Blogs e Colunistas

Operação Lava Jato

22/06/2015

às 18:11 \ História em Imagens

Quando os chefões se juntarem na cadeia a Vaccari e Vargas, terão de explicar por que só um foi enterrado sem choro nem vela

Atualizado às 18h10 

O bando reunido em Salvador para o congresso nacional do PT não parou de chorar a ausência forçada do companheiro João Vaccari Neto. (O avô do gatuno, por sinal, não merecia ser lembrado assim, mas isso é assunto para outro post. Voltemos aos surtos de saudade provocados pelo tesoureiro nacional do partido engaiolado em Curitiba por estar envolvido até o pescoço na roubalheira do Petrolão).

CONGRESSO PT / LULA / DILMA / PT

(Foto: Pedro Ladeira/Folhapress)

Na foto acima, o clima de velório é escancarado pela cara de viúva inconsolável dividida por José Nobre Guimarães, Lula, Fernando Haddad, Jaques Wagner e Fernando Pimentel. Trocando figurinhas falsas e caprichando no sorriso de inimigo íntimo, Dilma Rousseff e Rui Falcão parecem destoar do espetáculo da tristeza.

O equívoco seria desfeito minutos depois, quando ambos engrossaram com especial entusiasmo a salva de palmas que pranteou por três minutos seguidos a memória do amigo Vaccari, confiscado semanas antes pela Operação Lava Jato. Naquela mesa está faltando um, berra a imagem da perda irreparável.

Congresso 2013

(Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom / Agência Brasil)

Estão faltando pelo menos dois, corrige a foto acima, que eterniza um dos muitos momentos festivos do encontro promovido pelo PT em dezembro de 2013. Clique no círculo e veja os rostos ampliados da dupla de meliantes: ao lado de Vaccari, braço direito erguido, vibra o companheiro André Vargas, então uma estrela ascendente da sucursal paranaense do ajuntamento dos fora-da-lei disfarçados de guerreiros do povo brasileiro.

(“Nossos valores são eternos”, jura a inscrição providenciada pelos cenógrafos da reunião que em qualquer país sério só ocorreria na clandestinidade. Depende, condiciona a inflação cada vez mais obesa. Pelo menos os valores em dinheiro amealhados pela turma só serão perenes se depositados nos poucos paraísos fiscais ainda fora do alcance do FBI. Feita a ressalva, voltemos ao larápio que antes de ser desmascarado desafiava até presidentes do STF).

Vice-presidente da Câmara dos Deputados, ex-vice-presidente de Comunicação do PT, Vargas sonhava com o comando do Poder Legislativo quando foi pilhado pela Polícia Federal voando de graça em jatinhos do parceiro Alberto Youssef. Era só a ponta do iceberg imenso e malcheiroso, sabe-se agora. André Vargas e Vaccari hoje descansam no mesmo xilindró. Mas apenas o tesoureiro foi homenageado na Bahia.

Isso não vai ficar assim, avisam parentes do esquecido. Pelo andar da carruagem, gente graúda que aparece nas duas imagens não demorará a ser transferida do retrato para uma cela em Curitiba. Quando estiverem todos juntos na cadeia, Vargas vai querer saber por que só ele foi enterrado sem choro nem vela.

Share

04/06/2015

às 14:43 \ Opinião

José Nêumanne: “Bola suja” poderá salvar Lava Jato?

Publicado no Estadão

JOSÉ NÊUMANNE

Só quem não prestou atenção total ao debate sobre os escândalos de corrupção no Brasil pode ter-se surpreendido com a espetacular prisão pelo americano Federal Bureau of Investigation (FBI) de sete “cartolas” da Fifa, entre os quais o presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), José Maria Marin, em Zurique, na Suíça. Afinal, um dos melhores e mais bem informados especialistas na área do Direito que lida com esse tipo de fraudes no Brasil, Modesto Carvalhosa, vem há algum tempo advertindo para a possibilidade de intervenções remotas da Justiça americana, no exterior. Em artigos nesta página e entrevistas à imprensa e às emissoras de rádio e televisão, ele tem advertido que, sendo o Brasil signatário de um pacto internacional anticorrupção, acusados de fraude que não tenham sido justiçados aqui poderão sê-lo em qualquer outro país lesado, entre eles os Estados Unidos.

» Clique para continuar lendo e deixe seu comentário

Share

16/04/2015

às 12:48 \ Opinião

Editorial do Estadão: ‘A polícia mais perto do PT’

Uma enorme lacuna no quadro das investigações da Operação Lava Jato, que saltava aos olhos diante da esmagadora evidência dos fatos, foi corrigida ontem com a prisão preventiva, pela Polícia Federal, daquele que é o principal responsável na direção nacional do PT pelo abastecimento do caixa do partido com os recursos provenientes do propinoduto montado na Petrobrás em cumplicidade com o cartel de grandes empreiteiras de obras: o secretário de Finanças João Vaccari Neto, também conhecido entre a tigrada como “Moch”, por causa da inseparável mochila que leva até para reuniões de negócios.

» Clique para continuar lendo e deixe seu comentário

Share

15/04/2015

às 12:30 \ Opinião

Editorial do Estadão: ‘O não a Dilma persiste’

Embora as manifestações do último domingo contra a corrupção e a favor do impeachment da presidente Dilma Rousseff tenham demonstrado, como era previsto, mobilização popular inferior à do evento de 15 de março, 6 em cada 10 brasileiros continuam a repudiar o governo petista e um número maior ainda, 63%, deseja o impeachment da chefe do governo, de acordo com pesquisa Datafolha divulgada no mesmo dia. O teor dessas manifestações de desagrado em relação ao desempenho da presidente, que, como as de março, se estenderam às principais cidades do País, sugere algumas reflexões importantes sobre a crise política em que o País está mergulhado.

» Clique para continuar lendo e deixe seu comentário

Share

13/04/2015

às 11:10 \ Opinião

Editorial do Estadão: ‘É apenas o começo’

A Operação Lava Jato já dura um ano. Nesse período, graças ao depoimento de ex-executivos da Petrobras, de doleiros e de donos de empreiteiras presos, se descobriu um gigantesco esquema de corrupção que sangrou a estatal numa dimensão ainda desconhecida, favorecendo partidos e políticos a mancheias. A sensação, passado todo esse tempo, é de que o País já sabia tudo o que havia para saber a respeito do maior escândalo de sua história. Mas eis que, no mais recente capítulo desse drama, anunciado na sexta-feira pela Polícia Federal (PF) e pelo Ministério Público, o Brasil foi informado, pela boca do procurador Carlos Fernandes Santos Lima, de que tudo isso é “apenas o começo”.

» Clique para continuar lendo e deixe seu comentário

Share

30/03/2015

às 12:12 \ Opinião

As ideias de Sergio Moro para aperfeiçoar o combate aos esquemas corruptos que ameaçam a democracia e insultam o país

Em parceria com Antonio Cesar Bochenek, presidente da Associação dos Juízes Federais do Brasil (Ajufe), o juiz Sergio Moro, responsável pela Operação Lava-Jato, publicou no Estadão deste domingo um artigo que reúne algumas propostas para tornar mais eficiente o combate à corrupção sistêmica que devasta o Brasil. Confira: 

O PROBLEMA É O PROCESSO

Sergio Fernando Moro e Antonio Cesar Bochenek

A denominada Operação Lava Jato revelou provas, ainda pendentes de exame definitivo pelo Judiciário, da aparente existência de um esquema criminoso de corrupção e lavagem de dinheiro de dimensões gigantescas. Se confirmados os fatos, tratar-se-á do maior escândalo criminal já descoberto no Brasil. As consequências são assustadoras.

» Clique para continuar lendo e deixe seu comentário

Share

26/03/2015

às 11:56 \ Opinião

Eliane Cantanhêde: ‘Bondade com o dinheiro alheio’

Publicado no Estadão

ELIANE CANTANHÊDE

Depois de furado o esquema gigantesco da Petrobrás, era apenas questão de tempo para começarem a estourar os tumores de outras estatais. Era cutucar e aparecer. O Estado chegou antes e temos aí os Correios, para confirmar a expectativa. Não foi o primeiro, certamente não será o último.

Fala sério: investir em títulos da Venezuela?! Isso não pode ser verdade. Mais do que uma aplicação de altíssimo risco, com o governo Nicolás Maduro desabando, é também uma operação suspeita e confirma o que todo brasileiro sabe, ou tinha obrigação de saber, a esta altura do campeonato: o modus operandi da era PT.

» Clique para continuar lendo e deixe seu comentário

Share

23/03/2015

às 15:50 \ Opinião

Modesto Carvalhosa: ‘O patético pacote anticorrupção’

Publicado no Estadão

MODESTO CARVALHOSA

As medidas de combate à corrupção anunciadas pela presidente da República dia 18 aprofundam ainda mais a falta de credibilidade do governo, tanto no plano nacional quanto no exterior. Em decorrência da devastadora corrupção que se alastrou no governo federal, o Brasil, outrora país emergente, hoje sofre um desprestígio no mundo parecido com os tempos da inflação galopante e dos calotes internacionais dos anos 1980.

» Clique para continuar lendo e deixe seu comentário

Share

22/02/2015

às 18:54 \ Opinião

Editorial do Estadão: ‘Lula e seus bons amigos’

Conforme foi amplamente noticiado, advogados de empreiteiras sob investigação no escândalo da Petrobras tentaram obter a interferência política de Luiz Inácio Lula da Silva a favor de seus clientes. Essa informação foi confirmada pelo amigo e sócio do ex-presidente Paulo Okamotto, que preside o Instituto Lula. Por outro lado, a presidente Dilma Rousseff, questionada sobre o episódio pelos jornalistas no Palácio do Planalto, garantiu: “Nós iremos tratar as empresas tentando principalmente considerar que é necessário criar emprego e gerar renda no Brasil. Isso não significa de maneira alguma ser conivente ou apoiar ou impedir qualquer investigação ou qualquer punição a quem quer que seja. Doa a quem doer”. A presidente fez ainda uma clara distinção entre as empresas, seus gestores e seus acionistas.

» Clique para continuar lendo e deixe seu comentário

Share

20/02/2015

às 10:49 \ Opinião

Dora Kramer: ‘Encontro às escuras’

Publicado no Estadão desta sexta-feira

O ministro José Eduardo Cardozo é (ou era) suficientemente equipado de respeito pelo discernimento alheio para saber que a questão em pauta não é o “direito” de o ministro da Justiça receber advogados em seu gabinete.

Esta é só a versão edulcorada e simplificada de uma situação bem mais complicada para o governo e para os executivos de empreiteiras presos há quatro meses em decorrência das investigações da Operação Lava Jato.

Não obstante o fato de o gabinete do titular da pasta da Justiça não estar franqueado a todo advogado cujo cliente se sinta prejudicado no trâmite judicial da defesa – é preciso ter relações para chegar lá -, o ministro recebe quem quiser. Dada natureza pública de seu cargo, só não pode fazê-lo às escondidas.

» Clique para continuar lendo

Share
 

Serviços

 

Assinaturas



Editora Abril Copyright © Editora Abril S.A. - Todos os direitos reservados