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Ministério da Justiça

01/08/2014

às 1:19 \ Sanatório Geral

Agenda folgada

“Cabe ao ministro acompanhar regularmente todos os casos que dizem respeito a atividades ordinárias da pasta – o que justifica a atuação junto aos órgãos do Poder Legislativo e do Poder Judiciário por meio do titular da Pasta, secretários e diretores”.

José Eduardo Cardozo, disfarçado de nota da assessoria de imprensa do Ministério da Justiça, explicando em dilmês de porta de cadeia que, como a segurança pública, a proteção das fronteiras, a Polícia Federal e outros assuntos e instituições subordinadas à sua pasta não têm nenhum problema a resolver, teve tempo de sobra para visitar o TCU e pedir aos integrantes do tribunal que deixassem Dilma Rousseff fora do processo que apura as negociatas que envolveram a compra pela Petrobras da refinaria em Pasadena.

14/01/2014

às 18:11 \ Sanatório Geral

40° ministério

“A maior parte dos presídios no Brasil é mesmo medieval. Há muitas organizações criminosas que surgiram a partir da articulação de presos para mudar as condições péssimas nos presídios”.

José Eduardo Cardozo, ministro da Justiça, em entrevista a Folha, confirmando que o governo do PT, no poder há 12 anos, está pronto para entregar oficialmente ao PCC o controle do Ministério dos Presídios.

10/12/2013

às 18:47 \ Direto ao Ponto

Tuma Junior abre o baú (2): O documento sobre a conta do mensalão nas Ilhas Cayman que o ministro da Justiça não quis investigar

“Eu descobri a conta do mensalão nas Ilhas Cayman mas o governo e a Polícia Federal não quiseram investigar”, afirmou Romeu Tuma Junior, na entrevista a VEJA. “Quando entrei no DRCI (Departamento de Recuperação de Ativos e Cooperação Jurídica Internacional), encontrei engavetado um pedido de cooperação internacional do governo brasileiro às Ilhas Cayman para apurar a existência de uma conta do José Dirceu no Caribe. Nesse pedido, o governo solicitava informações sobre a conta não para investigar o mensalão, mas para provar que o Dirceu tinha sido vítima de calúnia, porque a VEJA tinha publicado uma lista do Daniel Dantas com contas dos petistas no exterior. O que o governo não esperava é que Cayman respondesse confirmando a possibilidade de existência da conta. Quer dizer: a autoridade de Cayman fala que está disposta a cooperar e aí o governo brasileiro recua? É um absurdo”.

O documento abaixo reproduzido mostra parte da resposta enviada das autoridades das Ilhas Cayman à consulta feita pelo Ministério da Justiça. Se o governo queria efetivamente saber se existiam as contas reveladas por Daniel Dantas, ficou subentendido que havia pelo menos uma: a de José Dirceu. O ministério desistiu de seguir adiante com as investigações.

Doc Cayman_Alta

Leia também: Tuma Junior abre o baú (1): As fotos provam que o autor do livro-bomba foi agente do Dops. A esgotosfera mentiu em coro

17/07/2013

às 16:53 \ Feira Livre

‘Tarefas de rotina para ministros de Dilma’, um texto de José Nêumanne

Publicado no Estadão desta quarta-feira

JOSÉ NÊUMANNE

Os ministros da Educação, Aloizio Mercadante, e da Justiça, José Eduardo Martins Cardozo, têm abandonado seus expedientes rotineiros para exercerem os cargos informais de espírito santo de orelha e papagaio de pirata de sua chefe, a presidente Dilma Rousseff. Nessa condição têm produzido sesquipedais ideias de jerico, tais como o golpinho sujo da Constituinte exclusiva para uma reforma política que ninguém pediu e da qual só os políticos, particularmente os petistas, se beneficiariam; e a empulhação do plebiscito prévio com igual objetivo. O máximo que conseguiram até agora foi a adesão da oposição, incompetente e alienada, que aceita a embromação de um referendo.

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10/12/2012

às 17:29 \ Direto ao Ponto

O ministro da Justiça se mira no exemplo de dois antecessores e amplia o capítulo brasileiro da história universal da infâmia

Se os autores tiverem tempo e ânimo para desprezar também os coadjuvantes da Era da Mediocridade, Márcio Thomaz Bastos, Tarso Genro e José Eduardo Cardozo não escaparão de um punhado de parágrafos nos livros que vão contar a verdade sobre o Brasil deste começo de século. Os três foram ministros da Justiça. Os três subordinaram o mais antigo dos ministérios aos interesses eleitoreiros do PT e às conveniências político-policiais do governo. Os três protagonizaram episódios que ampliaram o capítulo brasileiro da história universal da infâmia.

Em julho de 2005, Márcio Thomaz Bastos foi escalado por Lula para garantir a impunidade dos quadrilheiros do mensalão. Nos sete anos seguintes, acumulou as funções de roteirista, diretor e, eventualmente, astro convidado do espetáculo do cinismo que vai terminar com um final exemplarmente infeliz para o elenco de canastrões bandidos. Por decisão do Supremo Tribunal Federal, o último capítulo da farsa concebida por Márcio será encenado na cadeia.

Em agosto de 2007, quando tentavam alcançar a Alemanha e a liberdade depois de terem escapado do alojamento dos atletas cubanos que participavam dos Jogos Panamericanos do Rio, os pugilistas Erislandy Lara e Guillermo Rigondeaux souberam que o ministro da Justiça do Brasil obedece a Fidel Castro. Reduzido a capitão-do-mato do ditador-de-Adidas, Tarso Genro devolveu à ilha-presídio, a bordo de um avião militar venezuelano, os dois fugitivos capturados pela Polícia Federal.

“Eles quiseram voltar”, recitou o ministro. A mentira foi implodida pela segunda e bem sucedida fuga dos pugilistas, que hoje moram e lutam nos Estados Unidos. Mas Tarso Genro não tem cura. Três anos depois da deportação dos dois cubanos, o companheiro gaúcho impediu que o terrorista em recesso Cesare Battisti fosse extraditado para a Itália e ali cumprisse a pena de prisão perpétua aplicada ao matador de quatro “inimigos do proletariado”. Tarso promoveu Battisti a “asilado político”, rasgou o tratado subscrito pelos dois países e luta para premiar o amigo homicida com a cidadania brasileira.

José Eduardo Cardozo está à altura dos antecessores, vem reiterando o desempenho do porquinho de Dilma que sobrou depois que Antonio Palocci reafirmou que é um caso sem remédio e José Eduardo Dutra tornou-se um caso clínico. Surpreendido pelos estrondos da Operação Porto Seguro, o ministro da Justiça foi encarregado pela chefe de provar que Lula conhece só de vista a comandante do escritório da Presidência em São Paulo ─ que não passa de uma funcionária mequetrefe.

Cardozo apareceu para o depoimento na Câmara com cara de quem vai ensinar que um consultor-geral do planeta não tem intimidade com gente do terceiro escalão. Acabou erguendo um monumento à tapeação. “Rosemary não participava do núcleo central da quadrilha”, afirmou no palavrório e quarta-feira. “Ao contrário, foi escanteada pelos seus membros, como mostram alguns diálogos interceptados”.

Desmentido dois dias depois pelo indiciamento de Rose também por formação de quadrilha, não teve tempo para organizar a retirada. “Deixei claro que, naquele momento, não havia elementos de formação de quadrilha”, improvisou. “Mas disse que nada impedia que houvesse indicação diferente se houvesse fatos novos no decorrer da investigação, com base em novos materiais apreendidos”. Ele é sempre o último a saber do que sabem até os porteiros da Polícia Federal.

Levado às cordas na sexta-feira, o ministro está grogue desde sábado, quando VEJA divulgou um e-mail enviado pela protegida de Lula ao seu comparsa Paulo Vieira. “Tarefa cumprida”, começa o recado. As linhas seguintes informam que a remetente conseguiu agendar encontros entre a juíza Vivian Josete Pantaleão Caminha, candidata a desembargadora do Tribunal Regional Federal da 4ª Região, com figurões da República.

Um deles era Cardozo, confessa a atropeladora da língua portuguesa no trecho transcrito sem correções: “06.08.12. Audiência com o Ministro da Justiça José Eduardo Cardozo as 19h00 ─ Ministério da Justiça ─ 4° andar sala 400″. Em 8 de outubro, Dilma oficializou a promoção a desembargadora a candidata apoiada pela quadrilha dos pareceres criminosos.

A sorte de Cardozo é ser ministro aqui. No mundo civilizado, qualquer figurão suspeito de ocultação de provas e obstrução da Justiça está arriscado a perder o direito de ir e vir. No Brasil, não perde nem o emprego.

14/11/2012

às 17:47 \ Direto ao Ponto

A frase disparada pelo último porquinho de Dilma acertou o pé do ministro da Justiça e matou a candidatura a uma vaga no STF

O companheiro José Eduardo Cardozo mirava no Supremo Tribunal Federal ao acionar, nesta terça-feira, a espingarda que só dispara cretinices: “Se fosse para cumprir muitos anos em alguma prisão nossa, eu preferiria morrer”, comunicou ao país. Com uma única frase, baleou os dois pés. Além de confirmar que não merece continuar no cargo que ocupa desde janeiro de 2011, o ministro da Justiça desqualificou-se de vez para continuar sonhando com uma toga do STF.

Segundo o art. 1 ° do Decreto 6.061 de 15 de março de 2007, as atribuições do Ministério da Justiça incluem o “planejamento, coordenação e administração da política penitenciária nacional”. Ao confessar que prefere a morte a uma temporada nos presídios que governa há dois anos (e o PT há dez), José Eduardo Cardozo conferiu a ele próprio e a seu partido um vistoso atestado de incompetência ─ assinado por José Eduardo Cardozo. Deveria ter assinado no minuto seguinte o pedido de demissão.

A frase também proíbe Dilma Rousseff de indicar para uma vaga no STF o porquinho que sobrou da trinca completada por José Eduardo Dutra (que não voltou da viagem) e Antonio Palocci (abatido depois de comprovado que não tem cura). Não pode ser juiz quem acha que condenar um culpado à prisão equivale a entregar-lhe um vale-suicídio. No Supremo, Cardozo ampliaria, e tornaria ainda mais radical, a bancada dos ministros da defesa por enquanto restrita a Ricardo Lewandowski e Dias Toffoli.

Em março de 2010, ao anunciar que desistira de disputar a reeleição, o então deputado federal do PT paulista culpou o sistema eleitoral: “Já me submeti a situações constrangedoras, mas cheguei ao meu limite”, discursou. Nesta semana, Cardozo ultrapassou o limite da tolerância do Brasil sensato. Não seria má ideia culpar o sistema penitenciário e voltar para casa.

14/03/2012

às 18:37 \ Direto ao Ponto

A farsa das UPPs amplia a conta da mentira

CELSO ARNALDO ARAÚJO

Acrescento à interminável lista de compromissos lulodilmistas sem o menor compromisso com a veracidade e a boa-fé, produzida em palanque por gritos roufenhos (Lula) e garranchos verbais (Dilma), o cínico anúncio, feito hoje pelo Ministério da Justiça, de que a promessa de instalar 2.883 UPPs em todo o país, constante do PAC 2, era conta de mentiroso.

Perdão, não quero ser injusto com os bons mentirosos — que sempre mentem com alguma lógica, um fundinho de verdade. Os do lulopetismo estão abaixo da linha do embuste mais grosseiro.

Quer dizer que 2.883 UPPs (de onde tiraram esse número vulgar, nada cabalístico?) eram “um cálculo superdimensionado”, no dizer do Ministério da Justiça?

Então serão quantas Unidades Pacificadoras? 2.000? 1.500? 500? Nonada. Nenhuma! O plano foi todo engavetado. Não haveria polícia suficiente nem se as unidades fossem de Lego. Nenhum centavo, da verba supostamente comprometida para o falso projeto, foi empenhado na fantasia.

Está decidido: UPPs só mesmo nos morros de Cabral e no arquivo morto do cérebro baldio de Dilma, onde as melífluas unidades devem estar pacificando as crianças das 6.500 creches que ela inventou para produzir gênios e milionários.

Nas creches de Dilma, não há fraldas – só fraudes. E destaque-se uma justiça poética: chupeta em inglês é “pacifier”, pacificadora.

07/09/2011

às 21:00 \ Sanatório Geral

Conta outra, ministro!

“O governo tem sido o maior batalhador contra malfeitos”.

José Eduardo Cardozo, ministro da Justiça, sobre as manifestações contra a corrupção ocorridas nesta quarta-feira, fazendo de conta que nem chegou perto de algum ato de protesto porque se sente constrangido quando é muito aplaudido.

25/08/2011

às 18:48 \ Sanatório Geral

O avesso das coisas

“Cesare Battisti pode agora levar uma vida absolutamente normal, sem nenhum risco”.

Luiz Eduardo Greenhalgh, advogado e hospedeiro do assassino de estimação do governo brasileiro, confirmando que, com um cliente desses em liberdade, o que está em risco é a vida dos outros.

18/08/2011

às 22:36 \ Sanatório Geral

Bom começo

“Vou conversar com o Wagner. Ele fez um extraordinário trabalho”.

Mendes Ribeiro, em seu primeiro dia no emprego novo, deixando claro que está mais interessado em conquistar o título de  HSV de Agosto do que em dar um jeito no Ministério da Agricultura.

 

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