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Ricardo Lewandowski

27/12/2015

às 17:02 \ Opinião

Fernando Gabeira: Cinzas no paraíso

Publicado no Globo

O Supremo no Brasil talvez seja o único que toma as decisões em transmissões ao vivo. Dizem que é uma jabuticaba pois só dá no Brasil. Pelo menos é uma jabuticaba do bem, pois tem o gosto doce e esquisito da transparência.

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13/11/2015

às 22:29 \ Sanatório Geral

Leitura cansa

“Com toda a franqueza, devemos esperar mais um ano para as eleições municipais. Ganhe quem ganhe as eleições de 2016, nós teremos uma nova distribuição de poder. Temos de ter a paciência de aguentar mais três anos sem nenhum golpe institucional”.

Ricardo Lewandowski, presidente do STF, nesta sexta-feira, confirmando que impeachment só é golpe na cabeça de quem nunca foi além da primeira página da Constituição.

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15/07/2015

às 14:15 \ Opinião

José Nêumanne: Dilma contra Montesquieu

PUBLICADO NO ESTADÃO

Primeiro, Dilma Rousseff meteu os pés pelas mãos e perdeu totalmente a popularidade que nunca teve antes na História deste país, mas ganhou como mimo do padrinho. Depois, abusou tanto das mentiras que terminou por ficar também sem credibilidade. Agora, ela tem dado sinais de que começa a deixar pelo caminho toda a compostura. É possível chegar a essa conclusão sem levar em conta as descomposturas que costuma dar em seus subordinados quando contrariada e nas quais abusa na intimidade do palavreado chulo, da mesma forma como expõe seu raciocínio confuso quando fala em público, lendo ou de improviso.

O episódio narrado por Natuza Nery e Marina Dias na Folha de S.Paulo de domingo, contudo, perturba muito menos pelo destempero do uso exagerado de um linguajar rasteiro e desrespeitoso, tratando o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, como lacaio, que ele não é, mas um servidor público com tarefas importantes a cumprir para preservar a natureza republicana das coisas. O episódio descrito na notícia é repulsivo, mas deixa de ser relevante, já que a presumida vítima poderia ter reagido por honra ou vergonha, e não o fez.

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12/07/2015

às 3:03 \ Opinião

‘Palavras o vento leva’ e outras quatro notas de Carlos Brickmann

CARLOS BRICKMANN

Publicado na coluna de Carlos Brickmann

Em política, palavra não tem lá muito valor: fala-se o que dá voto, raramente o que se pensa. Mas a linguagem dos sinais é precisa. Diz que a crise é brava.

1 – A senadora Gleisi Hoffmann, do PT paranaense, ex-ministra de Dilma (e esposa de ex-ministro), estava no Senado no dia 8, na hora da votação que elevou o reajuste dos aposentados. Dilma precisava derrotar o reajuste. Gleisi sumiu, não votou. Também não votaram governistas radicais que estavam lá, como Angela Portela, PT de Roraima, e Vanessa Grazziotin, PCdoB do Amazonas. Sandra Braga, do PMDB do Amazonas, é governista e mulher do ministro de Minas e Energia, Eduardo Braga; cadê? Eunício Oliveira é líder do PMDB, maior partido da base aliada. Não votou. Peemedebistas bem atendidos pelo Governo, como Dario Berger, José Maranhão, Simone Tebet e Waldemir Moka, estavam no Senado, mas não na votação. Do PMDB, 11 senadores votaram, sete contra Dilma. Dois petistas, o gaúcho Paulo Paim e o baiano Walter Pinheiro, votaram contra o Governo. Zezé Perrela, governista do PDT mineiro, também.

2 – A CPI da Petrobras convocou para depor o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo. A lista das convocações é de autoria do relator, Luiz Sérgio, PT.

Traduzindo a linguagem dos sinais: o apoio político a Dilma se esvaiu. Petista votando contra o PT? Ou fugindo da raia na hora de votar para não se comprometer? Peemedebista bem atendido mordendo a mão que o alimenta? Como diria o padre Quevedo, “esso non ekziste”.

Ou só existe quando a crise é terminal.

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05/07/2015

às 12:12 \ Opinião

‘Alguém tem de apagar a luz’ e outras seis notas de Carlos Brickmann

CARLOS BRICKMANN

Publicado na coluna de Carlos Brickmann

Quem chega primeiro a 5: o litro de gasolina, o dólar, o número de ministros que aguentam ficar no governo ou a popularidade da presidente Dilma?

A ideia de ter até 2018 uma presidente cuja base política se esfacelou (e que perde uma votação importante no Senado por 62×0, com os votos de seu próprio partido) desagrada muita gente. O PSDB está pedindo a renúncia de Dilma; e um militante esquerdista como Celso Lungaretti, que lutou na guerrilha e hoje escreve blogs anticapitalistas, diz que, se o PT não estivesse tão aferrado ao poder pelo poder, seria a hora de pensar seriamente na renúncia da presidente.

O Ibope é terrível para Dilma: índice de aprovação, 9% ─ maior apenas que o de Sarney no finalzinho de seu Governo, quando nenhum candidato à sucessão aceitou seu apoio; índice de reprovação do governo, 68%; a maneira de governar da presidente é rejeitada por 83%. E esses números são confirmados pelas estranhas atitudes de profissionais de área pública que, de repente, estão loucos para abandonar os cargos pelos quais tanto lutaram. Michel Temer ameaça deixar a coordenação institucional do governo, José Eduardo Cardozo se diz cansado de ser ministro, Eduardo Cunha quer que o PMDB rompa com Dilma. Quem conhece, sabe: o PMDB largar cargos promissores é coisa que não existe. Esse tipo de político só larga posição de poder quando poder já não há.

Perspectivas de recuperação? Nada é impossível. Mas a mesma pesquisa mostra que, para 61% do eleitorado, os próximos anos do governo Dilma serão ruins ou péssimos. Apenas 11% veem perspectiva de melhora.

Feliz 2019!

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24/05/2015

às 18:21 \ Sanatório Geral

Dinheiro é coisa séria

“Como cidadão, compreendo as dificuldades pelas quais passa o país. Como chefe do Judiciário, tenho que cuidar dos servidores que estão com vencimentos atrasados”.

Ricardo Lewandowski, presidente do Supremo Tribunal Federal e líder da bancada dos ministros da defesa dos culpados de estimação, ao reiterar a exigência de receber em dia os salários contemplados há quatro meses com um aumento de bom tamanho, mostrando que só atrasos no pagamento mensal conseguem fazer com que deixe de ser obediente ao Planalto.

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02/06/2014

às 19:07 \ Homem sem Visão

Teori Zavascki vence a eleição de maio e dedica o troféu a Ricardo Lewandowski

HSV - maio VALE

“Dedico o troféu ao nosso presidente Ricardo Lewandowski, que é a cara do novol STF”, emocionou-se Teori Zavascki ao ser oficialmente informado da conquista do título de Homem sem Visão de Maio. “Também gostaria de homenagear o excelentíssimo e douto colega Luís Roberto Barroso, companheiro de lutas, HSV de Março e exímio praticante da arte de mostrar que nenhum ponto deve estar fora da curva”.

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08/01/2014

às 9:00 \ Direto ao Ponto

Em vez de socorrer o Estado de Direito, o mais antigo ministro do Supremo Tribunal Federal estendeu a mão aos quadrilheiros

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PUBLICADO EM 18 DE SETEMBRO

“Da maneira que está sendo veiculado, dá a impressão que o acolhimento vai representar absolvição ou redução de pena automaticamente, e não é absolutamente nada disso”, queixou-se Celso de Mello no domingo ao repórter Severino Motta, da Folha, com quem conversou enquanto tomava café com a filha numa livraria de Brasília. Nesta quarta-feira, ao votar pelo acolhimento dos votos infringentes, o decano do Supremo Tribunal Federal caprichou por mais de duas horas na pose de quem não estava inocentando ninguém. Terminada a maratona retórica, tornara  inevitável a absolvição, daqui a alguns meses, de todos os condenados por formação de quadrilha no julgamento do mensalão.

Nas sessões do ano passado, os ministros Ricardo Lewandowski, Dias Toffoli, Cármen Lúcia e Rosa Weber não conseguiram enxergar uma quadrilha onde Celso de Mello, em agosto de 2012, viu com nitidez o mais descarado ajuntamento de quadrilheiros que já contemplara em 43 anos nos tribunais. Mas o mesmo Celso de Mello, constatou-se nesta tarde, não consegue ver nada de mais em achar que todo réu inocentado por quatro ministros do STF pode valer-se do embargo infringente para ser julgado de novo.

Julgado e, no caso, absolvido por um Supremo espertamente modificado pela infiltração de duas togas escaladas para socorrer companheiros em apuros. Com a chegada de Teori Zavaschi e Roberto Barroso, os quatro viraram seis e a minoria virou maioria. Assim, é mera questão de tempo o parto oficial do mais recente monstrengo jurídico do Brasil lulopetista: os quadrilheiros que, embora ajam em conjunto e continuadamente, não formam uma quadrilha. Os mensaleiros, portanto, são bandoleiros sem bando.

Se não houve quadrilha, tampouco pode existir um chefe de quadrilha. Assim, José Dirceu será oficialmente exonerado do cargo que exerceu enquanto chefiava a Casa Civil do governo Lula. Embora condenado por corrupção ativa (e sem direito a embargo infringente), o guerrilheiro de festim jamais se livrará do estigma perpétuo. Mas é um consolo e tanto saber que acabou de livrar-se da prisão em regime fechado. Na hipótese menos branda, passará alguns meses dormindo na cadeia (e pecando em paz durante o dia). Ao prorrogar a velharia com nome de produto de limpeza, Celso de Mello decidiu que os votos dos quatro ministros da defesa valem mais que a opinião vencedora dos seis que condenaram os quadrilheiros (e permitiram que 70% dos brasileiros sonhassem com o começo do fim da corrupção impune).

Para proteger um zumbi regimental, o mais antigo dos juízes  deixou a nação exposta aos inimigos do Estado de Direito. Se tivesse socorrido a democracia ameaçada, Celso de Mello mereceria ter o nome eternizado em praças e avenidas. Por ter estendido a mão aos criminosos, talvez tenha perdido até a chance de ser nome de rua em Tatuí, a cidade paulista onde nasceu, cresceu e vai desfrutar da melancólica aposentadoria reservada a todo aquele que poderia ter sido e não foi.

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01/12/2013

às 18:50 \ Homem sem Visão

Cardozo vence a eleição de novembro e dedica o troféu aos sherloques da Abin

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“Dedico o troféu aos valorosos sherloques da nossa Agência Brasileira de inteligência”, emocionou-se José Eduardo Cardozo ao ser oficialmente informado da conquista do título de Homem sem Visão de Novembro. “Fui o descobridor da contraespionagem preventiva”, gabou-se o ministro da Justiça que também exerce o ofício de distribuidor de dossiês sem assinatura destinados a provar que os outros partidos ameaçam a liderança do PT no Campeonato Nacional da Gatunagem.

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25/11/2013

às 20:22 \ Homem sem Visão

Eike Batista, Fernando Haddad, José Eduardo Cardozo, Pedro Machado, Renan Calheiros e Ricardo Lewandowski brigam na enquete pelo troféu de novembro

Começou a votação na enquete que apontará o ganhador do título de Homem sem Visão de Novembro. Inscritos voluntariamente ou por determinação dos leitores-eleitores, seis campeões estão na briga por uma vaga na finalíssima de dezembro.

hsv eike

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