Com palavras e imagens, esta página tenta apressar a chegada do futuro que o Brasil espera deitado em berço esplêndido. E lembrar aos sem-memória o que não pode ser esquecido.
Cristina Kirchner, no jornal La Nación, surpreendendo o mundo com uma informação que, se for verdadeira, vai obrigar a ONU a construir um presídio internacional de segurança máxima para recolher todos os argentinos em cargos de comando no governo e na oposição.
“Foi justo o veto, já que se trata de quatro obras que, caso não fossem adiante, o prejuízo seria de bilhões de investimentos. Espero que a oposição entenda. É preciso pensar no Brasil”.
Cândido Vaccarezza, líder do governo na Câmara, dizendo pela 234ª vez em um ano amém ao presidente, para pedir à oposição que se solidarize com o Movimento Nacional por Obras Fora da Lei.
“Nós somos da paz. A Dilma é da paz. A guerra está lá no PSDB”.
Alexandre Padilha, chefe do Ministério de Cumprimento das Ordens do Chefe, ao avisar que, por determinação de Lula, os ministros que serão candidatos neste ano não vão entrar no “jogo sujo da oposição”, fazendo de conta que a tropa da choque do Congresso, os aloprados do Mercadante, os mensaleiros desvairados do PT, os terroristas aposentados, as quadrilhas chefiadas por coroneis incomuns, os cangaceiros alagoanos e os demais meliantes da base alugada acabaram de mudar-se para o palanque de José Serra.
“Senti falta da oposição. Fiquei com saudade deles aqui”.
Romero Jucá, base alugada, guichê de Roraima, setor PMDB, depois da sessão que sepultou a CPI da Petrobras, incluindo mais um falatório entre as provas de que o que falta mesmo é cadeia para gente com prontuário semelhante ao ao líder do governo no Senado.
O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso conta como foi a montagem da equipe que coordenou a transição entre o governo que saía e o que entrava e recorda o nervosismo do mercado às vesperas da eleição com o chamado de “efeito Lula”. FHC também comenta a oposição implacável dos congressistas do PT, que votaram contra todos os projetos do governo, entre os quais o Plano Real e a Lei de Responsabilidade Fiscal.
Parte 2
Fernando Henrique diz que não mudaria nada no processo de privatização acelerado durante o seu governo. Afirma que, entre outras mudanças saudáveis, a redução do mamute estatal transformou a Vale do Rio Doce, de um cabide de empregos, na Vale que é hoje uma das empresas mais lucrativas do mundo. O ex-presidente realça a importância das agências reguladoras e oferece explicações para parcerias com personagens como Renan Calheiros ou Romero Jucá.
Parte 3
O ex-presidente garante que jamais fez acordos com Judas para conseguir governar ou para fechar alianças com o PFL e o PMDB. Para FHC, o mensalão foi a grande moeda de troca dos petistas, que a usaram não para conseguir a aprovação de projetos, mas para assegurar a submissão do Legislativo. Ele conta que o governo Lula recusou a ideia de elaborar, em parceria com o PSDB, uma pauta de grandes questões nacionais a resolver. FHC analisa semelhanças e diferenças entre os projetos sociais que implantou e os conduzidos pelo atual governo.
Parte 4
FHC lembra que seu governo tinha 23 ministérios, 13 a menos que o atual, e se diz preocupado com o inchaço da máquina administrativa. Ao analisar o quadro da América Latina redesenhado por governos que se qualificam de esquerdistas, Fernando Henrique critica as mudanças na política externa brasileira. Na crise de Honduras, exemplifica, o Brasil perdeu uma excelente oportunidade de agir como um pacificador de conflitos regionais. A entrevista termina com a descrição do dia a dia do ex-presidente que acaba de escolher o título do próximo livro: ”Lembrando o que escrevi”.
“Por que a oposição não arruma alguém para fazer um filme também?”
Paulo Bernardo, bravo com quem qualifica de chapa-branca o filme Lula, o filho do Brasil, sugerindo que os presidentes da República sejam escolhidos não em eleições diretas, mas no Festival de Cinema de Brasília, e admitindo oficialmente que o filme é do governo.
“A oposição não tem projeto, discurso nem base de apoio social. O que eles têm é uma tentativa de partidarização de alguns segmentos da imprensa, substituindo a oposição política por uma oposição quase midiática”.
Dilma Rousseff, criticando a oposição e a imprensa por alguma coisa que a coluna só vai descobrir depois que a frase for traduzida em língua de gente.
“Eu acho que a ociosidade é uma das desgraças da humanidade. Bote um bando de homens juntos, sem ter o que fazer, é a desgraça”.
Lula, aposentado aos 42 anos, explicando ao bando de homens que levou para o passeio pelo São Francisco que ainda vai acabar mal essa história de largar o serviço por três dias para ficar pescando voto e jogando conversa fora.
“Esses ajustes que estamos implementando são uma demanda da sociedade brasileira”.
Heráclito Fortes (DEM-PI), primeiro-secretário da Mesa, ao anunciar outro corte de despesas que ficará no papel, fingindo não saber que as demandas do Brasil que pensa envolvem José Sarney, a decomposição moral do Senado, o cinismo dos governistas e a covardia da oposição.
"Deixa a Dilma nos levar, Dilma leva eu. Deixa a Dilma nos levar, Dilma leva eu. Sou feliz e agradeço a tudo que ela fez".
Ideli Salvatti, capturada neste sábado por Celso Arnaldo enquanto cantava à capela na festinha para Dilma Rousseff e entregue aos enfermeiros do Sanatório com o seguinte bilhete: "O melhor do congresso petista não foi a entrevista de Dilma, mas a participação de Ideli, a nossa Ideli, senadora por Santa Catarina, que subiu ao palco, com voz de nicotina e sotaque de manezinha da Mooca, para puxar o saco da amiga".
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O País quer Saber
Mensalão, parte 2: Lula admite que mentiu durante cinco anos