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Petrobras

15/12/2011

às 19:33 \ Feira Livre

Geisel e Lula

PUBLICADO NO GLOBO DESTA QUINTA-FEIRA

Carlos Alberto Sardenberg

Não foi por acaso que parte da esquerda brasileira encantou-se com a política econômica do presidente Ernesto Geisel, na década de 70. O general, que trazia uma bronca dos americanos, tinha uma visão muito ao gosto da chamada ala desenvolvimentista da América Latina: o Estado comanda as atividades, investindo, financiando, subsidiando, autorizando (ou vetando) os negócios e a atuação de empresas. Mais ainda: com a força das estatais e seus bancos, o governo organiza companhias para atuar em determinadas áreas.

O presidente Geisel, claro, tinha mais poderes do que os governantes da democracia. Todos os setores importantes da economia estavam nas mãos de estatais, de modo que o controle era mais direto. Além disso, havia o AI-5. Quando o presidente dizia a um empresário ou banqueiro o que deveria fazer, a proposta, digamos assim, tinha uma força extra.

Mas Lula arranjou um modo de recuperar o modelo, no que foi apoiado e seguido por Dilma. Geisel, por exemplo, era o dono da Vale. Lula não era, mas pressionou a mineradora, impôs negócios e terminou substituindo o presidente da companhia. Geisel montou as famosas companhias da área petroquímica, tripartites, constituídas por uma empresa estrangeira, uma nacional privada e uma estatal, na base do um terço cada. Aliás, convém notar: não faltaram multinacionais interessadas. O capital não se move por ideologia, mas por… dinheiro. Devia ser um bom negócio entrar num país sem competição, com apoio de um governo local que não devia satisfações ao Legislativo, ao Judiciário ou à imprensa.

Do mesmo modo, as multinacionais do petróleo, hoje, vão topar (ou não) o novo modelo de exploração do pré-sal não por motivos políticos, mas pela possibilidade de ganhar (ou não) dinheiro.

Lula, no regime democrático, substituiu o AI-5 pela ampla base partidária, cooptada e/ou comprada com vantagens e cargos. Na economia, sobraram instrumentos poderosos, como os bancos públicos, especialmente o braço armado de empréstimos especiais do BNDES. Além disso, em um país de carga tributária tão elevada, qualquer redução dá uma vantagem enorme ao setor escolhido. O governo Lula-Dilma usa e abusa desse recurso.

Geisel ampliou a ação da Petrobras, levando-a à petroquímica, ao comércio externo e ao varejo dos postos de gasolina. O presidente Lula também mandou a Petrobras ampliar seus negócios e tratou de devolver à estatal parte do poder que perdera com a lei do petróleo de 1997, colocando-a como dominante no pré-sal.

Geisel tocou grandes obras, grandes projetos. Lula, idem. Não é coincidência que o petista tenha retomado usinas nucleares que constavam do Brasil Potência do general. Geisel tinha outra grande vantagem. Na época, não tinha licença ambiental, não tinha Ministério Público, nem sindicatos, nem juízes, nem ONGs para suspender obras.

Já Lula e Dilma passam o tempo todo tentando driblar esses “estorvos”, mas vai tudo mais devagar. Inclusive porque a repartição do governo por critérios partidários retira eficiência da administração, abre espaço para a corrupção.

O governo Geisel deixou uma ampla coleção de cemitérios fiscais e empresariais. Sua presidência beneficiou-se da estabilidade promovida pelas reformas da dupla Bulhões/Roberto Campos, no governo Castello Branco, e de uma conjuntura mundial favorável. Enquanto o Brasil conseguiu financiamento externo, com os bancos internacionais passando para os países em desenvolvimento os petrodólares, a juros baratos, o modelo ficou de pé. Com a crise mundial dos anos 70, com inflação e recessão, consequência da alta dos preços do petróleo, de alimentos e, em seguida, do choque de juros, a fonte secou e o Brasil quebrou.

Resultaram estatais tão grandes quanto ineficientes. E empresas privadas que não resistiam à menor competição. Sem as tetas do governo, simplesmente sumiram, deixando empresários ricos e uma conta para o contribuinte.

Convém pensar nisso quando Lula e Dilma forçam os bancos públicos a ampliarem seus financiamentos. Quando levam a Petrobras e empresas privadas a investimentos provavelmente acima de suas capacidades. Ou quando o governo toca essas obras enormes, como a transposição do Rio São Francisco ou o trem-bala.

Como Geisel, Lula também herdou uma estabilidade construída pela administração anterior e se beneficiou de um ambiente internacional extremamente favorável.

O ambiente internacional está mais hostil. E já são visíveis alguns ossos de esqueletos: obras atrasadas e mais caras, investimentos ficando pelo caminho, indústrias locais protegidas (e ineficientes), gasto público elevado, desequilíbrios econômicos voltando, como a persistente inflação.

02/10/2011

às 22:29 \ Sanatório Geral

Pito público

“Ele acha? Então que arrume 56 milhões de votos e sente na minha cadeira”.

Dilma Rousseff, sobre opiniões murmuradas por José Sérgio Gabrielli que não coincidem com as certezas da chefe, avisando que o presidente da Petrobras só vai dirigir a empresa e escapar de tremendos pitos quando se eleger presidente da República.

19/09/2011

às 19:28 \ Sanatório Geral

Agora sim (2)

“Nos conhecemos desde 2002, ela tem opiniões firmes, eu também tenho, nós nos gostamos muito, nos respeitamos muito, mas temos posições diferenciadas. Agora, ela como presidente da República, tenho que obedecê-la, não tenho que discutir com ela mais.”

José Sergio Gabrielli, presidente da Petrobras, ao discutir a relação com Dilma Rousseff numa entrevista, confirmando que, depois daquele pito por telefone que o fez debulhar-se em lágrimas, continuou com opiniões muito firmes, mas concorda com tudo que a chefe diz.

19/09/2011

às 17:45 \ Sanatório Geral

Agora sim

“Temos divergências sobre tudo, várias coisas temos divergências. Futebol, música, casamento, importância das coisas. Divergências de orientação geral, estratégica não há.”

José Sergio Gabrielli, presidente da Petrobras, ao discutir a relação com Dilma Rousseff, confessando que, depois daquele pito por telefone que o fez cair na choradeira, só diverge da chefe em coisas como escalação da Seleção Brasileira, música preferida, divisão do trabalho no casamento moderno, ponto de crochê mais bonito e papel dos avós na educação dos netos.

08/09/2011

às 15:25 \ Direto ao Ponto

Três embustes do Brasil Maravilha

Faço uma ligeira pausa nos posts sobre as manifestações deste 7 de Setembro para um registro inadiável. Em sua coluna desta quarta-feira, o jornalista Carlos Brickmann implodiu com três notas de poucas linhas dois embustes cultivados com especial carinho pelos inventores do Brasil Maravilha: o milagre do álcool, a autossuficiência em petróleo e a eficiência espetacular da Petrobras. Na discurseira de Lula e Dilma Rousseff, são espantos de matar de inveja um magnata de filme americano. No país real, só existem na papelada registrada em cartório pelo palanque ambulante. (AN)

O álcool…

Lembra da revolução energética anunciada pelo presidente Lula, em que o álcool de cana brasileiro seria um dos combustíveis mais importantes? Bom, o Brasil está importando álcool faz tempo ─ principalmente dos Estados Unidos. Neste ano, a importação representa cinco vezes a de 2010: no total, 1,03 bilhão de litros contra 200 milhões do ano passado. E era para ser ainda maior, se o Governo não tivesse reduzido a mistura do álcool na gasolina de 25 para 20%.

…a gasolina…

Lembra da autossuficiência do Brasil em petróleo, também anunciada pelo presidente Lula? Neste ano, o Brasil já importou 3,1 milhões de barris de gasolina; e além das importações normais virão mais 550 mil barris por mês, para substituir os 5% de álcool a menos na mistura.

…o custo

No segundo trimestre do ano passado, o prejuízo da Petrobras com a importação de gasolina foi de R$ 108 milhões. No segundo trimestre deste ano, de R$ 2,28 bilhões. Traduzindo: o prejuízo foi multiplicado por 20.

06/09/2011

às 19:24 \ Feira Livre

‘A mídia precisa ser regulada? Por quem?’, um texto de Deonísio da Silva

Deonísio da Silva*

A mídia é acusada com frequência de exagerar nas denúncias e notícias ruins para ganhar leitores, ouvintes, telespectadores. E que, por isso, é preciso submetê-la a limites. Mas se o distinto público compra jornais e revistas que trazem “as más notícias”, ouve programas de rádio e assiste a programas de televisão abaixo dos critérios que os reguladores defendem, limitar a mídia seria atentar contra a liberdade de escolha dos cidadãos. Eles ouvem, veem e leem o que querem!

É verdade que temos crianças e adolescentes diante da televisão – a TV é o grande alvo dos reguladores! – e é preciso protegê-los. Neste caso, quando aparecem certas personalidades defendendo a regulação da mídia, convém retirar os pequerruchos ou galalaus da sala. Os defensores da regulação da mídia têm prontuários que assustam mais do que a Cuca, o Lobo Mau, o Lobisomem e outras personagens do imaginário popular.

Vejamos o cenário da semana passada. O que deve fazer a mídia quando um político como Paulo Maluf faz uma festa de aniversário? Ele acabou de completar 80 anos, já passou uma temporada na prisão com o próprio filho, está com os bens bloqueados no Brasil e com a prisão decretada nos EUA e em mais em seis países. A seu aniversário compareceram destacadas personalidades, inclusive Michel Temer, vice-presidente da República.

Também na semana passada, o ex-ministro do Gabinete Civil, o deputado cassado José Dirceu, réu em rumoroso processo que corre no STF e que começa a ser julgado no primeiro semestre do ano que vem, denunciado por ninguém menos do que o Procurador Geral da República como “chefe de uma organização criminosa” instalada no primeiro governo Lula, apareceu todo lampeiro entre o ex-presidente Lula e Dilma Rousseff, às gargalhadas, depois que a revista VEJA documentou, inclusive com fotos, que ele despacha como se ministro fosse ou continuasse a ser, num hotel em Brasília, recebendo altas autoridades da República, inclusive o poderoso presidente da Petrobras.

Mas, ainda assim, na semana passada voltou – sempre volta! – um tema que a todos desarruma: a regulação da mídia. Regular a mídia é como controlar o mensageiro das más notícias. Se apenas boas novas fossem proclamadas, a questão de impor limites à mídia não estaria em pauta. Afinal,de elogio ninguém reclama! Quando propõem regular a mídia e seus domínios conexos, de que a propaganda, explícita ou implícita é sua face mais visível – afinal, as notícias são impressas no verso de anúncios e rádio e televisão sem patrocínio, comercial ou público, não poderiam noticiar nada! – estão pensando em proteger “a base alugada” e “os bandidos de estimação”, como diz o jornalista Augusto Nunes!

Quem propõe regulação, o que quer é que tudo esteja dominado. Parece que por enquanto a mídia, o quarto poder, ainda não está dominada! Parodiando os versos que Sérgio Bittencourt fez para homenagear seu pai, Jacó do Bandolim, “naquela mesa tá faltando ela e a saudade dela tá doendo neles”. Sabem que é ela? A censura.

* Jornalista e escritor

06/09/2011

às 18:38 \ Sanatório Geral

Cisco no olho

“Não é verdade o que publicam, de que eu chorei. É absolutamente mentirosa essa informação”.

José Sérgio Gabrielli, presidente da Petrobras, em entrevista ao site Bahia Notícias, ao negar que caiu no choro depois de levar um tremendo pito por telefone de Dilma Rousseff, explicando que aquelas lágrimas que meio mundo viu foram provocadas por um cisco no olho.

29/07/2011

às 16:07 \ Feira Livre

‘Coragem e generosidade’, um artigo de Nelson Motta

TEXTO PUBLICADO NO GLOBO DESTA SEXTA-FEIRA

Lula é ovacionado no congresso da UNE

Nelson Motta

Se o futuro do Brasil está nas mãos dos estudantes e quem os representa é a UNE, então é bom começar a pensar em um plano B. Em artigo no GLOBO, o novo presidente, Daniel Iliescu, nem tão novo assim, porque tem 26 anos e já poderia estar formado e trabalhando, nega ser chapa-branca argumentando que a UNE é preta, vermelha, amarela, de todas as cores. Que fofura! Igualzinha ao comercial do agrobusiness com Lima Duarte na televisão.

O companheiro Iliescu afirma o pluralismo da entidade, que tem filiados de todos os partidos, embora seja um braço do PCdoB governista há mais de nove anos. Para ele a presença de 10 mil estudantes no congresso de Goiânia “é indicativo de uma juventude corajosa, generosa e mobilizada”. Que coragem ! Que generosidade ir a uma boca-livre oferecida pela Petrobras. Mas ao menos ele reconhece que a grande maioria dos estudantes não se interessa pelos partidos nem pela UNE. Melhor assim. A UNE está cada vez mais parecida com um sindicato lulista.

A pérola de seu artigo é a justificativa do patrocínio oficial à UNE comparando-a aos principais veículos da imprensa brasileira, “que recebem milhões de reais em verbas publicitárias e não têm sua independência e seu senso critico questionados”. A grande midia pode ser independente porque não vive só de anuncios oficiais, como os “blogueiros progressistas”. A Petrobras precisa anunciar para vender mais óleo e gasolina e não para comprar opiniões. Talvez nem seja o caso de estudar mais, bastaria ler jornais e revistas.

O pior é tentar fugir da chapa-branca alegando que “as principais bandeiras da UNE têm pontos de dissenso com o governo federal”, tipo o governo quer dar 7% do PIB ao Plano Nacional de Educação e a UNE quer 10%. Mas hoje o que mais falta para a educação não é dinheiro, é bom uso dos recursos, menos roubo e melhor qualidade do ensino.

A UNE também é “radicalmente contra as abusivas taxas de juros do Banco Central e a favor de mais investimentos e desenvolvimento”, mas quem não é? Resta aos caras-pintadas ir para as ruas com coragem, generosidade e mobilização, e derrubar os juros.

21/07/2011

às 14:43 \ Direto ao Ponto

Os leitores aposentam a UNE, acrescentam uma letra à velha sigla e criam a União Nacional dos Estudantes Amestrados

Nascida em 1937, a União Nacional dos Estudantes foi presidida até o fim dos anos 60 por nacionalistas, udenistas, socialistas, comunistas ortodoxos e partidários da luta armada. Mas nunca pertenceu a qualquer partido ou organização. Fosse qual fosse a identidade ideológica do presidente ou da diretoria, a UNE sempre procurou traduzir o pensamento majoritário do universo que representava. Descontados os inevitáveis acidentes de percurso, opções equivocadas e erros bisonhos, prevaleceram na longa e bela trajetória da entidade a independência política, a vocação antigovernista, o amor à democracia e a paixão pela liberdade.

Orientada por tais marcas de nascença, a UNE combateu o Estado Novo, defendeu nas ruas a entrada do Brasil na guerra contra o totalitarismo nazista, lutou pela ressurreição do regime democrático, ajudou a apressar a criação da Petrobras, apoiou as reformas planejadas pelo governo João Goulart, opôs-se ao golpe militar de 1964 e tentou resistir à institucionalização da ditadura, consumada pela decretação do AI-5.

Sobreviveu a adversidades de bom tamanho, mas ficou grogue e exposta ao nocaute em 1968, abalada pela ação ação conjunta da cabeça fraca de José Dirceu e da mão pesada do regime autoritário. Encarregado de organizar o congresso da UNE, o futuro guerrilheiro de festim resolveu juntar mais de 1.000 universitários perto de uma cidade com menos de 10 mil habitantes. A Polícia Militar completou o serviço e prendeu todo mundo. O desmaio da UNE se estendeu até 1985, quando acordou do sono e emergiu da clandestinidade para agonizar à luz do dia.

Perdeu a independência em 1980, quando o agora deputado federal Aldo Rebelo assumiu a presidência e reduziu a UNE a um apêndice do Partido Comunista do Brasil. Perdeu a vergonha de vez em 2003, quando foi incluída no contrato de aluguel assinado pelo presidente Lula e pelos chefes do PCdoB. Para amestrar a sigla, o governo não precisou de domador nem chicote. Bastaram rações em dinheiro vivo ou subvenções, além de garantia de que os encontros, quermesses e piqueniques promovidos pelos pelegos aprendizes seriam patrocinados por empresas estatais. Funcionou.

A União Nacional dos Estudantes teve queixas a fazer, reivindicações a apresentar, mudanças a convocar nos governos de Getúlio Vargas, Eurico Dutra, Juscelino Kubitschek, Jânio Quadros  e João Goulart, José Sarney, Fernando Collor, Itamar Franco e Fernando Henrique Cardoso. Depois de Lula, todos os problemas sumiram. O sistema educacional ficou perfeito. A mesma turma que boicotou o Provão aplaudiu os dois naufrágios sucessivos do Enem, pilotados pelo companheiro Fernando Haddad. O Brasil Maravilha que o chefe criou não precisa sequer de retoques. Se melhorar, estraga.

O prêmio pelo bom comportamento foi a bolada de quase R$ 50 milhões, oficialmente destinados à construção do zoológico próprio na Praia do Flamengo, projetado por Oscar Niemeyer. Ali serão costuradas as notas de apoio a qualquer coisa que venha do Planalto. Ali serão planejadas as próximas quermesses. Ali será esboçado o documento que resume, num texto indigente, as deliberações aprovadas no último dia. Tem tanta importância quanto a ata de alguma reunião do Clube dos Leitores de Lula.

Numa das mais movimentadas enquetes da história da coluna, 3.290 leitores-eleitores resolveram que a UNE não existe mais. Por decisão de 1.047 votantes (32% do total), nasceu a União Nacional dos Estudantes Amestrados, ou simplesmente UNEA. Aos 74 anos, a velha senhora caiu na vida e perdeu o direito de continuar usando o nome outrora respeitável.

14/07/2011

às 21:22 \ Homem sem Visão

O senador Eunício Oliveira ainda não enxergou o empresário Eunício Oliveira

“O chefe está parecendo o Pelé”, comparou um assessor de Eunício Oliveira durante o lançamento do senador eleito pelo PMDB do Ceará ao título de Homem sem Visão de Julho. “Ele agora deu de falar dele mesmo na terceira pessoa”. Quando é interpelado sobre as bandalheiras do empresário Eunício, por exemplo, o ex-ministro de Lula responde que  “o senador Eunício não tem nada a dizer sobre o assunto”.

O campeão entrou na disputa por não conseguir enxergar-se por trás dos contratos sem licitação com a Petrobras, que acrescentaram R$ 57 milhões ao caixa da Manchester, empresa da qual detém 50% das ações. “Ele não entende por que ninguém consegue entender que a metade que lhe cabe só confere o tamanho do lucro”, confidenciou o assessor. “Não tem nada a ver com aquela que mantêm o cofre abarrotado”.

Eunício revelou a amigos que ainda não sabe se vai usar como trunfo eleitoral o conjunto da obra – que chegou ao clímax quando passou pelo Ministério das Comunicações do governo Lula sem que algum camburão conseguisse interceptá-lo. “O chefe jogou no mesmo time do Alfredo Nascimento, do Humberto Costa, do Walfrido Mares Guia e de outros craques revelados pelo Lula”, contou a fonte. “Mas acha que se contar tudo o que vez pode ter problemas com a polícia”.

A coisa está esquentando, leitores-eleitores! É briga de foice no escuro! E vai piorar! Quem será o vencedor? Ou vencedora? Que vença o pior!


 

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