Blogs e Colunistas

pesquisa

24/01/2012

às 8:33 \ Sanatório Geral

Bom motivo

“O resultado é gravíssimo. Não podemos maquiar os números. Modelo desigual. Essa gestão está desacreditada, com um projeto contrário à maioria da população de São Paulo”.

Gabriel Chalita, sobre a pesquisa que informa que seis em cada dez moradores de São Paulo gostariam de mudar de cidade, garantindo que, se for eleito prefeito, todos vão querer continuar vivendo na capital paulista só para saber como fica uma cidade administrada por um Gabriel Chalita.

29/09/2011

às 1:27 \ Sanatório Geral

Descobriu a pólvora

“Quanto pagamos para falar mal da gente?”

Jutahy Júnior, deputado do PSDB baiano, sobre os resultados da pesquisa encomendada pelo partido que mostra os tucanos mal no retrato,  fazendo de conta que só descobriu agora que os eleitores  acham que o Brasil é o único país do mundo que tem uma oposição a favor.

05/09/2011

às 16:28 \ Sanatório Geral

O dono decide

“Eu nunca saí da liderança. Eu sempre tive 30% e ele sempre teve 2%”.

Marta Suplicy, pré-candidata à prefeitura de São Paulo, sobre o desempenho de Fernando Haddad na pesquisa do Datafolha, fingindo ignorar que a opinião de Lula, dono do PT e padrinho do ministro da Educação, vale mais que a soma de todos os votos dos filiados ao partido ou dos eleitores paulistanos.

06/01/2011

às 14:12 \ Feira Livre

O custo da alfabetização

TEXTO PUBLICADO NO ESTADÃO DESTA QUINTA-FEIRA

Fernando Reinach

A leitura e a escrita são invenções recentes na história do Homo sapiens. Faz menos de 7 mil anos que a escrita foi inventada. Parece muito, mas 7 mil anos é nada do ponto de vista evolutivo. Significa que provavelmente a atividade de ler e escrever utiliza habilidades que já existiam em nosso cérebro muito antes de a inventarmos. O mesmo ocorre com o ato de tocar piano, uma atividade relativamente recente, mas que somos capazes de aprender porque, muito antes de o primeiro piano ser construído, nosso cérebro já era capaz de controlar com precisão o movimento dos dedos e integrar esse movimento com nossa capacidade auditiva.

Quando uma nova atividade utiliza parte de nossa capacidade cerebral, duas coisas podem ocorrer. A primeira é que essa nova atividade integra diversas áreas do cérebro, melhorando outras atividades. Isso foi demonstrado em ratos treinados para se localizarem em labirintos. Eles melhoram sua capacidade de orientação quando soltos em ambientes complexos. Outra possibilidade é que a nova atividade, ao desviar para uma nova função parte de nossa capacidade cerebral, prejudica outras atividades. É o que ocorre com os grandes pianistas, nos quais a área do cérebro responsável pelo controle dos dedos aumenta e invade áreas vizinhas, que controlam outros músculos.

Um grupo de cientistas, que inclui dois brasileiros da Universidade de Brasília, resolveu estudar as consequências da alfabetização no funcionamento do cérebro. Sessenta e três pessoas, dividas em três grupos, foram estudadas: adultos analfabetos (10), que aprenderam a ler na idade adulta (22) e alfabetizados na infância (31). Cada grupo foi submetido a testes de leitura. Como esperado, os analfabetos acertaram 0% das palavras, os alfabetizados na idade adulta, entre 60 e 90%, e os alfabetizados quando crianças, mais de 95%.

Cada uma dessas 63 pessoas foi colocada em uma máquina de ressonância magnética, capaz de medir a atividade de diferentes áreas do cérebro. Enquanto estavam na máquina, os cientistas pediam que a pessoa executasse diferentes tarefas. A máquina determinava que áreas do cérebro eram ativadas durante a execução. A primeira classe de tarefas incluía responder a frases escritas. Como esperado, a imagem de perguntas escritas não causava grande ativação em nenhuma área do cérebro dos analfabetos. Nos alfabetizados, diversas áreas eram ativadas quando essas pessoas eram submetidas a perguntas escritas.

De maneira geral, o cérebro dos alfabetizados era ativado em um número maior de áreas e com mais intensidade quando elas eram submetidas a testes de reconhecimento de imagens. Quando diversos tipos de formas geométricas ou sequências de objetos foram apresentados aos voluntários, os cérebros dos alfabetizados sempre eram mais ativos que os dos analfabetos, o que sugere que o aprendizado da leitura e da escrita permite que o cérebro processe de maneira mais eficiente imagens não relacionadas à escrita. De certa forma isso era esperado, pois os mecanismos cerebrais utilizados na leitura são os mesmos que utilizamos quando processamos outros estímulos visuais.

A grande surpresa foi o resultado obtido nos testes em que se media a capacidade de distinguir faces semelhantes em fotografias. Neles, o cérebro dos analfabetos reagia de modo mais intenso e em uma área maior que o dos alfabetizados. Esse resultado sugere que a parte de nosso cérebro responsável pelo reconhecimento de faces (característica presente em diversos macacos) é em parte desviada para a atividade de reconhecimento dos caracteres escritos. Se isto for verdade, é de se esperar que pessoas analfabetas sejam capazes de distinguir melhor os detalhes visuais presentes nas faces do que pessoas que foram alfabetizadas.

Esses resultados mostram que a alfabetização, tanto de crianças quanto de adultos, melhora o rendimento de muitas atividades do cérebro. Mas a alfabetização tem um custo: a capacidade diminuída de reconhecer faces. Isso sugere que a parte do cérebro que utilizamos para ler e escrever é, em parte, aquela que nossos ancestrais utilizavam para reconhecer sentimentos expressos nas faces dos membros de sua tribo. Se hoje não reconhecemos visualmente a angústia na face de um amigo, não temos dificuldade em ler o e-mail em que ele nos conta que está angustiado.

27/10/2010

às 22:04 \ Sanatório Geral

Rumo aos 103%

“Faltando dois meses para terminar oito anos de mandato, a pesquisa me dá com 84% de bom e ótimo e apenas 3% de ruim e péssimo. Esses 3% devem ser do comitê de alguém, não pode ser da rua”.

Lula, confirmando que acredita em Hugo Chávez, Mahmoud Ahmadinejad, José Sarney e instituto de pesquisa.

19/10/2010

às 18:26 \ Feira Livre

Qual será a grande revelação da próxima pesquisa sobre o segundo turno?

Na última enquete, os leitores decidiram que, depois de descobrir que é carola militante desde bebê, Dilma Rousseff deve lutar pela canonização do Beato Lula caso seja eleita presidenta do Brasil. A opção recebeu mais de 70% dos votos, desbancando as que sugeriam “construir 6.000 basílicas nas 6.000 creches”, “proibir o sexo fora do casamento”, “instituir a comunhão obrigatória” e “revogar o divórcio”.

Agora a coluna quer saber: “Qual será a grande revelação da próxima pesquisa Vox Populi/Ibope/Sensus sobre o segundo turno?”. Não deixe de votar na enquete.

24/09/2010

às 20:50 \ Sanatório Geral

Companheiro sofre

“A oscilação dentro da margem de erro, mesmo depois de um intenso bombardeio, mostra uma consolidação do voto em Dilma Rousseff”.

José Eduardo Dutra, presidente do PT, rezando para todos os santos nos quais nunca acreditou para que a eleição seja realizada ontem.

25/06/2010

às 0:11 \ Direto ao Ponto

Ou nós não estamos vivos ou eles pensam que são vivos demais

A coluna previu há um ano que a taxa de aprovação do governo Lula, se dependesse dos institutos de pesquisa, acabaria chegando a 100% ─ ou 103%, se oscilasse inteira para cima a margem de erro recomendada por quem lida seriamente com estatística. A última pesquisa do Ibope informa que o campeão de popularidade ainda não chegou lá. Mas ofereceu a Lula uma descoberta espantosa: o índice de reprovação pode ter chegado a zero.

O próximo post vai mostrar como agem e o que pretendem os adivinhos de araque. Antes, é preciso sublinhar que, no Brasil do Ibope, foram reduzidos a 3% do eleitorado os que acham ruim ou péssimo o desempenho do governo. Se o índice está correto, são 4 milhões de brasileiros. Se a margem de erro oscila para cima, sobem para 8 milhões. Se oscila para baixo, o índice desce a zero. Nesta hipótese, a tribo dos descontentes foi extinta. Não sobrou nenhum.

Já desconfiado daqueles 5%, o comentarista Renato Vieira precisou de cinco palavras para fazer o resumo da ópera: “Nós somos margem de erro”. Ou nem isso, compreendi ao rever a pesquisa. Se o Ibope acertou, é possível que nenhum de nós exista. Nem o colunista, nem os leitores. Há uma lógica nessa loucura: no país do faz-de-conta que Lula governa, não pode existir gente que vê as coisas como as coisas são.

Melhor transferir a interrogação perturbadora para o timaço de comentaristas: nós já não estamos vivos ou os comerciantes de porcentagens pensam que são vivos demais? Vocês decidem.

02/03/2010

às 1:26 \ Sanatório Geral

Tremendo argumento

“A pesquisa Datafolha explica, em parte, os ataques histéricos e raivosos de nossa mídia, as denúncias e campanhas infundadas, seja contra as políticas de fortalecimento do Estado, seja contra o Plano Nacional de Banda Larga e até mesmo contra membros da direção do PT e da futura coordenação da candidata Dilma Rousseff”.

José Dirceu, num texto publicado no seu blog nesta segunda-feira, explicando que se Dilma estivesse caindo nas pesquisas todo mundo entenderia que virou facilitador de negócios não para enriquecer, mas para servir à pátria e acelerar o desenvolvimento do Brasil.

01/03/2010

às 18:50 \ Sanatório Geral

Quatro é igual a zero

“Próxima pesquisa: Dilma iguala Serra”.

Blog da Dilma, em manchete publicada nesta segunda-feira, informando que, nas contas dos blogueiros da Mãe do PAC, quatro é igual a zero.


 

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