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Pedro Simon

10/12/2010

às 18:11 \ Vídeos: Entrevista

Qual o momento político mais importante da história do Brasil?

Para montar o mosaico formado pelos principais partidos políticos surgidos no Brasil depois de 1964, VEJA entrevistou neste ano alguns protagonistas e testemunhas oculares da história. Parte do material ajudou a compor a linha do tempo “Caminhos e memórias dos partidos brasilerios”. Todas as entrevistas foram encerradas com a mesma pergunta: “Qual o momento político mais importante da história do Brasil de 1964 para cá?”. Pedro Simon, Geraldo Alckmin, Djalma Bom, Jorge Bornhausen, Roberto Freire e Fernando Gabeira responderam. Confira:

01/10/2010

às 19:06 \ Vídeos: Entrevista

Pedro Simon e Jorge Bornhausen contemplam os partidos que fundaram

Vizinhos de Estado e colegas de Senado por muitos anos, o gaúcho Pedro Simon e o catarinense Jorge Bornhausen percorreram caminhos distintos até 1984, quando se juntaram no ponto de intersecção sinalizado pela candidatura de Tancredo Neves. Bornhausen lembra que os dissidentes do PDS desafiaram a exigência da fidelidade partidária para se incorporarem à Frente Liberal, gênese do PFL, mais tarde rebatizado de DEM. Simon recorda os tempos em que a ficha de filiação ao PMDB equivalia a um atestado de bravura.

O ex-senador catarinense acha injusto estigmatizar seu partido com a expressão “mensalão do DEM”. Diferentemente do que ocorreu com os mensaleiros do PT, o ex-governador José Roberto Arruda e todos os envolvidos na roubalheira em Brasília foram afastados do partido. Ele também argumenta que, se as patifarias no Distrito Federal se restringiram ao plano regional, o escândalo de 2005 envolveu a cúpula do governo Lula e do PT.

Bornhausen não vê motivos para mudar de partido. Pedro Simon enxerga vários, mas vai continuar no PMDB. Reconhece que o partido mudou muito ─ para pior. Mas Simon foi um dos pais fundadores do MDB e do seu sucedâneo. É difícil abandonar um filho.

18/09/2010

às 0:03 \ O País quer Saber

Como nasceram os partidos brasileiros

Em 1979, com a volta do multipartidarismo, surgiram seis novos partidos no Brasil. Cinco se opunham ao governo militar. A Aliança Renovadora Nacional (Arena), braço político do regime no sistema bipartidário, transformou-se no Partido Democrático Social (PDS). O Movimento Democrático Brasileiro (MDB) acrescentou uma letra à antiga sigla e virou Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB). Nos 31 anos seguintes, dezenas de legendas nasceram, morreram, desmembraram-se ou fundiram-se, formando o multifacetado cenário atual.

Clique na foto abaixo e confira a genealogia dos partidos políticos do Brasil.


27/06/2010

às 23:17 \ Direto ao Ponto

Quem insiste em dançar um minueto atrás do trio elétrico acaba atropelado por um bloco de sujos

Em 1982, iludido pela vantagem mantida por Jair Soares ao longo do primeiro dia da apuração, espertamente amplificada pelo berreiro triunfalista dos adversários, o senador Pedro Simon incorreu no pecado da precipitação: reconheceu formalmente a vitória do candidato do PDS ao governo gaúcho, desmobilizou o esquema de fiscalização montado pelo PMDB e foi descansar. Já estava na casa na praia quando a distância que o separava de Jair Soares começou a encurtar ─ e então descobriu que a contagem dos votos começara pelos municípios controlados pelo PDS e passara ao largo dos redutos oposicionistas. Voltou às pressas para Porto Alegre e exortou os fiscais do PMDB a retomarem as posições abandonadas. Tarde demais. Entre a rendição e o recomeço do combate, a fraude correu solta nas sessões eleitorais sem vigilância. Simon perdeu por 22.373 votos de diferença.  Foi derrotado não por falta de eleitores, mas por excesso de ingenuidade.

Vale a pena evocar o equívoco de Pedro Simon antes que os democratas, confrontados com a barulheira forjada para fantasiar Dilma Rousseff de presidente eleita por uma pesquisa, caiam numa armadilha semelhante à montada em 1982. Faz de conta que não se trata de outro prodígio estatístico. Faz de conta que Dilma é vista com simpatia pela maior parte dos entrevistados. Ainda assim, só os cretinos fundamentais e os vigaristas de ofício ousam afirmar, sem ficarem ruborizados, que o duelo que nem começou foi encerrado a quatro meses da eleição. Nenhum programa foi apresentado no horário gratuito.  Não houve um único debate entre os candidatos. Mas Dilma deve ser empossada de imediato, repetem os balidos do rebanho. Em 1982, os farsantes ao menos se ampararam em urnas e cédulas. Passados quase 30 anos, bastam intenções de voto colhidas por um instituto cujo acervo de erros tem o tamanho do que guarda as mentiras contadas por Dilma Rousseff.

Em 2002, depois de eleito senador, o companheiro Aloízio Mercadante acusou o Ibope de tê-lo prejudicado com a fabricação de índices sem parentesco com a realidade. “Na véspera da votação, eu aparecia com 15% a menos do que tive”, choramingou o Herói da Rendição. “Muitos eleitores deixaram de votar em mim por acharem quer eu não tinha chances”. Para fazer com os adversários o que acha que o Ibope lhe fez, Mercadante voltou a acreditar em pesquisas. Mas só em âmbito federal. Continua descrente, por exemplo, dos índices que mostram a quantas anda a sucessão paulista. Segundo o Ibope, o candidato a governador do  PT patina abaixo dos 20%, enquanto Geraldo Alckmin flutua na faixa dos 50%. Mercadante diz que a campanha nem começou.

Muito mais espantoso que o índice atribuído a Dilma é o conferido a José Serra. Convencido de que a maior obra de um governante é eleger o sucessor, Lula impôs a candidata a todos os partidos e está em campo ilegalmente desde 2007 para vincular Dilma à sua imagem. Depois de uma boa largada, Serra não assumiu efetivamente o comando da campanha e hesita em vincular-se à oposição real. O PT do Maranhão engoliu até a família Sarney. Serra perde tempo com o DEM, que deveria ter mandado às favas há muito tempo em nome da moral e dos bons costumes.

Dilma e Lula passam o tempo celebrando proezas imaginárias. O candidato oposicionista não conseguiu, até agora, transformar-se no porta-voz das legiões de inconformados com a Era da Mediocridade. E ainda assim continua a ostentar um índice que lhe garante o apoio de mais de 40 milhões de brasileiros. Lula elege até um poste? Os índices atribuídos a Serra e Dilma gritam que não. Os descontentes com o governo não passam de 4 milhões (ou zero, se a margem de erro oscilar para baixo)? Nesse caso, nem quem engole o convívio com Lula consegue digerir Dilma Rousseff.

O que falta a Serra para entender que o presidente só ficou melhor no retrato por que a oposição partidária não se opõe? O que espera para dispensar a Dilma Rousseff o tratamento que merece um embuste? Por que não trata de denunciar ─ com todas as letras, sem tantas cautelas e ressalvas ─ o que deve ser denunciado? Milhões de brasileiros desconhecem o que há por trás do país de ficção propagandeado por marqueteiros federais: a corrupção endêmica, a roubalheira colossal, a impunidade desavergonhada, a política externa infame, o assalto ao aparelho estatal, o fracasso do PAC, a gastança criminosa, a aliança que une velhos oligarcas, neogatunos e esquerdistas psicóticos, as ameaças à democracia e à liberdade, o ovo da serpente camuflado no Plano Nacional de Direitos Humanos, a arrogância fora-da-lei de Lula, sobretudo o despreparo incomparável da candidata à presidência. Cabe a Serra escancarar os tumores camuflados pela discurseira oficial.

Campanha eleitoral não é vale-tudo, precisam aprender o monarca e seus cortesãos. Nem um curso de boas maneiras, precisam aprender os oposicionistas em campanha. Quem insiste em dançar um minueto ao som de um trio elétrico acaba atropelado por um bloco de sujos.

09/02/2010

às 11:10 \ Sanatório Geral

Faz sentido

“Se o PMDB não tiver candidato próprio, eu me inclino pela Dilma. Ela é formidável”.

Pedro Simon, revelando que, depois de ter feito voto de pobreza, pensa em optar pela pobreza do voto.

06/12/2009

às 1:47 \ Direto ao Ponto

Radiografia de uma fraude (2): a secretária renegou o padrinho para garantir o emprego

A Dilma Rousseff dos relatórios hiperbólicos dos órgãos de segurança nunca foi vista pelos dois maridos de Dilma Vana Rousseff, filha da mineira Dilma Jane, dona-de-casa, e do búlgaro Pedro Rousseff, advogado e empresário.  A papelada policial se derrama em fantasias sobre as proezas e o estilo da jovem promovida arbitrariamente a “grande líder da VAR-Palmares”, grupo clandestino que se definia como “uma organização político-militar de caráter partidário, marxista-leninista, que se propõe a cumprir todas as tarefas da guerra revolucionária e da construção do Partido da Classe Operária, com o objetivo de tomar o poder e construir o socialismo”. Essa Dilma os dois maridos não conheceram.

Sorte deles. Caso fosse ela a noiva, acumulariam derrotas devastadoras na guerra conjugal travada contra a superguerrilheira enérgica, voluntariosa, onisciente,  nascida para comandar e conduzir, que distribuía ordens e pitos entre marmanjos de alta periculosidade empenhados em derrubar a ditadura militar a bala. Como se casaram com a Dilma de verdade, ambos conviveram com a mineira de Belo Horizonte que sempre falou pouco, jamais abrilhantou encontros de combatentes com intervenções luminosas, só jogou na segunda divisão da luta armada e percorreu sem queixumes nem amuos os caminhos riscados pelos maridos.

Levada pelo primeiro, o também mineiro Cláudio Galeno de Magalhães Linhares, Dilma filiou-se a uma organização comunista chamada Política Operária, a Polop, e depois se transferiu para o Comando de Libertação Nacional, o Colina. Levada pelo segundo, o gaúcho Carlos Franklin Paixão de Araújo, juntou-se à Vanguarda Popular Revolucionária-Palmares e em 1973, depois de três anos na prisão, foi para o Rio Grande do Sul e para o PDT de Leonel Brizola. Ali, seguiu o script escrito de ponta a ponta pelo parceiro influente no partido.

O primeiro emprego público relevante veio em 1986, quando o prefeito Alceu Collares, a pedido de Carlos Araújo, instalou na Secretaria da Fazenda de Porto Alegre a correligionária que mal conhecia. Ao deixar o cargo dois anos mais tarde, para dedicar-se à campanha do marido candidato à prefeitura, recomendou ao jornalista Políbio Braga que recusasse o convite para substituí-la. “Não assume não, que isso pode manchar a tua biografia”, avisou. “Eu não consigo controlar esses loucos e estou saindo antes que manche a minha”.

Políbio admitiria depois que talvez devesse ter examinado a sugestão com mais carinho — mas por outros motivos: “Ela não deixou sequer um relatório. A secretaria era um caos”. Esse arranhão no auto-retrato da superexecutiva foi ampliado no ano seguinte com a curta passagem pela diretoria-geral da Câmara de Vereadores. “Eu a exonerei porque houve um problema com o relógio de ponto”, lembra o ex-presidente Valdir Fraga. “Ela chegava atrasada todo dia”, traduz um assessor. De novo pelas mãos de Araújo, saiu do limbo em 1990, com a chegada de Collares ao governo gaúcho. Depois de presidir por três anos a Fundação de Economia e Estatística, assumiu em 1993 a Secretaria de Energia, Minas e Comunicações.

A ascensão poderia ser menos demorada se o marido não se tivesse equivocado em 1986. Em vez de apoiar Pedro Simon, adversário histórico do regime militar e candidato a governador pelo PMDB, Dilma também defendeu a aliança com o PDS de Nelson Marchezan, que ofereceu ao PDT a vaga de vice. Dilma não viu nada de estranho na parceria com o parlamentar que comandara a Câmara dos Deputados durante o governo do general João Figueiredo? Nem com o partido que dera sustentação parlamentar à ditadura? “Marchezan foi líder da ditadura, mas nunca foi um enragé“, desconversou vinte anos depois da derrota. “A ala Marchezan era a ala da pequena propriedade radicalizada. E ele era um cara ético”. Ninguém entendeu, mas, como Dilma falava só de vez em quando, os ouvintes acabaram assumindo a culpa: deveriam ter prestado mais atenção à sumidade.

Assim seria em 2000. Dois anos antes, a bordo do acordo entre o PDT e o PT do governador Olívio Dutra, Dilma voltara à secretaria de Energia. Forçada a decidir-se entre Alceu Collares e Tarso Genro, que disputavam a prefeitura de Porto Alegre, optou pelo PT para continuar no emprego. Contrariou o marido pela primeira vez, renegou o padrinho, fez de conta que a aliança com Marchezan não existiu e caprichou no palavrório: “Não aceito alianças neoliberais e de direita”. Brizola mirou na testa dos pedetistas que, como Dilma, migraram para o PT depois da vitória de Tarso no segundo turno: “Eles se venderam por um prato de lentilhas”.

Ao fim de uma reunião do PDT gaúcho de que Dilma participara, Brizola confessou que, “talvez porque essa moça fale pouco”, não conseguia entender direito o que ela dizia. Morreu sem saber que ninguém entende dilmês.

01/10/2009

às 22:25 \ Sanatório Geral

Herói da Rendição (46)

“Pedro Simon é um franciscano que passa o dia inteiro rezando para ver como ferrar com os outros”.

Aloizio Mercadante, um franciscano que passa o dia inteiro rezando para ver como não se ferrar com os eleitores que o promoveram a Herói da Rendição e lhe conferiram o título de Homem sem Visão de Julho.

10/08/2009

às 19:50 \ Sanatório Geral

Lula com diploma

“Aqueles que têm problemas com o verbo ‘engolir’ sofrem de regressão e não conseguiram passar da primeira infância, na fase oral”.

Fernando Collor, no discurso de hoje no Senado, insultando quem tem mais de dois neurônios  ao tentar explicar o insulto endereçado a Pedro Simon.

07/08/2009

às 8:44 \ Direto ao Ponto

Os bandidos com imunidade parlamentar já usam a linguagem de esgoto dos colegas nos presídios

O que tinha a dizer o senador Fernando Collor sobre a interpelação encaminhada por Pedro Simon?, quiseram saber depois do bate-boca de segunda-feira os jornalistas de plantão na saída do Congresso.

— Manda ele ir… — interrompeu Collor no meio, para entrar no carro, o insulto que prescindia de complemento para ser compreendido.

Três dias depois, o senador Renan Calheiros aproveitou a insistência de Tasso Jereissati em pedir a retirada do plenário de um estranho que fazia apartes provocadores para retomar o fraseado dos jagunços.

— Coronel de merda! Seu merda! — exclamou fora do microfone o outro destaque da mais medonha trinca do Senado.

A primeira tentativa de transformar o Brasil numa imensa Canapi foi implodida pelo país moderno, que devolveu os provincianos a seu mundo primitivo. A segunda está em curso. Os reincidentes sabem que os mais ferozes inimigos de antigamente viraram companheiros, são todos sócios na base alugada. Sabem que o Brasil civilizado ficou menor, e que o Congresso vai ficando parecido com o que há de pior em Alagoas.

Como se sentem em casa, os bandidos com imunidade parlamentar já nem procuram camuflar o que são. Antes, só agiam como os colegas nos presídios. Agora também falam como eles, expressam-se na mesma linguagem de esgoto. Se o Brasil que presta não contiver prontamente a ofensiva dos fora-da-lei, logo circularão pelo plenário com bermudas e camisetas cavadas. Collor já tem até aquela tatuagem que parece coisa de cadeia.

04/08/2009

às 19:23 \ Homem sem Visão

Collor e Renan usam bate-boca para o início da luta pelo título de agosto

Responsáveis pela grande vitória de Alagoas na enquete que escolheu a pior trinca de senadores do Brasil, Fernando Collor e Renan Calheiros aproveitaram o bate-boca com Pedro Simon para se lançarem candidatos ao título de Homem sem Visão de Agosto. Escalada pela base alugada para combater na tropa do choque encarregada de impedir afrontas ao inatacável José Sarney,  a dupla alagoana mostrou que tem cacife para enfrentar o desembargador Dácio Vieira, que não enxergou a Constituição para ressuscitar a censura à imprensa.

O discurso de Renan mostrou que o líder do MDB no Senado não consegue enxergar o próprio prontuário. O palavrório de Collor confirmou que o ex-presidente não consegue enxergar o Fiat Elba, o jardim-da-babilônia-de-sertão da Casa da Dinda, a Operação Uruguai, o manual de etiqueta e as fotografias ao lado do amigo e tesoureiro Paulo César Farias.

“Como sempre, Fernando e eu estaremos juntos até a próxima traição”, declarou Renan. ”Nascemos um para o outro, mas não necessariamente”, emendou Collor.

O desembargador-censor Dácio Vieira recebeu com serenidade a notícia de que vai enfrentar dois concorrentes de alta categoria.  ”Acho que a campanha decorrerá em termos civilizados”, disse. “Afinal, todos somos cúmplices do Sarney”.


 

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