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mensalão

05/07/2014

às 9:54 \ Sanatório Geral

Passarinho mensaleiro

“É uma coisa natural, excitação de uma pessoa há tanto tempo presa e se vê livre. Você já abriu gaiola de passarinho? Ele sai, canta, roda”.

José Gerardo Grossi, dono do escritório de advocacia em Brasília que acaba de contratar José Dirceu, ao descrever o primeiro dia do guerrilheiro de festim fora da Papuda, revelando que o novo empregado, como Hugo Chaves, apareceu para trabalhar em forma de passarinho.

 

03/07/2014

às 12:24 \ Opinião

‘As preocupantes declarações de Joaquim Barbosa’, editorial do Globo

Publicado no Globo desta quinta-feira

Bem ao seu estilo, o ministro Joaquim Barbosa se despediu do Supremo Tribunal Federal sem cumprir o protocolo. Para não ouvir os discursos de praxe de colegas e evitar qualquer pronunciamento formal, Barbosa saiu antes de encerrada a sessão de terça-feira, a sua última no STF. Agora, espera a publicação da aposentadoria no Diário Oficial.

Mas já aproveitou os primeiros momentos fora da Corte para, em entrevista, dar opiniões fortes sobre a atuação de ministros. No julgamento do mensalão, de que foi relator, já fizera acusações a alguns de seus pares de atuar com o objetivo de ajudar condenados.

Terça, sem a toga, foi mais explícito: “Aqui (STF) não é lugar para pessoas que chegam com vínculos a determinados grupos. Não é lugar para privilegiar determinadas orientações”. E mais adiante: “(…) aquilo que falei da constante queda de braço, da tentativa de utilização da jurisdição para fins partidários, de fortalecimento de grupos, de certas corporações, isso é extremamente nocivo, em primeiro lugar, à credibilidade do tribunal, e também à institucionalidade do nosso país”.

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27/06/2014

às 7:44 \ Sanatório Geral

Respeito é isso

“Não estou julgando os ministros e não vou julgar, mesmo que uma decisão ou outra não me agrade. Não é meu papel julgar a Suprema Corte. Agora, o que temos que fazer é recontar essa história. As penas desses companheiros já foram dadas. O que esses companheiros agora têm que conquistar é o direito de andar de cabeça erguida pelas ruas desse país”.

Lula, em entrevista ao Jornal do SBT, informando que é por respeitar demais a decisão do Supremo Tribunal Federal que não perde uma oportunidade de criticar os ministros que condenaram os companheiros mensaleiros.

18/06/2014

às 19:42 \ Sanatório Geral

Gênio da raça (78)

“Quem está preso tem pressa”.

Luis Roberto Barroso, ministro do STF que substituiu Joaquim Barbosa como relator do mensalão, ensinando que a Justiça deve socorrer o quanto antes criminosos condenados porque gente inocente pode esperar.

09/06/2014

às 22:01 \ Sanatório Geral

Culpa do povo

“O PT é um partido que o próprio povo dirige”.

Lula, acusando o povo brasileiro, entre outras bandalheiras históricas, de ter comandado o esquema do mensalão.

04/05/2014

às 10:50 \ Opinião

‘A que ponto chegamos!’, de Fernando Henrique Cardoso

Publicado no Estadão deste domingo

FERNANDO HENRIQUE CARDOSO

Eu, como boa parte dos leitores de jornal, nem aguento mais ler as notícias que entremeiam política com corrupção. É um sem-fim de escândalos. Algumas vezes, mesmo sem que haja indícios firmes, os nomes dos políticos aparecem enlameados. Pior, de tantos casos com provas veementes de envolvimento em “malfeitos”, basta citar alguém para que o leitor se convença de imediato de sua culpabilidade. A sociedade já não tem mais dúvidas: se há fumaça, há fogo.

Não escrevo isso para negar responsabilidade de alguém especificamente, nem muito menos para amenizar eventuais culpas dos que se envolveram em escândalos, nem tampouco para desacreditar de antemão as denúncias. Os escândalos jorram em abundância, não dá para tapar o sol com peneira. O da Petrobrás é o mais simbólico, dado o apreço que todos temos pelo que a companhia fez para o Brasil. Escrevo porque os escândalos que vêm aparecendo numa onda crescente são sintomas de algo mais grave: é o próprio sistema político atual que está em causa, notadamente suas práticas eleitorais e partidárias. Nenhum governo pode funcionar na normalidade quando atado a um sistema político que permitiu a criação de mais de 30 partidos, dos quais 20 e poucos com assento no Congresso. A criação pelo governo atual de 39 ministérios para atender às demandas dos partidos é prova disso e, ao mesmo tempo, é garantia de insucesso administrativo e da conivência com práticas de corrupção, apesar da resistência a essas práticas por alguns membros do governo.

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29/04/2014

às 10:27 \ Sanatório Geral

Metamorfose ambulante (171)

“Quero dizer, com franqueza, que me sinto traído. Não tenho vergonha de dizer ao povo brasileiro que nós temos que pedir desculpas”.

Lula, ao comentar o escândalo do mensalão em agosto de 2005.

“Foi uma tentativa de golpe no governo. Foi a maior armação já feita contra o governo”.

Lula, ao comentar o escândalo do mensalão em novembro de 2009.

“Quando sair do governo vou desmontar a farsa do mensalão”.

Lula, ao comentar o escândalo do mensalão em novembro de 2010.

“A população não está preocupada com o mensalão. O povo está preocupado se o Palmeiras vai cair e se o Fernando Haddad vai ganhar”.

Lula, ao comentar o escândalo do mensalão em agosto de 2012.

“Não se trata de gente da minha confiança”.

Lula, ao comentar o escândalo do mensalão em abril de 2014.

29/04/2014

às 6:31 \ Sanatório Geral

Profissionalismo é isso

“Não se trata de gente da minha confiança”.

Lula, na entrevista à emissora portuguesa RTP, ao falar sobre os companheiros envolvidos no escândalo do mensalão, revelando que só confia em chefiados que escapam da cadeia.

28/04/2014

às 12:01 \ Sanatório Geral

Doutor honoris causa

“O mensalão teve praticamente 80% de decisão política e 20% de decisão jurídica”.

Lula, na entrevista à TV portuguesa, revelando que também é doutor honoris causa em Direitos dos Corruptos.

28/04/2014

às 11:00 \ Direto ao Ponto

Na entrevista a um canal da TV portuguesa, Lula insinua que não sabe quem é José Genoino e conhece José Dirceu só de vista

Atualizado às 11h00

“O que eu acho é que não houve mensalão”, disse o ex-presidente Lula na entrevista concedida à RTP, publicada neste domingo no site da emissora de televisão portuguesa. “Eu também não vou ficar discutindo a decisão da Suprema Corte”, tratou de desdizer-se na frase seguinte. E mudou de ideia na continuação: “Eu só acho que essa história vai ser recontada para saber o que aconteceu na verdade”. A hipótese é tentadora para o país que presta.

Se a história fosse recontada como se deve, não ficaria sem castigo o chefe supremo do esquema que produziu o maior escândalo político-policial desde o Descobrimento. Se a verdade prevalecesse, seria restaurada a decisão original do Supremo Tribunal Federal, desfigurada pela nomeação de Teori Zavaschi e Roberto Barroso. Ao tornar majoritária a bancada dos ministros da defesa de culpados, a dupla de togas ajudou a parir a obscenidade segundo a qual  um bando de quadrilheiros é diferente de uma quadrilha.

O camelô de empreiteira não parece preocupado com o destino dos condenados, revelou o melhor dos piores momentos da conversa. Quando a entrevistadora lembrou que estão na cadeia alguns velhos parceiros do entrevistado, Lula atirou ao mar a carga incômoda: antes de admitir o óbvio ─ “Sabe, tem companheiros do PT presos…” ─ recitou a ressalva abjeta: “Não se trata de gente da minha confiança”.

Nem a turma da cela S13?, talvez perguntasse a jornalista se conhecesse melhor a trajetória dos casos de polícia hospedados na Papuda. Os telespectadores portugueses e brasileiros então ouviriam Lula dizer que não sabe direito quem é José Genoino, acha que Delúbio é nome de rio e conhece José Dirceu só de vista.

Assista à integra da entrevista no site da RTP

 

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