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Operação Lava Jato

22/02/2015

às 18:54 \ Opinião

Editorial do Estadão: ‘Lula e seus bons amigos’

Conforme foi amplamente noticiado, advogados de empreiteiras sob investigação no escândalo da Petrobras tentaram obter a interferência política de Luiz Inácio Lula da Silva a favor de seus clientes. Essa informação foi confirmada pelo amigo e sócio do ex-presidente Paulo Okamotto, que preside o Instituto Lula. Por outro lado, a presidente Dilma Rousseff, questionada sobre o episódio pelos jornalistas no Palácio do Planalto, garantiu: “Nós iremos tratar as empresas tentando principalmente considerar que é necessário criar emprego e gerar renda no Brasil. Isso não significa de maneira alguma ser conivente ou apoiar ou impedir qualquer investigação ou qualquer punição a quem quer que seja. Doa a quem doer”. A presidente fez ainda uma clara distinção entre as empresas, seus gestores e seus acionistas.

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20/02/2015

às 10:49 \ Opinião

Dora Kramer: ‘Encontro às escuras’

Publicado no Estadão desta sexta-feira

O ministro José Eduardo Cardozo é (ou era) suficientemente equipado de respeito pelo discernimento alheio para saber que a questão em pauta não é o “direito” de o ministro da Justiça receber advogados em seu gabinete.

Esta é só a versão edulcorada e simplificada de uma situação bem mais complicada para o governo e para os executivos de empreiteiras presos há quatro meses em decorrência das investigações da Operação Lava Jato.

Não obstante o fato de o gabinete do titular da pasta da Justiça não estar franqueado a todo advogado cujo cliente se sinta prejudicado no trâmite judicial da defesa – é preciso ter relações para chegar lá -, o ministro recebe quem quiser. Dada natureza pública de seu cargo, só não pode fazê-lo às escondidas.

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10/02/2015

às 19:16 \ História em Imagens

Propinobras, frevo inspirado no Petrolão, é mais um sinal de que o Brasil começou a debelar a epidemia de mansidão bovina

O vídeo acima agrupa animadoras evidências de que o Brasil vai enfim debelando a epidemia de mansidão bovina que começou em 2003. De lá para cá, a pátria da ironia, do sarcasmo e da mordacidade foi desfigurada por manifestações de sabujice coletiva. O viveiro de cartunistas a favor, por exemplo, transformou em espécie virtualmente extinta o humorista sem patrão. Havia mais de mil veríssimos para cada Millôr.

Descontados os raríssimos sinais de vida inteligente, entre os quais figuram as composições de Luiz Trevisani, os farsantes no poder foram tratados com docilidade pelo País do Carnaval que antes não poupava ninguém. Em vez de ser devidamente eternizado num Samba do Mensalão, Lula virou enredo da Gaviões da Fiel. Nem deu as caras na avenida, é verdade. Mas a escola escapou da vaia merecidíssima.

A impunidade acabou, avisa o frevo “Propinobras”, em que Elinaldo Barbosa desanca os quadrilheiros do Petrolão. Os gatunos não terão mais sossego, informam as charges que rimam esplendidamente com a letra. O Brasil decente já sabe o que cantar no Carnaval deste ano.

06/02/2015

às 14:39 \ Sanatório Geral

Conta outra, companheiro!

“As novas declarações têm como principal característica a tentativa de envolver a sigla em acusações, mas não apresentam provas ou sequer indícios de irregularidades e, assim, não merecem crédito”.

Rui Falcão, disfarçado de nota oficial da direção do PT, garantindo que a Operação Lava Jato chegou à nona fase sem ter apresentado sequer indícios de irregularidades que permitam suspeitar do envolvimento no escândalo do Petrolão do partido que só na área explorada pelo diretor companheiro Renato Duque tungou 200 milhões de dólares em propinas.

06/02/2015

às 0:54 \ História em Imagens

Na versão bandida de ‘My Way’, nome da nona fase da Operação Lava Jato, a voz magnífica de Frank Sinatra contrasta com a barulheira do jogral dos quadrilheiros

Desencadeada nesta quinta-feira, a nona fase da Operação Lava Jato, que investiga a roubalheira na Petrobras, serviu para que os encarregados de batizar as ofensivas da instituição exercitassem em inglês sua conhecida criatividade. O nome escolhido ─ My Way (‘Meu Jeito’) ─ lembra simultaneamente o clássico eternizado por Frank Sinatra e o codinome inventado por Pedro Barusco, ex-gerente executivo, para referir-se a Renato Duque, ex-diretor de Serviços da estatal saqueada pela quadrilha do Mensalão. Graças a Barusco, o chefe ficou conhecido entre os comparsas como “My Way”.

O leitor está convidado a ouvir a canção na voz de Sinatra, conferir a tradução em português e interpretar a letra, incluídas as entrelinhas. Alguns versos parecem extraídos dos prontuários de Barusco e Duque. Outros rimam com João Vaccari Neto, tesoureiro do PT, arrastado de volta ao palco do escândalo pela Polícia Federal para explicar o colosso de dinheiro tungado da Petrobras para financiar campanhas eleitorais do partido que virou bando.

Essa versão bandida de My Way tem tudo para ser promovida a Hino do Petrolão.

28/01/2015

às 20:39 \ Direto ao Ponto

Quebra do sigilo de Gabrielli ameaça afogar o filhote de Lula no naufrágio que pilotou

Em 2005, o então presidente Lula assumiu orgulhosamente a paternidade de uma genuína ideia de jerico: instalar José Sérgio Gabrielli no comando da Petrobras. Como registrou o post de 2014  reproduzido na seção Vale Reprise, o palanque ambulante desdenhou dos que discordaram da escolha desastrosa: “Não faltaram pessoas que me diziam assim: o mercado não vai gostar, o mercado vai reagir, é melhor deixar quem está lá”, gabou-se o recordista sul-americano de bravata & bazófia. “Como eu não tenho nenhuma relação de amizade com o mercado, resolvi indicar quem eu queria”.

Quem ele queria era o companheiro baiano que, nesta quarta-feira, teve quebrado o sigilo bancário e fiscal de Gabrielli. Até agora, o piloto do naufrágio vinha escapando do mar de corrupção agarrado a ameaças veladas. Caso sentisse a aproximação do afogamento, avisou, afundaria atirando. Convém a Lula rezar para que o afilhado preze o sentimento de gratidão e não esqueça os favores devidos ao padrinho. Se contar tudo o que sabe, o Brasil saberá que Gabrielli virou presidente da empresa devastada pela ladroagem não pela desobediência às leis do mercado, mas pela obediência cega ao chefão que trata a lei a pontapés.

24/12/2014

às 2:41 \ Sanatório Geral

Haja polícia

“Eu preciso ser investigada, nós precisamos ser investigados, isso leva tempo”.

Graça Foster, presidente da Petrobras, insinuando que, para descobrir em pouco tempo o que fez o bando de saqueadores da estatal, a Polícia Federal terá de duplicar o número de investigadores designados para a Operação Lava Jato.

23/12/2014

às 2:59 \ Sanatório Geral

Vai faltar camburão

“O Brasil não vive uma crise de corrupção, como afirmam alguns. No Brasil não há intocáveis. Qualquer um que não trate o dinheiro público com seriedade e honestidade deve pagar por isso. É um compromisso do meu governo”.

Dilma Rousseff, em entrevista ao jornal chileno El Mercurio, insinuando que, assim que o segundo mandato começar, vai ordenar à Polícia Federal que prenda o governo.

 

19/12/2014

às 15:39 \ O País quer Saber

Cinco coisas que poderiam ser feitas com os 21 bilhões desviados da Petrobras

5 coisas petrobras

O blog Impávido Colosso, nosso vizinho aqui no site de VEJA, apresentou mais cinco provas de que o Petrolão já é o maior escândalo político policial da história do Brasil. Confira aqui.

17/12/2014

às 21:10 \ Opinião

José Nêumanne: ‘Larga o poço, Graciosa!’

Publicado no Estadão desta quarta-feira

Na quinta-feira o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, resumiu numa sentença lapidar a frustração de todos os brasileiros com a roubalheira na Petrobras, que seus subordinados estão investigando na Operação Lava Jato: “Essas pessoas roubaram o orgulho dos brasileiros”. Fê-lo em Curitiba, onde tinha ido entregar a denúncia deles à Justiça, fechando a semana que começara cobrando a demissão da diretoria da estatal, em solenidade da instituição que chefia, no Dia Internacional de Combate à Corrupção. Incapaz de tomar uma atitude que não seja para cumprir ordem da chefe, o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, ali presente, ressuscitou o Conselheiro Acácio, de Eça, ao reconhecer a existência de indícios de corrupção na ex-maior empresa do Brasil (agora é a quarta, abaixo de Ambev, Itaú e Bradesco). Só depois negaria legitimidade ao cobrador, na ausência deste.

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