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prefeitura

31/12/2012

às 8:00 \ Direto ao Ponto

Sarney merecia ser padrinho do casamento celebrado na visita de Lula à casa de Maluf

PUBLICADO EM 18 DE JUNHO

Em setembro de 1987, num discurso em Aracaju, o deputado federal Luiz Inácio Lula da Silva, fundador e dono do PT, juntou no mesmo balaio da gatunagem o então presidente José Sarney e os ex-governadores paulistas Adhemar de Barros e Paulo Maluf. Trecho:

“E a Nova República é pior do que a velha, porque antigamente na Velha República era o militar que vinha na televisão e falava, e hoje o militar não precisa mais falar porque o Sarney fala pelos militares ou os militares falam pelo Sarney. Nós sabemos que antigamente ─ os mais jovens não conhecem ─, mas antigamente se dizia que o Ademar de Barros era ladrão, que o Maluf era ladrão; pois bem: Ademar de Barros e Maluf poderiam ser ladrão, mas eles são trombadinhas perto do grande ladrão que é o governante da nova República, perto dos assaltos que se faz”.

Nesta segunda-feira, Lula levou Fernando Haddad à mansão de Maluf para a pajelança que celebrou a troca de alianças entre o PT e o PP controlado pelo homem que considerava um ícone da ladroagem. “Não há contradição”, gaguejou Haddad. “A cidade de São Paulo deve ficar acima de possíveis divergências ideológicas entre as duas siglas”.

Feliz com os salamaleques dos visitantes, o anfitrião fez de conta que também achou muito natural a barganha que juntou o “homem novo” (segundo o Lula de 2012) e o velho inimigo que o Lula de 1987 chamava de ladrão. “Não adianta olhar pelo retrovisor”, ensinou Maluf. “Temos que olhar para o para-brisa”. Previsivelmente, Lula não quis fazer declarações. Ordem médica, alegou. Conversa fiada. Ele não tem o que dizer. Falaram por ele os sorrisos e o aperto de mãos que trocou com o dono da casa que visitou pela primeira vez.

De 1987 para cá, Maluf incorporou ao prontuário façanhas tão extraordinárias que acabou entrando no ranking dos mais procurados pela Interpol. Como o encontro revogou oficialmente a discurseira do passado, o ex-presidente perdeu uma boa chance de redimir-se por inteiro dos pecados de Aracaju. José Sarney merecia ser padrinho do casamento obsceno. Ao lado de Maluf, hoje é ele quem parece trombadinha.

 

28/12/2012

às 9:00 \ Sanatório Geral

Teoria da efficacité

PUBLICADO EM 19 DE JUNHO

“Não tem mais no mundo esquerda e direita. O que tem hoje é ‘efficacité’ ─ eficácia, em francês. Eu fiz a minha opção por uma parceria estratégica com o governo federal”.

Paulo Maluf, sobre a troca do cofre do Ministério das Cidades pelo apoio à candidatura de Fernando Haddad, explicando que, como a esquerda e a direita acabaram, usou o critério da efficacité para constatar que parcerias com o governo federal, daquelas que na França dão cadeia, aqui dão muito mais dinheiro que qualquer outra.

17/09/2012

às 22:06 \ Sanatório Geral

Cabeça em parafuso

“O Lula não escolheu a Marta para não acontecer no Senado o que aconteceu com São Paulo”.

Fernando Haddad, há poucos minutos, durante o debate transmitido pela TV Cultura, afirmando que, para não repetir o exemplo de José Serra, que deixou a prefeitura para candidatar-se a governador, Marta Suplicy vai continuar no Senado, de onde já saiu para assumir o ministério que ganhou de presente como prêmio de consolação por ter sido aposentada pelo chefe da seita por limite de idade.

30/06/2012

às 16:39 \ Sanatório Geral

Bateu, levou

“Vê se não bate muito em mim”.

Fernando Haddad, do PT, para Soninha Francine, do PPS, durante um debate entre candidatos à prefeitura de São Paulo.

“É mais forte do que eu! Já bati em tempo real. Você falar em meta parcialmente cumprida? E o PAC?”

Soninha Francine, para Fernando Haddad, quando o adversário já atacara meio mundo e começava a acreditar que, por ser afilhado de Lula, pode bater em todos sem apanhar de ninguém.

28/06/2012

às 2:02 \ Sanatório Geral

Mato e capoeira

“Dilma é uma mulher sábia”.

Rodrigo Maia, candidato do DEM à prefeitura do Rio, mostrando o que tem em comum com o adversário Eduardo Paes.

27/06/2012

às 23:57 \ Sanatório Geral

Parceiro perfeito

“Ela ficou enciumada porque o Lula não foi na convenção dela, mas foi à minha casa”.

Paulo Maluf, sobre a saída de Luiza Erundina da chapa de Fernando Haddad, gabando-se de ter garantido, com a troca de alianças no jardim da mansão, o casamento consanguíneo entre o PT e o PCdoB que vai ajudar a manter o candidato a prefeito abaixo dos dois dígitos nas pesquisas do Datafolha.

27/06/2012

às 14:43 \ Sanatório Geral

Bomba no pé

“O Serra está patinando. Acho que jogaram óleo na pista de patins dele, e ele vai perceber que foi um equívoco ser candidato”.

Lula, um dia antes de saber pela pesquisa Datafolha que o casamento no jardim foi condenado por 62% do eleitorado paulistano e por 64% dos petistas, que Fernando Haddad caiu 2 pontos percentuais e que o número de entrevistados inclinados a votar em quem o palanque ambulante indicar é exatamente igual ao número dos que sempre votaram no PT.

26/06/2012

às 16:37 \ Sanatório Geral

Coração perigoso

“Não dá pra esconder que o coração do negão está ferido”.

Netinho de Paula, vereador pelo PCdoB de São Paulo, depois de desistir de candidatar-se a prefeito para apoiar Fernando Haddad, mostrando que no peito de um atropelador compulsivo da Lei Maria da Penha também bate um coração.

26/06/2012

às 12:36 \ Sanatório Geral

Tremendo exemplo

“Logo estarei batendo falta e fazendo gol. Se for necessário, morderei a canela dos adversários para que Fernando Haddad possa ser prefeito de São Paulo”.

Lula, cumprindo a promessa, feita no começo de 2010, de começar a mostrar ao país em geral e a FHC em particular, assim que deixasse o Planalto, como é que se comporta um ex-presidente interessado exclusivamente no bem-estar da nação.

25/06/2012

às 14:14 \ Sanatório Geral

Famiglia boa

“Sou o candidato da fé, do respeito, da aliança correta”.

Gabriel Chalita, durante o lançamento de sua candidatura à prefeitura de São Paulo pelo PMDB, lembrando que é companheiro de partido de gente como José Sarney, Renan Calheiros, Romero Jucá, Sérgio Cabral, Michel Temer, Edison Lobão, Moreira Franco e outras reservas morais da nação.

 

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