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pré-sal

20/10/2011

às 10:47 \ Sanatório Geral

Dois é demais

“Espero uma presidente Dilma coerente com a ministra Dilma”.

Sérgio Cabral, governador do Rio de Janeiro, sobre a divisão dos royalties do petróleo, manifestando a esperança de que o neurônio continue solitário.

05/10/2011

às 0:01 \ Sanatório Geral

Capitulação corajosa

“O Cabral e o Lindbergh estão jogando para a plateia e acham que ninguém percebe”.

André Vargas, deputado federal pelo PT do Paraná, sobre a polêmica em torno da partilha dos royalties do petróleo, afirmando que tanto o governador Sérgio Cabral quanto o senador Lindbergh Faria já preparam mais uma corajosa rendição ao governo.

04/10/2011

às 5:36 \ Sanatório Geral

Vivendo e aprendendo (247)

“Se um grão de sal faz subir a pressão, imagine o sal do pré-sal todo.”

Walter Pinheiro, senador do PT da Bahia, sobre a redistribuição dos royalties do petróleo, ensinando que, na novilíngua da aliança governista, “grão de sal” quer dizer dinheiro e “subir a pressão” significa aumentar a cobiça.

01/10/2011

às 21:00 \ Sanatório Geral

Surto passageiro

“Exijo respeito. Não aceito ameaças veladas”.

Lindbergh Farias, senador pelo PT fluminense, sobre a ameaça do governo de tratá-lo a pão e água se continuar a criticar os superiores pela partilha dos recursos do pré-sal, que considera prejudicial ao Rio de Janeiro, fingindo que não vai acabar obedecendo ao Planalto, como tem feito há oito anos e nove meses.

18/07/2011

às 7:59 \ Sanatório Geral

Alívio mundial

“A intenção do Brasil com os submarinos é a segurança das riquezas, jamais de ataque”.

Dilma Rousseff, em Itaguaí, no Rio de Janeiro, ao inaugurar a intenção de construir submarinos no país,  tranquilizando a América do Sul em particular e o mundo em geral com o aviso de que a poderosa frota brasileira vai permanecer estacionada a 7 mil metros de profundidade, para defender o pré-sal dos ataques de cardumes de peixes que se alimentam de petróleo.

09/05/2011

às 15:28 \ Feira Livre

Querem reescrever a História, um artigo de Arthur Virgílio

ARTIGO PUBLICADO NO ESTADÃO DESTE SÁBADO

Arthur Virgílio*

O lulopetismo intenta “reescrever” a História recente do País. Começa com a apropriação do Plano Real, sem lhe citar o nome, e da estabilidade econômica dele advinda. Passa pela demonização das reformas estruturais do período Fernando Henrique Cardoso, mesmo sabendo que foi à custa delas e da conjuntura internacional benigna que Lula surfou nas ondas da popularidade. Desemboca na tentativa de convencer a opinião pública de que não houve mensalão nem desvio ético algum do “comissariado”.

As trapaças de Erenice Guerra, braço direito de Dilma Rousseff na Casa Civil, caem no esquecimento. A atual presidente certamente sabe que, no seu gabinete anterior, foi elaborado torpe dossiê contra Ruth Cardoso, e não inexplicável “banco de dados”.

Cristovam Buarque, por suposta incompetência, foi demitido por telefone da pasta da Educação. José Dirceu, acusado pelo Ministério Público de ser o chefe da “quadrilha do mensalão”, jamais deixou de frequentar rodas palacianas ou de ser atendido, pelos diversos escalões da administração, em seu mister de “consultor”.

Não tenho Cristovam como incompetente. Mas se o julgamento do Planalto é esse, o que dizer de Fernando Haddad, que desmoralizou o Enem? E dos executores do PAC, a começar por sua “gerente”, que gastaram absurdos em propaganda de obras incompletas ou que nem saíram do papel? E do monte de ministros, cujo nome a população ignora?

Beneficiam-se da Lei de Responsabilidade Fiscal, contra a qual votaram e que questionaram no Supremo Tribunal Federal (STF). Criticavam a dívida pública interna deixada por Fernando Henrique, como se não houvesse preço a pagar pela estabilidade: resgate de esqueletos, como o BNH da ditadura; renegociação das dívidas de Estados e municípios; saneamento dos bancos estatais estaduais, que, na prática, até moeda emitiam em favor do clientelismo e da corrupção; duas capitalizações num Banco do Brasil quebrado e uma na Caixa Econômica Federal, que foi profissionalizada e despolitizada.

Hoje a dívida pública é mais que o dobro da que herdaram: R$ 1,7 trilhão, sem desencavar nenhum esqueleto. Eleitoralismo, “esquerdismo” pelego, falta de espírito público.

Mistificam, confundem, mentem. Comparam o medíocre crescimento que obtiveram nos anos da bonança internacional com os números da luta contra a inflação e do enfrentamento de uma dezena de crises externas sistêmicas que danificaram a economia brasileira, recém-saída da hiperinflação. Esquecem-se de cotejar a evolução do PIB brasileiro, entre 2003 e 2010, com a de países vizinhos nossos, com os Brics, com o mundo desenvolvido. Olvidam que o “brilhante” 2010 (crescimento de 7,5%) nasceu da artificialização do crédito, do incremento assustador dos gastos públicos, coroando a crise fiscal, que se foi tornando mais aguda a cada ano do segundo mandato de Lula. Não tomam a América do Sul e a América Latina como parâmetros, opondo a evolução de seus respectivos PIBs aos períodos 1995-2002 e 2003-2010: aí o Brasil praticamente não alterou sua participação porcentual.

Lula melou as mãos de petróleo, alardeando autossuficiência que jamais houve. Mágico de circo, “trouxe” o pré-sal para o presente, dando a impressão de que os benefícios seriam para o hoje, quando mil dúvidas, a começar pelo marco regulatório, rondam o êxito das operações.

Apropriou-se da rede de proteção social, que visava à emancipação dos beneficiários, criando o Bolsa-Família. Jamais reconheceu méritos: procurava constranger Fernando Henrique (“ex-presidente não deve falar”), ao mesmo tempo que se beneficiava de palavras e votos congressuais de Collor e Sarney.

Gramsciano que não leu Gramsci, planejou minimizar a democracia, pelo aparelhamento da máquina pública e pela desmoralização das instituições. Um parasita de cargo comissionado de cota partidária se satisfaz com seus “proventos” e fica à disposição da “chefia” para gritar palavras de ordem nas ruas do Brasil. O cérebro do lulopetismo pretende mais. Seu espelho é o que foi o PRI mexicano. Sonha com amordaçar a imprensa e reinar sem oposição.

A desenvoltura palaciana de Dirceu, a fraternidade com Delúbio e a imposição de João Paulo Cunha para presidir a Comissão de Constituição e Justiça da Câmara dos Deputados não são obra do acaso. A ideia é apresentar fato consumado ao STF, intimidar a Corte, desmontar o processo do mensalão.

Fascistas enquistados no Ministério da Educação foram denunciados por imporem livros didáticos que criticam Fernando Henrique e endeusam Lula. Lavagem cerebral. Tentativa criminosa de “miliciar” a juventude, pondo-a a serviço de projeto de poder que jamais quis ser projeto estratégico de Nação. Fizeram isso na Argentina e deu em ópera cinematográfica; no getulismo do Estado Novo, em deposição do ditador; na Itália e na Alemanha, guerra e fim funesto para os ditadores.

Desde o início foi assim. Os discursos atrasados de Lula e do PT levaram os mercados à desconfiança em 2002 e os números da economia se deterioraram. Felizmente, souberam seguir as políticas macroeconômicas com que se depararam. Foi quando nasceu a “herança maldita”, mil vezes repetida até a culpa sair dos vencedores e cair nas costas de quem deixava o poder.

Agora, às voltas com renitente inflação gerada pela farra fiscal que fez Lula popular e elegeu Dilma, vivem momento difícil e não têm bode expiatório para execrar. Tergiversam. Candidatam-se a delirante Nobel de Economia falando em conter a inflação sem reduzir o ritmo de crescimento. A que ponto não chegarão quando a dura realidade lhes bater à porta?!

Temo turbulências. Que a democracia saia vencedora de qualquer desafio que se anteponha à sua consolidação plena.

*Diplomata, foi ministro-chefe da Secretaria-Geral Da Presidência da República, líder do governo Fernando Henrique Cardoso e do PSDB no Senado.

20/04/2011

às 18:10 \ Direto ao Ponto

Venda do primeiro lote do pré-sal é festejada com outro aumento no preço da gasolina

Em agosto de 2008, o presidente Lula informou à nação que as jazidas do pré-sal haviam desbastado os atalhos que conduziam ao Brasil Maravilha, registrado em cartório um ano e meio mais tarde. Como a Petrobras reinventada pelo maior dos governantes desde Tomé de Souza já tornara o país auto-suficiente em petróleo, o preço da gasolina seria calculado em centavos. E o caçula da OPEP teria dinheiro de sobra para tornar formidável o que já era bom demais.

“Nós temos que usar esse petróleo para resolver um problema crônico de investimento na educação e para tirar esse atraso, e vamos usar parte desse dinheiro para resolver o problema dos miseráveis desse país, das pessoas que ainda não conquistaram cidadania”, exemplificou o palanqueiro numa discurseira na Confederação Nacional dos Trabalhadores Metalúrgicos. Horas mais tarde, Dilma Rousseff engatou a quinta marcha e pisou no acelerador.

“O pré-sal é um recurso tão importante para a nossa geração e próximas que é de fato um conjunto da população brasileira”, comunicou em dilmês primitivo. “Isso define o princípio que vai nortear o governo sobre seu uso, que é tomar todas as medidas para transformar esse grande recurso em fonte que vai permitir que os brasileiros tenham melhoria da educação, das condições que permitirão que avancemos em direção à sociedade do conhecimento, que inova e faz pesquisa, e pela forma que chegamos ao pré-sal”.

Nos meses seguintes, Lula e Dilma garantiram que o colosso no fundo do mar faria o País do Carnaval matar de inveja qualquer dinamarquês com assombros que aperfeiçoariam praticamente tudo, menos a moral e os bons costumes. Nesta terça-feira, a Petrobras fechou negócio com a Empresa Nacional de Petróleo do Chile, compradora da primeira carga do pré-sal: 1 milhão de barris, extraídos do campo Tupi (rebatizado de Campo Lula por José Sérgio Gabrielli, que ainda vai virar nome de troféu disputado por campeões da vassalagem). Nesta quarta, a Folha constatou que o preço da gasolina (batizada com álcool) subiu quase 5% em um mês. Com isso, a inflação deverá ultrapassar já neste abril o teto oficial, fixado em 6,5% ao ano pelo próprio governo.

Para Lula e Dilma, o pré-sal foi “uma dádiva de Deus”. Chegou aos demais brasileiros em forma de aumento de preços. Como é coisa da Divina Providência, resta à multidão de insatisfeitos queixar-se ao bispo.

06/04/2011

às 15:32 \ Sanatório Geral

A última do Jobim

“O Brasil precisa se preparar do ponto de vista militar. Com o petróleo do pré-sal, o país vai ser um alvo do terrorismo”.

Nelson Jobim, ministro da Defesa, ansioso por estrear a fantasia de agente da CIA que  ganhou de Barack Obama.

20/02/2011

às 22:01 \ Direto ao Ponto

O grande Millôr avisou faz tempo: o petróleo é nosso, mas a conta bancária é deles

“O petróleo é nosso, mas a conta bancária é deles”, avisou faz tempo Millôr Fernandes. É o que José Serra deveria ter dito a Dilma Rousseff sempre que a candidata recomeçasse, no meio do debate na TV, a discurseira triunfalista sobre a Petrobras. Com uma frase de 10 palavras, o maior pensador brasileiro fez o resumo da ópera. Enquanto os pais-da-pátria distraem o povo com as mãos manchadas de petróleo, a turma que manda na estatal vê a cor do dinheiro.

Neste domingo, O Globo revelou as duas últimas da Petrobras. Primeira: dos 371 mil servidores, 291 mil não são concursados. Alheio às pressões do Ministério Público, o mamute segue engordando com contratações ilegais. Segunda: enquanto o governo festeja escavações no pré-sal que nem começaram, auditorias do Tribunal de Contas da União constataram que já soma R$ 4 bilhões o buraco escavado por irregularidades em licitações, contratos, obras e serviços em execução pela empresa.

Como de praxe, a diretoria que já foi comandada por José Eduardo Dutra e hoje é presidida por José Sérgio Gabrielli prometeu explicações que não virão. Em vez disso, virá o anúncio de que foi descoberta no litoral outra jazida de matar de inveja os gringos da OPEP. É sempre assim quando camburões são avistados das janelas da sede da estatal.

Antes que outro candidato governista volte a amparar-se nas façanhas imaginárias da Petrobras para recitar que privatização é crime, e que a construção do Brasil Potência passa pela estatização até do botequim da esquina, a oposição oficial precisa decorar outra lição do grande Millôr ─ e repeti-la todos os dias: “Nossos corruptos são tão incompetentes que só conseguem roubar do governo. Se fossem ladrões na iniciativa privada, morreriam de fome”.

10/12/2010

às 20:15 \ Sanatório Geral

Novilíngua companheira

“Sei que o pré-sal não tem todo o petróleo que eu penso que tem, mas, certamente, tem mais do que José Sérgio Gabrielli, presidente da Petrobras, diz que tem, porque sei que você é obrigado a ser conservador e, eu, a ser muito otimista”.

Lula, nesta sexta-feira, ensinando que, no dicionário da novilíngua companheira, a expressão “contar mentiras” foi substituída por “ser otimista”.


 

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