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Paulo Maluf

05/09/2011

às 23:05 \ Direto ao Ponto

Um jantar, uma quermesse e um concerto aquecem o inverno dos voluntários da pátria

A menos de um mês do começo da primavera, três eventos marcados pela animação dos convivas esquentaram o inverno dos voluntários da pátria. A estação festiva foi aberta em 23 de agosto, com o jantar que reuniu no Palácio do Jaburu, em torno da presidente Dilma Rousseff, um buquê de prontuários do PT e do PMDB. A beleza da segunda-dama Marcela Temer foi realçada pela maioria das mulheres presentes. Na sexta-feira, mais de 2 mil representantes do que há de pior nas diferentes tendências petistas participaram em Brasília da abertura do 4° Congresso Nacional do PT. José Dirceu, disfarçado de José Dirceu, foi mais aplaudido que a dupla Lula e Dilma. No último sábado, Paulo Maluf comemorou seus 80 anos de vida em liberdade com um concerto de música clássica na Sala São Paulo. Procurado pela Interpol, o aniversariante foi escoltado por uma guarda de honra pluripartidária.

As restrições impostas à imprensa impediram que os três eventos fossem devidamente documentados por fotógrafos. Para matar parcialmente a curiosidade dos leitores, a coluna publica na seção O País quer Saber uma amostra composta por dez imagens. Clique em cada uma para ver os retratados com mais nitidez. E diga o que achou.

05/09/2011

às 22:43 \ O País quer Saber

Dez imagens em três tempos: a quermesse dos pecadores sem remorso, o jantar no Jaburu e o concerto do sem conserto

26/08/2011

às 22:32 \ O País quer Saber

Negromonte e o bando dos 18

Confrontado com denúncias de que andou oferecendo mesadas de R$ 30 mil a parlamentares do PP, em troca do apoio à sua permanência no cargo de ministro das Cidades, Mário Negromonte, do PP da Bahia, tentou explicar-se numa entrevista ao Globo. “Em briga de família, morre todo mundo”, comparou. “Esse pessoal não sabe avaliar os riscos. Não devemos expor as vísceras. Imagine se começar a vazar o currículo de alguns deputados. Ou melhor, folha corrida”. Na edição desta sexta-feira, o jornal mostrou que Negromonte não exagerou: dos 41 integrantes da bancada do PP na Câmara, 18 respondem ou responderam a algum processo na Justiça por irregularidades. Outros 19 nomes são acusados de ilicitudes variadas, informa um levantamento da ONG Tranparência Brasil. Confira abaixo a turma da folha corrida.

PARLAMENTARES COM ‘FOLHA CORRIDA’

Aguinaldo Ribeiro (PP-PB)
Responde a dois inquéritos no Superior Tribunal Federal (STF) e no Tribunal de Justiça da Paraíba (TJ-PB), além de carregar nos ombros 10 ações de execução fiscal e uma notícia-crime.

Aline Corrêa (PP-SP)
É investigada em ação penal no STF por falsificação do selo do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI).

Arthur Lira (PP-AL)
Responde por crimes contra a administração pública e improbidade administrativa. Foi acusado de envolvimento em desvio de dinheiro da Assembléia Legislativa de Alagoas.

Beto Mansur (PP-SP)
Foi autuado por trabalho escravo e condenado por usar recursos públicos para promoção pessoal. Responde a pelo menos 35 processos por irregularidades em licitações em Santos, onde foi prefeito.

Carlos Magno (PP-RO)
Acionado pelo Ministério Público por peculato e acusado de usar material e trabalhadores de uma obra pública em uma obra particular sua. Respondeu por desvios de recursos da Assembléia Legislativa de Rondônia.

Carlos Souza (PP-AM)
Já foi autuado por trabalho escravo e responde a inquéritos no Tribunal de Justiça do Amazonas (TJ-AM) por tráfico e uso de drogas.

Dirceu Sperafico (PP-PR)
Enfrenta ação penal por crime contra o patrimônio e apropriação indébita.

Dimas Fabiano (PP-MG)
É alvo de uma ação de execução fiscal e uma ação penal no Tribunal Regional Eleitoral de Minas Gerais (TRE-MG).

Esperidião Amin (PP-SC)
Responde a nove ações civis públicas por danos aos cofres públicos e improbidade administrativa no Tribunal de Justiça de Santa Catarina (TJ-SC). Já foi condenado a devolver dinheiro às Centrais Elétricas do estado e está recorrendo.

João Pizzolatti (PP-SC)
Condenado a devolver dinheiro público em Pomerode, perda da função pública, suspensão dos direitos políticos, pagamentos de multas e proibição de contratar com o poder público e receber benefícios ou incentivod fiscais ou creditícios. Está recorrendo.

José Linhares (PP-CE)
No STF, consta como indiciado em inquérito (não especificado).

José Otávio Germano (PP-RS)
Alvo de inquérito no STF por peculato. É investigado por desvios e fraudes em licitações no Rio Grande do Sul. Teve bens bloqueados pela Justiça.

Luiz Argôlo (PP-BA)
Responde a vários inquéritos por uso de documento falso, captação ilícita de votos e corrupção eleitoral.

Paulo Maluf (PP-SP)
É alvo de ações penais diversas por crimes contra o sistema financeiro, lavagem de dinheiro, formação de quadrilha e falsidade ideológica, além de inúmeras ações civis públicas. Figura na Lista Vermelha da Interpol, ao lado dos 290 bandidos mais procurados do mundo.

Renato Molling (PP-RS)
Responde a duas ações civis públicas (não especificado).

Roberto Balestra (PP-GO)
Processado por danos ao erário na Justiça de Goiás.

Roberto Britto (PP-BA)
É alvo de ação penal por captação ilícita de votos na Bahia.

Roberto Dorner (PP-MT)
Processado pelo Ministério Público Estadual do Mato Grosso por danos ambientais. Em Marcelândia, é processado por crime ambiental.

Isso é que se sabe por enquanto.

27/07/2011

às 17:41 \ Sanatório Geral

Prioridade absoluta

“Ainda tem um ano para pensar. Só perde quem não disputa, quem disputa sempre vence”.

Paulo Maluf, deputado federal, explicando que, antes de resolver se será ou não candidato a prefeito de São Paulo, vai passar um ano empenhado em driblar a Interpol.

23/05/2011

às 19:41 \ Sanatório Geral

Culpa no cartório

“Sou inocente de todas as falsas acusações”.

Paulo Maluf, confessando pela primeira vez que é culpado das acusações verdadeiras.

23/05/2011

às 18:36 \ Direto ao Ponto

O bando de testemunhas de defesa merece ser incluído entre as provas contra Palocci

Emudecido pela descoberta do milagre da multiplicação do patrimônio, que fez de um médico sanitarista o mais próspero especialista em operações sigilosas, Antonio Palocci completou oito dias de estrepitoso silêncio. Não precisou dar um pio para ser absolvido pela Comissão de Ética Pública da Presidência da República. Bastaram explicações por escrito. Nem precisou telefonar para congressistas para conseguir a solidariedade da base alugada (e de oposicionistas com culpa no cartório). Bastou o recado do assessor Thomaz Traumann lembrando que o chefe  fez o que meio mundo faz.

A cada 15 anos, constatou o jornalista Ivan Lessa, o Brasil esquece o que aconteceu nos 15 anos anteriores. Esse prazo valia para o século passado. Neste, ficou bem mais curto, sobretudo por faltar espaço no noticiário jornalístico e na memória dos brasileiros para armazenar por muito tempo tantos escândalos, roubalheiras, pilantragens e sem-vergonhices envolvendo corruptos com salvo-conduto expedido pelo governo. Hoje, nos cálculos do Planalto, o país esquece a cada 15 dias o que aconteceu nos 15 dias anteriores.

Quinze dias foi o prazo estabelecido pelo procurador-geral da República, Roberto Gurgel, para que o chefe da Casa Civil apresente as explicações solicitadas pelo DEM e pelo PPS, justificadamente  intrigados com o surto de enriquecimento que acometeu o ministro, e que se tornou especialmente agudo depois da vitória de Dilma Rousseff. Até aí, nada demais, apressou-se a esclarecer Gurgel antes mesmo de repassar a Palocci as interrogações formuladas pelos partidos.

“Exercício de consultoria não é crime”, pontificou. (Em princípio, não é crime exercer ofício nenhum, desde que o profissional não se valha dos  instrumentos de trabalho para cometer delinquências). “O procurador-geral só atua nas encrencas mesmo, só atua quando há crime”, enfatizou. “A prestação de consultoria pode ser reprovável em aspectos éticos, mas, em princípio, não constitui crime e, se não constitui crime, não justifica a atuação do Ministério Público”.

Não é conversa de quem só decidirá o que fazer, com a seriedade que se exige do chefe de uma das raras instituições ainda respeitáveis, depois de examinar com lupa as explicações de Palocci. É conversa de quem espera que passem com mais rapidez as duas semanas que precedem o esquecimento. A montanha de indícios veementes berra que Gurgel só não vê nada de estranho porque foi contaminado pela miopia conveniente que grassa no Planalto.

Em 2006, o governo enxergou uma “movimentação financeira atípica” nos R$ 35 mil depositados na conta do caseiro Francenildo Costa. Em novembro e dezembro de 2010, Palocci movimentou pelo menos R$ 10 milhões. A bolada é 285 vezes maior que o dinheiro recebido por Francenildo. Equivale a 18.348 salários mínimos, ou 416 carros populares.O que fez Palocci em troca dessas quantias de espantar banqueiro americano? As autoridades financeiras taparam as narinas para o fortíssimo odor de tráfico de influência. E o  procurador-geral não avistou nenhum sinal de “encrenca mesmo”.

Em países sérios, o Ministério Público nem precisaria dessas cifras estarrecedoras para entrar em ação. Bastaria a contemplação dos aliados que louvaram publicamente “a lisura”, “o excelente caráter” ou “a integridade” do suspeito ─ um bando que inclui figuras como Paulo Maluf, José Sarney, Romero Jucá, Renan Calheiros, Luiz Gushiken, Miriam Belchior, Ideli Salvatti, Gilberto Carvalho, Rui Falcão, Cândido Vaccarezza e Edison Lobão. Caso fossem arrolados como testemunhas de defesa e comparecessem juntos à mesma audiência, não escapariam de um processo por formação de quadrilha ou bando. Quem é absolvido por gente assim só pode ser culpado. E merece punição exemplar.

O governo acredita que faltam poucos dias para que expire o prazo de validade do escândalo. Pode descobrir que o país ficou menos desmemoriado, e que os descontentes são mais numerosos do que imagina. É improvável que Palocci consiga escapar pelo silêncio. Logo chegará a hora de explicar-se. Se for convincente, merece voltar ao Ministério da Fazenda: esse é o lugar de quem consegue fabricar dinheiro suficiente para ficar milionário em quatro anos com uma empresa de um homem só.

Se continuar mentindo, será devolvido à planície de onde nunca deveria ter saído.

23/05/2011

às 13:33 \ Sanatório Geral

Nascidos um para o outro

“Esse período antes de eleição é um período de namoro”.

Paulo Maluf, durante a convenção que o reconduziu à presidência do PP paulista.

“Vamos namorar! Namorar é bom, né?”

Gabriel Chalita, deputado federal da base alugada, em trânsito do setor PSB para o setor PMDB,  guichê de São Paulo, que ameaça lançar-se candidato a prefeito da capital em 2012, assanhado com a ideia de trocar alianças com Paulo Maluf.

23/05/2011

às 11:48 \ Sanatório Geral

Circo Brasil

“Nós, que somos do bem, faremos coligação com quem for também do bem”

Paulo Maluf, durante a convenção que o reconduziu à presidência do PP paulista, obrigando a plateia a abafar com aplausos a espetacular gargalhada coletiva.

23/05/2011

às 10:10 \ Sanatório Geral

A defesa que acusa

“Pessoalmente, confio plenamente na integridade do ministro Palocci”.

Paulo Maluf, puxando uma fila de testemunhas de defesa que, pela comissão de frente, logo vai exibir Marcola do PCC e Fernandinho Beira-Mar.

11/05/2011

às 23:33 \ Sanatório Geral

Craque disponível

“Felizmente, temos muitos projetos. O que falta é coragem para realizá-los. O mal de alguns executivos é a covardia em ousar”.

Paulo Maluf, procurado pela Interpol, em artigo na Folha desta quarta-feira, pronto para melhorar a conta bancária, a boa vida da família e, se sobrar tempo, também o Brasil com o plantio de contratos sem licitação nos canteiros de obras da Copa do Mundo e dos Jogos Olímpicos.


 

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