Blogs e Colunistas

obras

16/04/2014

às 3:54 \ Sanatório Geral

Doutor em geografia

“Projetos sofrem atrasos no mundo inteiro, não só no Brasil”.

César Borges, ministro dos Transportes, sobre a reportagem do New York Times a respeito das obras inacabadas do Brasil Maravilha, ensinando que o mundo começa e acaba no Mercosul.

15/04/2014

às 14:10 \ Opinião

‘O PAC 3 e as eleições’, um artigo de Gil Castello Branco

Publicado no Globo desta terça-feira

GIL CASTELLO BRANCO

Há dez dias, quando a presidente-candidata anunciou que lançará em agosto ─ dois meses antes das próximas eleições ─ a terceira versão do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC 3), lembrei-me dos filmes da série Rambo, que agradavam aos cinéfilos menos exigentes, especialmente pela pirotecnia. Na verdade, Lula e Dilma não inovaram ao “batizar” e associar um conjunto de ações aos seus mandatos. Assim foi em governos anteriores com o “Avança Brasil”, o “Brasil em Ação”, o “Programa de Metas”, o “Plano Salte”, entre outros. Estrategicamente, são “títulos fantasia” para Planos Plurianuais (PPAs), previstos na Constituição federal, que os governantes têm por obrigação realizar.

Às vésperas da divulgação do PAC 3, a Associação Contas Abertas reuniu dados oficiais sobre a execução do PAC 2, que abrange o período de 2011 a 2014. Essa etapa do programa foi anunciada com pompa e cerimônia em 29 de março de 2010, na presença de 30 ministros do governo Lula, prefeitos de várias capitais, empresários e líderes de movimentos sociais.

» Clique para continuar lendo

14/04/2014

às 16:00 \ Sanatório Geral

Bravatas & bazófias

“Nós passamos 20 anos sem fazer ou desenvolver nenhum projeto de infraestrutura pública. Não tínhamos nada na gaveta”.

Lula, sobre a reportagem do New York Times a respeito das obras que só ficaram prontas na discurseira do palanque ambulante, jurando que, como havia nenhum projeto na gaveta, teve de planejar até a Ferrovia Norte-Sul, mais conhecida como Ferrovia do Sarney por estar em construção desde 1987.

31/01/2014

às 3:04 \ Sanatório Geral, Sem categoria

Neurônio copeiro

“É fato que nós investimos em estádios. Mas não é esse o principal investimento. O principal investimento está em todas as estruturas de aeroportos, em todas as estruturas de portos, em todas as obras que são muito maiores do que a Copa: de mobilidade urbana. O Brasil está gastando em mobilidade urbana para além da Copa ─ e também contemplando a Copa ─ mas é para além da Copa isso, R$ 143 bilhões. Nove estados do país vão ter sistema de metrô. Outros tantos são 600 quilômetros sobre trilhos”.

Dilma Rousseff, na delirante entrevista em Havana, admitindo que, ao contrário do que prometeu, o governo torrou dinheiro em estádios e revelando que o que não se fez é muito mais importante que o que foi feito.

25/01/2014

às 20:25 \ Sanatório Geral

Tudo explicado (325)

“Não é possível continuar com esse nível de desempenho das empreiteiras que ganham as licitações e não cumprem o cronograma”.

Moreira Franco, ministro da Aviação Civil, explicando que o governo não tem nada a ver com os atrasos das obras nos aeroportos, já que a culpa é das empresas que o governo enriquece com contratos bilionários anabolizados por aditivos obscenos.

24/01/2014

às 16:47 \ Sanatório Geral

Camisa 10

“Não haverá nenhum atraso nas obras para a Copa do Mundo de 2014. O governo brasileiro está com todo seu empenho. Os estádios são obras relativamente simples. O governo fará todo seu empenho para fazer a Copa das Copas, isso inclui estádios, aeroportos, portos, tudo o que for necessário para que o país receba bem todos que vão nos visitar”.

Dilma Rousseff, nesta quinta-feira, em Zurique, no encontro com Joseph Blatter, explicando ao presidente da Fifa que, embora as obras para a Copa estejam atrasados, não haverá atrasos.

22/01/2014

às 18:17 \ Direto ao Ponto

Vote na enquete: depois do puxadinho de lona, qual será a próxima contribuição do governo à modernização dos aeroportos?

economia-aeroporto-natal-copa-20130117-04-size-598

16/01/2014

às 20:08 \ Direto ao Ponto

A Copa que faria meia Argentina morrer de inveja ameaça matar de vergonha e indignação os brasileiros decentes

Em 30 de outubro de 2007, assim que a Fifa anunciou oficialmente a escolha do anfitrião da Copa de 2014, o presidente Lula resolveu animar a festança em Zurique com mais uma discurseira triunfalista. “Vocês verão coisas lindas da natureza e nossa capacidade de construir bons estádios”, vangloriou-se com sete anos de antecedência o camelô de bazófias e gabolices. “Os investimentos em infraestrutura deixarão um legado de melhoria nas condições de vida do nosso povo.Vamos fazer uma Copa para argentino nenhum botar defeito”.

A menos de um semestre do início da competição, muitas arenas padrão Fifa nem foram concluídas e já estão condenadas a agonizar como elefantes brancos no minuto seguinte ao último apito. Os monumentos à modernidade que fariam do País do Futebol um campeão da mobilidade urbana encalharam na garganta de Lula ou dormem na imaginação de Dilma Rousseff. O trem-bala e o terceiro aeroporto de São Paulo, por exemplo, jazem no cemitério das fantasias eleitoreiras que o padrinho criou e a afilhada não para de ampliar. E boa parte do mundaréu de obras prometidas pelos fundadores da potência emergente sucumbiu ao raquitismo congênito.

Nesta quarta-feira, um editorial da Folha reiterou que o “legado da Copa” é só a vigarice mais recente (e uma das mais perdulárias forjadas pelos vendedores de vento. Dos 56 projetos divulgados com pompas e fitas em 2010, sobraram 39. O volume de investimentos baixou de 15,4 bilhões para 7,9 bilhões. Conjugadas, a a falta de dinheiro e incompetência de sobra adiaram para quando Deus quiser novas linhas de metrô, monotrilhos, estradas, avenidas, trens metropolitanos, reparos nas malhas viárias, reformas em aeroportos ou corredores de ônibus, fora o resto. Como preveniu o comentário de 1 minuto para o site de VEJA, o legado da Copa pode acabar resumido à apresentadora Fernanda Lima, .

Não foi por falta de aviso que o fiasco se materializou. Em julho de 2010, por exemplo, um repórter quis saber de Jerôme Valcke como andavam os preparativos para a Copa do Brasil. “Falta tudo”, resumiu o secretário-geral da Fifa. “Tudo”, repetiu, com a cara de quem acabou de descobrir que lidava havia três anos com tratantes e ineptos. Surpreendido pelo pontapé na canela, Lula tentou um carrinho por trás. ”Terminou uma Copa do Mundo na África do Sul agora e já começam aqueles a dizer: ‘Cadê os aeroportos brasileiros? Cadê os estádios brasileiros? Cadê os corredores de trem brasileiros? Cadê os metrôs brasileiros?’ Como se nós fôssemos um bando de idiotas que não soubéssemos fazer as coisas e não soubéssemos definir as nossas prioridades”.

O troco desmoralizante viria em março de 2012, quando Valcke afirmou que os organizadores da Copa mereciam um chute no traseiro: talvez assim começassem a trabalhar direito. O descompromisso do supercartola com as boas maneiras escancarou o descompromisso da turma no poder com a verdade ─ e comprovou que os governos lulopetistas não sabem mesmo “fazer as coisas”  nem “definir as nossas prioridades”. As perguntas desdenhadas pelo palanque ambulante na réplica a Valcke continuavam (e continuam) implorando por respostas. (Como imploram por investigações os incontáveis casos de polícia envolvendo negociatas bilionárias, contratos superfaturados e procissões de propinas).

Inauguradas no Dia da Criação, só escaparam do atraso irresponsável “as coisas lindas da natureza”. Mas o arquivamento dos projetos vinculados a três cartões postais do Rio sugere que não serão vistas tão facilmente as maravilhas evocadas por Lula na Suiça. O Corcovado está onde sempre esteve. Só que a modernização do trenzinho foi adiada para 2015. O tempo de espera na fila do bondinho do Pão de Açúcar não será inferior ao de viagens aéreas intercontinentais. E convém contemplar de longe a baía de Guanabara devastada pela poluição.

É compreensível que Lula, Dilma, Aldo Rebelo, Ricardo Teixeira e outros festeiros de 2007 não tenham voltado a Zurique neste janeiro, para a cerimônia de entrega do troféu Bola de Ouro, durante a qual a Fifa homenageou o anfitrião do próximo Mundial. A cinco meses do jogo de abertura, a turma deve estar concentrada na confecção de álibis marotos e desculpas esfarrapadas. Como já sabe até a grama do Maracanã, a Copa que faria meia Argentina morrer de inveja pode matar de vergonha e indignação o Brasil que presta.

15/01/2014

às 12:26 \ Sanatório Geral

Examinando o nada

“Cada um dos ministros envolvidos com ações voltadas para a Copa está fazendo um pente-fino para evitar transtornos”.

Aguinaldo Ribeiro, ministros das Cidades, responsável pelas obras de mobilidade urbana e drenagem, informando que todos os ministros estão examinando cuidadosamente o que não fizeram.

25/10/2013

às 18:20 \ Sanatório Geral

Neurônio em obras

“O que eu acho importante desse processo é que é um processo que, de fato, não pode olhar e nem deve olhar se nós vamos deixar ou não uma obra, uma obra com grande volume e magnífica na sua aparência. Esgoto não é magnífico na aparência, esgoto tem de estar enterrado no chão e tem de ser é bem tratado, bem coletado e, de fato, tem de se traduzir em projetos técnicos de alta qualidade”.

Dilma Rousseff, no anúncio de projetos do PAC em saneamento, internada por Celso Arnaldo ao explicar que, embora seu governo trate o esgoto com muito carinho, admite que ele não chega a ser uma obra de arte ─ é apenas uma obra.

 

Serviços

 

Assinaturas



Editora Abril Copyright © Editora Abril S.A. - Todos os direitos reservados