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palanque

19/03/2010

às 4:34 \ Sanatório Geral

Palanque com chiclete

“A participação de gestor público federal, seja presidente ou mesmo ministro de Estado, em inauguração de obras públicas, constitui não apenas uma prerrogativa, mas um dever da função”.

Luiz Inácio Adams, cruza de palanque com chiclete nomeado para o comando da Advocacia Geral da União, garantindo que o outro José Inácio tem o dever de atropelar a lei eleitoral.

07/03/2010

às 2:37 \ Sanatório Geral

Piração em Juazeiro (4)

“No Brasil, no passado, a gente não dava importância a todos os lugares do Brasil (…) Hoje nós estamos em relação a algumas regiões do país dando prioridade”.

Dilma Rousseff, no Discurso sobre o Nada em Juazeiro, mostrando que é, simultaneamente, a primeira mulher que se candidata à Presidência e a primeira anta que aprendeu a subir num palanque.

04/02/2010

às 0:12 \ Direto ao Ponto

O sumiço dos grandes tribunos e a farsa da bichinha palanqueira

“A bichinha está palanqueira”, decidiu o presidente Lula, caprichando na pose de professor de eleição, depois de outro discurso indigente de Dilma Rousseff. O padrinho sabe que a afilhada é um desastre. O que não sabe é que ele próprio é um palanqueiro bisonho. Bom animador de auditório, quase sempre em sintonia com o público presente, Lula está para um mestre da oratória como estão os senadores brasileiros para um estadista inglês.

O improviso de comício é o monólogo teatral em sua variação mais intensa, misteriosa e bela. Quem hipnotiza plateias com o monólogo de Hamlet talvez não consiga chegar ao fim do discurso na praça. Quem comove multidões com o monólogo no palanque brilhará em qualquer palco.

O grande ator interpreta cena por cena uma peça teatral que alguém criou. Segue o roteiro que memorizou e a plateia não pode modificar. O grande tribuno vai criando palavra por palavra a peça retórica admirável na forma e sólida no conteúdo. Segue um esboço de roteiro cujo desenvolvimento terá de improvisar e redesenhar com frequência, para ajustá-lo às reações da multidão.

O domínio do palanque , que pode ser montado na boleia de um caminhão ou num estúdio de TV, é uma forma superior de inteligência política. Os que são dela providos se expressam com o mesmo magnetismo na boleia de um caminhão ou num estúdio de TV, que transformam em palanque eletrônico. Carlos Lacerda e Jânio Quadros, por exemplo, já esbanjavam competência na tela no minuto seguinte ao da chegada da televisão ao país.

Faz tempo que o Brasil virou um deserto de tribunos. Não é de hoje que se transformou num viveiro de oradores de botequim. Mas a Era da Mediocridade foi longe demais: pela primeira vez, um presidente da República escolhe para sucedê-lo no cargo alguém incapaz de expressar-se de modo inteligível.

Nas transcrições literais dos falatórios de Dilma Rousseff, não se encontra uma única frase sem incorreções, um único parágrafo sem derrapagens, um único raciocínio consistente, uma só ideia que denuncie um cérebro em atividade. Cada declaração é um espanto. Cada discurso é um naufrágio.

Para Lula, a bichinha já está palanqueira e vai longe. Esse não sabe o que diz. São ainda piores os que que enxergam Dilma como ela é e fazem de conta que estão vendo o que não há. Esses não dizem o que sabem. Esses fizeram a opção preferencial pelo cinismo.

18/01/2010

às 20:54 \ Direto ao Ponto

Um elenco de filme de terror

Tarso Genro, Guilherme Cassel, João Pedro Stedile e Miguel Rossetto no Rio Grande do Sul.
Ideli  Salvatti e Altemir Gregolin em Santa Catarina.
Paulo Bernardo e Dr. Rosinha no Paraná.
Paulo Maluf, Zé Dirceu, Zé Genoíno, Antônio Palocci, Romeu Tuma, Aloízio Mercadante, Ricardo Berzoini, Eduardo Suplicy, Paulinho da Força, Marco Aurélio Garcia e Paulo Vannuchi em São Paulo.
Paulo Duque, Sérgio Cabral, Anthony Garotinho, Carlos Lupi, Eduardo Cunha, Marcelo Crivella, Benedita da Silva, Roberto Jefferson e Franklin Martins no Rio de Janeiro.
Wellington Salgado, Hélio Costa, Newton Cardoso, Anderson Adauto, Fernando Pimentel, Edmar Moreira e Walfrido Mares Guia em Minas.
Blairo Maggi e Serys Slhessarenko em Mato Grosso.
Zeca do PT em Mato Grosso do Sul.
Delúbio Soares e Iris Rezende em Goiás.
Marcelo Miranda no Tocantins.
Almeida Lima em Sergipe.
Fernando Collor e Renan Calheiros em Alagoas.
José Maranhão na Paraíba.
Severino Cavalcanti e Humberto Costa em Pernambuco.
Sérgio Gabrielli, Geddel Vieira Lima e Jacques Wagner na Bahia.
Henrique Eduardo Alves no Rio Grande do Norte.
Cid Gomes, Inácio Arruda e Luizianne Lins no Ceará.
Alfredo Nascimento no Amazonas.
Romero Jucá em Roraima.
Valdir Raupp em Rondônia.
Sibá Machado no Acre.
Gilvam Borges no Amapá.
Joaquim Roriz, Gim Argello e, logo, José Roberto Arruda no DF.
Ana Júlia Carepa e Jáder Barbalho no Pará.
Edison Lobão, Roseana Sarney e Epitácio Cafeteira no Maranhão.
José Sarney no Maranhão e no Amapá.

A contemplação parcial do elenco, ainda em fase de montagem, é mais que suficiente para um primeiro diagnóstico: se nem todos no palanque de Dilma Rousseff estão entre o que há de pior na política brasileira, tudo o que há de pior na política brasileira está no palanque de Dilma Rousseff.

07/12/2009

às 20:03 \ Sanatório Geral

Tradutor no palanque

“O Brasil precisa de modificar de forma bastante radical a institucionalidade que dá suporte à infraestrutura”.

Dilma Rousseff, na Jovem Pan, ao fim de uma longa dissertação em dilmês radical, avisando que, pela primeira vez na história do Brasil, a turma no palanque vai incluir um tradutor encarregado de reproduzir em língua de gente o que está dizendo a voz no microfone num idioma que de vez em quando até parece português.


 

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