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Otávio Cabral

30/09/2013

às 19:10 \ Direto ao Ponto

Cid Gomes no Roda Viva

O entrevistado do Roda Viva de hoje é Cid Gomes, governador do Ceará. A bancada de entrevistadores será formada pelos jornalistas Carlos Brickmann (Coluna do Brickmann), João Gabriel de Lima (redator-chefe da revista Época), Malu Delgado (editora de política do Estadão), Otávio Cabral (editor-executivo de Veja) e Thiago Guimarães (coordenador-adjunto da Agência Folha). O programa, transmitido ao vivo pela TV Cultura, começa às 22h. Vejam e comentem, amigos.

18/07/2013

às 21:39 \ O País quer Saber

Veja como foi o debate sobre a situação política e econômica do Brasil às vésperas da visita do papa Francisco

Quem não acompanhou a transmissão ao vivo pelo site de VEJA pode ver aqui como foi o debate sobre a situação política e econômica do Brasil às vésperas da visita do papa Francisco. A conversa reuniu o jornalista Otávio Cabral, o historiador Marco Antonio Villa, o economista Alexandre Schwartsman e este colunista.

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29/12/2012

às 5:00 \ Direto ao Ponto

Reportagem de VEJA revela a obscena ofensiva de Lula para subjugar o Supremo e livrar do castigo a quadrilha do mensalão

PUBLICADO EM 26 DE MAIO

O ex-presidente Lula vem erguendo desde o começo de abril o mais obsceno dos numerosos monumentos à cafajestagem forjados desde 2005 para impedir que os quadrilheiros do mensalão sejam castigados pela Justiça. Inquieto com a aproximação do julgamento, perturbado pela suspeita de que os bandidos de estimação correm perigo, o Padroeiro dos Pecadores jogou o que restava de vergonha numa lixeira do Sírio Libanês e resolveu pressionar pessoalmente os ministros do Supremo Tribunal Federal. De novo, como informou VEJA neste sábado, o colecionador de atrevimentos derrapou na autoconfiança delirante e bateu de frente com um interlocutor que não se intimida com bravatas.

A reportagem de Rodrigo Rangel e Otávio Cabral reproduz os momentos mais espantosos do encontro entre Lula e o ministro Gilmar Mendes ocorrido, há um mês, no escritório mantido em Brasília pelo amigo comum Nelson Jobim, ex-ministro do Supremo e ex-ministro da Defesa. A conversa fez escala em assuntos diversos até que o palanque ambulante interrompeu o minueto para dar início ao forró do mensalão. “Fiquei perplexo com o comportamento e as insinuações despropositadas do presidente Lula”, disse Gilmar a VEJA. Não é para menos.

“É inconveniente julgar o processo agora”, começou Lula, lembrando que, como 2012 é um ano eleitoral, o PT seria injustamente afetado pelo barulho em torno do escândalo. Depois de registrar que controla a CPI do Cachoeira, insinuou que o ministro, se fosse compreensivo, seria poupado de possíveis desconfortos. “E a viagem a Berlim?”, perguntou em seguida, encampando os boatos segundo os quais Gilmar Mendes e Demóstenes Torres teriam viajado para a cidade alemã num avião cedido por Carlinhos Cachoeira, e com todas as despesas pagas pelo meliante da moda.

Gilmar confirmou que se encontrou com o senador na Europa. Mas esclareceu que foi e voltou em avião de carreira, bancou todas as despesas e tem como provar o que diz. “Vou a Berlim como você vai a São Bernardo. Minha filha mora lá”, informou, antes da recomendação final: “Vá fundo na CPI”. Lula preferiu ir fundo no palavrório arrogante. Com o desembaraço dos autoritários inimputáveis, o ex-presidente que não desencarnou do Planalto e dá ordens ao Congresso disse o suficiente para concluir-se que, enquanto escolhe candidatos a prefeito e dá conselhos ao mundo, pretende usar o caso do mensalão para deixar claro quem manda no STF.

Alguns dos piores momentos da conversa envolveram quatro dos seis ministros que Lula nomeou:

CARMEM LÚCIA
“Vou falar com o Pertence para cuidar dela”. (Sepúlveda Pertence, ex-ministro do STF e hoje presidente da Comissão de Ética Pública, é tratado por Carmen Lúcia como “guru”).

DIAS TOFFOLI
“Ele tem que participar do julgamento”. (O ministro foi advogado do PT e chefe da Advocacia Geral da União. Sua mulher defendeu três mensaleiros. Mas ainda não descobriu que tem o dever de declarar-se sob suspeição).

RICARDO LEWANDOWSKI
“Ele só iria apresentar o relatório no semestre que vem, mas está sofrendo muita pressão”. (Só falta o parecer do revisor do processo para que o julgamento comece. Lewandowski ainda não fixou um prazo para terminar o serviço que está pronto desde que ganhou uma toga).

Os outros dois ministros nomeados por Lula são Joaquim Barbosa (considerado “um traidor, um complexado”) e Ayres Britto, a quem Gilmar relatou na quarta-feira o encontro em Brasília. O atual presidente do STF soube pelo colega que Lula pretende seduzi-lo com a ajuda do jurista Celso Antonio Bandeira de Mello, amigo de ambos e um dos patrocinadores da sua indicação. Imediatamente, Ayres Britto associou o que acabara de escutar ao que ouviu de Lula num recente almoço no Palácio da Alvorada. “O ex-presidente me perguntou se eu tinha notícias do Bandeirinha e disse: ‘Qualquer dia a gente toma um vinho’”, contou o ministro a VEJA.

Na mesma quarta-feira, a chegada ao STF de um documento assinado por dez advogados de mensaleiros comprovou que Lula age em parceria com a tropa comandada pelo inevitável Márcio Thomaz Bastos. “Embora nós saibamos disso, é preciso dar mostras a todos de que o Supremo Tribunal Federal não se curva a pressões e não decide ‘com a faca no pescoço’”, diz um trecho desse inverossímil hino à insolência. A expressão foi pinçada da frase dita em 2007 pelo ministro Ricardo Lewandowski, num restaurante em Brasília, depois da sessão que aprovou a abertura do processo do mensalão. Faltou completar a frase do revisor sem pressa: “Todo mundo votou com a faca no pescoço. A tendência era amaciar pro Dirceu”.

O escândalo descoberto há sete anos se arrasta no STF há cinco, mas os dez doutores criticaram “a correria para o julgamento, atiçada pela grita”. Eles resolveram dar lições ao tribunal por estarem “preocupados com a inaudita onda de pressões deflagradas contra a mais alta corte brasileira”. O Brasil decente faz o que pode para manifestar seu inconformismo com o tratamento gentil dispensado pela Justiça a pecadores que dispõem de padrinhos poderosos e advogados que cobram por minuto. São pressões legítimas. Preocupante é o cerco movido a um Poder independente por um ex-chefe do Executivo. Isso não é uma operação política, muito menos uma ação jurídica. É um genuíno caso de polícia.

Se os bacharéis do mensalão efetivamente se preocupam com pressões ilegais, devem redigir outro documento exigindo que Lula aprenda a comportar-se como ex-presidente e pare de agir como um fora-da-lei.

 

17/10/2012

às 21:37 \ Direto ao Ponto

30º debate sobre o julgamento do mensalão

Quem não acompanhou a transmissão ao vivo pelo site de VEJA pode conferir o vídeo na seção Entrevista.

17/10/2012

às 21:36 \ Vídeos: Entrevista

Debatendo o julgamento do mensalão (30)

Augusto Nunes, Marco Antônio Villa, Carlos Graieb e Otávio Cabral analisam o capítulo final do julgamento, em que o STF decidirá se o ex-ministro José Dirceu é culpado por formação de quadrilha, e as diferenças entre os mensalões do PT, DEM e o de Minas. Estes e muitos outros foram os temas do 30º debate.

04/10/2012

às 21:59 \ Vídeos: Entrevista

Debatendo o julgamento do mensalão (25)

Carlos Graieb, Marco Antonio Villa, Roberto Podval e Otávio Cabral discutem o voto de Lewandowski sobre José Dirceu, a condenação de Delúbio Soares e relembram a chegada do PT ao poder no 25º debate sobre o julgamento do mensalão.

04/10/2012

às 19:05 \ Direto ao Ponto

25° debate sobre o julgamento do mensalão

Quem não assistiu à  transmissão ao vivo pelo site de VEJA  pode conferir o vídeo na seção Entrevista

19/09/2012

às 23:04 \ Vídeos: Entrevista

Debatendo o julgamento do mensalão (18)

No 18º debate sobre o julgamento do mensalão, Augusto Nunes, Otávio Cabral, Marco Antônio Villa e Reinaldo Azevedo comentam a ofensiva contra o STF ensaiada pelo PT, o estridente silêncio do ex-presidente Lula sobre as revelações de Marcos Valério e a crescente interferência do julgamento do mensalão no comportamento do eleitorado.

19/09/2012

às 19:20 \ Direto ao Ponto

18º debate sobre o julgamento do mensalão

Quem perdeu a transmissão ao vivo pelo site de VEJA do 18º debate sobre o julgamento do mensalão pode conferir o vídeo na seção Entrevista.

17/02/2010

às 18:46 \ Direto ao Ponto

Lula recusa o convite para o debate que FHC aceitou

O presidente Lula foi formalmente convidado, no dia 11, para um debate com o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. A resposta acaba de ser transmitida ao repórter Otávio Cabral, da sucursal de VEJA em Brasília, pelo ministro Franklin Martins, chefe da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República. É a seguinte:

“O presidente Lula, quando deixar a Presidência e se tornar um ex-presidente, aceitará debater com o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso”.

Se Lula estivesse apenas presidindo o processo sucessório, como costumam fazer em países civilizados chefes de governo em fim de mandato, o convite nem teria existido. Se tivesse apenas optado por uma candidatura, sem se envolver ostensivamente na disputa, a recusa até seria aceitável. Como os fatos informam que o presidente se enfiou até o pescoço na campanha que antecipou ilegalmente, a rejeição do convite deixa de fazer sentido.

Sem que ninguém lhe pedisse, Lula decidiu que a candidata seria Dilma Rousseff, nomeou-se Primeiro Cabo Eleitoral, não desce do palanque há seis meses, ataca o antecessor em todos os comícios e repete diariamente que os brasileiros terão de escolher entre o governo FHC e o atual. Garante que recebeu uma “herança maldita”. FHC garante que a afirmação é falsa. Um debate entre ambos seria o caminho mais curto para chegar-se à verdade. Fernando Henrique topou. Lula só quer debater em 2011.

A opção pelo monólogo ─ recomendada, aliás, por 10 em 10 militantes governistas que se manifestaram nesta coluna ─ confirma a suspeita de que foi descoberta a kriptonita do SuperLula. Chama-se FHC.

 

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