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mensalão

01/04/2014

às 16:28 \ Opinião

‘Mundo pequeno’, de José Casado

Publicado no Globo desta terça-feira

JOSÉ CASADO

Numa etapa de adversidades, o Partido dos Trabalhadores recebeu uma boa notícia do Judiciário: vai economizar R$ 170 milhões. É bolada expressiva, equivalente a três anos de participação do PT no Fundo Partidário, mantido com recursos públicos.

O partido livrou-se do pagamento de empréstimos dos bancos BMG e Rural, assumidos pelas empresas de Marcos Valério, condenado a mais de 40 anos de prisão como operador do mensalão. Agora, o pagamento é problema de Valério e seus credores.

BMG e Rural ajudaram a ocultar o dinheiro público desviado para os partidos aliados ao governo Lula, em 2003 e 2004. Resultado: as bancadas federais do PTB e do PL dobraram de tamanho, e a do PP aumentou em 30%.

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14/03/2014

às 16:13 \ Direto ao Ponto

Celso de Mello fez o gol contra que deixou a vitória da Justiça com cara de empate

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Imagine um zagueiro que, aos 45 minutos do segundo tempo, ignora as advertências dos companheiros e faz o gol contra que leva à prorrogação. No intervalo, o dono da bola aproveita a saída involuntária de um craque do time que dominava a partida para substituí-lo por um novato disposto a ajudar o adversário. O truque não impede a derrota da equipe credenciada pelo apreço ao jogo sujo a conquistar a taça do campeonato dos presidiários. Mas a vitória fica com cara de empate. Em vez de envergonhar-se da jogada irresponsável que mudara o rumo da partida, o zagueiro trapalhão usa os segundos finais para caprichar em embaixadas, passes de trivela e outras firulas inúteis.

O ministro Celso de Mello, decano do Supremo Tribunal Federal, primeiro condenou com singular veemência os quadrilheiros do mensalão. Em seguida, resolveu socorrê-los com a aceitação de embargos infringentes de aplicação tão duvidosa que foram rejeitados por cinco ministros. O voto de Celso de Mello forçou um segundo julgamento. Graças a mudanças espertas na composição do Supremo Tribunal Federal, os culpados já se haviam livrado da acusação por formação de quadrilha quando Celso de Mello começou a ler o seu palavrório. Sem aparentar remorso, voltou a afirmar que os corruptos juramentados são também quadrilheiros. Merecem, portanto, ficar um bom tempo na cadeia da qual logo sairão graças à vaidade e à teimosia do decano.

Celso de Mello é o zagueiro de toga.

11/03/2014

às 18:11 \ Homem sem Visão

Rui Falcão não enxerga os quadrilheiros do mensalão, Marco Aurélio Garcia manda um toptoptop para a oposição venezuelana e Luís Roberto Barroso já marcou hora no salão de beleza para o dia da vitória

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“O chefe deixou muito claro que os companheiros não podem ser chamados de quadrilheiros, só de corruptos, ladrões, gatunos, larápios e outros pecados veniais”, revelou um militante fantasiado de Che Guevara durante o lançamento da candidatura de Rui Falcão ao título de Homem sem Visão de Março. O presidente do Partido dos Trabalhadores, que foge de qualquer tipo de emprego regular há mais de 30 anos, entrou na briga por não conseguir enxergar uma quadrilha na quadrilha do mensalão.

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04/03/2014

às 12:40 \ Sanatório Geral

Quadrilheiro corrupto

“Dizer que José Genoino é quadrilheiro é desrespeito”.

Rui Falcão, presidente do PT, reafirmando que José Genoino prefere ser chamado de corrupto.

28/02/2014

às 13:22 \ Feira Livre

A letra completa da marchinha inspirada em José Dirceu avisa que o Bloco da Papuda vai brilhar no Carnaval de 2014

PUBLICADO EM 15 DE DEZEMBRO DE 2013

O corrupto juramentado Delúbio Soares garantiu em 2005 que a descoberta do escândalo do mensalão daria em nada: a grande roubalheira acabaria virando piada de salão, previu. Deu no que deu. Acaba de dar até cadeia. E, como atesta o segundo áudio enviado pelo comentarista José Limeira, já virou tema de anedotas carnavalescas.

Cadê o Zé?, de Luiz Trevisani, agora com a letra completa, é só o começo. José Genoino tem reiterado que os “presos políticos do partido não podem ser esquecidos pelos companheiros”. Se é só isso que o impede de dormir, logo estará desfrutando do sono sereno de bebê de colo. José Dirceu já ganhou uma marchinha para chamar de sua. Os parceiros da cela S 13 não demorarão a ser lembrados.

Bem-vindo seja o sarcasmo que desmoraliza quem debochou do país que presta e pensa. A seita dos vassalos carrancudos que se prepare para mais um surto de chiliques e ataques de nervos. O Bloco da Papuda vai brilhar no Carnaval de 2014.

27/02/2014

às 14:45 \ Direto ao Ponto

A ampliação do prontuário de Pizzolato e José Borba informa que os quadrilheiros do mensalão são irrecuperáveis

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Henrique Pizzolato e José Borba

Primeiro foi Henrique Pizzolato. Pescado no pântano do mensalão em meados de 2005, o então diretor de Marketing do Banco do Brasil afastou-se à francesa da cena do crime para continuar em ação sem camburões por perto. Enquanto o caso se arrastava a caminho do Supremo Tribunal Federal, abriu contas irregulares em bancos estrangeiros, falsificou documentos para assumir a identidade do irmão morto, transformou-se em “Celso Pizzolato” e comprou imóveis na Espanha com parte do produto do roubo.

Condenado a uma temporada na cadeia, caiu fora do Brasil antes que ouvisse a voz de prisão. Capturado na Itália, espera numa cela bem mais confortável que as similares da Papuda a hora de recuperar a liberdade. Vai escapar da extradição graças à dupla nacionalidade e ao desinteresse do governo brasileiro em repatriar uma perigosa caixa-preta. Logo estará exercendo o dieito de ir e vir para torrar em paz a fortuna que tungou.

Agora foi a vez de José Borba regressar ao noticiário político policial, informou o site de VEJA nesta quarta-feira. Mensaleiro juramentado, trocou a Câmara dos Deputados pela prefeitura de Jandaia do Sul. A rotina sem sobressaltos no interior do Paraná foi interrompida pela sentença do Supremo Tribunal Federal, que o condenou a 2 anos e 6 meses em regime aberto.

A pena foi convertida no pagamento de multa e na prestação de serviços à comunidade: deveria comprar tijolos e sacos de cimento, conforme determinação da Vara de Execuções Penais e Medidas Alternativas (Vepema). Um lote encaminhado ao presídio feminino do Distrito Federal mostrou que Borba continua o mesmo: para livrar-se mais cedo da dívida judicial, o mensaleiro paranaense andava emitindo notas superfaturadas. O camburão que sumira da esquina pode reaparecer na rua onde mora.

Seis ministros do Supremo Tribunal Federal se recusam a ver quadrilheiros onde até bebês de colo enxergam integrantes de uma quadrilha. Com a ampliação do prontuário de Borba e Pizzolato, talvez descubram que tratam como vítimas de erros judiciais reincidentes irrecuperáveis.

21/02/2014

às 16:40 \ Opinião

‘A calma de Barbosa’, de Merval Pereira

Publicado no Globo desta sexta-feira

MERVAL PEREIRA

Perguntado sobre sua expectativa em relação ao resultado do novo julgamento da acusação de formação de quadrilha no processo do mensalão petista, que começou ontem, o presidente do Supremo Tribunal Federal, Joaquim Barbosa, deu de ombros, dizendo que para ele “tanto faz como tanto fez”. Essa súbita aceitação da decisão do plenário do STF, sem nenhuma reação mais contundente, parece ser provocada pela certeza de que o veredicto será alterado, e os condenados por formação de quadrilha terão suas penas reduzidas.

Tudo indica que os dois novos ministros Teori Zavascki e Luís Roberto Barroso inclinam-se, por votos anteriores e comentários, a decidir a favor dos condenados. Mas há outra razão para a aparente tranquilidade, pelo menos até agora, com que Joaquim Barbosa está recebendo a reversão de um dos pontos centrais da acusação do mensalão.

Com ou sem crime de quadrilha, a decisão está tomada, e os condenados já estão na cadeia. Houve corrupção, desvio de dinheiro público, definiu o Supremo Tribunal Federal, e a dificuldade para alterar isso em uma eventual revisão criminal é muito grande. Tão difícil de acontecer, por não haver razões técnicas para tal, que o advogado de Genoino, o mais excitado ontem no julgamento, admitiu que ela se dará, se acontecer, “dentro de 10, 20, 30 anos”.

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20/02/2014

às 15:11 \ Sanatório Geral

Novilíngua companheira (2)

“Espero que o STF aja com o mesmo rigor que agiu com os membros do PT que foram julgados na Ação Penal 470″.

Humberto Costa, líder do PT no Senado, sobre o ex-deputado do PSDB mineiro Eduardo Azeredo, reforçando a suspeita de que o Mestre ameaçou rebaixar a coroinha todo sacerdote da seita que pronunciar a expressão proibida — Mensalão — em vez do nome de guerra “Ação Penal 470″.

20/02/2014

às 13:41 \ Sanatório Geral

Novilíngua companheira

“Declaramos respeito ao deputado Azeredo. Só espero que ele não passe o que passaram os réus da Ação Penal 470″.

Vicentinho, líder do PT na Câmara dos Deputados, sobre o ex-deputado pelo PSDB mineiro Eduardo Azeredo, confirmando que os devotos da seita serão excomungados pelo mestre se esquecerem de esconder o Mensalão sob o codinome “Ação Penal 470″.

 

17/02/2014

às 20:33 \ Sanatório Geral

Rumo à Papuda

“Doei para dividir a pena com ele”.

José de Abreu, canastrão de novela, ao afirmar que doou mil reais para pagar a multa de José Dirceu, sem informar quando começará a dormir num dos beliches da cela S 13 da Papuda.

 

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