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Palácio do Planalto

08/04/2015

às 7:19 \ Opinião

Editorial do Estadão: ‘Governo e PT perdem apoios’

Partidos, sindicatos e organizações sociais. É com base nesse tripé e em políticas econômica e social populistas que o PT tem conseguido até agora se manter no poder. Enquanto uma conjuntura internacional favorável ajudou e o governo tinha gordura para queimar, foi tudo festa. Mas depois que o mundo mudou e Dilma não percebeu, mantendo escancarada a cornucópia do Estado-provedor, a nau lulopetista, que a essa altura já não fazia distinção entre governo e partido, começou a fazer água. Os indicadores econômicos e sociais despencaram, carregando junto a credibilidade e a popularidade da presidente. Eram os primeiros sintomas do esgotamento do modelo lulopetista. Hora da debandada dos partidos, sindicatos e organizações sociais.

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03/03/2015

às 19:21 \ Opinião

Marco Antonio Villa: ‘O Brasil não tem medo do PT’

MARCO ANTONIO VILLA

Em 2015, em meio a muita tensão política, a Constituição de 1988 terá sua prova de fogo. Não há qualquer paralelo com o episódio do impeachment de Fernando Collor. Este já tinha percorrido mais de dois anos de mandato quando foi apeado do poder. E o momento mais agônico da crise foi resolvido em quatro meses — entre julho e outubro de 1992. Também deve ser recordado que o então presidente tinha um arremedo de partido político, sua conexão com a sociedade civil era frágil — e quase nula com os setores organizados ─, a relação com o Congresso Nacional era ruim, e com medidas heterodoxas descontentou amplos setores, do empresariado ao funcionalismo público. Sem contar que, em 1990, o país passou por uma severa recessão (-4,3%) e tudo indicava — como efetivamente ocorreu — que, em 1992, haveria uma nova recessão.

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24/10/2014

às 14:10 \ Opinião

‘Tudo junto e desregrado’, de Dora Kramer

Publicado no Estadão desta sexta-feira

Na última segunda-feira a repórter Tânia Monteiro fez as contas: há exatos 31 dias a presidente Dilma Rousseff não pisava no Palácio do Planalto. Hoje faz 35 e há muito mais tempo que isso não se tem notícia de um ato dela que não seja como candidata à reeleição.

O mais grave é que não parece fazer falta. Ou pior: só vamos saber disso depois da eleição, quando o País voltar a funcionar – se é que voltará – ao ritmo normal. Quando, por exemplo, o governo liberar os números sobre economia, desempenho do ensino público, desmatamento e pobreza no País, cuja divulgação foi adiada para não afetar a votação da presidente, considerando indicações de que os resultados seriam negativos.

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11/08/2014

às 21:50 \ Sanatório Geral

Indignação seletiva

“Isso é absolutamente inadmissível por parte do Planalto, do governo federal ou de qualquer governo. Quero lembrar a vocês que o meu e-mail foi pirateado, abriram totalmente meu e-mail em 2010. Repudio totalmente esse tipo de ação, como fiz diante de todos os vazamentos. Neste caso específico, é algo que se alguém individualmente quiser fazer que o faça, mas não coloque o governo no meio”.

Dilma Rousseff, ao comentar o uso de computadores do Palácio do Planalto para alterar perfis de jornalistas na Wikipédia, deixando muito claro que acha inadmissível usar computadores do Planalto para a execução de crimes que coloquem em risco a candidatura à reeleição.

10/08/2014

às 21:13 \ Opinião

‘À margem da lei’, de Miriam Leitão

Publicado na coluna de Miriam Leitão

MIRIAM LEITÃO

No princípio, eu me assustei como cidadã. Era difícil acreditar que da Presidência da República foram postados ataques caluniosos a pessoas, porque na democracia o aparato do Estado não pode ser usado pelo governo para atingir seus supostos adversários. A propósito: não sou adversária do governo; sou jornalista e exerço meu ofício de forma independente.

Só no segundo momento é que pensei no fato de que os ataques eram contra mim e meu colega Carlos Alberto Sardenberg. Ninguém, evidentemente, tem que concordar com o que eu escrevo ou falo no rádio e na televisão. Há, em qualquer democracia, um debate público, e eu gosto de estar nele. Mas postaram mentiras, e isso pertence ao capítulo da calúnia e difamação.

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29/07/2014

às 2:46 \ Sanatório Geral

Botox eletrônico

“Padilha é um dos pré-candidatos petistas à disputa pelo governo de São Paulo, tendo transferido seu título eleitoral de Santarém para São Paulo em junho de 2013″.

Texto da Wikipédia sobre Alexandre Padilha, antes da alteração provocada por um computador misterioso localizado no Palácio do Planalto.

“Com o sucesso do Mais Médicos, Padilha se torna um dos pré-candidatos petistas à disputa pelo governo de São Paulo”.

Texto da Wikipédia sobre Alexandre Padilha, depois da alteração provocada por um computador misterioso localizado no Palácio do Planalto.

26/06/2014

às 15:13 \ Opinião

‘Aparências, nada mais’, de Dora Kramer

Publicado no Estadão desta quinta-feira

DORA KRAMER

Na condição de secretário-geral da Presidência da República, interlocutor do governo junto aos movimentos sociais e braço avançado de Lula no Palácio do Planalto, Gilberto Carvalho não seria quem é nem estaria onde está se andasse ou falasse em completa desconexão com os mandamentos do “projeto”.

Quando pareceu divergir do tom ufanista do PT estava dourando a pílula, contornando na superfície um discurso que no conteúdo reforça o lema central de ataque escolhido pelo partido para essas eleições. Senão, vejamos.

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23/06/2014

às 11:36 \ Opinião

‘Tudo culpa da mídia’, editorial do Estadão

Publicado no Estadão deste domingo

O PT não desiste: é tudo culpa da mídia. Depois de Lula ter proclamado aos quatro ventos que o lamentável episódio das ofensas dirigidas a Dilma Rousseff no jogo de abertura da Copa do Mundo foi obra da “zelite”, seu homem de confiança no Palácio do Planalto, o ministro Gilberto Carvalho, manifestou opinião diversa, mas não necessariamente divergente, que na verdade “aprimora” o argumento petista: a culpa é da “pancadaria diária” dos meios de comunicação no lombo do PT e de seu governo.

Ajudam a entender as intenções do ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência as circunstâncias em que ele se manifestou. Circunstâncias que, de resto, demonstram claramente o que o PT entende por “democratização da mídia”: uma reunião, no Palácio do Planalto – patrocinada, portanto, com recursos de todos os brasileiros -, com blogueiros e ativistas militantes ou simpáticos ao lulopetismo, convocados para tratar da necessidade de se articularem e unificarem o discurso contra a “direita militante que não havia antes”, para fazer “o debate da mídia para valer” (não ficou claro se o “para valer” se referia ao debate ou à mídia).

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27/05/2014

às 17:27 \ Vídeos: Entrevista

O Roda Viva com Eduardo Campos

O entrevistado do Roda Viva desta segunda-feira foi Eduardo Campos, ex-governador de Pernambuco e pré-candidato do PSB à Presidência da República. O programa foi o primeiro da série com os principais concorrentes ao Palácio do Planalto. No dia 2 de junho, estará no centro da roda o senador Aécio Neves, do PSDB.

A bancada de entrevistadores foi formada por Dora Kramer (colunista do Estadão), Maria Cristina Fernandes (editora de Política do Valor Econômico), Sérgio Dávila (editor-executivo da Folha de S. Paulo), Luiz Antônio Novaes (chefe da sucursal do Globo em São Paulo) e Felipe Patury (colunista da revista Época).

Veja também:

O Roda Viva com Aécio Neves

O Roda Viva com Alexandre Padilha

22/03/2014

às 16:21 \ Opinião

‘Autoinsuficiência’, de Dora Kramer

Publicado no Estadão desta sexta-feira

Não há mistério nem mérito na confissão da presidente Dilma Rousseff de que aprovou sem ler os termos do contrato de compra da refinaria de Pasadena, no Texas, quando era ministra da Casa Civil e presidia o Conselho de Administração da Petrobrás.

Ela simplesmente quis tirar o corpo fora de um negócio altamente suspeito, investigado pelo Ministério Público, Tribunal de Contas e Polícia Federal devido aos prejuízos causados à estatal, que pagou US$ 1,18 bilhão por uma refinaria negociada a US$ 42 milhões sete anos antes.

Pela singeleza da nota oficial divulgada pela assessoria de comunicação do Palácio do Planalto, transferindo sem mais nem menos a responsabilidade a um resumo “incompleto” da diretoria internacional da Petrobrás, a presidente da República acreditou-se na posse dos mesmos poderes do antecessor a quem todos se dobravam calados e reverentes.

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