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Obama

02/11/2011

às 12:42 \ Direto ao Ponto

Lula pode internar-se onde quiser, desde que pare de mentir sobre o sistema de saúde

Em abril de 2006, em Porto Alegre, o presidente Lula gabou-se de outra proeza hiperbólica: “Eu acho que não está longe da gente atingir a perfeição no tratamento de saúde neste país”. (Passados cinco anos e meio, pode-se presumir que esteja mais que perfeito.) Em novembro de 2009, condoído com as carências do sistema de saúde americano,  presenteou o colega da Casa Branca com a solução: “Obama, faça o SUS”.  Em janeiro de 2010, ao inaugurar no Recife uma Unidade de Pronto Atendimento, reafirmou que fizera em nove anos o que todos os outros não fizeram em 500: “Eu tava visitando a UPA, e eu tava dizendo que ela tá tão bem organizada, ela tá tão bem estruturada, que dá até vontade de a gente ficar doente para ser atendido aqui”, garantiu. Neste fim de outubro, surpreendido por um câncer, tratou de internar-se no Sírio-Libanês.

Tenho pouco a acrescentar ao excelente resumo da ópera feito por Reinaldo Azevedo. Integrante da reduzidíssima elite de brasileiros providos de muito dinheiro e plano de saúde cinco estrelas, Lula tem o direito de recorrer aos serviços dos melhores hospitais da rede privada. Ao consumar tal opção, contudo, estimula todos os pagadores de impostos a exigirem que pare de tentar enganá-los com bravatas, lorotas ou mentiras deslavadas sobre o sistema de saúde. Há bons hospitais e profissionais admiráveis, mas até as golas dos jalecos sabem que os deslumbramentos celebrados por Lula só existem no Brasil Maravilha registrado em cartório. No país real, a busca de socorro na rede pública acaba, com desoladora frequência, na morte sem atendimento.

23/08/2011

às 16:23 \ Feira Livre

Roteiro para a Era pós-Kadafi

EDITORIAL PUBLICADO NO GLOBO DESTA TERÇA-FEIRA

Na Tunísia e no Egito, o movimento popular iniciado em janeiro e que culminou na queda dos longevos ditadores Ben Ali e Hosni Mubarak foi rápido e ganhou o nome de Primavera Árabe. Já na Líbia de Muamar Kadafi, só agora está chegando ao fim uma guerra civil que já dura seis meses.

Toda a região foi sacudida pela Primavera Árabe. No Marrocos, o rei Mohammed VI foi pressionado pelo povo a convocar um referendo, em julho, que restringiu os poderes do monarca e fortaleceu o governo. É uma tentativa de acalmar os súditos, mas ainda há protestos por empregos e combate à corrupção. Na Argélia, o presidente Bouteflika suspendeu as restrições à liberdade de expressão e pôs fim a 19 anos de estado de emergência. A situação ainda está indefinida no Iêmen, onde desde janeiro há manifestações pelo fim da ditadura de Ali Abullah Saleh, seriamente ferido num ataque ao palácio presidencial em junho e em tratamento na Arábia Saudita. Nem este país escapou dos protestos: o rei Abdullah anunciou medidas para elevar ainda mais o nível de vida da população e, como as manifestações não cessassem, decretou-as anti-islâmicas. Na Síria, a pressão sobre o regime de Bashar Assad é cada vez maior, assim como o número de mortos pela repressão do ditador.

O foco está na Líbia pós-Kadafi, cujo regime entra nos estertores. Décadas de mão de ferro deixaram o país sem instituições dignas de crédito e sem uma sociedade civil organizada – ela ainda se baseia em relações tribais. São muitos os perigos para o povo líbio: o regime de Kadafi desmorona e não se sabe como se comportarão agora os rebeldes, que se uniram no Conselho Nacional de Transição (CNT) pela derrubada do tirano. O maior risco é o vácuo de poder, que pode dar lugar a lutas entre as várias tribos do país e até entre lideranças dos rebeldes vitoriosos. É preciso que a comunidade internacional esteja atenta.

Líderes mundiais deram declarações neste sentido. O presidente Obama afirmou que os EUA serão um “amigo e parceiro para ajudar uma Líbia democrática a emergir na era pós-Kadafi”, mas alertou o CNT a evitar atos de vingança. O premier britânico, David Cameron, declarou que o processo de transição para a democracia “deve ser dirigido pelos líbios, com amplo apoio internacional coordenado pela ONU”. A França anunciou planos para uma reunião internacional na próxima semana a fim de coordenar os esforços de ajuda à transição, enquanto a Itália mandou especialistas a Benghazi, base dos rebeldes, para auxiliar no planejamento da reconstrução e na restauração da produção de óleo e gás, principais riquezas líbias.

A Primavera Árabe é um processo de longo prazo, sujeito a avanços e recuos tantos são as forças e os interesses envolvidos. Para o Brasil, infelizmente, a crise líbia marcou o recuo da diplomacia da presidente Dilma Rousseff, anunciadamente comprometida com os direitos humanos, para a posição de “diplomacia companheira” da era Lula, que chamava Kadafi de “amigo e irmão”. Em março, o Brasil se absteve na ONU ao votar a resolução que criou uma zona de exclusão aérea na Líbia para que aviões da Otan atuassem em apoio aos rebeldes. E só agora, com a situação praticamente resolvida, Brasília deverá reconhecer o CNT como governo legítimo, em flagrante atraso diante da maioria absoluta de atores com importância na cena internacional. É o velho cacoete do antiamericanismo.

16/07/2011

às 21:11 \ Frases

Encontro no Além

“Foi uma reunião espiritual”

Dalai Lama, Nobel da Paz, ao encontrar-se com Barack Obama em Washington.

24/06/2011

às 12:46 \ Feira Livre

Diário de Dilma Rousseff: ‘Estou dodói e Lobão sofre bullying’

“DIÁRIO DA DILMA”, PUBLICADO NA EDIÇÃO 57 DA REVISTA PIAUÍ

30 DE ABRIL_Estou com uma tosse seca e uma febre que não passam. Liguei para o Palocci e pedi uma consultoria. Ele costuma indicar bons médicos. Passou o nome do Roberto Kalil e fez questão de dizer: “Presidenta, beba bastante líquido.” Achei fofo. Às vezes, tenho vontade de apertar aquelas bochechas.

Lula ligou preocupado. Disse para não comprar remédio genérico de jeito nenhum. Afetou uma voz grave: “Não podemos ressuscitar a oposição!” Caímos na gargalhada.

1º DE MAIO_Acordei com um bilhete da minha mãe no criado-mudo: “Vê se agora aprende a levar agasalho antes de sair no sereno. E nunca mais abra a geladeira descalça depois do banho. Quantas vezes tenho de repetir?” Mamãe, assim como o Lula, ainda não entendeu que já sei me virar sozinha. Mas, verdade seja dita, estou dodói mesmo. Ninguém me tira da cabeça que foi a vacina que o João Santana inventou. Estou por aqui de marqueteiros. E esses palácios do Niemeyer! Uma hora matam a gente de frio, outra quase matam de calor. Por que ele não fez um daqueles chalezinhos que a gente vê em Gramado?

2 DE MAIO_Tarde da noite, o milico da segurança veio me acordar: mataram o Bin Laden! Mas cadê o corpo? Não tem nem foto? Bem que ouvi o Obama cochichando lá na Cidade de Deus: “O mundo não acredita que o Armstrong pisou na Lua? Pois é. Quando assisti a Tropa de Elite 2 tive a ideia”. Agora entendi. Dilminha tá ligada, tá pensando o que?

3 DE MAIO_O Kalil veio dizer que os médicos de Brasília erraram o diagnóstico. Que não estou com bursite. Além de pneumonia dupla, meu pulmão está cheio de laquê. Vou pedir a dica de um fixador orgânico para a Marina Silva.

4 DE MAIO_Menino, não é que justo na hora em que o enfermeiro me auscultava o Edison Lobão entrou na sala? Veio me entregar um cartão da Hallmark, com o Garfield segurando uma lupa, acima da frase “Procurei um bom amigo por toda parte…”. Ansiosa, abri e fiquei emocionada quando li “… mas por sorte encontrei você”.

Não sei se o calafrio que senti foi sintoma da doença. Puxamos uma conversa sobre o clima de Brasília e ele chegou a mencionar o Thomas Mann. Que homem profundo.

5 DE MAIO_Marina recomendou um spray à base de mamona e saliva de guaxinim. Usei e minha cabeça quase explodiu. Mas há malas que vão para Belém: me livrei do Paraguai. Mandei o Sarney no meu lugar e ainda fiz umas encomendas.

Lembrete: avisar o Lula que não vai dar para trazer bugigangas que o filho dele pediu.

6 DE MAIO_Mandei trazer da locadora todos os filmes da Julia Roberts para ver na cama.

7 DE MAIO_Acordei ao meio-dia e passei a vista no jornal. Ainda bem que estou acamada, prostrada e com enxaqueca. Tenho direito de não me pronunciar sobre o Ecad e o Código Florestal.

Comecei a ler a Montanha Mágica. O Lobão é muito erudito. Pega mal não acompanhar.

10 DE MAIO_Me arrastei até o Planalto. Nunca vi tanto prefeito junto. Deve ser coisa do Kassab. Vieram pedir dinheiro, claro. Fazer proposta, apresentar projeto ninguém quer, né? Peguei um trocado no Cacique e distribuí.
A Fátima Bernardes passou a usar umas golas maiores, iguais às da modelete aqui. A musa fashion do Planalto está deixando a sua marca. Isso o Jabor não faz.

11 DE MAIO_A Abin veio me dizer que o Lobão está sofrendo bullying do Mercadante e do Jobim. Puseram um apelido nele que nem tenho coragem de escrever aqui. Vou ficar de olho.

Recebi um e-mail da Casa Branca: “Exclusivo: veja as fotos do Osama bin Laden.” Era vírus. Meu laptop travou todinho. Que raiva!

12 DE MAIO_A irmã do Chico Buarque entrou esbaforida no meu gabinete dizendo que estava sendo perseguida pela imprensa. Pedi para o Palocci dar uma consultoria para a menina.

Resolvi fazer uma faxina no armário, que estava uma zona. Tinha até meia-calça furada. Vou dar de presente para a Miriam Belchior as camisas velhas de seda. Trouxe umas da China que não amassam e são ótimas para viagem.

13 DE MAIO_Criei um perfil fake no Facebook. Com nome falso e tudo. Não aguento ficar muito tempo sem sentir a adrenalina da clandestinidade. Mas estou passada! As pessoas colocam fotos, informações pessoais, interesses, tudo. Nem morta eu digo que gosto das canções do Peninha.

14 DE MAIO_Sensação de paz. Não sabia a razão. Achei que era pneumonia, até que atinei: o Lula está por aí dando palestra e me deu sossego. Tem empresário que é cego e surdo!

O Jobim anda dizendo que o cabelo do Lobão “está mais preto que a asa da graúna”. Como se não bastasse, o Mercadante deixou uma imagem de Santo Antônio na portaria do Ministério de Minas e Energia. Estão passando dos limites. Vou dar uma chamada neles.

15 DE MAIO_Não vou meter a mão nessa cumbuca que não sou maluca, e ainda mais que continuo dodói. Mas não resisiti e mandei um e-mail para o Haddad: “Já recebi meus exame médico. Estão tudo bem. Quando você vem aqui discutir a norma culta?”

E não é que o danado respondeu: “Vou estar terminando um despacho e quando fechar uns relatório do Enem passo aí.”

17 DE MAIO_Minha Virgem do Coração Sagrado: que bafo essa história Schwarzenegger e do Strauss-Kahn! Fiquei besta! E o DSK com 62 está batendo aquele bolão todo? Cheguei a conhecer o homem, quem diria! Ainda bem que o Guido não saiu do meu lado. Algum uso ele tem. Pena mesmo eu tenho é da Maria. Essas mulheres da família Kennedy nasceram para sofrer com marido safado. Entrei na internet para ver onde ficam as Seicheles. Fiquei louca, vou ver se o Patriota descola uma viagem para lá. Ele cisma de visitar cada buraco!

18 DE MAIO_A reportagem da Folha me estragou o dia. Pau que nasce torto morre toro, não adianta. A consulta mais cara do planeta é de um médico de Ribeirão Preto que nem um consultório tem. O Santana recomendou fazer cara de paisagem. O mais chato é aguentar a gozação do Zé Dirceu.

Estou encafifada com A Montanha Mágica. Será que o Lobão quis dizer algo?

19 DE MAIO_Michel Temer ligou revoltado. Disse que se sentia como um marido traído. Reclamou que “não há sequer um contínuo do PMDB na consultoria do Palocci”. Não sei como a Marcela atura esse reclamão. Para contornar, tive de nomear o Mendes Ribeiro para liderar o governo no Congresso.

20 DE MAIO_O Palocci veio se explicar e não convenceu nem o garçom, que quase derrubou o café em cima dele. O que mais me irrita é que o homem está estalando de rico e não dá um trato naqueles ternos. Isso sem falar no corte de cabelo. É o fim da picada.

21 DE MAIO_Recebi a rainha Silvia da Suécia. Corri para ver se ela estava no Facebook. Quem sabe não encontro uma afinidade para puxar assunto? Acabei achando o vídeo de uma professora potiguar que fez um discurso comovente. Mandei o link para o Haddad, que respondeu: “Vou estar terminando uns despacho e já assisto.” Cruzes.

23 DE MAIO_Tive que aturar o aluguel da Shakira, do Bono e do Romero Britto. E o Paul veio duas vezes ao Brasil sem me dar bola. Meu Beatle preferido continua sendo o John, que era mais politizado. You may say I’m a dreamer / But I’m not the only one.

25 DE MAIO_Passou o novo Código Florestal. Hoje mesmo mando cortar as jabuticabeiras do Alvorada. Tem muito pólen. Me dão uma alergia que só.

* Escrito por Renato Terra, apresentado pela revista Piauí como o ghost-writer não oficial e não autorizado de Dilma Rousseff

23/03/2011

às 8:24 \ Sanatório Geral

Cabeça em ebulição

“Fiquei sabendo pelos jornais. Mas é estranho, não é legal. Nosso cuidado todo com o Obama seria tratá-lo como presidente de um país importante, mas não tratá-lo como nada excepcional. Se você olhar todo ritual que houve com Obama, é exatamente o mesmo ritual que ocorre quando qualquer presidente vem ao País em visita de Estado”.

Gilberto Carvalho, secretário-geral da Presidência e carregador de malas de Lula e Dilma Rousseff, na entrevista ao iG, sobre a revista sofrida por Edison Lobão, Guido Mantega, Aloízio Mercadante e Fernando Pimentel, explicando que os agentes de segurança exageraram porque o governo brasileiro não vê diferenças entre um Barack Obama e um Evo Morales.

22/03/2011

às 17:01 \ Sanatório Geral

A dor da saudade

“Provavelmente agora que o presidente Obama fez rasgados elogios ao Brasil, à sua ascensão e importância no mundo, alguns que passaram dez anos criticando, passem agora a falar bem. É extraordinário e hilariante. Foram oito anos. Sabem como pegamos e como deixamos o país”.

Lula, no jantar com a comunidade árabe, inconformado com a descoberta de que, nos dois dias em que ficou no Brasil, Obama não se lembrou de perguntar nem pela saúde do ex-presidente.

21/03/2011

às 0:17 \ Sanatório Geral

A provocação continua

“Não posso negar o quanto estou emocionado por ter presenciado o discurso do presidente @BarackObama”.

Sérgio Cabral, governador do Rio, que disse há dois dias que Roberto Carlos é que é o cara, provocando de novo o ex-presidente Lula, no twitter, com a revelação de que, além do Rei, só Barack Obama o deixa em lágrimas quando solta a voz.

20/03/2011

às 20:19 \ Sanatório Geral

Especialista em complicações

“Essa é uma questão complicada para eles”.

Marco Aurélio Garcia, conselheiro presidencial para complicações cucarachas, frustrado por não ter ouvido de Barack Obama uma declaração de apoio incondicional à candidatura do Brasil a uma vaga permanente no Conselho de Segurança da ONU, explicando que é muito difícil para um presidente só lidar simultaneamente com o conflito na Líbia, a guerra no Afeganistão, a guerra no Iraque e a megalomania do País do Carnaval.

20/03/2011

às 12:34 \ Sanatório Geral

Os limites do ridículo

“Prevaleceu o bom senso. O Obama falar para o povão na rua seria de um ridículo…”

Francisco Dornelles, senador da base alugada, setor PP, guichê do Rio de Janeiro, ao comentar a transferência do local do discurso de Barack Obama da Cinelândia para o Theatro Municipal, reconhecendo que a cena do chefe do imperialismo ianque aplaudido na praça pelo “povão” composto por stalinistas farofeiros seria excessiva até para os padrões do País do Carnaval.

20/03/2011

às 12:16 \ Direto ao Ponto

O revisor mental instantâneo de Dilma sumiu

Celso Arnaldo Araújo

Depois de quase dois anos fazendo um intensivão em dilmês, é natural que eu tenha um ouvido para dilmices mais apurado que a média. Escutando nossa presidente ler nervosamente, com entonação de redação escolar, o discurso que Patriota e Marco Aurélio escreveram para ela recitar a Obama, também achei ter ouvido “alimentares”.

Mas até eu, dilmista de primeira hora, cheguei a ficar na dúvida: será que foi “alimentares” mesmo? Não teria sido ilusão cacofônica? Sim, porque ninguém comete um lapsus linguae desse porte diante do presidente dos Estados Unidos, em discurso de repercussão mundial, sem se corrigir imediatamente – ainda mais quando se é o presidente de seu país. O Bruno Abbud, em boa hora, veio dissipar minha dúvida: foi “alimentares” mesmo e não se fala mais nisso.

Mas fica a certeza: além de suas profundas carências de expressão, articulação e raciocínio, inéditas num presidente na história de nossa República, Dilma tem um problema adicional e incomum.

Todos nós, a partir de um certo nível de educação formal, somos dotados de um revisor mental instantâneo, uma espécie de liquid paper neuronal, que nos avisa, num átimo de segundo, que acabamos de dizer a palavra errada, uma bobagem que requer correção imediata — ação praticamente simultânea à palavra mal enunciada.

Com Dilma, não ocorre isso: palavra dita é palavra que fica, independentemente da cretinice envolvida nela. Isso, numa pessoa comum, não tem maior importância — a não ser reforçar sua mediocridade e sua inconveniência. Num presidente da República, cujas palavras são elementos de uma história que está sendo escrita, isso é gravíssimo.

Mas também é engraçadíssimo. Desconfio que o discurso do presidente José Serra a Obama, ontem, não teria tido a menor graça.


 

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