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Rio de Janeiro

11/03/2014

às 19:12 \ Feira Livre

Sobrevoe o Rio ao lado do Homem-Jato

Primeiro e por enquanto único ser humano a voar acoplado a uma asa rígida equipada com quatro motores a jato, Yves Rossy voltou a justificar no Rio de Janeiro, em maio de 2012, a alcunha incorporada ao nome de batismo: Jetman. Depois de saltar de um helicóptero sobre a Lagoa Rodrigo de Freitas, decolou em direção ao Corcovado, sobrevoou a praia de Ipanema e contornou o Pão de Açúcar antes de acionar o paraquedas e pousar em frente do hotel Copacabana Palace.

O aviador suíço controla com um acelerador de mão o equipamento que atinge velocidades de 200 a 300 quilômetros por hora. Para ajustar a trajetória e a altitude, vale-se exclusivamente de movimentos do corpo. A aventura completa durou 11 minutos e 35 segundos, numa altitude média de 1.200 metros. A coluna brinda os leitores com uma versão reduzida do voo com pouco mais de dois minutos. Não perca a chance de embarcar imediatamente.

07/03/2014

às 20:00 \ Sanatório Geral

Briga de foice

“Achamos que a aliança com o PMDB é importante para o país, mas o partido não pode ter chantagistas como o Eduardo Cunha, líder do grupo dos bocudos”.

Washington Quaquá, presidente do PT do Rio,reforçando a suspeita de que se o “ajuntamento de assaltantes” e o “partido da boquinha” resolverem contar tudo o que sabem um sobre o outro, logo estará faltando espaço no noticiário político-policial.

06/03/2014

às 22:53 \ Sanatório Geral

Doutor em lixo

“As ruas ficaram imundas por causa da greve dos garis ou por que a maioria das pessoas joga lixo no chão, sem cerimônia?”

Ricardo Berzoini, deputado federal pelo PT de São Paulo, ensinando que, quando os garis não estão em greve, as pessoas podem até continuar jogando lixo no chão, mas fazem isso com bastante cerimônia.

03/02/2014

às 6:58 \ Sanatório Geral

A serviço da pátria

“Conversamos com o PT, mas já temos uma aliança com o governador. Apresentei ao Cabral nossas condições, de avanço da educação em tempo integral e da participação na chapa majoritária. O mais provável é que o governador dispute o Senado e o PDT fique com a candidatura a vice-governador”.

Carlos Lupi, ex-ministro do Trabalho e presidente do PDT, ao explicar o apoio a Luiz  Luiz Fernando Pezão, candidato do PMDB ao governo do Rio, avisando em código que, se o partido puder indicar também um nome para o Senado, topa abrir mão do avanço na educação integral.

28/01/2014

às 2:07 \ Sanatório Geral

Gente como a gente

“A decisão envolve um risco que decidi assumir”.

Sérgio Cabral, governador do Rio, jurando mais uma vez que vai parar de usar helicópteros da frota estadual para passeios com a família, mesmo sabendo que ele próprio, os parentes e o cachorro Juquinha serão expostos aos riscos, perigos e sobressaltos que o  declarante jurava ter erradicado com a criação das UPPs.

27/01/2014

às 20:55 \ Sanatório Geral

Infinito enquanto durou

“É como terminar um casamento ao qual a gente quer dar fim há um bocado de tempo. Estamos livres”.

Lindbergh Farias, candidato do PT ao governo de Rio, sobre a saída do partido do governo estadual, confirmando a revogação da famosa mensagem do deputado petista Cândido Vaccarezza ao parceiro Sérgio Cabral: “Você é nosso e nós somos teu“.

22/01/2014

às 16:30 \ Sanatório Geral

Tudo pela pátria

“Isso vai é me dar mais trabalho. Vice trabalha menos”.

Luiz Fernando Pezão, vice-governador do Rio e candidato ao governo pelo PMDB, explicando que vai substituir Sérgio Cabral porque, desde criancinha, jamais se recusou a prestar serviços à nação e cuidar dos interesses do povo brasileiro.

 

15/01/2014

às 22:03 \ Sanatório Geral

Gente confiável

“Não dá para confiar no PMDB”.

Lindberg Farias, senador e candidato ao governo do Rio pelo PT, sobre a decisão do PMDB fluminense de condicionar o apoio à reeleição de Dilma Rousseff à retirada da candidatura petista ao Palácio da Guanabara, reiterando que só confia no partido que lhe permite conviver com servidores da pátria como José Dirceu, José Genoino, Delúbio Soares e outros destaques do Bloco da Papuda.

07/01/2014

às 19:00 \ O País quer Saber

Passados quase dois meses, a pergunta é outra: onde está o corpo de Amarildo?

tarja-an-melhores-do-ano-2013

PUBLICADO EM 9 DE SETEMBRO


JÚLIA RODRIGUES

Desde 14 de julho, uma pergunta à caça de respostas é repetida pela voz da multidão ou por faixas exibidas em manifestações de protesto: onde está Amarildo? Passados dois meses do sumiço do ajudante de pedreiro conhecido pelo apelido de “Boi”, a pergunta mudou: onde está o corpo desse brasileiro que sobrevivia na Rocinha? A interrogação conduz a outra indagação: quem matou Amarildo de Souza? Ele tinha 43 anos na noite daquele domingo em que acompanhou numa birosca, pela TV, o jogo entre Vasco e Flamengo.

Já estava de saída para casa, onde partilharia com a família o peixe que fisgara na véspera, quando foi abordado por tripulantes de uma viatura da Unidade de Polícia Pacificadora. Um dos PMs, cujo apelido é “Cara de Macaco”, resolveu confiscar-lhe os documentos e levá-lo “para averiguações”.  O policial está longe de ser um campeão de popularidade entre a gente do lugar. “Ele vivia implicando com o Boi e seus parentes”, contou ao Globo um dos moradores da Rocinha. “É um homem ruim, gosta de humilhar os pobres daqui”.

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28/12/2013

às 9:14 \ Direto ao Ponto

Os jovens estrangeiros que embarcaram na tapeação do coro dos contentes foram transformados em passageiros do horror

tarja-an-melhores-do-ano-2013

PUBLICADO EM 3 DE ABRIL

Entre uma gastança em Roma e uma promessa que não vai cumprir no Brasil, a presidente Dilma Rousseff vive declamando que a solução para a insegurança pública existe, mora no Rio de Janeiro e atende pelo nome de Unidade de Polícia Pacificadora. Entre um jantar em Paris e um jogo de basquete em Nova York, o governador Sérgio Cabral trata de endossar o parecer da chefe: basta que todos os municípios copiem a modernidade inaugurada no Morro do Alemão para que o país que acabou com a miséria festeje também a erradicação de todas as formas de violência.

Depois da invençao da UPP, a Cidade Maravilhosa ficou mais segura que o Vaticano, confirma o prefeito Eduardo Paes entre uma ginga de passista aposentado e outra discurseira triunfalista. Exemplarmente afinado, o coro dos contentes não perde nenhuma chance de queixar-se dos pessimistas profissionais, das cassandras da imprensa e das demais subespécies de inimigos da pátria sempre decididos a denegrir a imagem da sede dos Jogos Olímpicos de 2016. Só gente assim não admite que o Rio nunca esteve tão bonito, tão bem cuidado e tão protegido pelos homens da lei.

Por terem embarcado na tapeação, um jovem francês e sua namorada americana subiram a bordo de uma van que passava pela Praia de Copacabana na madrugada deste 31 de março. Logo descobriram que haviam desembarcado no Rio de verdade. O veículo era dirigido por um bandido, que recolheu dois comparsas algumas quadras adiante. O confisco do dinheiro e dos cartões de crédito foi só o começo da viagem imposta pelos sequestradores aos passageiros do horror. Ele foi submetido a espancamentos selvagens. Ela foi estuprada sucessivas vezes.

Tão logo se anunciou a prisão dos criminosos, as autoridades policiais retomaram a lengalenga do “caso isolado”. Isolado coisa nenhuma, desmentiu a aparição de outras duas vítimas do mesmo bando, ambas brasileiras. Embora ligeiramente reduzidos, os números da violência na capital fluminense continuam assustadores. Na melhor das hipóteses, a UPP talvez seja uma boa ideia ainda engatinhando. Essencialmente, nada mudou. Não há notícia de um único e escasso meliante que tenha desertado da quadrilha, abandonado o ofício ou antecipado a aposentadoria por medo de polícia.

A cidade mais tranquila que margem de lago suíço só existe na cabeça dos embusteiros. Também por isso, como registra o comentário de 1 minuto para o site de VEJA, os cartolas da potência emergente deveriam exigir a imediata inclusão na lista de modalidades olímpicas de um esporte cada vez mais praticado pelos governantes nativos: revezamento de cínicos. O Brasil garantiria medalhas de ouro, prata e bronze a cada quatro anos. Dilma, Cabral e Paes são apenas três na multidão dos enganadores. É muito farsante para pouco pódio.

 

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