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política externa

29/04/2011

às 1:47 \ Sanatório Geral

Chanceler desempregado

“Seja qual for o veredicto, não se pode dizer que a política externa do Brasil nos últimos anos tenha sido ineficiente ou tenha mantido um perfil baixo”.

Celso Amorim, chanceler desempregado, no artigo publicado pela revista America’s Quarterly em que sugeriu que o Brasil fizesse a mediação entre os Estados Unidos e o mundo árabe, começando a falar mais fino e mais baixo sobre a política externa da cafajestagem, planejada para transformar em secretário-geral da ONU o governante iluminado que, no momento, administra os interesses do PT nas eleições municipais de 2012.

04/04/2011

às 3:01 \ Sanatório Geral

Toptoptop no horizonte

“Há mudanças na política externa? Claro que sim”.

Marco Aurélio Garcia, conselheiro presidencial para complicações cucarachas e chanceler-sem-itamaraty, com cara de candidato a desempregado.

03/04/2011

às 21:55 \ Sanatório Geral

A explicação que complica

“Lula sempre deu grande ênfase às questões sociais. Dilma manterá essa sensibilidade do governo anterior, mas quer enfatizar as questões ligadas a seu passado de prisioneira política”.

Marco Aurélio Garcia, conselheiro presidencial para complicações cucarachas e chanceler-sem-itamaraty, em entrevista ao Estadão, ao admitir que a política externa brasileira resolveu tomar um pouco mais de vergonha em questões vinculadas aos direitos humanos, insinuando que Lula virou amigo de infância de todos os ditadores porque só brincou de preso político no hotel-cadeia do doutor Romeu Tuma.

04/02/2011

às 7:08 \ Sanatório Geral

Tradição & coerência

“Nossa política externa estará baseada nos valores clássicos da tradição diplomática brasileira: promoção da paz, respeito ao princípio de não intervenção, defesa dos direitos humanos e fortalecimento do multilateralismo”.

Dilma Rousseff, aparentemente convencida por Marco Aurélio Garcia e Celso Amorim de que a embaixada em Honduras foi transformada na Pensão do Zelaya porque atender aos desejos do vizinho Hugo Chávez faz parte dos valores clássicos da tradição diplomática brasileira.

24/01/2011

às 16:05 \ Sanatório Geral

A descoberta do milênio

“Nos demos conta de que estamos correndo atrás mais do urgente do que do importante”.

Marco Aurélio Garcia, conselheiro presidencial para complicações cucarachas, sobre o desempenho do Itamaraty nos últimos oito anos, começando a debitar na conta de Lula e Celso Amorim o papelão que o Brasil andou fazendo depois da adoção da política externa da cafajestagem.

30/08/2010

às 14:02 \ Sanatório Geral

Candidato a ficar

“Agora, ninguém pode ser tão arrogante que diga: ‘Não, não quero dar colaboração’. Se me pedirem conselho eu posso dar”.

Celso Amorim, chanceler em miniatura, candidato a continuar no emprego seja quem for o presidente eleito.

26/07/2010

às 12:30 \ Feira Livre

Brasil fracassa em aspiração de ser potência mundial

Trechos da entrevista publicada na Folha desta segunda-feira

Sylvia Colombo

Em entrevista concedida à Folha por telefone na semana passada, o historiador mexicano Jorge Castañeda criticou Luiz Inácio Lula da Silva. Para o intelectual, o presidente brasileiro coleciona fracassos em sua política externa e deveria preocupar-se mais com os conflitos regionais, e não em tornar-se protagonista em casos distantes e polêmicos.

Folha – Como o sr. vê a política externa de Lula, em especial no que diz respeito à América Latina?

Jorge Castañeda - A inércia geográfica, econômica e demográfica da América do Sul levou o Brasil a ter um papel de maior liderança do que antes. Isso aconteceria com ou sem o governo Lula. Tudo o que Lula tentou fazer fora do âmbito interno só resultou em fracassos. Tratou de obter um lugar permanente no Conselho de Segurança da ONU, não o obteve. Tratou de priorizar a Rodada Doha e não conseguiu nada. Tratou de ser um ator central para que se lograsse um acordo em Copenhague e não só não o alcançou como o Brasil em parte foi responsável para que isso não acontecesse. Tratou de se apresentar como protagonista num acordo nuclear com o Irã, mas sua mediação foi rechaçada pelo mundo inteiro, exceto pela Turquia e pelo próprio Irã.

Mas creio que mais importante é o fato de que Lula se absteve de mediar ou resolver conflitos que estão mais perto do Brasil: Uruguai e Argentina, Colômbia e Venezuela, Peru e Chile, Colômbia e Nicarágua, Chile e Bolívia ou Equador e Peru. Conflitos próximos abundam, e o Brasil não exerceu nenhuma liderança em nenhum desses casos. Tampouco se apresentou para ajudar em problemas internos de outros países da América Latina. Salvo parcialmente no caso da Bolívia, e isso o fez para defender os interesses da Petrobras. Suas aspirações de potência mundial fracassaram, e ele não mostrou interesse de atuar como legítima potência regional.

Como o sr. viu a libertação dos presos cubanos e o papel da Espanha?

A libertação foi um triunfo de Guillermo Fariñas. E um triunfo póstumo de Orlando Zapata. O chanceler espanhol Miguel Ángel Moratinos apareceu sem ser convidado e tratou de obter benefícios políticos por algo que não fez. O importante é que, pela primeira vez, a ditadura cubana enfrentou um cidadão cubano, em Cuba, e perdeu. Ganhou o cidadão. Isso é muito novo e muito significativo. O que não é novo é que Fidel e Raúl Castro usem presos políticos como fichas de negociação com outros países. É lamentável que o governo socialista da Espanha tenha se prestado a essa manobra. Se Cuba quer deportar seus presos, que os deporte, haverá muitos países que os receberão de braços abertos, incluindo os que por lei estão obrigados a fazê-lo, como os EUA.

O que o sr. achou de Hugo Chávez ter exumado os restos mortais de Simón Bolívar? Até que ponto é uma maneira de desviar a atenção pública dos problemas do país?

A questão política é só parte da explicação. Chávez crê muito em magia negra, bruxaria, candomblé etc. E a exumação de restos é uma típica prática dessas artes e crenças. Elas o levaram a exumar os restos do libertador para tomar energia. Creio que ele pensa de verdade que isso pode funcionar.

06/06/2010

às 21:40 \ Feira Livre

A aula de Fernando Henrique

Na página 2 da edição deste domingo, o Estadão publicou, mais que um artigo do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, uma aula sobre política externa ministrada pelo estadista que precedeu a Era da Mediocridade. Leiam o texto aqui reproduzido. Pensem no que andam dizendo e fazendo Lula, Celso Amorim e Marco Aurélio Garcia. E tentem entender o que espera a oposição oficial para mostrar que o governo brasileiro adotou a diplomacia da cafajestagem.

POLÍTICA EXTERNA RESPONSÁVEL

Fernando Henrique Cardoso

A despeito das bazófias presidenciais, que, vez por outra, voltam ao bordão de que “hoje não nos agachamos mais” perante o mundo, se há setor no qual o Brasil ganhou credibilidade e, portanto, o respeito internacional foi no das relações exteriores. Elas sempre foram orientadas por valores e estiveram intransigentemente fincadas no terreno do interesse nacional. A demagogia presidencial não passa de surto de ego deslumbrado, que desrespeita os fatos e mesmo a dignidade do País.

Com exceção dos flertes com o totalitarismo europeu durante o Estado Novo, sempre nos orientamos pela defesa dos valores democráticos, pela busca da paz entre as nações, por sua igualdade jurídica e pela defesa de nossos interesses econômicos. Com toda a dificuldade do período da guerra fria – quando os governos militares se opuseram ao mundo soviético e a seus aliados -, não nos distanciamos do que então se chamava de Terceiro Mundo. Se não nos juntamos propriamente ao grupo dos “não-alinhados”, dele sempre estivemos próximos. Terminada a guerra fria, restabelecemos relações com os países do campo socialista, Cuba e China à frente, voltamos a estar mais ativamente presentes na África, apoiamos o Conselho de Segurança da ONU nos conflitos entre Israel e a Palestina, sustentamos a posição favorável à criação de “dois Estados” e o respeito às fronteiras de 1967 e nunca nos solidarizamos com o grito de “delenda Israel” nem com as afrontas de negação do Holocausto.

Seguindo esta mesma linha, assinamos o Tratado de Não-Proliferação de armas atômicas (TNP), com ressalvas quanto à manutenção dos arsenais pelos “grandes”, fomos críticos das invasões unilaterais no Iraque e só aceitamos a intervenção no Afeganistão graças à supervisão das ações bélicas pela ONU. A reação ao unilateralismo foi tanta que em discurso na Assembleia Nacional da França cheguei a aludir à similitude entre o unilateralismo e o terrorismo, provocando certo mal-estar em Washington. Procedemos de igual modo na defesa de nossos interesses como país em desenvolvimento. No dia em que se publicarem as cartas que dirigi aos chefes de Estado do G-7 se verá que predicávamos desde então maior regulação financeira no plano global e maior controle do FMI e do Banco Mundial pelos países emergentes. Reivindicamos nossos direitos comerciais na OMC, a começar pelo caso do algodão, e, no caso das patentes farmacêuticas, defendemos vitoriosamente em Doha o ponto de vista de que a vida conta mais que o lucro. Todas estas políticas tiveram desdobramentos positivos no atual governo.

Temos, portanto, credenciais de sobra para exercer uma ação mais efetiva na condução dos negócios do mundo. A hegemonia norte-americana vem diminuindo pelo fortalecimento econômico dos Brics (metáfora que abrange não só os quatro países, mas vários novos atores econômicos), especialmente da China, pela presença da União Europeia e também vem sendo minada pelas rebeliões do mundo árabe e muçulmano, como o próprio governo Obama reconhece. É natural, portanto, que o Brasil insista em sentar-se à mesa dos tomadores de decisões globais. Sendo assim, por que a celeuma causada pela tentativa de acordo entre Irã e a comunidade internacional empreendida pelo governo brasileiro? Há duas ordens distintas de questões para explicar o porquê de tanto barulho. A primeira é a falta de clareza entre a ação empreendida e os valores fundamentais que orientam nossa política externa. A segunda é a forma um tanto retórica e pretensiosa que ela vem assumindo.

Quanto ao primeiro ponto, como compatibilizar o repúdio às armas nucleares com a autonomia decisória dos povos? Esta abrange inclusive o direito ao conhecimento de novas tecnologias, mesmo as “duais”, que tanto podem ser usadas para a paz como para a guerra. Em nosso caso, conseguimos, por exemplo, dominar a técnica de foguetes propulsores de satélites (e quem lança satélite pode lançar mísseis). Ninguém desconfia, entretanto, de que a utilizaremos para a guerra, até porque obedecemos às regras do acordo internacional que regula a matéria. Do mesmo modo, dominamos o ciclo completo de enriquecimento do urânio. Mas não cabem dúvidas de que não estamos fazendo a bomba atômica, não só porque nossa Constituição proíbe, mas porque inexistem ameaças externas e porque submetemos o enriquecimento do urânio (guardado o sigilo da tecnologia usada) ao duplo controle de um tratado de fiscalização recíproca com a Argentina e da Agência Internacional de Energia Atômica.

É precisamente isto que falta no caso do Irã: a confiabilidade internacional nos propósitos pacíficos do domínio da tecnologia. E é isso que o governo americano alega para recusar a intermediação obtida, ao reafirmar que a quantidade de urânio já disponível, mesmo descontada a quantidade a ser remetida para enriquecimento no exterior, permitiria a fabricação da bomba. O xis da questão, portanto, seria a obtenção pelo Brasil e pela Turquia de garantias mais efetivas de que tal não acontecerá. Deixando de lado as alegações recíprocas sobre se houve o estímulo americano à ação intermediadora (que para quem quer ter uma posição independente na política externa é de somenos), uma ação eficaz para evitar o confronto e as sanções – posição coerente com nossa tradição negociadora – deveria buscar desfazer a sensação da maioria da comunidade internacional de que o governo iraniano está ganhando tempo para seguir em seus propósitos nucleares.

Neste ponto a retórica dos atores brasileiros parece ter falhado. O levantar de mãos de Ahmadinejad e Lula, à moda futebolística, e as declarações presunçosas do presidente brasileiro, passando a impressão de que havíamos dado um drible nas “grandes potências”, digno de Copa do Mundo, reforçaram a sensação de que estaríamos (no que não creio) nos bandeando para o “outro lado”. E em política internacional, mais do que em geral, cosi è (se vi pare).

(Publicado no Estadão em 06 de junho de 2010)

28/05/2010

às 19:22 \ Sanatório Geral

Mulher Poste

“O presidente Serra está tentando ser o exterminador do futuro da política externa”.

Marco Aurélio Garcia, assessor presidencial para complicações cucarachas, Homem sem Visão de Fevereiro, tão conformado com o fiasco da Mulher Poste que já está chamando José Serra de presidente.

11/05/2010

às 15:38 \ Sanatório Geral

Neutralidade militante

“A tradição da política externa implementada pelo presidente Lula sempre foi a de não ingerência nas questões internas dos países”.

José Eduardo Dutra, presidente do PT, festejando a política externa do presidente que, para não interferir em questões internas de outros países, hospedou Manuel Zelaya na Pensão do Lula, exige a volta do companheiro para restabelecer relações diplomáticas com Honduras, fez comícios na Venezuela para ajudar a reeleger Hugo Chávez e deu palpites nas eleições iranianas, fora o resto.


 

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