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moral

17/05/2013

às 21:17 \ Direto ao Ponto

Milhões de brasileiros não são lulas

Lula olhou-se num espelho, contemplou a turma ao lado, pensou na demasia de prontuários presentes à quermesse dos 10 anos de governo petista e resolveu consolar os companheiros com uma frase que acabou produzindo um autorretrato em miniatura: “O político ideal que vocês desejam, aquele cara sabido, aquele cara probo, irretocável do ponto de vista do comportamento ético e moral, aquele político que a imprensa vende que existe, mas que não existe, quem sabe esteja dentro de vocês”. Resumo da ópera: todos somos desonestos.

Somos todos iguais, endossou a reação da plateia, composta por devotos muito parecidos com o chefe da seita. Somos mesmo, sugere o silêncio dos políticos honestos. Embora pareçam cada vez mais raros, existem os providos de caráter no universo reduzido pelo palanque ambulante a um imenso Carandiru. Mas até agora nenhum deles ergueu a voz para rechaçar o insulto. A honradez tem pouca serventia se falta bravura.

Em contrapartida, incontáveis brasileiros decentes se juntaram no revide imediato e merecidíssimo: somos iguais coisa nenhuma, gritaram em coro. O ex-presidente mal terminara de decretar o nivelamento afrontoso e uma torrente de manifestações indignadas já inundava redes sociais, seções dos leitores e blogs ou sites da internet. Com diferentes palavras, emitiram o mesmo aviso: não somos lulas. E somos milhões.

17/05/2013

às 17:12 \ Feira Livre

Reynaldo-BH: Como demonstrar a um ignorante a diferença entre moral e ética?

REYNALDO ROCHA

Como descrever a um cego objetos que este nunca pôde enxergar? Como pedir a um surdo que entenda a diferença entre blues e jazz? Do mesmo modo, como demonstrar a um ignorante a diferença entre moral e ética?

Não sei desenhar, prezado analfabeto copresidente. Mas tentarei explicar com palavras que possam ser entendidas pelo mais novo cientista político da praça.

A moral é relativa. Temporária. Mutável. Existe moral (jamais ética) entre bandidos, por exemplo. Até entre quadrilheiros. Uma moral própria derivada da temporalidade e do espaço onde a mesma se insere. Não é imoral quem se comporta de acordo com as regras do próprio grupo social. São regras de convivência social. Mesmo que alguns defendam o caráter de universalidade ─ do qual discordo ─ são os freios que delimitam a atuação antissocial em um grupo.

Em nome da moral muitos crimes são cometidos. Ela é desnecessária? Jamais. É fruto do corpo social, ainda que este seja constituído por bandidos e quadrilheiros. É óbvio que tal grupo ─ se não representa a totalidade da sociedade onde está incluído ─ também passa a ser imoral. Moral é cultural.

É esse o caso do lulopetismo. É imoral (por afrontar as regras nas quais acreditamos) e amoral (por desprezar qualquer sentido de coletividade/cidadania).

E ética? Esta é verdadeiramente universal. Independe da cultura. Ética é um conjunto de princípios, não condutas sociais. A ética é o estudo filosófico da moral, baseado em conceitos temporais e não temporários.

“A ética é importante por que respeita os outros e a dignidade humana, ética é o que todos temos. Somente falta desenvolver e acreditar no bem, a ética orienta-nos e ajuda-nos para uma vida digna. A ética é praticada sem nenhum tipo de determinação vem de dentro, do consciente.” (Lia Sales / 2009 / Universidade do Porto).

A tentativa do ser aético e amoral é fazer com que os valores que lhe faltam sejam vistos como comunsa todos. Pela via da equalização, se todos são assim então somos normais. É a afirmação pela negativa.

Não somos assim.

Desde sempre Lula tenta (não conseguiu e não conseguirá) alcançar o patamar onde se situam os que tanto inveja. Ele sabe disso. Pouco importam os títulos honoríficos ofertados por universidades. A ignorância permanece. A cultura e conhecimento não são dados em cerimônias oficiais. Exigem algum esforço e a crença na construção de um ser humano mais atuante. Idem quanto à sensatez e visão que a história já começa a fazer dele e de antecessores.

Isso explica a fixação contra FHC e a aproximação com Sarney e Collor? O ódio a um, pois tenta colocá-lo como um igual no mesmo patamar indecente que admite estar? E a comparação desejada com os outros dois, da qual até mesmo um Tiririca sairia vitorioso? Não seria a motivação de ter aliados que são exemplos definitivos da falta de ética?

Seria este o móbil da comparação cretina, ofensiva e (como sempre) ignorante que Lula ousou proferir? Mesmo – e principalmente – colocando-se como mais um dos que são imorais e antiéticos?

Não é de hoje que Lula insiste que somos todos ladrões, corruptos (ou corruptores), falsos como notas de 3 reais e ignorantes como ele é e prefere ser. Não somos.

Quando fala de moral e ética (sem sequer saber do que se trata), Lula revela a pretensão de reescrever, além da história do Brasil, também a filosofia e a ciência política.

Aristóteles afirmava ser o homem um animal político.

Ele não conhecia Lula. Este é só um animal.

03/07/2012

às 17:05 \ Sanatório Geral

Pecador regenerado

“No meu governo, vocês não acham nada que envolva minha pessoa a nenhum esquema que possa ser desrespeitoso à ética, à moral, à decência e à transparência”.

Raul Filho, prefeito de Palmas filiado ao PT, sobre o vídeo em que aparece negociando com Carlinhos Cachoeira, jurando que, no dia em que ganhou a eleição, converteu-se em homem de bem e parou de colecionar bandalheiras.

28/04/2011

às 14:29 \ Sanatório Geral

Bandidagem solidária

“Renan, no meu entendimento, tem capacidade técnica e moral para assumir qualquer cargo no Senado. Sofrer um julgamento em qualquer instância e ser inocentado lhe permite qualquer coisa. E ele não só foi absolvido duas vezes pelo plenário, como também pelo povo do seu estado, que o reelegeu no ano passado”.

Lobão Filho, senador do PMDB do Maranhão, confirmando que um dos motivos da longevidade do bando homiziado na Casa do Espanto é a solidariedade entre os comparsas.

26/08/2009

às 21:05 \ Sanatório Geral

Motorista perigoso

“Ninguém tem mais moral que o PT para travar o debate da ética”.

Cândido Vaccarezza, na festança do partido, já sem chances de driblar um  bafômetro na volta para casa.

 

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