Blogs e Colunistas

Marina Silva

04/11/2011

às 13:11 \ Sanatório Geral

Celso Arnaldo captura Marina

“A partir de agora, os leitores de Rubem Alves não terão mais os litorais inundados pelas intensas ondas de suas ideias, avolumadas pelos ventos de sua alma de poeta.”

Marina Silva, capturada por Celso Arnaldo na abertura da coluna de hoje na página 2 da Folha, “lamentando a saída do colega e revelando, por linhas mais tortas que as de um igarapé da floresta amazônica, a verdadeira razão pela qual o educador Rubem Alves despediu-se esta semana do jornal.”

08/10/2011

às 8:17 \ Sanatório Geral

Escritora poliglota

“Ouso dizer aos que supõem prever os fados da política só com base em correlações de dados pretéritos ou em tendências que sejam bem-vindos à era do imponderável, do imprevisível”.

Marina Silva,  em artigo na Folha, aproveitando o palavrório sobre os 20 milhões de votos que obteve na eleição presidencial para mostrar que aprendeu a escrever perfeitamente em dilmês.

15/07/2011

às 21:18 \ Sanatório Geral

Celso Arnaldo captura Marina

“O mundo de múltiplas crises em que vivemos é o mesmo que nos possibilita múltiplas respostas. A questão é como ajudar a constituir e a viabilizar um novo idioma político, que nos auxiliará a resolver a estagnação civilizatória a que estamos submetidos.”

Marina Silva, capturada por Celso Arnaldo já na largada como colunista e encaminhada ao Sanatório com o seguinte bilhete: SAUDADES DA MADRE. Fecho sonhático do artigo de estreia de Marina Silva na página 2 da Folha às sextas-feiras, fazendo eclodir de imediato, entre os povos da floresta e das cidades, o movimento “Volta Sarney”.

10/07/2011

às 17:50 \ Sanatório Geral

Sempre pode piorar

“Estou adorando a ideia de voltar a ter coluna na Folha. Meus interesses se ampliaram muito nos últimos anos”.

Marta Suplicy, vice-presidente do Senado, convidada pela Folha de S. Paulo para dividir com Aécio Neves e Marina Silva o espaço que era de José Sarney, avisando que a alegria dos leitores durou pouco.

10/07/2011

às 7:11 \ Sanatório Geral

Megalomania contagiosa

“Jesus nunca se deixou aprisionar pelas armadilhas nem do seu carisma nem do seu poder”.

Marina Silva, ex-senadora que acaba de deixar o PV, comparando-se a Jesus Cristo, numa confirmação de quem ninguém convive impunemente com Lula por mais de 30 anos.

03/06/2011

às 13:00 \ Frases

Sem limites

“Há um grupo de pessoas que historicamente atua na Amazônia sem noção de limites. Foi assim que fizeram com Chico Mendes, com a irmã Dorothy. Qualquer impecilho aos seus interesses nefastos deve ser removido. Se são pessoas, eles elimininam”.

Marina Silva, ex-senadora e ex-ministra do Meio Ambiente.

15/05/2011

às 2:44 \ Sanatório Geral

Pecador arrependido

“Sei que peguei pesado e vou ligar para ela para desfazer esse mal-entendido. De cabeça quente, eu lancei mão dessa denúncia, mas confesso que só tomei conhecimento da denúncia pela imprensa. Vou ligar para a Marina para me explicar”.

Aldo Rebelo, deputado da base alugada, setor PCdoB, guichê de São Paulo, depois de ter acusado de contrabandista de madeira o marido de Marina Silva, Fábio Vaz de Lima, e confessado que manobrou para impedir a convocação do acusado por uma CPI, explicando que não deve ser enquadrado por obstrução da Justiça e cumplicidade criminosa porque seu único pecado foi contar mentiras, o que não é novidade para ninguém.

12/11/2010

às 19:02 \ Vídeos: Entrevista

Luiz Bassuma, deputado federal pelo PV da Bahia, que sugeriu a Lula contar tudo sobre o mensalão (parte 3)

Durante a crise do mensalão, Lula tinha duas alternativas: cercar-se de juristas cinco estrelas e esconder a verdade ou – como fariam os estadistas – revelar aos brasileiros o que efetivamente havia acontecido. O deputado federal Luiz Bassuma, na época ainda filiado ao PT, aconselhou o presidente a optar pela segunda alternativa. Lula escolheu a primeira. Na terceira e última parte desta entrevista, Bassuma afirma que o governo petista perdeu a chance de exterminar o câncer da corrupção no país. Também aponta as diferenças entre o PT e o Partido Verde, comenta a performance de Marina Silva nas eleições deste ano, lembra a relevância dos valores éticos e diz que o PV não pode perder a chance de consolidar-se nas eleições municipais de 2012.  “Temos que enfrentar o desafio de ser oposição”, acredita o deputado. “Se o Partido Verde quiser se constituir numa alternativa para o Brasil, precisa ser independente”.


21/10/2010

às 15:22 \ Feira Livre

O verde em dois tons: entrevistas com Hélio Bicudo e Leonardo Boff

ENTREVISTAS PUBLICADAS NO GLOBO DESTA QUARTA-FEIRA

Sérgio Roxo

Os dois são figuras históricas da esquerda brasileira, ajudaram a fundar e estruturar o PT, mas, no primeiro turno, apoiaram a candidata do PV, Marina Silva. Agora, no segundo turno, adotaram caminhos opostos: o jurista Hélio Bicudo decidiu apoiar o candidato tucano à Presidência, José Serra, e o teólogo Leonardo Boff, a petista Dilma Rousseff. Bicudo optou pelo PSDB porque teme que a permanência do partido comandado por Lula leve a uma “mexicanização da política brasileira”, piorando a corrupção que ele critica na atual gestão. Boff diz que corrupção faz parte da política, e que é inegável o sucesso da “ideia original” do Partido dos Trabalhadores — atender os marginalizados e excluídos. Num ponto, concordam o jurista e o teólogo que foi punido em 1984 pelo então cardeal Joseph Ratzinger, hoje Papa Bento XVI, por sua defesa da Teologia da Libertação: o aborto e a religião não são temas para uma discussão entre candidatos a presidente. Bicudo lembra que, para mudar a lei sobre aborto, só com uma nova Constituição, e que o Estado brasileiro é laico. Boff, que defende a descriminalização do aborto, diz que o tema foi levantado pela oposição por falta de argumento. E teme que o fundamentalismo mostre uma “religião doente” que desagregue a sociedade brasileira.

Entrevista com Hélio Bicudo


Por que Serra?

Você tem dois candidatos: um que é o próprio Lula, e outro, que é diverso do Lula. Acho que democracia tem como fundamento a alternância no poder. Se você mantém o poder com o mesmo grupo, você vai ter uma mexicanização da política brasileira, porque entregando as coisas para um grupo só, elas vão se deteriorando. Já estão deterioradas pela corrupção. Além do fato de o Serra ter um currículo respeitável.

Petistas dizem que seu problema com o partido tem relação com o fato de não ter sido nomeado para um embaixada.

O Lula prometeu para a prefeita (de São Paulo) Marta Suplicy que, para eu não disputar novamente a vice-prefeitura (em 2004), reservaria um alto cargo para mim, provavelmente fora do país. Um dia, recebo um telefonema do chefe de gabinete do (ministro das Relações Exteriores Celso) Amorim, o (Antonio de Aguiar) Patriota. Ele me disse: “Temos aqui uma coisa interessante. Quem sabe o senhor gostaria de exercer o cargo de conselheiro da Unesco?”. Eu disse: “não sei o que faz um conselheiro da Unesco”. Ele disse: “É ótimo porque o senhor irá a Paris três vezes por ano, por conta do governo. São 15 dias cada vez”. É brincadeira. Você pode oferecer isso para o segundo time, não para mim. Não estava procurando sinecura nenhuma. Quando quero ir a Paris, vou às minhas custas, não às custas do governo.

Como o senhor vê as discussões relacionadas ao aborto na campanha?

Do ponto de vista jurídico, é uma tolice falar em mudar a Constituição por emenda na questão do aborto. O direto à vida é um direto fundamental. Não pode ser mudado, a não ser por uma nova Constituição.

E a exploração das questões religiosas?

Não tem o menor sentido. Se o Brasil é um Estado laico, você não tem que discutir religião. Os dois lados estão equivocados.

Entrevista com Leonardo Boff


Por que Dilma?

O PT é o espaço político que melhor atende marginalizados e excluídos, como fez ao incluir mais de 30 milhões de pessoas na sociedade brasileira

E os escândalos, como o mensalão e o caso Erenice?

Não tenho uma visão moralista da política. O mundo da política é o mundo das diferenças, em que corrupção sempre houve. Diria que os 500 anos em que a classe dominante prevaleceu no Brasil foi um período de grande corrupção, em que o povo foi marginalizado, roubado. Condeno os erros, a sociedade deve denunciar. Mas nem por isso se destrói o projeto original, ainda válido.

Como vê a questão do aborto na campanha?

É um grande equívoco, porque não se trata de um plebiscito. É uma eleição. Esse tema foi induzido como espécie de álibi. Como o partido da oposição não tinha muito a oferecer, suscitou esse tema, que é extremamente emocional, divide o país e incita os grupos mais fundamentalistas das igrejas.

O senhor acha que a legislação deveria ser mudada?

Defendo a descrimanalização do aborto.

E como o senhor vê os candidatos declararem fé?

Mostra que há uma religião doentia. Uma religião que quer interferir na política e não respeita o jogo democrático

Mas não caberia aos candidatos impor um limite?

Evidente que os candidatos são envolvidos pelas questões e aí têm que fazer as suas declarações de fé. E aí escapam do campo que deveria ser o mais natural.

O senhor acha que Dilma também teve uma postura errada nessa questão?

Ela nunca partiu para a difamação, para o ódio. Sempre disse que a tradição brasileira é de convivência com as diferenças. Seria triste que por causa desse debate a religião se tornasse um elemento de desagregação.

10/10/2010

às 22:11 \ Feira Livre

Lula é um mito, mas mitos e muros são derrubados, diz Itamar Franco

ENTREVISTA PUBLICADA NA FOLHA DESTE DOMINGO

Eliane Cantanhêde

Um dos articuladores do voto “Lulécio” em 2002, a favor do petista Lula para a Presidência e do tucano Aécio Neves para o governo de Minas, o ex-presidente da República Itamar Franco (1992-1994) agora critica duramente Luiz Inácio Lula da Silva e diz que ele tem de parar de falar “nunca antes neste país”: “O Lula não é dono do Brasil e não inventou o Brasil”.

Segundo ele, “Lula não é democrata”: “Um presidente que vai a Minas dizer que não pode ter um senador de oposição, que zomba da imprensa, que zomba da Constituição, não é democrata.”

Ex-senador (1975-1990), Itamar, 80, volta à Casa pelo PPS com a língua afiada. Ao lembrar de Getúlio Vargas, diz que “Lula tornou-se um mito, mas mitos e muros também são derrubados”.

Folha – Por que Serra e não Dilma?

Itamar Franco – Porque ela tem um discurso monotemático. Se fosse uma estudante, seria uma aluna boa para decorar as lições, não para fazer cálculos. Ela vem com um discurso preparadinho que o presidente ensinou. Já o Serra tem pensamento próprio. Mas, se não mudar o discurso, vai perder.

Mudar em quê?

Tem de parar de elogiar ou de ser condescendente com o Lula. Imagine o cidadão que está em casa ouvindo isso: “Puxa, se o candidato da oposição elogia tanto o presidente, para que mudar?”

E o argumento que Lula tem 80% de popularidade e não dá para bater nesse muro?

Ele tornou-se um mito, mas mitos e muros também são derrubados.

Não foi o sr. que criou o voto “Lulécio” de 2002?

Procurado pelo Zé Dirceu, desisti da disputa e apoiei o Aécio para o governo e o Lula para presidente. Daí surgiu o voto Lula-Aécio.

O que aconteceu depois?

Sabe o que o Lula fez em 2006? Foi na minha terra, levou todo mundo e subiu no palanque até com o Celso Amorim, que também foi meu chanceler, para falar mal de mim. Fiquei triste. Agora o Lula fez uma campanha muito violenta em Minas contra a gente de novo, uma campanha que raiou o imoral, agredia os princípios democráticos. Bem, um presidente que faz no Senado o que ele faz, que nem presidente militar fez…

O que foi imoral?

Teve nove pessoas presas, distribuindo santinhos apócrifos com as maiores aleivosias contra nós. Saíam de onde? De um comitê do PT.

Se Aécio, Anastasia e o sr. foram eleitos, por que o Serra perdeu em Minas?

Nós trabalhamos pelo Serra, mas ele não teve organização nenhuma em Minas.

E o PSDB mineiro?

Nós fazíamos um discurso afirmativo, falávamos o que o povo queria ouvir, e o povo mineiro gosta de pegar no candidato, gosta de alisar a gente, e nós atendíamos isso. Serra, não. E até nos debates ele perdeu boas chances de chutar em gol, como quando a Marina levantou uma bola para ele contra a Erenice e ele deixou passar. Foi falar em assunto técnico, oras!

O sr. votou mesmo no Serra?

Votei no Serra por causa da coligação, mas muitos amigos votaram na Marina Silva e queriam que eu ficasse com ela. Não fiquei.

Como vê o segundo turno?

Em toda a minha vida só vi um homem transferir maciçamente os votos do seu partido: Leonel Brizola para Lula, no segundo turno de 1989. Então, não sabemos. Depende muito da Marina e dos votos dela, mas esse eleitorado é muito disperso e múltiplo.

A Dilma saiu com 14,3 pontos na frente. É possível virar?

Isso dá uns 13 milhões de votos e, mais um pouquinho, Serra chega lá. Possível é, e já vimos viradas duas vezes em Minas. Mas ele precisa ser mais afirmativo no campo social, econômico, político.

Como enfrentar Lula?

Ele tem de mostrar que o Lula não é dono do Brasil e não inventou o Brasil. Do jeito que as coisas vão, o Lula vai dizer que quem abriu os portos foi ele, não d. João 6º. Tudo é ele, é ele. Por que não dizer o que o Real fez pelo país? Por que não dizer que o pãozinho custava um preço de manhã, outro preço à tarde, outro preço à noite?

Como está a sua relação com Fernando Henrique Cardoso?

Não está. Mas se eu defendo escondê-lo? Não defendo. Apesar das minhas desavenças com ele, acho um absurdo escondê-lo. Se não aparece, batem nele de qualquer jeito. Então ele deve aparecer, rebater, xingar.

Como o sr. imagina um Senado com três ex-presidentes?

Eu fico olhando o Sarney dizer que o melhor presidente que ele já teve foi o Lula, e penso: sim, senhor, hein, presidente Sarney?

E o Collor?

Prefiro falar da chuva.

Que Senado vai encontrar?

Um Senado subjugado pelo Executivo. A interferência do presidente é a todo instante, em tudo, até em questões internas. Uma das coisas mais sagradas do Congresso são as CPIs. Pois eu era de oposição e fui presidente da CPI das “polonetas” no governo Geisel e depois da CPI das diretas. E, agora, o presidente diz que não pode ser e não é. Onde já se viu isso? O Senado diz amém, amém.

Em 2011, a bancada lulista vai ser um rolo compressor. Como furar o bloqueio?

Fácil não é, mas não é impossível. A ditadura durou 20 anos, mas ela se tornou frágil e caiu. Hoje, se há essa ditadura que o PT quer impor ao país, se acha que só ele sabe o que é bom para o país, é preciso reagir. Quando o Lula diz que “nunca antes neste país”, eu penso: o que que é isso? Como é que o sr. Sarney aceita isso? Então, ninguém fez nada? Ao longo do processo, cada um de nós, o Sarney, eu, o Fernando Henrique, foi passando o bastão.

Com maioria lulista, é possível o Aécio presidir o Senado?

O Aécio hoje é a maior liderança nacional.

Mais do que o Lula?

Mais do que o Lula, porque o Aécio é democrata.

O Lula não é democrata?

Não, basta ver as ações dele todos os dias. Um presidente que vai a Minas dizer que não pode ter senador de oposição, que zomba da imprensa, que zomba da Constituição, não é democrata.

Qual sugestão o sr. daria a Lula para o pós-Presidência?

O Lula gostou do poder, mas ele vai ver o que é bom depois, quando deixar o poder. Não se pode acostumar com os palácios, os aviões, os helicópteros, com o sujeito que carrega a sua mala, porque isso não é o dia a dia do homem simples, que nós todos somos. O Lula deve saber que, um dia, tudo isso acaba. O poder não é eterno. Nós já tivemos no Brasil um grande presidente que era também o “pai dos pobres” e que depois foi derrubado, não é?


 

Serviços

 

Assinaturas

Editora Abril Copyright © Editora Abril S.A. - Todos os direitos reservados