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PCdoB

01/11/2011

às 17:58 \ Sanatório Geral

Chefe orgulhoso

“A participação de militantes do PCdoB em ONGs é minoria.”

Renato Rabelo, presidente do PCdoB, disfarçando o orgulho pela constatação de que os camaradas são tão eficientes que nem precisam de muitas entidades para bater o recorde nacional da ladroagem ongueira.

01/11/2011

às 13:01 \ Feira Livre

‘À moda stalinista’, um artigo de Roberto Pompeu de Toledo

PUBLICADO NA VEJA DESTA SEMANA

A imagem do poeta Carlos Drummond de Andrade foi utilizada no programa de propaganda obrigatória do PCdoB

Roberto Pompeu de Toledo

Pouco antes de jogar a toalha, na semana passada, e entregar a cabeça do ministro do Esporte, Orlando Silva, o PCdoB tentou reinventar seu passado. No programa de propaganda obrigatória que foi ao ar no dia 20, apresentou como emblemas do partido Luís Carlos Prestes, Olga Benario, Jorge Amado, Portinari, Patrícia Galvão (a Pagu), Oscar Niemeyer e Carlos Drummond de Andrade. Era uma fraude similar às operações do programa Segundo Tempo. Dos sete, os seis primeiros pertenceram ao Partido Comunista Brasileiro (PCB), o arquirrival do Partido Comunista do Brasil (PCdoB). O sétimo, o poeta Carlos Drummond de Andrade, não foi nem de um nem de outro. O partido tentava, num programa de TV em que jogava as últimas fichas para safar-se do escândalo no Ministério do Esporte, pegar carona num casal de ícones da história brasileira (Prestes e Olga) e em algumas das mais queridas figuras da cultura do país.

O caso menos grave é o de Oscar Niemeyer, o único vivo do grupo. Apesar de ter sido militante do PCB, já apareceu em programas anteriores do PCdoB, do qual aceita as homenagens. O mais grave é o de Prestes. O PCdoB surge, em 1962, do grupo que, no interior do PCB, discordou da denúncia do stalinismo promovida na União Soviética após a morte do ditador. O PCdoB, com um curioso “do” no meio da sigla, será daí em diante o guardião da pureza stalinista. Os outros são a “camarilha de renegados”. E o renegado-mor, claro, é Prestes, o líder do PCB. No verbete “PCdoB” da Wikipédia, escrito num tão característico comunistês que não deixa dúvida quanto à sua procedência oficial, Prestes é tratado de “revisionista” (insulto grave, em comunistês) e acusado de ter “usurpado a direção partidária”. Também se diz ali que “abandonado à própria sorte, em idade avançada”, Prestes “dependerá de amigos como Oscar Niemeyer para sobreviver”. Eis colocadas na mesma cloaca da história (o comunistês é contagiante) duas figuras que agora o PCdoB alça ao altar de seus santos.

Entre os outros casos de usurpação biográfica, a alemã Olga, primeira mulher de Prestes, foi fiel soldado das ordens de Moscou. Morreu muito antes de surgir o desafio do PCdoB, mas é de apostar que essa não seria a sua opção. Portinari e Pagu morreram, no mesmo 1962 do cisma comunista, ele fiel à linha de Moscou, ela convertida ao trotskismo, portanto inimiga do stalinismo. Jorge Amado na década de 60 já tinha o entusiasmo mais despertado pelo cheiro de cravo e pela cor de canela do que pela causa do proletariado. Em todo caso, sua turma era a de Prestes, o “Cavaleiro da Esperança” que cantara num livro com esse título.

O caso mais estapafúrdio é o de Drummond. Nos anos 1930/1940 ele praticou uma poesia de cunho social e filocomunista. Chegou a colaborar com o jornal Tribuna Popular, do PCB. Mas nunca se filiou ao partido. Cultivou a virtude de nunca ser firme ideologicamente. O namoro com o comunismo, dividia-o com a fidelidade ao Estado Novo, ao qual serviu no Ministério da Educação. No pós-guerra, mitigava o comunismo com a sedução pela UDN do amigo e mentor Milton Campos. Em 1945 votou para senador em Luís Carlos Prestes, do PCB, e para presidente em Eduardo Gomes, da UDN. E, em 1964, apoiou o golpe militar. “A minha primeira impressão foi de alívio, de desafogo, porque reinava realmente, no Rio, um ambiente de desordem, de bagunça, greves gerais, insultos escritos nas paredes contra tudo. Havia uma indisciplina que afetava a segurança, a vida das pessoas”, explicou numa entrevista, transcrita em livro recente (Carlos Drummond de Andrade Coleção Encontros). Agora vem o PCdoB dizer que Drummond foi um dos seus!?

Desconcertante história, a desse partido. A defesa do stalinismo levou-o a festejar o grande timoneiro Mao Tsé-tung e, quando o timão do chinês emperrou, buscar inspiração na Albânia do “Supremo Camarada” Enver Hoxha. Arriscou uma aventura guerrilheira nos barrancos do Araguaia. E, em anos recentes, encantou-se pela UNE e pelo monopólio da carteirinha de estudante, declarou ao esporte um amor insuspeitado em quem associava o partido à figura franzina do patrono João Amazonas (1912-2002) e recrutou, para reforço de suas chapas, jogadores de futebol (Ademir da Guia, Muller) e cantores (Netinho de Paula, Martinho da Vila) em quem nunca se suporia inclinação pela causa da foice e do martelo. Se há uma coisa em que manteve a coerência, é no vezo stalinista. Stalin mandava cortar das fotos dirigentes do partido caídos em desgraça. O PCdoB inclui em suas fileiras gente que lhe foi alheia. Pelo avesso, chega ao mesmo fim de falsificar a história.

01/11/2011

às 9:26 \ Sanatório Geral

Celso Arnaldo em ação

“Eu comprimento o ministro do Esporte, Aldo Rabelo”.

Dilma Rousseff, na posse do novo titular da pasta do Esporte, capturada por Celso Arnaldo “ao reconhecer que Aldo Rebelo e o presidente do PCdoB, Renato Rabelo, fazem parte da mesma família”.

31/10/2011

às 23:32 \ Sanatório Geral

Madrinha dos vigaristas

“Hoje colocamos a bola no chão, reiniciamos o jogo e vamos para o ataque para um Brasil mais justo e mais desenvolvido”.

Dilma Rousseff, durante a posse de Aldo Rebelo, recomendando aos pecadores do PCdoB que detenham imediatamente a ofensiva dos brasileiros honestos que exigem a devolução do dinheiro tungado.

31/10/2011

às 21:28 \ Sanatório Geral

Professor de comunismo (2)

“O nosso partido sai engrandecido desses ultimos acontecimentos”.

Renato Rabelo, presidente do PCdoB, durante a cerimônia de posse de Aldo Rebelo, revelando que, no balanço de quase nove anos de exploração do ministério do esporte pelo PCdoB, a receita é maior que a despesa.

31/10/2011

às 19:31 \ Sanatório Geral

Professor de comunismo

“O PCdoB não interfere nas atividades dos seus ministros”.

Renato Rabelo, presidente do PCdoB, na cerimônia de posse de Aldo Rebelo, avisando que o partido não tem nada a ver com o que andaram fazendo o ex-ministro Orlando Silva e sua turma

30/10/2011

às 21:19 \ Frases

Deu no que deu

“Lula e Dilma deram o Esporte ao PCdoB e disseram: resolve aí o problema do partido. Só esqueceram de combinar com a imprensa e com o Judiciário. Deu no que deu”.

Sérgio Guerra, presidente Nacional do PSDB.

28/10/2011

às 12:43 \ Sanatório Geral

Um dia depois do outro (6)

“Mídia não consegue disfarçar frustração por não derrubar ministro Orlando Silva.”

Renato Rabelo, presidente do PCdoB, em mensagem no Twitter no último domingo.

“De cabeça erguida, o PCdoB segue na luta.”

Renato Rabelo, presidente do PCdoB, em mensagem no Twitter nesta quarta-feira.

“Posse do ministro Aldo Rebelo será nesta segunda-feira às 16 horas.”

Renato Rabelo, presidente do PCdoB, em mensagem no Twitter nesta quinta-feira.

28/10/2011

às 9:34 \ Sanatório Geral

Anemia financeira

“A intenção é acabar com os convênios com as ONGs, em qualquer programa”.

Aldo Rebelo, novo ministro do Esporte, prometendo interditar o caminho percorrido pelo PCdoB para chegar ao cofre, sem explicar o que deve fazer o partido a que pertence para não morrer de anemia financeira.

27/10/2011

às 15:42 \ Sanatório Geral

Bom programa

“Vou para uma coisa mais importante, que é a apresentação do PSD.”

Manuela D’Avila, deputada do PCdoB do Rio Grande do Sul, ao explicar por que estava abandonando a reunião convocada pelo líder da bancada para discutir a situação de Orlando Silva, informando que ouvir o programa de um partido que não é de direita, nem de centro e nem de esquerda é mais interessante do que ouvir discurseiras sobre um  ministro à beira do despejo.


 

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