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protestos

15/10/2011

às 3:09 \ Sanatório Geral

Neurônio estrangeiro

“Concordamos com algumas das palavras que alguns movimentos têm feito ao redor do mundo, manifestação como a que a gente vê em Estados Unidos e outros países”.

Dilma Rousseff, durante discurseira em Porto Alegre, explicando que, como está engajada nos atos de protesto promovidos em Nova York e outras capitais estrangeiras, não ficou sabendo da segunda rodada de manifestações realizadas nesta quarta-feira pelo movimento contra a corrupção para exigir o fim da roubalheira que obrigou o neurônio solitário a lamentar a perda de quatro ministros ─ por enquanto.

10/10/2011

às 20:47 \ Direto ao Ponto

Movimento contra a corrupção volta às ruas neste 12 de outubro em 25 cidades. Confira o horário e o local das manifestações

Depois de mobilizar mais de 30 mil brasileiros no Dia da Independência, o movimento contra a corrupção volta às ruas neste 12 de outubro. O mapa dos atos de protesto abrange 25 cidades distribuídas por 17 Estados. Confira o local e o horário das manifestações na seção O País quer Saber.

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10/10/2011

às 20:41 \ O País quer Saber

Movimento contra a corrupção volta às ruas em 25 cidades neste 12 de outubro. Veja no mapa o local e a hora das manifestações

Fernanda Nascimento

Depois de mobilizar mais de 30 mil manifestantes no feriado de 7 de setembro, o movimento contra a corrupção volta às ruas nesta quarta-feira, 12 de outubro, confiante no aumento da multidão engajada nos atos de protesto. Pelo menos 25 cidades, distribuídas por 17 estados, figuram no mapa das manifestações que nasceram nas redes sociais e pretendem agora formular reivindicações mais claramente definidas.

“Vamos colher assinaturas pedindo o fim do voto secreto e a aplicação da Ficha Limpa”, exemplifica Luciana Kalil, uma das organizadoras do movimento em Brasília. “Para que tenha valor, são necessárias um milhão de assinaturas em quatro estados”. Os participantes da passeata também vão defender aos gritos o fim do foro privilegiado, a revisão dos critérios para aprovação de emendas e a promulgação do projeto de lei que caracteriza a corrupção como crime hediondo.

“Se conseguirmos tornar constitucional uma lei como a Ficha Limpa, conseguiremos derrubar um José Sarney”, anima-se Carla Zambelli, do movimento VarreBrasil. “Se conseguirmos emplacar o voto distrital, conseguiremos derrubar um Valdemar Costa Neto. Não adianta derrubar o Sarney e surgir alguém que aja igual. Acredito que teremos sucesso se atacarmos o cerne da questão”.

No mapa abaixo estão as principais manifestações programadas para esta quarta-feira. Para conferir os locais dos eventos e acessar os grupos de discussão no Facebook, basta clicar na cidade.

19/09/2011

às 19:54 \ Feira Livre

Movimento contra a corrupção volta às ruas nesta terça-feira no Rio e em Porto Alegre

Manifestantes protestam em Porto Alegre no Dia da Independência

Fernanda Nascimento

Depois de reunir mais de 25 mil pessoas em pelo menos dez cidades no dia 7 de setembro, o movimento contra a corrupção volta às ruas nesta terça-feira, 20, no Rio de Janeiro e em Porto Alegre. A histórica Cinelândia será o cenário do ato de protesto dos cariocas, batizado de “Todos juntos contra a corrupção”. Os organizadores, que se valeram da internet como instrumento de mobilização, esperam reunir mais de 20 mil pessoas no centro da cidade.

“Queremos aproveitar o horário de saída do trabalho”, diz a empresária Cristina Maza. ”Assim, mesmo quem não soube da manifestação pela internet pode ver e participar”. A ideia nasceu no Facebook, há algumas semanas, e conseguiu 200 presenças confirmadas em quatro horas. “Precisávamos saber se as pessoas estavam mesmo interessadas em providências contra a corrupção”, conta Cristine. “Quando vimos o tamanho da mobilização, percebemos que esse sentimento era generalizado.

Em Porto Alegre, os organizadores da manifestação de 7 de setembro resolveram sair novamente às ruas pela segunda vez na data que comemora a Revolução Farroupilha. “A decisão foi tomada já no fim do protesto do dia 7″,  explica o consultor Adilson Di. “A internet conseguiu dar o pontapé inicial para este movimento contra a corrupção.”

20/09

Rio de Janeiro

17h na Cinelândia

Porto Alegre

10h no Parque Gigante – Av. Edvaldo Pereira Paiva (Beira-Rio)

19/09/2011

às 14:51 \ Feira Livre

‘As vozes que não se calam’, um artigo de Fernando Gabeira

TEXTO PUBLICADO NO ESTADÃO DO DIA 16 DE SETEMBRO

Fernando Gabeira

Dados na mesa: a corrupção desviou R$ 40 bilhões em sete anos, R$ 6 82 milhões no Ministério dos Transportes; o Brasil caiu 20 posições no ranking da infraestrutura, segundo pesquisa do Fórum Econômico Mundial – deixou o 84.º lugar para ocupar o 104.º. Mesmo sem precisar o seu peso, é inegável que a corrupção desempenhou um papel nessa queda. Apenas isso seria suficiente para justificar a presença da luta contra o desvio de verbas públicas no topo da agenda nacional.

O argumento da coalizão para conviver com esses fatos é o da governabilidade. É o discurso dos dirigentes mais politizados. No espaço virtual, onde as emoções estão mais à flor da tela, não são raras as tentativas de desqualificar a aspiração de grande parte da sociedade brasileira, revelada, parcialmente, nas demonstrações do 7 de Setembro. A mais banal dessas tentativas é aprisionar o movimento dentro dos códigos do século passado, dominado pela guerra fria. Esquerda e direita, naquele contexto, eram os polos da principal clivagem. O movimento é de direita, dizem, logo, representa um atraso.

As pessoas que saíram às ruas talvez não se sintam nem de direita nem de esquerda, apenas defendem seus direitos e sonhos frustrados pela corrupção. Num outro plano, há os que até entendem a disposição para a luta. Lamentam apenas ver a energia dispersa num tema secundário. Chegam até a sugerir um outro foco: a sonegação de impostos, dizem, mobiliza bilhões de reais. Outra forma clássica de argumentar, que atravessou o século 20: a contradição principal é entre burguesia e proletariado; outras lutas, ainda que bem-intencionadas, podem levar à dispersão.

A presidente Dilma Rousseff, quando indagada sobre corrupção, sempre enfatiza a luta contra a miséria, deixando bem claro seu objetivo principal. O que falta na sua resposta é uma articulação entre corrupção e miséria, a aceitação da evidência avassaladora de que a corrupção contribui para agravar a miséria no País.

Uma vez aceita essa evidência, seria possível passar para outra etapa da discussão. Isto é, discutir o argumento de que a governabilidade permite ganhar um espaço na luta contra a pobreza muito superior ao espaço que se perde com a corrupção. É o famoso “preço a pagar”. Em nome da própria luta contra a miséria, é legítimo perguntar: será que o Brasil precisa mesmo pagar esse preço? Numa democracia transparente, além do custeio da máquina, é necessário um pedágio para que ela seja possa funcionar?

Tudo indica que o modelo de presidencialismo de coalizão, com o rateio de cargos entre os partidos, está esgotado. O amadurecimento da democracia vai impor novos rumos. No momento é difícil convencer disso os vencedores, que projetam novas vitórias eleitorais, seguindo a máxima esportiva de que em time que está ganhando não se mexe. Os argumentos contra a corrupção não se limitam ao dinheiro perdido. No plano simbólico, a devastação é maior ainda. Milhares de pessoas se afastaram da política e a imagem internacional do Brasil sofre.

Recentemente, o WikiLeaks revelou uma correspondência do embaixador dos EUA, Thomas Shannon, afirmando que a corrupção no governo passado era generalizada. É razoável perguntar: será que isso foi só a percepção do embaixador americano ou é a de todo o corpo diplomático?

As perspectivas tornaram-se mais interessantes agora, com a aparição de um movimento espontâneo e apartidário. As demonstrações de jovens buscando mais democracia, no período eleitoral, representou uma combinação singular na Espanha: a contestação ofuscou o discurso dos políticos. Os que gastam energia para reduzir a importância da luta contra a corrupção devem lembrar que, mesmo se fosse varrida dessa conjuntura, ela apareceria, com força, pouco mais adiante.

A preparação da Copa de 2014, necessariamente, recoloca o tema. Faltam dados sobre os gastos e algumas estimativas os elevam a R$ 120 bilhões. A reforma do Maracanã, por exemplo, tem hoje previsão de gastos de mais de R$ 900 milhões, apesar dos cortes do TCU. Ela é sintomática. A previsão inicial era de R$ 600 milhões. A empresa responsável é a Delta, cujo dono é amigo do governador Sérgio Cabral. Uma obra da Delta no aeroporto de Guarulhos chegou a ser interditada esta semana pela Justiça Federal.

Mesmo esquecendo momentaneamente a Copa, cujo processo ainda se vai desenrolar, é inegável que a corrupção influiu na resistência contra a recriação da CPMF. Segundo o TCU, é na saúde que se registra um terço do desvio de verbas no País. Ninguém tinha esses dados, mas quase todos desconfiavam.

Por mais que a corrupção seja jogada para a margem, como um problema corriqueiro, ela reaparece na agenda nacional, confirmando a frase de Guimarães Rosa: quem muito evita, acaba convivendo. Talvez fosse mais fácil se os partidos políticos, com uma visão de futuro, dessem uma resposta a uma agenda que não desaparece da cena. Os fatos no Congresso, principalmente a absolvição, por voto secreto, da deputada Jaqueline Roriz, indicam que a maioria dos políticos continuará com a cabeça enterrada na areia.

Nesse cenário, não pode ouvir o movimento perguntando: há alguém aí? O nível de desemprego é menor aqui do que o registrado na juventude espanhola. Em compensação, lá os políticos não viram as costas à sociedade tão audaciosamente como no Brasil.

Algo começou com as manifestações de 7 de Setembro. Como em todos os pontos do globo, elas lançaram mão da internet, instrumento sobre o qual não há controle numa democracia. Por outro lado, as tentativas de controle político dos meios de comunicação tradicionais tendem ao isolamento. É preciso acreditar muito nos aliados para supor que possam erguer a bandeira da censura num ano eleitoral.

Dificilmente o Brasil aceitará pagar pedágio para que o governo faça a máquina funcionar. Ela já é pouco racional. Com os danos da corrupção, torna-se um obstáculo para um salto maior. O Brasil cresceu, os horizontes políticos encolheram. O sopro das ruas pode trazer a inspiração que faltava.

08/09/2011

às 20:01 \ Sanatório Geral

Agenda cheia

“Acho normal. Eu mesmo já fui a várias manifestações no 7 de setembro. Não é novidade”.

Marco Maia, presidente da Câmara, explicando que só não participou do ato de protesto contra a corrupção que juntou mais de 30 mil manifestantes em Brasília por falta de tempo.

08/09/2011

às 14:55 \ Feira Livre

Quem são os manifestantes que pedem o fim da corrupção

Fernanda Nascimento e Aiuri Rebello

“Não é mole não, eu trabalho para pagar o mensalão”. Foi com frases como essa, os rostos pintados de verde e amarelo, empunhando bandeiras do Brasil e cartazes que manifestantes foram às ruas para exigir, neste feriado de 7 de setembro, o fim da corrupção e da impunidade em meio à enxurrada de escândalos envolvendo o governo Dilma Rousseff. Em São Paulo, um dos protestos ocorreu na Avenida Paulista e reuniu cerca de 4 mil pessoas segundo estimativa da Polícia Militar. O ato foi parte de uma mobilização que surgiu na internet, ganhou força pelas redes sociais e chegou a pelo menos trinta cidades do Brasil.

No vão livre do Museu de Arte Moderna de São Paulo (Masp), o protesto suprapartidário reuniu jovens, famílias e idosos diante do prédio do Masp. Estudantes eram maioria entre os manifestantes, mas não houve nem sinal da União Nacional dos Estudantes (UNE). Sem uma liderança organizada, pelo menos três grupos promoveram o evento no Facebook e se uniram no movimento batizado de “Unidos contra a corrupção”.

Uma máscara do personagem V, do filme V de Vingança, identificava os Anonymous, grupo formado na internet que protestou ao lado dos estudantes do “Dia do Basta” e dos participantes do NASRUAS. “A única bandeira comum entre todos os participantes é o combate à corrupção. É tudo muito heterogêneo e caótico, tem gente de todos os tipos aqui”, diz um dos organizadores do Anonymous, que não se identificam em entrevistas.

Pela manhã, outro grupo se reuniu na avenida Paulista para um protesto que seguiu pela calçada com pelo menos 500 pessoas. A mobilização organizada pelo grupo Caras Pintadas saiu do Masp por volta das 10 horas e marchou por cerca de dois quilômetros carregando bexigas brancas e cantando o hino nacional. O grupo foi acompanhado por um grupo de quarenta motociclistas, que seguiram os manifestantes buzinando. “Marcamos pela internet e viemos para cá para chamar a atenção”, contou o marceneiro Wilson Martins, que veio de Guarulhos a bordo de sua moto.

No meio da tarde, por volta das 16 horas, uma carreata, com mais de vinte veículos, organizada na Assembleia Legislativa de São Paulo também fez companhia aos manifestantes. A manifestação só se dispersou por volta das 17 horas, depois de percorrer quatro quilômetros.

A dimensão atingida pelo movimento trouxe lembranças a quem participou de campanhas vitoriosas na história do país. “Isso é um começo”, afirmou o aposentado Luis Vergueiro, de 67 anos. “Participei de todos os protestos contra a ditadura e estava lá gritando nas Diretas Já”. Sua mulher, Lucinda Souza Pinto, sentiu pela primeira vez a emoção em participar de um movimento. “Nessa época eu morava em Minas Gerais, nem sabia das coisas”, diz. “Agora precisamos fazer pelo Brasil todo”, completou.

JOVEM LIDERANÇA
Na linha de frente da manifestação estava o estudante do Ensino Médio Fernando Del Pozzo. De cabelos compridos, vestido com camiseta de uma banda de rock, cinto de couro, botas e um chapéu côco, ele é, aos 17 anos, um dos coordenadores do “Dia do basta” em São Paulo. “O grupo já existia em outras cidades do Brasil”, conta o jovem. “Em julho, organizamos o primeiro protesto sob essa bandeira aqui em São Paulo.” O estudante explica que o movimento é espontâneo e não possui vínculo com nenhum partido político ou sindicato. “A organização é toda feita pelas redes sociais. Qualquer um pode acessar os grupos de discussão e participar”, diz Pozzo.

Apesar da maioria dos participantes ser jovem, havia gente de todas as idades e até famílias inteiras. O engenheiro Marco Aurélio de Lima, de 51 anos, fez questão de aparecer na concentração no vão livre do MASP, junto com a mulher, a filha de cinco anos e outros quatro familiares. “Não adianta ficar reclamando em casa e não fazer nada. Está na hora do povo ir para a rua”, afirmou. Também levou todos os amigos a advogada Cidinha Marcondes, que viajou mais de 200 quilômetros para participar da passeata. “Viemos protestar por Analândia (no interior de São Paulo), que sofre com a corrupção”, conta. “Fretamos uma van e viemos em catorze pessoas, com muitas faixas”.

Nenhuma bandeira de partido político foi tolerada. Ainda na concentração da passeata da tarde, por volta das 13 horas, integrantes da Juventude do PSDB chegaram para participar da manifestação com uma enorme faixa do partido. Debaixo de uma retumbante vaia, os jovens foram obrigados por alguns organizadores a recolher a faixa. “Não é porque é do PSDB. Qualquer bandeira de partido não é aceita, é um movimento espontâneo da sociedade civil. Mais cedo tentaram levantar uma bandeira do PSTU e também não deixamos”, diz um dos integrantes do Anonymous. No meio da marcha, por volta das 16 horas, bandeiras do PT foram queimadas em protesto contra o partido por um pequeno grupo.

PELO BRASIL
Em Brasília, onde a presidente Dilma Rousseff participou dos festejos de Sete de Setembro, cerca de 25 000 pessoas se reuniram para um protesto próximo ao local do desfile militar oficial. Os manifestantes chegaram a lavar a rampa do Congresso Nacional. A segurança da Presidência tomou providências para que Dilma não visse nem ouvisse a manifestação.

A corrupção tem ocupado a agenda política desde o início do governo Dilma Rousseff. Três ministros já caíram por desvios éticos. No Congresso, a situação não é melhor: mesmo flagrada recebendo dinheiro sujo, a deputada federal Jaqueline Roriz (PMN-DF) escapou da cassação graças à conivência dos colegas.

NÃO ACABOU
O sucesso dos protestos em São Paulo foi tamanho que outra mobilização contra a corrupção já está sendo organizada para o feriado do dia 12 de outubro. Um dos manifestantes à frente do grupo que saiu do Masp pela manhã, Felipe Mello, diz que a mobilização das pessoas pela internet está só começando. “Vou fazer minha parte para isso continuar”, afirma. No próximo protesto, o objetivo é unificar os movimentos. “Desta vez vamos tentar nos organizar para os protestos ocorrerem na mesma hora e juntar mais gente”, afirmou Fernando Pozzo, do Dia do Basta.

08/09/2011

às 14:50 \ Sanatório Geral

Mãos ao alto!

“Não tem constrangimento. Pelo contrário: reforça a política que o governo tem feito neste últimos anos de combate à corrupção”.

Marco Maia, presidente da Câmara e humorista em começo de carreira, sobre as manifestações de protesto contra a roubalheira, insinuando que o governo estão tão indignado com os corruptos que ainda vai fechar o Congresso, lacrar os prédios dos ministérios e entregar-se à polícia.

26/02/2011

às 16:52 \ Sanatório Geral

Ditador doidão

“Estamos prontos para triunfar”.

Muamar Kadafi, ditador da Líbia em fim de carreira, amigo e irmão de Lula, mostrando o que acontece quando o fracasso sobe à cabeça.

21/02/2011

às 20:30 \ Frases

Ditadura diferente

“Nós não somos a Tunísia ou o Egito”.

Seif al-Islam Kadafi, filho do ditador da Líbia Muammar Kadafi.


 

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