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Miriam Belchior

28/06/2014

às 13:49 \ Opinião

‘O PAC do trem fantasma’, editorial do Estadão

Publicado no Estadão deste sábado

Um trem fantasma circula entre Campinas e Rio de Janeiro, correndo nos trilhos imaginários do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). Prometido inicialmente para este ano, o trem-bala nunca saiu da promessa, continua como um vago projeto e, assim mesmo, seu status aparece como “adequado” no 10.º balanço do PAC, apresentado na sexta-feira pela ministra do Planejamento, Míriam Belchior. Em agosto do ano passado o leilão do trem de alta velocidade, com percurso de 511 quilômetros e custo estimado de R$ 32 bilhões, foi adiado pela terceira vez. Mas oficialmente o projeto está em dia.

Bastaria essa classificação para minar a credibilidade de mais um balanço triunfal de realizações federais. Mas outros dados comprovam, mais uma vez, o baixo grau de sucesso de um programa destinado principalmente, como indica seu nome, a ampliar a capacidade de expansão da economia brasileira.

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23/02/2014

às 15:06 \ Direto ao Ponto

AMPLIADO E ATUALIZADO: Os companheiros que Dilma convoca para buscar soluções são mais assustadores que o pior dos problemas que afligem o Brasil

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O raquitismo crônico condenou o pibinho a nunca ser pibão na vida? A inflação real insiste em desmoralizar os índices maquiados pela contabilidade criativa? A gastança pública engordou de novo? A balança comercial voltou a pender para o lado dos gringos? Dilma Rousseff comanda uma reunião com Guido Mantega, Miriam Belchior e Aloizio Mercadante.  O ministro da Fazenda erra todas as previsões há três anos. A ministra do Planejamento não acerta sequer o nome da chefe, que agora chama de “presidenta Lula”. O chefe da Casa Civil está concentrado na campanha para assumir o Ministério de Tudo.

Reuniao com secretarios estaduais de participacao social. Presenca dos ministros Ideli Salvati e Gilberto Carvalho e do secretário-executivo da Secretaria-Geral da Presidência da República, Rogério Solttilli.

A base alugada quer aumentar as cifras dos contratos de aluguel? O PMDB reivindica mais ministérios? O PT anda murmurando que Lula é que deveria ser candidato? Partidos governistas flertam com Aécio Neves e contemplam Eduardo Campos com o coração em descompasso? Dilma pede conselhos a Lula antes de outra reunião com Ideli Salvatti, um berreiro à procura de uma ideia, Gilberto Carvalho, o ex-coroinha que virou sacristão de missa negra, e, naturalmente, Aloizio Mercadante.

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O governo do companheiro Nicolás Maduro desandou? Falta até papel higiênico na Venezuela? Estudantes que protestam contra a prisão de líderes oposicionistas são assassinados por milícias bolivarianas? Evo Morales exige a deportação do senador Roger Pinto Molina? O Mercosul lembra um fim de feira no sertão? Dilma convoca uma reunião com Marco Aurélio Garcia, algum representante do Itamaraty amestrado por Celso Amorim e, claro, Aloizio Mercadante.

cardozo e mercadante

O assassinato de um cinegrafista inaugura a nova etapa da insurreição dos selvagens sem causa nem cérebro? O MST mobiliza camponeses que não distinguem um boi de uma anta para o cerco ao Palácio do Planalto? O PCC aciona militantes em liberdade para mostrar que os presos governam as ruas? Bandidos são linchados por carrascos fantasiados de justiceiros? Os chefões das cadeias do Maranhão ressuscitam a morte por esquartejamento? Dilma convoca uma reunião com José Eduardo Cardozo, Gilberto Carvalho e, como não?, Aloizio Mercadante.

O Brasil protagonizou outro fiasco em alguma olimpíada estudantil? O índice de analfabetismo voltou a crescer e agora já são mais de 15 milhões os brasileiros que não sabem ler? O país agora forma doutores que não conseguem escrever um cartão de Natal? Como ainda não decorou o nome e o ramal do ministro da Educação, José Henrique Paim, Dilma convoca uma reunião com Aloizio Mercadante e os dois trocam ideias por telefone com Fernando Haddad.

Outro cubano desertou do Mais Médicos para livrar-se ao mesmo tempo da ilha-presídio  do trabalho escravo? A filas do SUS bate o recorde mundial de extensão? Multidões exigem nas ruas a construção de hospitais padrão Fifa? Como ainda não decorou o ramal de Arthur Chioro, e vive chamando de “Choiro” o novo ministro da Saúde, Dilma convoca uma reunião com Alexandre Padilha e, sempre ele, Aloizio Mercadante. Os três concluem que devem consultar meia dúzia de jalecos do Sírio Libanês.

A arena da de Curitiba não ficou pronta? O estádio de Brasília, que já é o mais caro do mundo, vai cruzar a fronteiora dos dois bilhões de reais? As obras de mobilidade urbana continuam imóveis nos palanques? Dilma convoca uma reunião com Aldo Rabello e o inevitável Aloizio Mercadante. Os três concordam: é bom que o ministro do Esporte prepare o traseiro para mais um retumbante pontapé do cartola Jerôme Walcke.

O tsunami turístico que chegaria com a Copa pode virar marolinha porque os gringos têm amor à vida e ao patrimônio? Ninguém mais acredita que o brasileiro é tão cordial com os forasteiros? Dilma convoca uma reunião com João Santana,  Marta Suplicy e Aloizioi Mercadante. O marqueteiro do reino informa que encomendou 900 comerciais de TV para popularizar o bordão “A Copa das Copas”. A ex-ministra do Turismo, agora fantasiada de ministra da Cultura, propõe que se acrescente a versão em inglês da famosa sugestão que fez às vítimas do apagão aéreo: “Relax and enjoy”.

O transporte aéreo está a beira do colapso? Os pousos e decolagens nos 800 aeroportos em cidades do interior só ocorrem na cabeça da presidente? Nem os puxadinhos estarão funcionando no apito inicial? Dilma está prestes a convocar uma reunião com o ministro da Aviação Civil (e Aloizio Mercadante) quando ouve o nome do convocado. Antes do encontro, ela quer saber quem é esse Wellington Moreira Franco, que não conhece nem de vista. O buraco na agenda é preenchido por uma conversa com Maria do Rosário, que quer contar à chefe quem será a vítima da próxima exumação.

Imagine o que se passa nessas reuniões. Pense nas propostas que ficam só entre eles. A equipe federal seria goleada pelo lanterninha da da série D do campeonato nacional. Os companheiros que ajudam Dilma a encontrar soluções são mais assustadores do que o pior dos muitos problemas que afligem o Brasil. Oremos.

21/02/2014

às 19:20 \ Sanatório Geral

Dois em um

“Fizemos portanto uma proposta muito enxuta de concurso e espero que ao final do primeiro mandato da presidenta Lula o saldo seja positivo”.

Miriam Belchior, ministra do Planejamento, nesta quinta-feira, durante o lançamento da promessa de cortar R$ 44 bilhões no orçamento de 2014, confirmando que Lula continua no poder disfarçado de presidenta.

 

20/02/2014

às 15:47 \ Opinião

Estadão: ‘O PAC da Ilha da Fantasia’

Publicado no Estadão desta quinta-feira

Foi mais um espetáculo digno da Ilha da Fantasia, também conhecida como Brasília, capital do menos dinâmico dos países emergentes. O Brasil cresceu no ano passado mais que em 2012 e deverá crescer ainda mais neste ano, proclamou o ministro da Fazenda, Guido Mantega, ao apresentar com sua colega do Planejamento, Miriam Belchior, mais um balanço triunfal do PAC 2, a segunda edição do Programa de Aceleração do Crescimento. Em 2012 a economia brasileira cresceu apenas 1% e o desempenho no ano passado, tudo indica, ficou longe de brilhante, mas o ministro dispensou esses detalhes. Em seu mundo, muito diferente e muito distante dessas ninharias, os problemas do Brasil vieram todos de fora, na pior fase da crise global. E agora? Com a recuperação dos Estados Unidos e do mundo rico, problemas continuarão sendo importados, porque os estímulos monetários americanos serão reduzidos e os mercados financeiros serão afetados. Em resumo, ruim com crise, ruim sem crise.

Mas o País conseguirá atravessar essa fase sem grandes danos, graças à solidez das contas públicas e à sua saúde econômica, garantiu o ministro da Fazenda. Ninguém sabe ainda quanto cresceu no ano passado o Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil. As estimativas mais otimistas são próximas de 2,3%. Para este ano, a última projeção do mercado financeiro é um resultado pior, de 1,79%. Talvez os dois ministros tenham tido a esperança de criar, com seu alegre dueto, um pouco mais de otimismo entre os economistas do mercado e, especialmente, entre os avaliadores de risco de crédito, ultimamente mal-humorados em relação ao País.

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18/10/2013

às 13:00 \ Feira Livre

‘PAC imobiliário, de novo’, editorial do Estadão

Publicado no Estadão desta sexta-feira

Apresentado pelo governo como principal componente de sua política de desenvolvimento, o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) continua sendo, acima de tudo, um grande empreendimento imobiliário. Foram aplicados até o fim de agosto, em todos os projetos, R$ 665 bilhões, 67,2% do total previsto para o PAC 2, desenhado para o período 2011-2014, segundo o balanço divulgado ontem pelos ministros do Planejamento, Miriam Belchior, e da Fazenda, Guido Mantega. Mas R$ 217,4 bilhões, cerca de um terço do valor aplicado, foram destinados a financiamentos imobiliários. Juntando a essa parcela os R$ 60 bilhões gastos com o Minha Casa, Minha Vida, chega-se a 41,7% do total aplicado.

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01/06/2013

às 20:32 \ Sanatório Geral

É vício

“Alugamos o apartamento e não vendemos o apartamento”.

Miriam Belchior, ministra do Planejamento, na Comissão Mista do Orçamento, ao tentar explicar a diferença entre concessão e privatização, confirmando que o governo lulopetista é viciado em aluguel.

14/05/2013

às 19:48 \ Feira Livre

‘O PT não gosta da democracia’, um texto de Marco Antonio Villa

PUBLICADO NO GLOBO DESTA TERÇA-FEIRA

MARCO ANTONIO VILLA

O PT não gosta da democracia. E não é de hoje. Desde sua fundação foi predominante no partido a concepção de que a democracia não passava de mero instrumento para a tomada do poder. Deve ser recordado que o partido votou contra a aprovação da Constituição de 1988 – e alguns dos seus parlamentares não queriam sequer assinar a Carta. Depois, com a conquista das primeiras prefeituras, a democracia passou a significar a possibilidade de ter acesso aos orçamentos municipais. E o PT usou e abusou do dinheiro público, organizando eficazes esquemas de corrupção. O caso mais conhecido – e sombrio – foi o de Santo André, no ABC paulista. Lá montaram um esquema de caixa 2 que serviu, inclusive, para ajudar a financiar a campanha presidencial de Lula em 2002. Deve ser recordado, que auxiliares do prefeito Celso Daniel, assassinado em condições não esclarecidas, hoje ocupam posições importantíssimas no governo (como Gilberto Carvalho e Míriam Belchior).

Antes da vitória eleitoral de 2002, os petistas já gozavam das benesses do capitalismo, controlando fundos de pensão de empresas e bancos estatais; e tendo participação no conselho gestor do milionário Fundo de Amparo ao Trabalhador. Os cifrões foram cada vez mais sendo determinantes para o PT. Mesmo assim, consideravam que a “corrupção companheira” tinha o papel de enfrentar o “poder burguês” e era o único meio de vencê-lo. Em outras palavras, continuavam a menosprezar a democracia e suas instâncias.

Chegaram ao poder em janeiro de 2003. Buscaram uma aliança com o que, no passado, era chamado de burguesia nacional. Mas não tinham mudado em nada sua forma de ação. Basta recordar que ocuparam mais de 20 mil cargos de confiança para o partido. E da noite para o dia teve um enorme crescimento da arrecadação partidária com o desconto obrigatório dos salários dos assessores. Foi a forma petista, muito peculiar, de financiamento público, mas só para o PT, claro.

Não satisfeitos, a liderança partidária – com a ativa participação do presidente Lula – organizou o esquema do mensalão, de compra de uma maioria parlamentar na Câmara dos Deputados. Afinal, para um partido que nunca gostou da democracia era desnecessário buscar o debate. Sendo coerente, através do mensalão foi governando tranquilamente e aprovando tudo o que era do seu interesse.

O exercício do governo permitiu ao PT ter contato com os velhos oligarcas, que também, tão qual os petistas, nunca tiveram qualquer afinidade com a democracia. São aqueles políticos que se locupletaram no exercício de funções públicas e que sempre se colocaram frontalmente contrários ao pleno funcionamento do Estado democrático de Direito. A maior parte deles, inclusive, foram fieis aliados do regime militar. Houve então a fusão diabólica do marxismo cheirando a naftalina com o reacionarismo oligárquico. Rapidamente viram que eram almas gêmeas. E deste enlace nasceu o atual bloco anti-democrático e que pretende se perpetuar para todo o sempre.

As manifestações de desprezo à democracia, só neste ano, foram muito preocupantes. E não foram acidentais. Muito pelo contrário. Seguiram e seguem um plano desenhado pela liderança petista – e ainda com as digitais do sentenciado José Dirceu. Quando Gilberto Carvalho disse, às vésperas do Natal do ano passado, que em 2013 o bicho ia pegar, não era simplesmente uma frase vulgar. Não. O ex-seminarista publicizava a ordem de que qualquer opositor deveria ser destruído. Não importava se fosse um simples cidadão ou algum poder do Estado. Os stalinistas não fazem distinção. Para eles, quem se opõem às suas determinações, não é adversário, mas inimigo e com esse não se convive, se elimina.

As humilhações sofridas por Yoani Sánchez foram somente o começo. Logo iniciaram a desmoralização do Supremo Tribunal Federal. Atacaram violentamente Joaquim Barbosa e depois centraram fogo no ministro Luiz Fux. Não se conformaram com as condenações. Afinal, o PT está acostumado com os tribunais stalinistas ou com seus homólogos cubanos. E mais, a condenação de Dirceu como quadrilheiro – era o chefe, de acordo com o STF – e corrupto foi considerado uma provocação para o projeto de poder petista. Onde já se viu um tribunal condenar com base em provas, transmitindo ao vivo às sessões e com amplo direito de defesa? Na União Soviética não era assim. Em Cuba não é assim. E farão de tudo – e de tudo para o PT tem um significado o mais amplo possível – para impedir que as condenações sejam cumpridas.

Assim, não foi um ato impensado, de um obscuro deputado, a apresentação de um projeto com o objetivo de emparedar o STF. Absolutamente não. A inspiração foi o artigo 96 da Constituição de 1937, imposta pela ditadura do Estado Novo, honrando a tradição anti-democrática do PT. E o mais grave foi que a Comissão de Constituição e Justiça que aprovou a proposta tem a participação de dois condenados no mensalão e de um procurado pela Interpol, com ordem de prisão em mais de cem países.

A tentativa de criar dificuldades ao surgimento de novos partidos (com reflexos no tempo de rádio e televisão para a próxima eleição) faz parte da mesma estratégia. É a versão macunaímica do bolivarianismo presente na Venezuela, Equador e Bolívia. E os próximos passos deverão ser o controle popular do Judiciário e o controle (os petistas adoram controlar) social da mídia, ambos impostos na Argentina.

O PT tem plena consciência que sua permanência no poder exigirá explicitar cada vez mais sua veia antidemocrática.

01/02/2013

às 3:18 \ Sanatório Geral

O espetáculo do crescimento

“Pela primeira vez, a gente divide o bolo ao mesmo tempo em que está crescendo. A América Latina está fazendo esse movimento e tem sido olhada por todos os lugares do mundo”.

Miriam Belchior, ministra do Planejamento, Orçamento e Gestão, ao discorrer sobre a situação da economia no Encontro Nacional com Novos Prefeitos e Prefeitas, informando que o mundo inteiro quer saber como se divide um pibinho que logo estará abaixo de zero.

 

20/11/2012

às 2:18 \ Sanatório Geral

Viúva do PAC

“Se colocar cada dia de atraso, tudo teria que ser vermelho”.

Miriam Belchior, ministra do Planejamento, capturada pelo comentarista Otavio na apresentação do balanço do PAC, confirmando sem ficar ruborizada que, quando há atraso nas obras, o cronograma é refeito para remover o vermelho que, também por ser a cor do PT, significa “em estado preocupante”.

21/08/2012

às 16:42 \ Sanatório Geral

Amiga da onça

“Osasco também sabe o que é ser governada pelo PT. Por isso, é muito importante eleger o João Paulo Cunha prefeito da cidade”.

Miriam Belchior, ministra do Planejamento, num falatório disponível no site de João Paulo Cunha, candidato sem chances a prefeito de Osasco, comunicando ao eleitorado que a cidade merece ser governada por um forte candidato à cadeia.

 

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