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Paulo Maluf

07/02/2012

às 8:11 \ Sanatório Geral

Beijo da morte

“O Aguinaldo vai dar um show no ministério. Esse negócio das rádios vocês só pegaram porque ele virou ministro e, se só acharam isso, então ele é um santo e vai para o céu direto, sem passar pelo purgatório”.

Paulo Maluf, em entrevista à Folha, garantindo que, depois da passagem de Aguinaldo Ribeiro pelo Ministério das Cidades, o Brasil inteiro vai achar que o velho campeão foi apenas um amador esforçado.

13/01/2012

às 11:02 \ Frases

Fã de carteirinha

“Hoje temos um governador com G maiúsculo sob o aspecto da ética e da eficiência administrativa.”

Paulo Maluf, deputado federal (PP-SP), falando do governador paulista Geraldo Alckmin.

10/01/2012

às 14:21 \ Sanatório Geral

g minúsculo

“Hoje temos um governador com G maiúsculo sob o aspecto da ética e da eficiência administrativa.”

Paulo Maluf, sobre o governador Geraldo Alckmin, que se proclama herdeiro político de Mário Covas, que livrou os paulistas de Paulo Maluf, que agora debocha de Alckmin, de Covas e dos paulistas.

10/10/2011

às 21:02 \ Sanatório Geral

Campeão confiante

“Cada um tem os seus pecadinhos. Mas os meus nunca atrapalharam ninguém”.

Paulo Maluf, em entrevista à RedeTV!, com cara de quem acha que, perto do que andam fazendo os concorrentes apadrinhados pelo governo, o que fez em São Paulo será considerado coisa de amador no Dia do Juízo Final.

03/10/2011

às 19:38 \ Feira Livre

‘Malufaram’, um artigo de Ricardo Noblat

TEXTO PUBLICADO NO GLOBO DESTA SEGUNDA-FEIRA

Bons tempos aqueles. Havia até o verbo “malufar”. Se alguém era acusado de roubo, logo lhe apontavam o dedo acompanhado do insulto: “Malufou”.

Hoje, se depender da presidente da República, ninguém rouba – comete “malfeito”.

Outro dia, ela demitiu mais de 20 pessoas do Ministério dos Transportes envolvidas em “malfeitos”– em roubo, jamais.

Não sem razão. Afastamento ou demissão por suspeita de roubo obrigaria a abertura de inquérito. E ao cabo de um inquérito, a pessoa pode escapar incólume ou ser processada. É sempre arriscado.

Demissão ou afastamento por “malfeito’, não. Fica a nódoa na biografia do atingido, mas ela dura pouco. A memória coletiva é fraca.

Tiro por Brasília, onde moro desde 1982.

É crescente o número de políticos bandidos que trafegam sem restrições em pontos de intenso movimento. Nunca vi um só deles ser hostilizado.

O senador cassado Luiz Estevão, condenado por roubo, é olhado com inveja quando pilota sua Ferrari amarela.

Apesar dos cabelos brancos – ou da escassez de cabelos no caso de alguns-, meia dúzia de senadores de vários partidos acreditou mesmo assim na balela do que a imprensa batizou de “faxina ética”. E há duas semanas procurou para uma conversa a ministra Gleisi Hoffmann, chefe da Casa Civil da presidência da República.

O que passa, minha amiga Gleisi? Por que a presidente começou e depois suspendeu a “faxina ética”? Se for por falta de apoio no Congresso, estamos aqui para apoiá-la, argumentaram.

Gleisi cortou a esperança deles de uma tacada só: “A governabilidade é quem dita os limites da “faxina ética”.

Traduzindo para leitores pouco versados na língua exótica dos políticos e dos jornalistas que escrevem sobre política: presidente só governa se contar com maioria de votos no Congresso. Quanto mais folgada, melhor.

Em certas questões, você não pode contrariar os que o sustentam sob pena de ser abandonado. “Faxina ética” não lhes interessa.

A eles interessa a elasticidade das regras da administração, a falta de fiscalização rigorosa e a cumplicidade explícita ou disfarçada do poder público com a roubalheira.

É por isso que o verbo “malufar” saiu de moda, sabia? E é por isso que os políticos não mais se envergonham de Maluf. Ficaram parecidos com ele.

Diferente do passado. Políticos respeitados, e aqueles que ocupavam cargos de destaque, evitavam ser flagrados confraternizando com Maluf. Pegava mal.

Alguns mais enfezados como o ex-governador Mário Covas, de São Paulo, sentiam prazer em espinafrar Maluf. E se valiam disso com inteligência para vencer eleições.

Quem, hoje, se elegeria espancando Maluf? O contrário é possível.

Dono em São Paulo de fatia expressiva de votos, Maluf pode ajudar a decidir uma eleição. É cortejado, pois, por quem precisa dos seus votos.

Há pouco, do governador Geraldo Alckmin para baixo, quem conta na política de São Paulo foi à festa de aniversário de Maluf.

Temos, pois, que o arrenegado, beiçudo, bode-preto, canhoto, cão, capeta, coisa, coisa-ruim, coxo, diacho, excomungado, maldito, mal-encarado, malvado, pé-de-cabra, pedro-botelho, porco, sujo, tentador ou tinhoso perdeu a carga de malignidade que o distinguia com ou sem razão dos seus pares. Virou um de nós!

Perdão! Virou um deles.

A política “malufou”. Cada um ao seu modo, os três poderes da República “malufaram”.

Na última década, segundo a revista Veja, 39 juízes foram investigados pela Polícia Federal. Deles, 31 acabaram denunciados à Justiça e sete chegaram a ser julgados. Apenas dois foram condenados. E só um está preso – em casa.

Maluf, a mulher e quatro filhos do casal respondem desde a semana passada a mais um processo criminal por suspeita de lavagem de dinheiro.

Novidade? Qual o quê!

O único fato novo, concreto, registrado desde a interrupção da “faxina ética” foi o roubo de vassouras plantadas no gramado do Congresso durante um ato contra a corrupção.

02/10/2011

às 12:18 \ Sanatório Geral

Coisa de campeão

“É impossível”.

José Roberto Leal de Carvalho, advogado contratado por Paulo Maluf para defendê-lo no Supremo Tribunal Federal, duvidando que seu cliente, um campeão de categoria internacional, tenha conseguido desviar R$ 1 bilhão de uma obra que custou oficialmente cerca de R$ 700 milhões.

30/09/2011

às 23:48 \ Sanatório Geral

Tricampeão perseguido

“É muito difícil defender Paulo Maluf. Paulo Maluf carrega um carisma de ódio, desde a Copa de 1970.”

José Roberto Leal de Carvalho, advogado de defesa de Paulo Maluf, explicando que é difícil garantir o direito de ir do famoso cliente não por causa do prontuário, mas porque o País do Futebol é ingrato com os tricampeões mundiais de 1970.

29/09/2011

às 15:02 \ Sanatório Geral

Solução caseira

“É só acabar com a bandalheira.”

Paulo Maluf, deputado do PP de São Paulo, confessando que o dinheiro que falta para a saúde pode ser encontrado com ele e os outros.

06/09/2011

às 19:24 \ Feira Livre

‘A mídia precisa ser regulada? Por quem?’, um texto de Deonísio da Silva

Deonísio da Silva*

A mídia é acusada com frequência de exagerar nas denúncias e notícias ruins para ganhar leitores, ouvintes, telespectadores. E que, por isso, é preciso submetê-la a limites. Mas se o distinto público compra jornais e revistas que trazem “as más notícias”, ouve programas de rádio e assiste a programas de televisão abaixo dos critérios que os reguladores defendem, limitar a mídia seria atentar contra a liberdade de escolha dos cidadãos. Eles ouvem, veem e leem o que querem!

É verdade que temos crianças e adolescentes diante da televisão – a TV é o grande alvo dos reguladores! – e é preciso protegê-los. Neste caso, quando aparecem certas personalidades defendendo a regulação da mídia, convém retirar os pequerruchos ou galalaus da sala. Os defensores da regulação da mídia têm prontuários que assustam mais do que a Cuca, o Lobo Mau, o Lobisomem e outras personagens do imaginário popular.

Vejamos o cenário da semana passada. O que deve fazer a mídia quando um político como Paulo Maluf faz uma festa de aniversário? Ele acabou de completar 80 anos, já passou uma temporada na prisão com o próprio filho, está com os bens bloqueados no Brasil e com a prisão decretada nos EUA e em mais em seis países. A seu aniversário compareceram destacadas personalidades, inclusive Michel Temer, vice-presidente da República.

Também na semana passada, o ex-ministro do Gabinete Civil, o deputado cassado José Dirceu, réu em rumoroso processo que corre no STF e que começa a ser julgado no primeiro semestre do ano que vem, denunciado por ninguém menos do que o Procurador Geral da República como “chefe de uma organização criminosa” instalada no primeiro governo Lula, apareceu todo lampeiro entre o ex-presidente Lula e Dilma Rousseff, às gargalhadas, depois que a revista VEJA documentou, inclusive com fotos, que ele despacha como se ministro fosse ou continuasse a ser, num hotel em Brasília, recebendo altas autoridades da República, inclusive o poderoso presidente da Petrobras.

Mas, ainda assim, na semana passada voltou – sempre volta! – um tema que a todos desarruma: a regulação da mídia. Regular a mídia é como controlar o mensageiro das más notícias. Se apenas boas novas fossem proclamadas, a questão de impor limites à mídia não estaria em pauta. Afinal,de elogio ninguém reclama! Quando propõem regular a mídia e seus domínios conexos, de que a propaganda, explícita ou implícita é sua face mais visível – afinal, as notícias são impressas no verso de anúncios e rádio e televisão sem patrocínio, comercial ou público, não poderiam noticiar nada! – estão pensando em proteger “a base alugada” e “os bandidos de estimação”, como diz o jornalista Augusto Nunes!

Quem propõe regulação, o que quer é que tudo esteja dominado. Parece que por enquanto a mídia, o quarto poder, ainda não está dominada! Parodiando os versos que Sérgio Bittencourt fez para homenagear seu pai, Jacó do Bandolim, “naquela mesa tá faltando ela e a saudade dela tá doendo neles”. Sabem que é ela? A censura.

* Jornalista e escritor

06/09/2011

às 2:12 \ Sanatório Geral

Essa é secreta

“Esta é de óleo de peixe de águas frias, esta é de alga, as outras são para afinar o sangue e para as juntas. Essa é a fórmula para chegar aos 80 anos com saúde de 30”.

Paulo Maluf, na festa de aniversário, exibindo a dose diária de comprimidos que lhe garantiram chegar aos 80 anos, sem revelar a fórmula que permite viver tanto tempo em liberdade.


 

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