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Salvador

12/10/2011

às 20:10 \ O País quer Saber

Marcha contra a corrupção leva milhares de manifestantes às ruas em dez capitais

Protesto contra a corrupção chega ao Theatro Municipal, em São Paulo

Aiuri Rebello, Fernanda Nascimento e Júlia Rodrigues

Pouco mais de um mês depois dos primeiros protestos promovidos pelo movimento contra a corrução em 7 de setembro, os manifestantes voltaram às ruas neste feriado de 12 de outubro. Em São Paulo, mais de 5 mil pessoas participaram da mobilização na tarde desta quarta-feira. Entre bandeiras do Brasil e cartazes, um grupo de cerca de 20 punks protagonizou cenas de vandalismo que destoaram da celebração à democracia protagonizada pela maioria do público. Os jovens quebraram vidros e jogaram pedras na lanchonete do McDonalds em frente ao Conjunto Nacional, próximo à Rua Augusta, e no Banco HSBC, na altura do número 1.700 da Avenida Paulista. Gledson de Souza, um dos envolvidos no tumulto, foi detido pela polícia. O restante do bando se dispersou no meio da multidão e não houve outros incidentes.

A marcha saiu da frente do Masp por volta das 14h30 e, às 16 horas, começava a descer a Rua da Consolação, em direção ao Theatro Municipal. Todas as faixas de trânsito da Avenida Paulista no sentido centro foram ocupadas pelos manifestantes. Na Consolação, somente o corredor de ônibus permaneceu aberto para os veículos. O congestinamento não tirou o bom humor dos motoristas, que buzinavam e interagiam em apoio aos manifestantes.

TODAS AS TRIBOS
Como no protesto do dia 7 de setembro, estudantes, motoqueiros, professores, índios, maçons e pessoas das mais variadas tribos e idades caminharam lado a lado. O presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), virou uma espécie de símbolo da corrupção para o movimento e foi o alvo preferencial.

Dizendo-se apartidários, os manifestantes também alternaram gritos de “Fora, Lula”, “Fora, Serra”, com frases como “Político ladrão, seu lugar é na prisão”. Entre as reivindicações estão a aprovação da constitucionalidade da Lei da Ficha Limpa, do Voto Distrital, o fim do voto secreto nas votações do Congresso e o fim da impunidade para corruptos.

O POVO FALA
“A corrupção descarada e a apatia dos brasileiros frente a isso são alguns dos problemas mais graves do nosso país”, disse o administrador de empresas aposentado José Aníbal Cruz, 66 anos. Ao lado do filho, Aníbal percorreu na manhã desta quarta-feira os 130 quilômetros que separam a cidade de Taubaté da capital paulista unicamente para participar das manifestações. “Temos que protestar. Não dá mais para ficar em casa”.

Com um grupo de amigos do colégio, a estudante Jéssica Correia, de 16 anos, estava ali para lutar por educação de qualidade. “O ensino público chegou perto do absurdo”, afirmou. “A prova disso é o péssimo desempenho das escolas estaduais no último Enem. Chega. Está na hora de consertar o Brasil”.

O próximo protesto em São Paulo está marcado para o feriado de 15 de novembro. Dessa vez, os manifestantes planejam acampar no vão do Masp na madrugada do dia 14 para o dia 15 com o objetivo de chamar ainda mais a atenção da população para o problema da corrupção no país.

PELO BRASIL
Em Brasília, a marcha desta quarta-feira reuniu mais de 10 mil pessoas e fechou as vias do Eixo Monumental durante três horas. No Rio de Janeiro, cerca de 3 mil manifestantes marcharam pela praia de Copacabana durante a tarde. Outras capitais tiveram protestos menores, mas não menos significativos. Em Goiânia, por volta de 1,2 mil pessoas percorreram cerca de 4 quilômetros vestidos de preto, no centro da cidade. O tradicional circuito Barra-Ondina, em Salvador, recebeu 800 pessoas para gritar contra a corrupção, mas não teve trio elétricos como em Fortaleza. Em Curitiba, cerca de 500 pessoas caminharam da Universidade Federal do Paraná (UFPR) até ruas do Centro Histórico, terminando o protesto no Centro Cívico. Ainda houve manifestações em Recife, Belo Horizonte e João Pessoa.

15/08/2011

às 7:15 \ Sanatório Geral

Celso Arnaldo captura Dilma

“Por isso, um Brasil rico é um Brasil sem miséria e é um Brasil com vida melhor porque significa que nós vamos usar aquilo que nós temos de mais precioso, que é nós não somos um país pequeno. E não nós não somos um país pequeno não é territorialmente, nós não somos um país pequeno porque a nossa maior riqueza é a quantidade de brasileiros e brasileiras que este país possui. Nós temos 190 milhões e nós não podemos aceitar ser menor que isso.”

Dilma Rousseff, capturada por Celso Arnaldo durante o lançamento, em Salvador, do Programa Estadual de Inclusão Produtiva Vida Melhor, negando que vá ceder parte da população do Brasil para a Venezuela ou a Argentina e comprovando dia a dia que nunca na história este país teve na presidência uma pessoa tão pequena em relação às palavras e às ideias.

http://blog.planalto.gov.br/wp-content/uploads/2011/08/prd0143@.mp3

29/04/2011

às 17:20 \ História em Imagens

Isto é Roberto Requião (3º capítulo)

O texto abaixo foi publicado nesta quinta-feira no Facebook de Paloma Jorge Amado e reproduzido no blog de Cláudia Wasilewski

Odeio Prepotência

Paloma Jorge Amado*

Era 1998, estavamos em Paris, papai já bem doente participara da Feira do Livro de Paris e recebera o doutoramento na Sorbonne, o que o deixou muito feliz. De repente, uma imensa crise de saude se abateu sobre ele, foram muitas noites sem dormir, só mamãe e eu com ele. Uma pequena melhora e fomos tomar o aviao da Varig (que saudades) para Salvador.

Mamãe juntou tudo que mais gostavam no apartamento onde não mais voltaria e colocou em malas. Empurrando a cadeira de rodas de papai, ela o levou para uma sala reservada. E eu, com dois carrinhos, somando mais de 10 malas, entrava na fila da primeira classe. Em seguida chegou um casal que eu logo reconheci, era um politico do Sul (nao lembro se na época era senador ou governador, já foi tantas vezes os dois, que fica dificil lembrar). A mulher parecia uma arvore de Natal, cheia de saltos, cordões de ouros e berloques (Calá, com sua graça, diria: o jegue da festa do Bonfim). É claro que eu estava de jeans e tênis, absolutamente exausta. De repente, a senhora bate no meu ombro e diz: Moça, esta fila é da primeira classe, a de turistas é aquela ao fundo. Me armei de paciência e respondi: Sim, senhora, eu sei. Queria ter dito que eu pagara minha passagem enquanto a dela o povo pagara, mas nao disse. Ficou por isso. De repente, o senhor disse à mulher, bem alto para que eu escutasse: até parece que vai de mudança, como os retirantes nordestinos. Eu só sorri. Terminei o check in e fui encontrar meus pais.

Pouco depois bateram à porta, era o casal querendo cumprimentar o escritor. Não mandei a putaquepariu, apesar de desejar fazê-lo, educadamente disse não. Hoje, quando vi na tv o Senador dizendo que foi agredido por um repórter, por isso tomou seu gravador, apagou seu chip, eteceteraetal, fiquei muito retada, me deu uma crise de mariasampaismo e resolvi contar este triste episódio pelo qual passei. Só eu e o gerente da Varig fomos testemunhas deste episódio, meus pais nunca souberam de nada…

* Paloma Jorge Amado é psicóloga.
Define a sua preferência política desta forma. “Sou livre pensadora. Odeio tudo que é contra o povo, reacionário, retrógrado, preconceituoso. Se tivesse que escolher uma ala, escolheria a das Baianas.”

09/02/2010

às 21:50 \ Sanatório Geral

Simples assim

“A culpa do caótico trânsito de Salvador é das concessionárias”.

João Henrique Carneiro, prefeito de Salvador, explicando que, se ninguém vendesse carros, ninguém compraria carros e, por falta de carro, acabariam os congestionamentos de trânsito.


 

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