Blogs e Colunistas

Operação Lava Jato

24/12/2014

às 2:41 \ Sanatório Geral

Haja polícia

“Eu preciso ser investigada, nós precisamos ser investigados, isso leva tempo”.

Graça Foster, presidente da Petrobras, insinuando que, para descobrir em pouco tempo o que fez o bando de saqueadores da estatal, a Polícia Federal terá de duplicar o número de investigadores designados para a Operação Lava Jato.

23/12/2014

às 2:59 \ Sanatório Geral

Vai faltar camburão

“O Brasil não vive uma crise de corrupção, como afirmam alguns. No Brasil não há intocáveis. Qualquer um que não trate o dinheiro público com seriedade e honestidade deve pagar por isso. É um compromisso do meu governo”.

Dilma Rousseff, em entrevista ao jornal chileno El Mercurio, insinuando que, assim que o segundo mandato começar, vai ordenar à Polícia Federal que prenda o governo.

 

19/12/2014

às 15:39 \ O País quer Saber

Cinco coisas que poderiam ser feitas com os 21 bilhões desviados da Petrobras

5 coisas petrobras

O blog Impávido Colosso, nosso vizinho aqui no site de VEJA, apresentou mais cinco provas de que o Petrolão já é o maior escândalo político policial da história do Brasil. Confira aqui.

17/12/2014

às 21:10 \ Opinião

José Nêumanne: ‘Larga o poço, Graciosa!’

Publicado no Estadão desta quarta-feira

Na quinta-feira o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, resumiu numa sentença lapidar a frustração de todos os brasileiros com a roubalheira na Petrobras, que seus subordinados estão investigando na Operação Lava Jato: “Essas pessoas roubaram o orgulho dos brasileiros”. Fê-lo em Curitiba, onde tinha ido entregar a denúncia deles à Justiça, fechando a semana que começara cobrando a demissão da diretoria da estatal, em solenidade da instituição que chefia, no Dia Internacional de Combate à Corrupção. Incapaz de tomar uma atitude que não seja para cumprir ordem da chefe, o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, ali presente, ressuscitou o Conselheiro Acácio, de Eça, ao reconhecer a existência de indícios de corrupção na ex-maior empresa do Brasil (agora é a quarta, abaixo de Ambev, Itaú e Bradesco). Só depois negaria legitimidade ao cobrador, na ausência deste.

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16/12/2014

às 20:15 \ Vídeos: Entrevista

Modesto Carvalhosa no Roda Viva: uma aula sobre a corrupção que infesta o país

No Roda Viva desta segunda-feira, o advogado Modesto Carvalhosa valeu-se dos conhecimentos acumulados em 82 anos para ministrar um cursinho intensivo de 90 minutos sobre a praga da corrupção e o que fazer para combatê-la. O escândalo que devasta a Petrobras foi o assunto dominante nas perguntas formuladas pelo advogado criminal Eduardo Muylaert e pelos jornalistas Frederico Vasconcelos (Folha), Sonia Racy (Estadão), Zínia Baeta (Valor Econômico) e Rodolfo Borges (El País).

Com a segurança de quem lida desde a juventude com temas de alto teor explosivo, Carvalhosa contestou enfaticamente a ofensiva destinada a desqualificar a delação premiada. Sem esse instrumento legal, afirmou, seria muito mais complicado desmontar uma organização criminosa do porte da investigada pela Operação Lava Jato. Além de complexa, observou o entrevistado, a quadrilha é protegida pelo Planalto, que continua empenhado em desfigurar a Lei Anticorrupção para assegurar a impunidade de bandidos de estimação.

Para Carvalhosa, é ingenuidade qualificar de omisso o comportamento do governo frente ao maior escândalo político-policial da história republicana. Os donos do poder, advertiu no Roda Viva, não param de movimentar-se para livrar os culpados de qualquer castigo legal. “O homem da CGU é Hage, que só fala, não age”, exemplificou o professor de Direito inconformado com o palavrório alarmista do ministro Jorge Hage, chefe da Controladoria Geral da União. A ofensiva dos comparsas nada tem de surpreendente: como o Mensalão, o Petrolão é fruto do projeto concebido pelo PT para eternizar-se no poder.

O partido do governo e seus aliados vêm aparelhando há 12 anos todas as instituições e todas as ramificações da máquina administrativa. A Petrobras é o caso mais ousado ─ e de consequências mais desastrosas. Mas não é o primeiro e dificilmente será o último. Depois de ressalvar que, neste momento, um pedido de impeachment seria prematuro, o entrevistado constatou que muito mais precipitada, além de insolente, é a tentativa de estigmatizar como “golpe” a eventual abertura de um processo do gênero contra Dilma Rousseff. Qualquer governante que tenha cometido crime de responsabilidade tem de submeter-se às normas constitucionais, ensinou o professor de Direito.

“O país não vai parar por causa disso”, reiterou. “A corrupção é que prejudica a governabilidade”. Para Carvalhosa, essa espécie de argumento é só uma esperteza diversionista encampada pelo governo para proteger os quadrilheiros. “O Brasil também não vai parar se as empreiteiras que infringiram a lei forem declaradas inidôneas”, emendou. “Parado o país está há tempos, porque os contratos não são cumpridos e as obras não são entregues”.

Modesto Carvalhosa recomendou ao longo do programa a imediata adoção de medidas de combate à corrupção já testadas com êxito em outros países. “O essencial é a quebra da interlocução entre o poder contratante e a empreiteira que for contratada”, resumiu, localizando nesse acasalamento promíscuo a origem da praga que infesta o país. Confira o vídeo. Somados, os ensinamentos do entrevistado atestam que o caminho que leva para longe das cavernas é menos extenso do que parece. Mas é preciso começar a percorrê-lo agora.

15/12/2014

às 20:07 \ Direto ao Ponto

O faroeste à brasileira patrocinado pela Petrobras é o primeiro que vai terminar com a derrota dos chefes do bando de vilões

Em março deste ano, quando poucos imaginavam que a negociata em Pasadena seria reduzida a roubalheira de aprendiz pelas descobertas bilionárias da Operação Lava Jato, o post agora reproduzido na seção Vale Reprise recordou alguns episódios que precederam a aplicação do conto da Petrobras Maravilha. O elenco liderado por vigaristas de nascença foi engrossado por coadjuvantes que desempenharam com muita aplicação o papel de nacionalistas de galinheiro. A farsa sobreviveu a disputas eleitorais, CPIs, operações da Polícia Federal, advertências do Tribunal de Contas da União, denúncias de funcionários ─ tudo. Mas nenhum embuste dura para sempre.

A leitura do texto de março é essencial para a compreensão dos capítulos que vão desenhando o desfecho. Como se verá nos posts seguintes, os canastrões que protagonizaram a marcha rumo ao penhasco, a julgar pelo que seguem recitando no palco, ainda ignoram o que já está definido no roteiro (ou fingem ignorar, o que dá no mesmo). Também será demonstrado que o Petrolão será eternizado na história do faroeste à brasileira por duas singularidades. Nunca houve uma superprodução desse porte. E pela primeira vez numa obra do gênero, também os chefes do bando de gatunos, quem diria, serão derrotados no final.

07/12/2014

às 2:21 \ Sanatório Geral

Culpado sem culpa

“As delações de Júlio Camargo e Augusto Ribeiro Mendonça são caluniosas. Os delatores são criminosos confessos que visam a receber um prêmio no final”.

Alexandre Lopes, advogado de Renato Duque, ex-diretor de Serviços da Petrobras, garantindo que o Petrolão é uma invencionice produzida pela conspiração que junta a oposição que não sabe perder, a imprensa loira de olhos azuis, o imperialismo ianque, ex-namorados de Dilma Rousseff, admiradoras de Lula ressentidas com a preferência por Rose Noronha, pretendentes recusados por Graça Foster e, claro, FHC.

05/12/2014

às 12:48 \ Direto ao Ponto

‘As variações de lambança’, editorial do Estadão

Publicado no Estadão desta sexta-feira

Entre 1819 e 1823, Beethoven transformou uma valsa do obscuro compositor austríaco Anton Diabelli no que viria a ser considerada uma síntese de sua obra e uma das mais notáveis peças para piano da música ocidental – as 33 variações em sol maior, opus 120. Ela se distingue pela proeza de seu autor, já surdo àquela altura, de trabalhar apenas com um punhado de notas para construir um conjunto de tamanha diversidade. Pedindo perdão à memória do gênio pela analogia, é o que parecem ter feito também, com indiscutível maestria, os participantes da corrupção enraizada na Petrobrás.

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04/12/2014

às 18:35 \ Direto ao Ponto

1 Minuto com Augusto Nunes: A libertação do ex-diretor do Petrolão, não foi uma decisão do ministro do STF. Foi um gesto de solidariedade do companheiro Teori

03/12/2014

às 9:30 \ Opinião

Sete notas de Carlos Brickmann

Publicado na coluna de CARLOS BRICKMANN

Um país curioso, o nosso: aqui o treinador de futebol é chamado de “professor”, o professor de “tio”, e falar em mãe é xingamento. Uma república curiosa, a nossa: tem mais de um século e continua obrigando a população a usar nomes pomposos para quem se julga superior aos outros. Juiz, por exemplo, é “meritíssimo”, tenha ou não mérito, tenha ou não sido reprovado em concurso. Um reitor deve ser tratado, acredite, por “vossa magnificência”. Ocupantes de cargos executivos são “excelentíssimo senhor governador” (ou prefeito, ou presidente), independentemente da excelência de sua administração, de seus conhecimentos ou de seus princípios. Tanto é excelentíssimo um governador competente e ilibado quanto um que tenha deixado o palácio para merecidamente habitar um presídio.

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