Blogs e Colunistas

oposição

03/02/2012

às 22:36 \ Sanatório Geral

Neurônio ousado

“Disciplina e ousadia”

Dilma Rousseff, informando com exemplar concisão, na mensagem enviada ao Congresso, que em 2012 continuará seguindo disciplinadamente a orientação do padrinho Lula e será ainda mais ousada na escolha dos prontuários que substituirão os próximos ministros pilhados pela imprensa enquanto praticavam assalto aos cofres públicos, esporte preferido de 10 em cada 10 integrantes do primeiro escalão.

24/01/2012

às 19:43 \ Feira Livre

O incômodo silêncio da oposição

PUBLICADO NO GLOBO DESTA TERÇA-FEIRA

Marco Antonio Villa

O silêncio da oposição incomoda. Desde 1945 – incluindo o período do regime militar – nunca tivemos uma oposição tão minúscula e inoperante. Vivemos numa grande Coreia do Norte com louvações cotidianas à dirigente máxima do país e em clima de unanimidade ditatorial. A oposição desapareceu do mapa. E o seu principal partido, o PSDB, resolveu inventar uma nova forma de fazer política: a oposição invisível.

A fragilidade da ação oposicionista não pode ser atribuída à excelência da gestão governamental. Muito pelo contrário. O país encerrou o ano com a inflação em alta, a queda do crescimento econômico, o aprofundamento do perfil neocolonial das nossas exportações e com todas as obras do PAC atrasadas. E pior: o governo ficou marcado por graves acusações de corrupção que envolveram mais de meia dúzia de ministros. Falando em ministros, estes formaram uma das piores equipes da história do Brasil. A quase totalidade se destacou, infelizmente, pela incompetência e desconhecimento das suas atribuições ministeriais.

Mesmo assim, a oposição se manteve omissa. No Congresso Nacional, excetuando meia dúzia de vozes, o que se viu foi o absoluto silêncio. Deu até a impressão que as denúncias de corrupção incomodaram os próceres da oposição, que estavam mais preocupados em defender seus interesses paroquiais. Um bom (e triste) exemplo é o do presidente (sim, presidente) do PSDB, o deputado Sérgio Guerra. O principal representante do maior partido da oposição foi ao Palácio do Planalto. Numa democracia de verdade, lá seria recebido e ouvido como líder oposicionista. Mas no Brasil tudo é muito diferente. Demonstrando a pobreza ideológica que vivemos, Guerra lá compareceu como um simples parlamentar, de chapéu na mão, querendo a liberação de emendas que favoreciam suas bases eleitorais.

Em 2011 ficou a impressão que os 44 milhões de votos recebidos pelo candidato oposicionista incomodam (e muito) a direção do PSDB. Afinal, estes eleitores manifestaram seu desacordo com o projeto petista de poder, apesar de todo o rolo compressor oficial. Mas foram logrados. O partido é um caso de exotismo: tem receio do debate político. Agora proclama aos quatro ventos que a oposição que realiza é silenciosa, nos bastidores, no estilo mineiro. Nada mais falso. Basta recordar o período 1945-1964 e a ação dos mineiros Adauto Lúcio Cardoso ou Afonso Arinos, exemplos de combativos parlamentares oposicionistas.

E pior: o partido está isolado, fruto da paralisia e da recusa de realizar uma ação oposicionista. Desta forma foi se afastando dos seus aliados tradicionais. É uma estratégia suicida e que acaba fortalecendo ainda mais a base governamental, que domina amplamente o Congresso Nacional e que deve vencer, neste ano, folgadamente as eleições nas principais cidades do país.

O mais grave é que o abandono do debate leva à despolitização da política. Hoje vivemos – e a oposição é a principal responsável – o pior momento da história republicana. O governo faz o que quer. Administra – e muito mal – o país sem ter qualquer projeto a não ser a perpetuação no poder. Com as reformas realizadas na última década do século XX foram criadas as condições para o crescimento dos últimos dez anos. Mas este processo está se esgotando e os sinais são visíveis. Não temos política industrial, agrícola, científica. Nada.

Este panorama é agravado pelo sufrágio universal sem política. Temos eleições regulares a cada dois anos. Foi uma conquista. Porém, a despolitização do processo eleitoral acentuado a cada pleito é inegável. Para a maior parte dos eleitores, a eleição está virando um compromisso enfadonho. Enfadonho porque vai perdendo sentido. Para que eleição, se todos são iguais? O eleitor tem toda razão. Pois quem tem de se diferenciar são os opositores.

Ser oposição tem um custo. O parlamentar oposicionista tem de convencer o seu eleitor, por exemplo, que os recursos orçamentários não são do governo, independente de qual seja. Orçamento votado é para ser cumprido, e não servir de instrumento do Executivo para coagir o Legislativo. Quando o presidente do principal partido de oposição vai ao Palácio do Planalto pedir humildemente a liberação de um recurso orçamentário, está legitimando este processo perverso e antidemocrático – inexistente nas grandes democracias. Deveria fazer justamente o inverso: exigir, denunciar e, se necessário, mobilizar a população da sua região que seria beneficiada por este recurso. Mas aí é que mora o problema: teria de fazer política, no sentido clássico.

Já do lado do governo, qualquer ação administrativa está estreitamente vinculada à manutenção no poder. Não há qualquer preocupação com a eficiência de um projeto. A conta é sempre eleitoral, se vai dar algum dividendo político. A transposição das águas do Rio São Francisco é um exemplo. Apesar de desaconselhado pelos estudiosos, o governo fez de tudo para iniciar a obra justamente em um ano eleitoral (2010). Gastou mais de um bilhão. Um ano depois, a obra está abandonada. Ruim? Não para o petismo. A candidata oficial ganhou em todos os nove estados da região e na área por onde a obra estava sendo realizada chegou a receber, no segundo turno, 95% dos votos, coisa que nem Benito Mussolini conseguiu nos seus plebiscitos na Itália fascista.

Se continuar com esta estratégia, a oposição caminha para a extinção. O mais curioso é que tem milhões de eleitores que discordam do projeto petista. Mais uma vez o Brasil desafia a teoria política.

17/11/2011

às 0:14 \ Direto ao Ponto

O vídeo mostra como é tratada a oposição na democracia recriada por Chávez: a tiros

Lula acha que na Venezuela de Hugo Chávez “existe democracia até demais”. O vídeo discorda: com a campanha presidencial ainda em seu começo, candidatos oposicionistas já são recebidos à bala pelas milícias a serviço do bolívar-de-hospício.

Sempre que visita o vizinho predileto, Marco Aurélio Garcia reitera que nunca viu  “tanta liberdade de imprensa”. Os créditos inseridos no vídeo discordam: o show de intolerância política só foi exibido pela Univisión, emissora que transmite dos Estados Unidos programas de TV em idioma espanhol.

Os sacerdotes da seita que crê no Brasil Maravilha dormem pensando no poder sem limites e acordam sonhando com a ladroagem sem freios nem castigos. Isso só será possível com o sumiço da oposição e da imprensa independente, meta perseguida desde sempre pelo tiranete cucaracha. Para qualquer democrata, o vídeo é um documento perturbador. Para o rebanho companheiro, é a visão do paraíso.

httpv://www.youtube.com/watch?v=FzGS3T0qor8&feature=youtu.be

02/11/2011

às 11:38 \ Sanatório Geral

Porta-voz de bando

“Os ministros não caíram por causa deles de jeito nenhum. Não teve uma denúncia sequer que foi apresentada pela oposição.”

Cândido Vaccarezza, líder do governo na Câmara, explicando que caso de polícia só é caso de polícia quando descoberto por um partido de oposição, não pela Polícia Federal nem pela imprensa independente.

26/09/2011

às 17:12 \ Sanatório Geral

Vigarice suprapartidária (3)

“Depois dizem que a oposição não ajuda.”

Cesar Colnago, deputado do PSDB do Espírito Santo, 3° vice-presidente da Comissão de Constituição e Justiça da Câmara, ao fim da sessão que aprovou 118 projetos em três minutos, lembrando a Luiz Couto (PT-PB), único parlamentar presente, que Dilma Rousseff encontrou no partido dos tucanos a oposição que todo governante pede a Deus.

24/09/2011

às 5:32 \ Sanatório Geral

A Voz

“Ao derrubar a CPMF, em 2007, a oposição fez um trabalho que criou uma forte rejeição das pessoas em relação ao tributo, principalmente na classe média.”

Humberto Costa, líder do PT no Senado, mais conhecido entre os jornalistas que cobrem o Congresso como “A Voz”, explicando que a rejeição dos pagadores de impostos ao aumento da carga tributária, proposto pelos beneficiários da gastança federal, foi tramada pela oposição mais dócil do planeta.

10/09/2011

às 16:59 \ Direto ao Ponto

O carnaval temporão do PT e a segunda Quarta-Feira de Cinzas dos corruptos

O carnaval temporão do PT, concebido para permitir que os devotos da seita tirassem do baú  fantasias usadas nos 80, começou numa quinta-feira com um palavrório de José Dirceu e terminou no domingo, com a divulgação do documento que agrupa as conclusões do congresso do partido realizado em em Brasília.  De 1° a 4 de setembro, os companheiros puderam reviver os tempos em que o chefe da quadrilha do mensalão podia berrar que “o PT não róba nem dêxa robá” sem se arriscar a ouvir de volta uma vaia de Maracanã em tarde de Fla-Flu.

Merecidamente escalado para abrir os festejos, Dirceu apareceu na TV fantasiado de especialista na recuperação de larápios compulsivos. “O congresso do PT vai reafirmar nossa luta contra a corrupção”, avisou horas antes do início da quermesse dos pecadores sem remorso. Há quase 50 anos colecionando anotações no prontuário, há cinco sentado no banco dos réus do Supremo Tribunal Federal, o guerrilheiro de festim à espera de julgamento por formação de quadrilha e corrupção ativa descobriu que a cura para gatunos juramentados não está no velho Código Penal, mas numa nova lei eleitoral.

“Voto em lista e financiamento público são a bandeira do PT para eliminar o poder econômico, a corrupção, o caixa dois e democratizar o sistema eleitoral”, receitou o doutor em bandalheiras. “A reforma política é um dos principais antídotos contra a corrupção”. No dia seguinte, depois de trocar o paletó sempre curto demais pela guayabera de cubano honorário, Rui Falcão não hesitou em trucidar a verdade e a língua portuguesa para juntar-se a Dirceu na luta em defesa da moral e dos bons costumes.

“Apoiamos incondicionalmente o combate sem tréguas da corrupção”, recitou o presidente do PT para a plateia de quase 2 mil militantes. Todos já sabiam, graças a um documento com as propostas da tendência majoritária, que o partido havia retomado o monopólio da ética, confiscado há seis anos pelo escândalo do mensalão. Como nos velhos tempos, o comando da sigla voltou a decidir, sem fazer consultas nem admitir palpites, quem é ou quem não é corrupto, quem já foi, quem deixou de ser e quem será.

“A oposição, apoiada – ou dirigida – pela conspiração midiática que tentou sem êxito derrubar o presidente Lula, apresenta-se agora liderando uma campanha de ‘apoio’ à presidente Dilma, para que esta faça uma ‘faxina’ no governo”, adverte um trecho do documento, que logo adiante acusa os governadores do PSDB de “omissão no combate à corrupção em seus próprios Estados”. No sábado, um orador lembrou que ninguém tem mais ojeriza que Lula a parlamentares picaretas, sejam eles 300 ou 3 mil. No domingo, o documento com as decisões aprovadas na quermesse fechou com tambores e clarins o carnaval fora de hora.

“Mais que um desafio, combater sem tréguas a corrupção é um compromisso inarredável do PT e do nosso governo, que há de ser honrado sem esvaziar a política ou demonizar os partidos, sem transferir acriticamente, para setores da mídia que se erigem em juízes da moralidade cívica, uma responsabilidade que é pública”, alertou a sopa de letras. Tradução: o combate à roubalheira é coisa séria demais para ser tratada pela imprensa ou por partidos de oposição.

Ou por jovens brasileiros inconformados com a ladroagem em escala industrial, emendaram as velhas vestais despudoradas quando o carnaval acabou. Se o falatório dos dias anteriores fosse sincero, os foliões ficariam entusiasmados com o movimento contra a corrupção. Acabaram traídos pela irritação causada pelos atos de protesto programados para o dia 7. Todos enxergaram, por trás do alvo abrangente, uma estrela vermelha. A reação colérica só serviu para confirmar que, aos olhos dos próprios companheiros, PT e corrupção são hoje coisas indissociáveis.

O abraço de afogado foi exposto nas manifestações da quarta-feira. Multiplicados por fotos, inscrições em faixas ou cartazes e palavras de ordem, os nomes e os rostos de um casal de celebridades foram lidos e ouvidos em todas as manifestações. Ela é a deputada Jaqueline Roriz, que aproveitou uma meiga troca de sussurros com Cândido Vaccarezza, líder do governo no Congresso, para agradecer a ajuda do PT e da base alugada no plano montado para livrá-la da cassação e da cadeia. Ele é o inevitável José Dirceu.

Os corruptos que brilharam no carnaval temporão viveram neste Sete de Setembro uma segunda Quarta-Feira de Cinzas.

27/08/2011

às 17:16 \ Sanatório Geral

Pode piorar

“O governo precisa abrir os ouvidos para dialogar com os que querer colaborar. A oposição que faço não é apenas da crítica. Tenho procurado contribuir votando matérias do governo”.

José Agripino, presidente do DEM e senador pelo Rio Grande do Norte, avisando que em breve o Congresso pode transformar-se brevemente numa grande base alugada.

09/08/2011

às 13:42 \ Sanatório Geral

Chama o Uribe!

“A oposição precisa passar por um processo de terapia para se encontrar consigo mesma”.

Lula, presidente com codinome, garantindo que não tem nada a ver com as lambanças protagonizadas por ministros que escolheu junto com Dilma Rousseff porque Antonio Palocci, Alfredo Nascimento, Nelson Jobim, Wagner Rossi e Pedro Novais foram indicados por FHC e, portanto, fazem parte da herança maldita.

19/07/2011

às 11:32 \ Sanatório Geral

Cabeça de estadista

“Oposição é como jogador no banco. Fica torcendo para o titular quebrar a perna”.

Lula, nesta segunda-feira, durante o jantar promovido pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), depois de mais uma dose da cachaça mineira Maria da Cruz, produzida pela família do falecido vice-presidente José Alencar, revelando o que torceu para que acontecesse aos presidentes José Sarney, Fernando Collor, Itamar Franco e Fernando Henrique Cardoso.


 

Serviços

 

Assinaturas



Editora Abril Copyright © Editora Abril S.A. - Todos os direitos reservados