episódio dos pugilistas, ainda há tempo para corrigi-lo.

16/01/2012

às 13:03 \ Direto ao Ponto

Se adotassem o Método Battisti, os haitianos virariam asilados políticos

Os haitianos que lutam pela sobrevivência escolheram o jeito errado de entrar no Brasil. O jeito certo foi descoberto por Cesare Battisti. Antes de deixar o país devastado pelo terremoto, cada um deveria ter-se filiado a alguma organização clandestina de extrema-esquerda, jurado de morte o imperialismo americano e justiçado pelo menos quatro inimigos do povo. Servem pequenos comerciantes ou policiais. Depois disso, os revolucionários se proclamariam perseguidos pela ditadura haitiana e rumariam para a potência emergente que acabou com a fome, depois com a pobreza, tornou-se a sexta maior economia do mundo, montou um sistema de saúde que está perto da perfeição, empresta dinheiro até ao FMI e tem emprego para todo mundo. Mas não pela rota que passa pelo Acre, e sim pela rota sul.

É mais longa, mas muito mais segura. Termina em Porto Alegre, mais precisamente no Palácio Piratini, onde Tarso Genro governa o Rio Grande e luta pela ressurreição do socialismo. Ele sabe o que fazer para transformar qualquer companheiro em asilado político. E só nega socorro a quem tenta escapar de Cuba.

19/12/2011

às 21:09 \ Direto ao Ponto

A renovação do mandato da diretoria do clube dos cafajestes segue em frente disfarçada de ‘reforma ministerial’

Só depois de gravar o comentário de sexta-feira para o site de VEJA é que me lembrei do post publicado em 19 de março deste ano, e que acaba de voltar ao ar na seção Vale Reprise. Título: O Brasil está fora da zona dos terremotos, mas permanece na rota dos mercadantes. Um dos parágrafos inspirados em Aloízio Mercadante começa assim: “Essa estranha mistura de sabujice e arrogância precisou de dois ou três dias no emprego novo para virar especialista em coisas que ignora profundamente. Bastou-lhe uma ligeira mirada na Região Serrana devastada pelas tempestades, por exemplo, para avisar que isso não se repetirá”. Na semana passada, o ministro da Ciência e Tecnologia disse o contrário com o desembaraço sem remorsos que identifica os irresponsáveis vocacionais. Os falatórios são conflitantes. Mas igualmente cretinos.

Nesta segunda-feira, Dilma Rousseff confirmou que, na Era da Mediocridade, quanto mais bisonho é o desempenho de um ministro maior é a chance de ser promovido. Graças aos desastres acumulados no Ministério da Educação, o companheiro Fernando Haddad virou candidato do PT à prefeitura de São Paulo. Graças à vexatória performance no emprego que ganhou como prêmio de consolação pelo naufrágio na disputa do governo paulista, Mercadante deverá ser premiado pela chefe com o gabinete em que Haddad agiu. A substituição de Tarso Genro pelo Terror dos Estudantes confirmou que, no Brasil de Lula e Dilma, o que está muito ruim sempre pode ficar péssimo. A promoção do Herói da Rendição provará que sempre é possível ir um pouco além do que parece o fundo do poço.

Muitos por vassalagem, outros tantos por cinismo, alguns por estupidez, a maioria dos jornalistas insiste em chamar de “reforma ministerial” a sequência de movimentos desastrados empreendida por Dilma. Começou com a absolvição de Fernando Pimentel, foi em frente com o aviso de que Iriny Lopes seguirá no comando da usina de ideias imbecis disfarçada de Secretaria de Políticas para as Mulheres e deve prosseguir com a transferência de Aloízio Mercadante. O que está em curso nada tem a ver com uma reforma ministerial sem aspas.  É só a renovação do mandato da diretoria do clube dos cafajestes. A turma faz de conta que alguma coisa mudou para que tudo continue igual. Ou fique um pouco pior.

13/12/2011

às 19:56 \ Homem sem Visão

Candidatos do PT obedecem à ordem de Lula, unem-se em torno do doutor do mensalão e saem em desabalada carreira

Uma reunião clandestina na mansão onde funcionou a “República de Ribeirão Preto” juntou em Brasília, na madrugada desta terça-feira, os seis  candidatos do PT ao título de Homem sem Visão de 2011. Alertada pelo caseiro, a Comissão Organizadora do prêmio escalou para acompanhar o misterioso encontro um repórter disfarçado de garçom. Segue-se o relato do nosso enviado especial:

Abrindo a reunião, o ex-ministro Márcio Thomaz Bastos informou que era portador de um bilhete de Lula. Depois de explicar que não iria mostrar os garranchos do chefe por causa dos erros de português, o doutor do mensalão tirou um papel do bolso e leu em voz alta o seguinte. ‘Vocês precisam se unir para tirar o Carlos Lupi da liderança da enquete. O PT não pode perder a eleição para o PDT. Nosso partido é o maior celeiro de HSV do mundo. O doutor Márcio vai falar o resto’”.

Depois de guardar o papel no bolso, o jurista que inventou o recurso não-contabilizado disse que o chefe havia decidido que o melhor nome para unir o grupo era o dele. “Eu também acho”, continuou Márcio. “Primeiro, porque vocês todos são meus clientes ou vão ser daqui a pouco. Segundo, porque o conjunto da minha obra me permite aspirar ao troféu de HSV do ano. Terceiro, porque o Lula mandou”. A menção ao chefe foi recebida com aplausos pelos cinco presentes à reunião. O doutor declarou que considerava aprovada a candidatura única e colocou o microfone à disposição dos companheiros.

Primeiro a usar da palavra, Aloízio Mercadante disse que revogaria imediatamente a candidatura irrevogável e pediu a Márcio que o ajudasse a transferir-se para o Ministério da Educação. Sentado ao lado do Herói da Rendição, Antonio Palocci ofereceu os serviços da sua empresa de consultoria, de graça, e pediu ao doutor que o ajudasse a conseguir o indulto de Natal. Iriny Lopes declarou que apoiaria com muito entusiasmo “um companheiro que jamais toparia ofender a família brasileira aparecendo de lingerie num comercial de televisão”.  Em seguida, pediu ao pronto-socorro dos bandidos de estimação que convença Dilma Rousseff a aumentar a verba da Secretaria de Políticas para as Mulheres.

Ideli Salvatti berrou que Márcio “é mais bonito que o Renan e o Sarney juntos”. Sempre aos gritos, também pediu ao advogado-geral dos mensaleiros que a honrasse com o convite para um jantar a dois. À vontade numa camiseta assombrosa, Tarso Genro informou que, apesar de ocupar o segundo lugar na enquete, cumpriria imediatamente a ordem de Lula. Mas revelou que ficaria mais feliz ainda se ganhasse do renomado jurista um parecer favorável à concessão do título de “cidadão brasileiro honorário ilustre” ao companheiro assassino Cesare Battisti. No fim do falatório de Tarso, o som de um camburão interrompeu a discurseira. Todos saíram em desabalada carreira.

É isso, leitores-eleitores! O Pacto de Brasília dará resultado? Ou o eleitorado rejeitará a jogada eleitoreira? Como reagirá Carlos Lupi? Os demais concorrentes continuarão em palanques individuais ou vão render-se à polarização? Ninguém sabe! O segundo turno só termina no dia 19! Quase uma semana de briga de foice no escuro! O povo vai decidir no voto! E que vença o pior!

08/12/2011

às 18:55 \ Homem sem Visão

Começou a disputa do título de Homem sem Visão de 2011. Quem vai ficar com o troféu só conquistado por Dilma e Franklin?

Começou nesta quinta-feira a disputa do título de Homem sem Visão do Ano, honraria só conquistada por dois brasileiros: Dilma Rousseff (2009) e Franklin Martins (2010). Os leitores-eleitores escolherão, entre os 10 campeões que conseguiram vagas na enquete, o pior entre os piores. Confira a relação dos 10 menos:

JANEIRO – Sérgio Cabral

O governador do Rio não enxergou nenhuma área de risco na Região Serrana, cenário da tragédia que matou mais de mil pessoas em janeiro. Durante a campanha, Cabral destacou-se ao insultar um menino da favela que visitava em companhia de Lula e ampliou o eleitorado com a divulgação de um vídeo em que aparece abraçando os vereadores bandidos Natalino e Jerominho.

FEVEREIRO – Nilda de Fátima Ferreira Soares

Reitora da Universidade Federal de Viçosa, conseguiu notoriedade nacional por ter entregue o primeiro diploma de doutor honoris causa da coleção de Lula, que nunca leu um livro e não sabe escrever.

MARÇO – Aloizio Mercadante

O ministro de Ciência e Tecnologia é o único tricampeão mensal do HSV. Conseguiu o terceiro troféu por ter enxergado no encontro da Cúpula Empresarial Brasil-Estados Unidos um churrasco na Granja do Torto, engano que acabou por submetê-lo à histórica revista imposta pelo serviço de segurança de Barack Obama.

ABRIL – Tarso Genro

O governador gaúcho garantiu a vitória com a aula magna na Universidade Federal do Rio Grande do Sul em que elogiou (sorrindo) a maconha e (chorando) Nelson Mandela.

MAIO – Antonio Palocci

Chefe da Casa Civil, subiu no primeiro andor da procissão dos pecadores despejados graças ao milagre da multiplicação do patrimônio. Ao confundir consultoria financeira com tráfico de influência, perdeu o emprego. Mas ganhou o emprego.

JUNHO – Ideli Salvatti

Bicampeã mensal, a ministra das Relações Institucionais (e da Desarticulação Política) atingiu a marca recorde de 21 participações na disputa do HSV. Conquistou o segundo troféu pelo conjunto da obra.

JULHO - (A eleição de Sérgio Cabral foi anulada por infringir a norma do regulamento que proíbe ao vencedor mensal candidatar-se de novo no mesmo ano. Os integrantes da Comissão Organizadora foram demitidos por justa causa).

AGOSTO – Geraldo Alckmin

O governador de São Paulo tornou-se o primeiro HSV tucano ao enxergar em Dilma Rousseff  uma estadista e chamá-la de ‘presidenta’.

SETEMBRO – Márcio Thomaz Bastos

O ex-ministro da Justiça levou o troféu ao não ver nada demais em agir, simultaneamente, como patrinho de ministros do STF, advogado de um dos mensaleiros e conselheiro de todos.

OUTUBRO – Iriny Lopes

A ministra-chefe da Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres foi vitoriosa já na campanha de estreia. Conseguiu enxergar num comercial de lingerie uma grave ofensa à mulher brasileira, à moral, aos bons costumes e ao casamento entre pessoas de sexos diferentes.

NOVEMBRO – Carlos Lupi

O ex-ministro do Trabalho garantiu a vaga ao enxergar a saída para o pântano em que se meteu no duplo papel de chefe de bando e canastrão e canastrão apaixonado.

A votação na enquete será encerrada no dia 19! A grande eleição começou! Escolham entre dez candidatos que ninguém merece! O prêmio será entregue por Lula, hors concours desde que nasceu! Que vença o pior!

17/11/2011

às 20:08 \ Homem sem Visão

Mudanças no regulamento transformam a disputa do troféu de novembro na mais feroz briga de foice da história do concurso

Em reunião sigilosa realizada numa das madrugadas do feriadão, a Comissão Organizadora do HSV decidiu introduzir no regulamento algumas mudanças que decerto transformarão a briga de foice de novembro na mais feroz desde o nascimento do concurso. O novo texto, por exemplo, elimina a disputa do troféu de dezembro, para que o último mês do ano seja reservado exclusivamente à escolha do Homem sem Visão de 2011. Assim, a definição da vaga de novembro fechará a lista dos 10 finalistas.

Seriam 11 se os integrantes da antiga Comissão Organizadora tivessem impugnado a segunda candidatura vitoriosa de Sérgio Cabral, impedido de inscrever-se pelo artigo 1° do regulamento, que diz o seguinte: “Nenhum concorrente poderá conquistar mais de um título mensal”. Além de invalidar o resultado, a direção da coluna demitiu os responsáveis por indícios veementes de corrupção.

Ao lado de Sergio Cabral, estão na relação dos nove finalistas já em campanha pelo título de HSV do Ano duas revelações femininas ─ Iriny Lopes e a reitora Nilda de Fátima Ferreira Soares ─ e seis veteranos competidores: Márcio Thomaz Bastos, Geraldo Alckmin, Ideli Salvatti, Antonio Palocci, Tarso Genro e Aloizio Mercadante.

A notícia de que a vaga de novembro é a última ainda disponível provocou viva agitação entre os cabos eleitorais de respeitados especialistas em disputas do gênero. Foi grande a movimentação de marqueteiros nos escritórios políticos de candidatos potenciais como Rui Falcão, José Eduardo Cardozo, Fernando Haddad e Gilberto Carvalho. Refugiados no anonimato, assessores de José Sarney e José Dirceu confidenciaram que a dupla de Zés examina a possibilidade de entrar na jaula das feras. Fontes do PCdoB revelaram que Orlando Silva e Agnelo Queiroz podem juntar-se numa chapa única.

As inscrições começarão a ser oficializadas amanhã. Quem vai entrar na briga contra a  senadora Marta Suplicy e o ainda ministro Carlos Lupi? Preparem-se, leitores-eleitores! A coisa já está feia! E promete piorar! Fortíssimas emoções escurecem o horizonte! Que vença o pior!

22/10/2011

às 3:31 \ Sanatório Geral

Dilmês 171 (2)

“Esse processo comunicacional faz vibrar a classe média ingênua e interessada e também os adversários políticos dos condenados, sejam de que partidos forem. Todos esquecem que podem ser os próximos réus do justiçamento paralelo”.

Tarso Genro, governador do Rio Grande do Sul, em outro trecho da discurseira no Congresso Nacional da Campanha do Ministério Público Brasileiro contra a Corrupção, explicando em dilmês 171 que, se a imprensa continuar publicando notícias sobre a roubalheira desavergonhada, todos os partidos da aliança governista serão fechados por falta de quórum.

21/10/2011

às 23:52 \ Sanatório Geral

Dilmês 171

“Os casos mais graves e emblemáticos de corrupção são investigados pela mídia e apresentados publicamente à sociedade segundo a convicção ou interesse das grandes cadeias de comunicação. Neste procedimento inquisitório, o próprio Ministério Público e a polícia, ordinariamente, são julgados por ela, sem quaisquer critérios de especialização ou conhecimento. E os réus são julgados previamente e expostos à sociedade pelo Tribunal Comunicacional’.

Tarso Genro, governador do Rio Grande do Sul, num trecho do discurso no Congresso Nacional da Campanha do Ministério Público Brasileiro contra a Corrupção, abandonando temporariamente o ofício de poeta onanista para defender os companheiros corruptos e os larápios amigos em dilmês 171.

03/10/2011

às 17:25 \ Sanatório Geral

Matriz desenvolvimentista

“Trabalhamos com o conceito de uma matriz desenvolvimentista que diz que dívida não é para ser paga”.

Tarso Genro, governador do Rio Grande do Sul, capturado pelo Otavio ao explicar, entre um poema onanista e outro, a iminente elevação da dívida do estado de 40 para 44 bilhões de reais, e remetido ao Sanatório com o seguinte bilhete do comentarista: “Fiquei em dúvida: ou é um recado para que os credores daquele Estado esperem sentados ou é uma mensagem cifrada para que o companheiro Cesare Battisti resolva, à siciliana, suas pendências com os pescadores de Cananéia, com o uso de uma matriz desenvolvimentista calibre 38″.

29/08/2011

às 0:03 \ Sanatório Geral

Campeonato do cinismo

“Que ele seja um cidadão digno, trabalhe, escreva e respeite o nosso país”.

Tarso Genro, governador do Rio Grande do Sul e príncipe dos poetas onanistas, sobre suas expectativas em relação ao amigo Cesare Battisti, a quem concedeu refúgio político quando era ministro da Justiça, esperando que o bandido de estimação faça na velhice o contrário do que fez desde que nasceu.


 

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