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Simon Bolivar

17/10/2011

às 2:31 \ Sanatório Geral

Tratamento de choque

“Saúde aos espíritos da savana”.

Hugo Chávez, bolívar-de-hospício, ao abençoar com dinheiro público a pajelança promovida numa “montanha mágica” por uma seita que mistura mitologia viking de seriado de TV, escalou Simón Bolívar para semideus e promove rituais em volta de fogueiras ao som de tambores, mostrando que, até agora, o único efeito do tratamento em Cuba foi acabar com o que restava de neurônios.

25/07/2010

às 1:00 \ Sanatório Geral

Reunião de cúpula

“Nós te trazemos de presente tua pátria liberta com a nova bandeira confeccionada por teu povo heroico, que te encarna e te vive e te canta, hoje, dia de teu nascimento. Não será uma bandeira improvisada como a que a burguesia colocou aqui, trancada, prisioneira como estavam prisioneiros os teus restos, como estava prisioneiro o teu pensamento, lastimado”.

Hugo Chávez, ao enterrar de novo os restos de Simón Bolívar, que mandou exumar há 15 dias invocando a necessidade inadiável de descobrir se El Libertador morreu de morte morrida ou de morte matada, pretexto que permitiu ao bolívar-de-hospício trocar ideias com o herói sul-americano sobre a crise com a Colômbia e os rumos da revolução bolivariana.

23/07/2010

às 17:00 \ Sanatório Geral

General da banda

“Conte o governo com uma resposta contundente se forças estrangeiras tentarem violar o solo sagrado do maior homem da América”.

Carlos Mata, ministro da Defesa da Venezuela, referindo-se a Simón Bolívar, ameaçando a Colômbia com uma guerra comandada por um bolívar-de-bolerão.

16/07/2010

às 15:01 \ Sanatório Geral

Circo bolivariano

“Hola mis amigos! Que momentos tan impresionantes hemos vivido esta noche!! Hemos visto los restos del Gran Bolívar!Les digo: tiene que ser Bolivar ese esqueleto glorioso, Dios mio. Bolivar vive Carajo!!”

Hugo Chávez, no twitter, depois da exumação dos restos mortais de Simón Bolívar, informando que o circo bolivariano agora funciona 24 horas por dia.

20/05/2010

às 2:00 \ Sanatório Geral

Bolívar de hospício

”Oba! Já temos o comandante da campanha BOLIVAR 200. E sabem quem é o chefe? Nada menos que ARISTÓBULO!!! Atropelaremos os esquálidos.”

Hugo Chávez, psicopata cucaracha, em mensagem no twitter, ao insinuar que pretende permanecer no poder por mais 200 anos, matando Simón Bolívar de raiva, matando todos os Aristóbulos venezuelanos de curiosidade e matando de medo os esquálidos em geral.

26/11/2009

às 0:55 \ Sanatório Geral

Nascidos um para o outro (6)

“Eu o chamaria até de gladiador das lutas antiimperialistas, exemplo de firmeza, de constância, de batalha pela liberdade de seu povo, pela grandeza da pátria persa, da pátria iraniana. A pátria de Bolívar dá-lhe as boas-vindas”.

Hugo Chávez, reencarnação degenerada de Simon Bolivar, para Mahmoud Ahmadinejad, fusão de todos os napoleões de hospício da história persa.

03/09/2009

às 18:13 \ Direto ao Ponto

O sósia de Patton e a reencarnação de Bolivar

Sempre com a saúde debilitada, Nelson Rodrigues sentiu-se tão mal naquele dia que imaginou que iria morrer. Quais seriam suas últimas palavras?, quis saber um amigo na redação.  “Você promete que publica?”, primeiro tratou de assegurar-se. Ao ouvir que sim, eternizou outra frase: “Que besta quadrada era o Karl Marx”.

Ele se acharia pouco superlativo caso vivesse para ver o que virou a galharia sul-americana da árvore genealógica plantada por Marx. A árvore já foi bastante frondosa. Depois da monumental implosão da União Soviética, as ramificações que se estendiam pelo mundo civilizado secaram. Os galhos da América do Sul continuam viçosos e dando frutos. O mais recente tem a cara do venezuelano Hugo Chávez.

Ninguém sabe direito o que é o socialismo revolucionário bolivariano. Nem Chávez. O que está claro é que o chefe da seita é um bisneto degenerado de Karl Marx. Saiu ao bisavô, diria Nelson Rodrigues se conhecesse a besta quadrada que, há 11 anos no poder, colocou em frangalhos a democracia venezuela e não para de armar confusões no subcontinente.

“É um farsante perigoso”, resume um general destacado para a Amazônia que conviveu dois anos com o coronel cucaracha. Ele acha apenas ridículas as recorrentes ameaças de invadir a Colômbia. “Mesmo com os acordos que celebrou com a Rússia e o Irã, a Venezuela não teria a menor chance num confronto armado com o vizinho”, explica. “Muito menos arriscado é financiar as FARC, como Chávez tem feito”.

O perigo mora do outro lado, sabe o Exército e fingem ignorar o Planalto e o Itamaraty. Com pouco barulho, mas inquietante frequência, Chávez vem reivindicando a posse da província de Essequibo, que representa dois terços da Guiana e roça a fronteira norte do Brasil. Em 13 de março de 2006, por ordem do aprendiz de tirano, a bandeira da Venezuela juntou mais uma estrela às sete já existentes. A oitava antecipa a incorporação de Essequibo.

No mapa oficial da Venezuela, a província aparece assinalada com traços diagonais, que identificam territórios contestados. Chávez prometeu mais de uma vez remover a bala esses traços ─ que há dois anos desapareceram dos mapas militares produzidos pelas Forças Armadas. Em tese, a Guiana é uma presa fácil: dispõe de 1600 homens, 3 lanchas de patrulha e nenhum avião de combate. Mas é improvável que o mundo inteiro encare a agressão absurda com a indulgência malandra dispensada pelo governo Lula ao companheiro delinquente.

Em 2 de abril de 1982, acuado pela crise política, o ditador argentino Leopoldo Galtieri exagerou no uísque e resolveu invadir as ilhas que chamava de Malvinas e os ingleses, donos do lugar, chamam de Falklands. Galtieri achava-se parecido com o general americano George Patton. Descobriu tarde demais que tinha alguma semelhança com o ator George C. Scott, que interpretou Patton no cinema mas não era parecido com o personagem.

Quase 30 anos depois, a Venezuela é governada por uma figura que se acha uma reencarnação de Simon Bolivar. Nem precisa de alguns tragos a mais para atacar a Guiana. Basta uma crise política. Se partir para a conquista de Essequibo, saberá que é mais prudente incorporar heróis de outros séculos num terreiro de macumba. Melhor detê-lo antes que venha a guerra.

29/08/2009

às 14:39 \ Sanatório Geral

A Bolívia quer briga

“Não podemos permitir uma presença militar estrangeira em nosso território. É um mandato nobre e sagrado que nos dão os nossos povos. Pensar que este acordo é melhorar uma guerra contra as drogas, eu duvido. Uma presença militar serve apenas para controlar a política de outros países”.

Evo Morales, um gorro inca no lugar da cabeça, ordenança do generalíssimo Hugo Chávez, pronto para enforcar o imperialismo ianque e o capitalismo colombiano com colares de folhas de coca, recitando direitinho o que a reencarnação de Simon Bolivar mandou que decorasse em cinco dias.


 

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