Blogs e Colunistas

Sérgio Guerra

21/07/2011

às 13:43 \ Sanatório Geral

Projeto patriótico

“Enquanto não tem um projeto para o país, a oposição vai atrás de emenda”.

Paulo Teixeira, líder do PT na Câmara dos Deputados, ao criticar o encontro do presidente do PSDB, Sérgio Guerra, com a ministra das Relações Institucionais Ideli Salvatti, explicando que, em vez de ir atrás de emenda, a oposição deveria ir atrás de dinheiro, empregos e licitações , como faz a base governista, cujo projeto para o país é garantir a prosperidade da família e uma vida mansa para amigos e agregados.

18/12/2010

às 20:08 \ Direto ao Ponto

Quem se elege pela oposição e se rende ao Planalto é só mais um colaboracionista

A falta que faz um Mário Covas, lamenta a oposição real sempre que a oposição oficial tira o governo para dançar. Nesse minueto à brasileira, repetido há oito anos, apenas um dos parceiros se curva diante do outro, que retribui as reverências com manifestações de arrogância e para a música para berrar insultos quando lhe dá na telha. Desde a ascensão de Lula ao poder, cabe ao PSDB o papel subalterno e ao PT o comando dos movimentos na pista. Assim será pelos próximos anos, avisou nesta semana a Carta de Maceió, redigida pelos oito governadores tucanos eleitos ou reeleitos em outubro.

Nessa versão 2010 do espetáculo da covardia, como observou Reinaldo Azevedo, não há um único parágrafo, uma só sílaba, sequer uma vírgula que impeça um Tarso Genro de subscrevê-lo. O palavrório nem procura camuflar a rendição sem luta, a traição aos eleitores que souberam só agora que a relação com o governo de Dilma Rousseff, se depender dos tucanos, será regida pelo signo do servilismo. “Um Estado como Alagoas, que concentra os piores indicadores sociais do país, não pode se dar ao luxo de brigar com o governo federal”, subordinou-se o anfitrião Teotônio Vilela Filho. “Nós dependemos, e muito, dos repasses de verbas e programas federais”.

Os convivas do sarau em Alagoas ainda não aprenderam que, segundo a Constituição, o Brasil é uma república federativa. Um governador não precisa prestar vassalagem ao poder central para receber o que lhe é devido, nem pode ser discriminado por critérios partidários. Um presidente da República que trata igualmente aliados e adversários não faz mais que a obrigação.

“Devemos buscar sempre o entendimento e a cooperação, na relação tanto com o governo federal como com os governos municipais”, recitaram em coro ─ e em nome de todos ─ o paulista Geraldo Alckmin e o paranaense Beto Richa. Previsivelmente, foram abençoados por outra frase equivocada do presidente do PSDB, Sérgio Guerra: “Fazer oposição não é papel dos governadores”.

Claro que é. Mais que isso: é um dever. Os eleitores que garantiram a vitória de cada um dos oito signatários da Carta de Maceió não escolheram um gerente regional, mas políticos incumbidos de administrar com altivez Estados cuja população é majoritariamente oposicionista. Se dessem maior importância à afinação com o Planalto, teriam optado por candidatos do PT. O convívio entre governantes filiados a partidos diferentes é regulamentado por normas constitucionais, regras protocolares e manuais de boas maneiras. Isso basta.

É natural que governantes de distintos partidos colaborem na lida com problemas comuns. Outra coisa é a capitulação antecipada e desonrosa. Quem se elege pela oposição e se oferece ao inimigo como colaborador voluntário é apenas colaboracionista. Os franceses sabem o que é isso desde a Segunda Guerra Mundial. Os governadores tucanos que já se ajoelham diante de Dilma Rousseff logo saberão.

17/12/2010

às 4:45 \ Sanatório Geral

Oposição a favor (3)

“Essa é uma tarefa partidária, que está mais afeita à bancada do partido na Câmara e no Senado. Mesmo assim, vamos fazer oposição de qualidade”.

Sérgio Guerra, presidente do PSDB, na reunião dos governadores tucanos em Maceió, ensinando que, para ter qualidade, a oposição não deve fazer oposição.

09/12/2010

às 23:17 \ O País quer Saber

A oposição nem sabia que o governo ainda não indenizou as famílias das vítimas do Haiti

Bruno Abbud

Os parlamentares da oposição ignoravam até o começo desta semana que as indenizações prometidas por Lula aos parentes dos militares mortos no Haiti continuam no papel. “Estou sabendo agora”, disse o senador Álvaro Dias (PSDB-PR) no fim da tarde de 7 de dezembro. Consciente da situação das famílias, o vice-líder da bancada tucana no Senado prometeu: “Vamos cobrar na tribuna”.

Cumpriu a promessa na noite seguinte. “Solicitei à liderança do governo que interferisse junto ao Palácio do Planalto para que sejam pagas as indenizações relacionadas à catástrofe que houve no Haiti, há quase um ano”, relatou o senador em seu blog. ” Não houve ainda o pagamento dessa indenização. O líder do governo, Romero Jucá, prometeu levar o assunto ao presidente da República”.

“Tomei conhecimento disso agora”, repetiu o deputado João Almeida, líder do PSDB na Câmara, que devolveu o problema aos parentes das vítimas. “Os interessados têm de cobrar. É preciso uma ação direta deles. Isso é lei, eles podem acionar a Justiça por conta da garantia do direito legal”. Só então o deputado decidirá se vai tratar do caso na tribuna.

Álvaro Dias imaginou que o caso tivesse terminado depois do resultado do primeiro Projeto de Lei proposto pela Presidência, do qual foi relator. O PL ─ que determina o pagamento de R$ 500 mil às famílias mais R$ 510 mensais para os filhos em idade escolar ─ foi aprovado na Câmara em 3 de fevereiro e transformado na lei 12257/2010 em junho pelo Senado. Mesmo incluídas na legislação, as promessas não foram cumpridas.

A Presidência teve de propor outro projeto de lei, o PLN 41/2010, desta vez pedindo a abertura de crédito especial de R$ 10,1 milhões. Só assim o Ministério da Defesa, por meio do Exército, poderá conceder os benefícios prometidos. O PLN 41/2010 foi enviado ao Congresso em 5 de agosto, sete meses depois do terremoto no Haiti. Aprovado pela Comissão Mista de Planos, Orçamentos Públicos e Fiscalização em 9 de novembro, ainda será votado em sessão conjunta no plenário do Congresso Nacional. A votação deve acontecer ainda este ano, informou a Subsecretaria de Coordenação Legislativa do Senado, onde o projeto está parado.

O deputado catarinense Paulo Bornhausen, líder do DEM na Câmara, “preferiu não entrar na discussão” sobre as indenizações, informou um assessor. Procurado por dois dias consecutivos, Rodrigo Maia, do DEM do Rio de Janeiro, não atendeu à reportagem. Sérgio Guerra, do PSDB de Pernambuco, mandou dizer que não estava suficientemente informado para manifestar-se sobre o caso.

05/11/2010

às 23:20 \ Direto ao Ponto

Lula ressuscita a CPMF para vingar-se dos que sepultaram o sonho do terceiro mandato

Se abraça e afaga até um Fernando Collor, se não o constrange beijar a mão de um Jader Barbalho, se é capaz de enxergar uma batina imaculada no jaquetão de um José Sarney, como entender o tratamento rancoroso dispensado pelo  presidente Lula aos senadores que, em dezembro de 2007, decretaram a extinção da Contribuição Provisória sobre Movimentações Financeiras? Se o aumento da arrecadação compensou a perda dos R$ 50 bilhões recolhidos anualmente, se está provado que o governo nunca investiu no sistema de saúde o dinheiro da CPMF, como explicar o esforço obsessivo do presidente para antecipar a morte política dos autores da desfeita, e completar a revanche com a ressurreição do imposto do cheque?

Por que tamanho e tão duradouro ressentimento? Porque o fim do tributo foi também o fim do sonho, esclareceu a colunista Dora Kramer, com a argúcia habitual, no Estadão desta sexta-feira.  “A derrota na votação da CPMF no Senado enterrou o projeto do terceiro mandato”, lembrou. “Ali ficou claro que, se passasse pelos deputados, pelos senadores não passaria. Portanto, aquela não foi uma derrota qualquer. Foi uma derrota política surpreendente e definitiva”. Perfeito. Onde os brasileiros comuns veem um imposto a menos, Lula sempre enxergará o confisco dos quatro anos a mais.

“Peço que nossa oposição não faça contra Dilma a política que fez comigo, a política do estômago, a política da vingança”, fantasiou nesta terça-feira o infatigável carrasco da verdade. A sorte de Lula foi lidar com uma oposição parlamentar pusilânime. Em agosto de 2005, por exemplo, as estarrecedoras revelações do marqueteiro Duda Mendonça empurraram o chefe para a beira do penhasco. Foi poupado do impeachment pela tibieza dos adversários. De lá para cá, o sono sem sobressaltos foi-lhe assegurado pela superlativa tibieza dos adversários e pela nenhuma vergonha dos companheiros. O Senado só não engoliu a CPMF. O problema é que esse é o outro nome do terceiro mandato.

A “política do estômago, a política da vingança” ─ essa quem praticou todo o tempo foi o presidente grávido de ressentimento. Nas eleições municipais de 2008, por exemplo, acampou em Natal para exigir do eleitorado a derrota da candidata apoiada pelo senador José Agripino. Neste ano, fez o que pôde e também o que a lei proíbe para impedir a reeleição do potiguar Agripino, do amazonense Artur Virgílio e do cearense Tasso Jereissati. Na semana passada, num comício no  Piauí, comunicou à plateia que a derrota dos senadores Mão Santa e Heráclito Fortes, candidatos à reeleição, foi “uma vingança de Deus”. É um dos codinomes de Lula.

O triunfo nas urnas não bastou. Para completar a vingança, o chefe aproveitou a entrevista ao lado de Dilma Rousseff para exumar o defunto. Ao longo da campanha presidencial, a sigla não foi mencionada uma única vez. Os candidatos a governador nem lembraram que a CPMF existiu. Eleita, Dilma afirmou que não pensava em nada parecido com o imposto do cheque. Mas a palavra do Mestre está acima da coerência, da honra e da altivez. Os governadores do PSB assumiram a paternidade da malandragem, a presidente eleita se dispôs a tratar do assunto e a tropa avança em direção ao bolso dos brasileiros.

“As urnas deram ao partido a obrigação de fazer uma oposição forte, sem concessões”, disse o senador Sérgio Guerra na carta enviada na quinta-feira aos militantes tucanos. “A luta pela democracia não se faz só em época de eleições, mas todos os dias, em todos os lugares, reais ou virtuais”. O presidente do PSDB leu corretamente a mensagem emitida por 43 milhões de eleitores insatisfeitos: a luta política é um eterno recomeço. O fim de uma campanha eleitoral anuncia o início da próxima. E a um democrata oposicionista cumpre fazer oposição — sem ódios, mas sem tréguas.

Para vingar-se dos que lhe negaram o terceiro mandato, Lula resolveu castigar todos os brasileiros com a ampliação da carta tributária. Como em 2007, o Congresso não ousará ignorar a voz das ruas. O imposto do cheque não deixou saudade e não faz falta. Deve continuar na cova rasa em que está.

23/07/2010

às 12:35 \ Frases

Baixo demais

“Como uma pessoa que trabalha no subterrâneo fala em baixar o nível?”

Sérgio Guerra, presidente do PSDB, ao comentar a declaração de Dilma Rousseff, que acusou os tucanos de quererem baixar o nível da campanha eleitoral.

30/06/2010

às 16:32 \ Frases

Palpite infeliz

“Temo que tenhamos atuado neste episódio para comprometer a nossa vitória”.

Sérgio Guerra, presidente nacional do PSDB, comentando a indicação de Álvaro Dias para vice na chapa de José Serra, que não teve o apoio do DEM

24/06/2010

às 2:49 \ Sanatório Geral

Fogo amigo

“Você acha que eu pago eles para quê? Para chupar chiclete? Eles me ajudam na política, no meu trabalho lá, de um jeito ou de outro”.

Sérgio Guerra, presidente do PSDB, ao explicar por que empregou nove pessoas da mesma família no Senado, embarcando numa discurseira de candidato ao ministério de Lula, à presidência do PT ou à presidência da Fundação José Sarney.

25/03/2010

às 23:45 \ Sanatório Geral

Oposição oficial

“Esquece o Fernando Henrique. Você está parecendo a Dilma Rousseff falando do FHC”.

Sérgio Guerra, depois de lhe perguntarem se FHC vai entrar na lista dos oradores da festa de lançamento da candidatura de José Serra, composta até agora por ele próprio, os presidentes do PPS e do DEM “e, talvez, uma mulher”,  usando o tom ríspido de quem ainda não entendeu que o eleitorado brasileiro tem muito mais interesse em ouvir o ex-chefe de governo que acabou com a inflação do que o falatório de três políticos sem relevância e alguém do mesmo sexo atribuído a Dilma Rousseff.

04/03/2010

às 18:25 \ Sanatório Geral

Mais uma

“Sou contrário a qualquer tipo de restrição à doação legal, porque isso sempre facilita a doação ilegal”.

Sérgio Guerra, presidente do PSDB, mostrando que a oposição faz questão de perder todas as chances de mostrar que é diferente do PT.


 

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