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mensalão

03/01/2015

às 13:25 \ Direto ao Ponto

Celso de Mello fez o gol contra que deixou a vitória da Justiça com cara de empate

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PUBLICADO EM 14 DE MARÇO

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Imagine um zagueiro que, aos 45 minutos do segundo tempo, ignora as advertências dos companheiros e faz o gol contra que leva à prorrogação. No intervalo, o dono da bola aproveita a saída involuntária de um craque do time que dominava a partida para substituí-lo por um novato disposto a ajudar o adversário. O truque não impede a derrota da equipe credenciada pelo apreço ao jogo sujo a conquistar a taça do campeonato dos presidiários. Mas a vitória fica com cara de empate. Em vez de envergonhar-se da jogada irresponsável que mudara o rumo da partida, o zagueiro trapalhão usa os segundos finais para caprichar em embaixadas, passes de trivela e outras firulas inúteis.

O ministro Celso de Mello, decano do Supremo Tribunal Federal, primeiro condenou com singular veemência os quadrilheiros do mensalão. Em seguida, resolveu socorrê-los com a aceitação de embargos infringentes de aplicação tão duvidosa que foram rejeitados por cinco ministros. O voto de Celso de Mello forçou um segundo julgamento. Graças a mudanças espertas na composição do Supremo Tribunal Federal, os culpados já se haviam livrado da acusação por formação de quadrilha quando Celso de Mello começou a ler o seu palavrório. Sem aparentar remorso, voltou a afirmar que os corruptos juramentados são também quadrilheiros. Merecem, portanto, ficar um bom tempo na cadeia da qual logo sairão graças à vaidade e à teimosia do decano.

Celso de Mello é o zagueiro de toga.

02/01/2015

às 13:54 \ Sanatório Geral

Bandido irrecuperável

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PUBLICADO EM 17 DE JANEIRO

“Para nós, da Ação Penal 470, eu, José Dirceu, José Genoino e o companheiro Delúbio Soares, é fundamental ganhar a eleição porque queremos mostrar que toda essa armação em torno da nossa ação penal é política”.

João Paulo Cunha, deputado federal condenado a nove anos e quatro meses de cadeia por corrupção passiva, peculato e lavagem de dinheiro, explicando que, se Dilma Rousseff for reeleita, estará provado que o STF é um partido de oposição.

11/11/2014

às 17:55 \ Opinião

José Nêumanne: Gilberto Carvalho e Marta Suplicy abriram fogo amigo contra Dilma; e o doleiro Alberto Youssef revela, em depoimento, elo de conexão entre os escândalos do Mensalão e do Petrolão

02/10/2014

às 20:15 \ Direto ao Ponto

Francisco Rezek, ex-ministro do STF, em entrevista à Jovem Pan: ‘Negar carteira de advogado a Joaquim Barbosa é mancha na história da OAB’

 

29/09/2014

às 19:07 \ Direto ao Ponto

A Padroeira dos Corruptos faz de conta que quer punir bandidos que sempre acobertou

“Uma das prioridades do meu governo é o combate sem tréguas à corrupção”, recitou Dilma Rousseff em Nova York, esforçando-se para envergonhar o Brasil na ONU sem parar de tapear o eleitorado. Na sexta-feira, já de volta ao Planalto, a protetora da turma que, patrocinada pelo governo, faz bonito no campeonato mundial da corrupção recomeçou o espancamento da verdade.

“No meu segundo mandato, uma das coisas que pretendo atacar é a impunidade, com o fortalecimento das instituições que fiscalizam e punem atos de corrupção, lavagem de dinheiro e outros crimes financeiros”, fantasiou já na abertura da entrevista coletiva. Foi a continuação da interminável Ópera dos Vigaristas, que estreou há 12 anos com reedições mensais, tornou-se um clássico no capítulo do mensalão (veja o vídeo do Implicante) e hoje afronta o país com atualizações semanais.

Até um estagiário sem filiação ao PT sabe que Dilma fez, faz e continuará a fazer o diabo para perpetuar a corrupção impune que Lula institucionalizou. Os entrevistadores presentes, caprichando na cara de paisagem, limitaram-se a anotar o que a candidata dizia. A cordura sugere que concordam com Dilma: o papel da imprensa é divulgar o que diz um governante, sem incomodar o declarante com réplicas, dúvidas ou mesmo pedidos de esclarecimento.

Nenhum deles ousou perguntar por que a presidente não fez no primeiro mandato o que a candidata promete fazer no segundo. Ninguém lembrou à defensora das instituições fiscalizadoras ou punitivas que o seu governo emasculou os órgãos de controle interno, vive obstruindo o avanço de investigações da Polícia Federal que sobressaltam meliantes de confiança e intensifica o aparelhamento do Judiciário com nomeações repulsivas, fora o resto.

A caçadora de corruptos só existe enquanto dura um palavrório eleitoreiro. No Brasil real, o que há é uma nulidade que, no comando do governo formado por incapazes capazes de tudo, age o tempo todo como amiga, admiradora e comparsa de todos os companheiros delinquentes. Foi assim no escândalo do mensalão, inspirador do vídeo em que contracenam vilões e homens da lei. No primeiro grupo, falta a presidente que desfigurou o elenco com a substituição de ministros honrados por ministros da defesa de culpados. Fez isso para garantir aos corruptos condenados um final menos infeliz.

Na coletiva, os entrevistadores nem tocaram no assunto. Coerentemente, tamb[em ficou fora da conversa o papel desempenhado por Dilma na sequência de absurdos que reduziram a Petrobras a uma usina de bandalheiras bilionárias. A ministra de Lula avalizou a infiltração de corruptos na cúpula da estatal. A chefe da Casa Civil negou-se a apurar as primeiras denúncias sobre o ovo da serpente. A presidente do Conselho endossou negociatas de dimensões amazônicas.  A chefe do governo só não presidiu o velório da Petrobras porque a Polícia Federal capturou alguns coveiros e interditou o necrotério.

O amável diálogo de sexta-feira passou ao largo de questões incômodas porque, aos entrevistadores, pouco importa o que efetivamente interessa aos brasileiros que bancam o prejuízo. Como a entrevistada, eles também imaginam que besteirol presidencial é notícia a divulgar com destaque e sem ressalvas. E acham que merece virar manchete qualquer mentira de bom tamanho contada pela madrinha de meliantes fantasiada de Mãe da Pátria.

A mais recente fez de conta que a Padroeira dos Corruptos resolveu castigar os criminosos que sempre acobertou.

28/09/2014

às 5:18 \ Sanatório Geral

Problema de agenda

“Certamente, o objetivo de quem manda vocês fazerem a pergunta para mim é eleitoral. O que não é o comportamento da Polícia Federal. Quando você quer fazer fazer uma investigação séria, você não se preocupa com o período eleitoral. Não tem data, não tem limite, não tem eleição. Eu estou tranquilo”.

Lula, sobre o “convite”que a Polícia Federal tenta entregar-lhe há sete meses para contar o que falta saber do escândalo do mensalão, explicando que, como tais assuntos devem ser tratados fora de temporadas eleitorais, ainda não abriu o bico porque está em campanha desde 1978, quando parou de trabalhar para viver de discursos.

27/09/2014

às 23:07 \ Sanatório Geral

Companheiro procurado

“É a primeira vez que alguém é convidado pela imprensa”. 

Lula, ao garantir que só soube pela imprensa do “convite” que a Polícia Federal tenta entregar-lhe há meses para dizer o que sabe sobre o escândalo do mensalão, caprichando no jeitão distraído de quem nem lembra direito quem é José Dirceu.

25/09/2014

às 16:29 \ Opinião

José Nêumanne: Lula se recusa, há sete meses, a colaborar com a Polícia Federal que investiga denúncias feitas em depoimento de Marcos Valério

Em sua coluna Direto ao Assunto, veiculada pela Rádio Jovem Pan, o jornalista José Nêumanne Pinto comenta o “finjo que não é comigo” do ex-presidente Lula, que prefere não colaborar com a delegada da Polícia Federal, responsável por investigar as denúncias feitas em depoimento do operador do mensalão à Procuradoria Geral da República.

13/09/2014

às 11:01 \ Direto ao Ponto

No mais cruel dos dias para quem tem culpa no cartório, VEJA revela bandidagens que ligam a morte de Celso Daniel, o escândalo do mensalão e a roubalheira na Petrobras

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ATUALIZADO ÀS 11H01

No faroeste à brasileira inventado pelo PT, o bandido se fantasia de mocinho, atribui pecados inexistentes a meio mundo para desviar a atenção dos crimes que pratica compulsivamente e, enquanto saqueia a cidade, jura que a estrelinha usada no peito por todos os integrantes da quadrilha é uma estrela de xerife. Produzida por Lula, dirigida por João Santana e protagonizada por Dilma Rousseff, a mais recente obra do gênero estreou no horário eleitoral da TV logo depois de divulgadas por VEJA as bandalheiras na Petrobras reveladas pelo ex-diretor Paulo Roberto Costa.

Como sempre ocorre nesses obscenos bang-bangs, o enredo previa um final feliz para os vilões. Terá de ser reescrito, acabam de saber os roteiristas pilantras e os canastrões do elenco. Sábado é mesmo o mais cruel dos dias para quem tem culpa no cartório, reiteraram as sete páginas da edição de VEJA que resumem uma história de horror ainda em curso no submundo político-policial. A trama envolve o presidente Lula, a candidata Dilma Rousseff, ministros de Estado, chefões do PT, Marcos Valério, doleiros bilionários, assaltantes de estatais,  empresários corruptos do ABC e delinquentes do baixo clero armados de documentos de grosso calibre. Fora o resto.

A reportagem mapeia atalhos, trilhas e desvios que estabelecem ligações mais que perigosas entre três casos de altíssimo teor explosivo: o assassinato do prefeito Celso Daniel,  o escândalo do mensalão e a megaladroagem na Petrobras. Está também comprovado que o PT virou refém das bandidagens em que se meteu ─ e se tornou vulnerável a extorsões executadas por antigos comparsas. “Os segredos dos criminosos, se revelados, prenunciariam uma tragédia eleitoral”, informa o parágrafo de abertura. “Dirigentes do partido avaliaram os riscos e decidiram que o melhor era ceder aos chantagistas”.

Os atores desse faroeste se merecem. E todos merecem cadeia.

06/09/2014

às 20:09 \ Sanatório Geral

Neurônio enigmático

“Quando você tem um lado, você pode até chegar onde chegamos, até ir para a prisão”.

Dilma Rousseff, neste sábado, durante um comício do PT em São Paulo, sem explicar à plateia se estava pensando em sua temporada na cadeia, nos companheiros do mensalão engaiolados na Papuda ou nos gatunos da Petrobras que o ex-diretor Paulo Roberto Costa começou a denunciar.

 

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